sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Versão da Lara de " Uma noite na Sky"

Por razões diversas estivemos bastante tempo sem publicar nada neste blog. Durante este tempo alguns leitores enviaram-nos mensagens pedindo novas histórias ou perguntando o porquê da longa ausência. Bom… quanto às razões de tantos meses sem novos posts tem a ver por um lado com o facto de nem sempre haver tempo ou disposição para escrever e por outro nem sempre haver novas aventuras para relatar. Embora alguns dos contos que publicámos aqui sejam fruto da imaginação, puras fantasias minhas ou do Charlie, a maioria são histórias verídicas, com algumas pequenas adaptações sim, mas no essencial verídicas. Como já ambos tivemos o cuidado de ressalvar, não fazemos este género de coisas todos os dias. No meu entender se o fizéssemos perderia o interesse. Ainda que ambos gostamos quando algo assim acontece, também ambos gostamos muito do que damos um ao outro, apenas a dois, seja na intimidade da nossa casa, seja em qualquer outro sítio. Há pouco tempo publicámos um relato de uma visita que fizemos a uma nova sauna que abriu há uns meses em Lisboa.
Este relato foi escrito pelo meu marido e basicamente corresponde ao que se passou. Há no entanto alguns pontos que penso precisam de um esclarecimento adicional. É claro que o Charlie tem as recordações dele e eu tenho as minhas. Estou certa que o que ele escreveu corresponde rigorosamente ao que recorda. Mas como se pode ler nesse relato, nem sempre estivemos juntos. Há por isso alguns factos que ficaram de fora do post anterior. São essas lacunas que vou tentar preencher.
Por outro lado ele deixa algumas interrogações. Interrogações e dúvidas que me tem instado a esclarecer. Porque até certo ponto essas dúvidas apimentam a nossa relação, tenho sido sempre vaga nas minhas respostas. Não que haja segredos entre nós, como creio que é patente nos diversos escritos que temos publicado. É antes pelo sal com que essas pequenas omissões, incertezas, dúvidas, temperam a nossa intimidade. Há uma certa sensualidade em ir deixando escorrer a verdade dos factos gota a gota. E sei como é excitante para ele quando, depois da sua insistência, revelo algum pormenor que ele suspeitava mas de que não estava certo. Por tudo isto, este meu texto é também uma resposta a algumas das perguntas que me tem formulado.
Termino este improvisado prefácio dizendo que também eu desconhecia alguns factos. Factos esses de que só tomei conhecimento com a leitura do seu post. Por fim é sempre curioso e gratificante saber a sua perspectiva do que se passou. Saber o que ele sentiu, o que mais o excitou, como ele viu e viveu cada um daqueles tórridos momentos. Em muitos desses momentos eu estava demasiado envolvida, demasiado ocupada, demasiado centrada no meu próprio prazer para me aperceber sequer da sua presença. Ainda que em todas as minhas aventuras extraconjugais ele esteja sempre presente no meu coração, tenho que admitir que situações há em que se me varre do pensamento.
Vamos pois ao meu relato dessa noite:
Deve entender quem me esteja a ler que é impossível alguém ficar indiferente ao ambiente que se respira nestas saunas. Por um lado só o facto de ali se entrar indicia já uma vontade de que algo aconteça. Por muito que se queira disfarçar, ou fingir que apenas se vai lá para descontrair no vapor do banho turco, ou para relaxar na sauna seca, no fundo quem lá entra espera que algo sexual se desenrole. É claro que para os homens que entram sozinhos a expectativa é diferente da dos casais ou da das senhoras. Há de facto mais homens do que mulheres. Isto faz com que nem todos os homens cheguem a “ter direito a alguma coisa”. No entanto, mesmo que nunca cheguem a interagir com nenhuma mulher terão sempre a oportunidade de ver, de observar. Ver e observar ao vivo, algo verdadeiro, genuíno, não uma cena pornográfica da internet. Estou certa que mesmo para quem não participe, será sempre altamente erótico. Para nós mulheres é claro que é diferente. Temos sempre à nossa disposição um leque de singles por onde escolher. Seria falso dizer que esta possibilidade de escolha não é importante. Pelo menos para mim é. Não vou ali para namorar, nem para arranjar amigos ou para conversar do que quer que seja. É certo que se encontra por vezes pessoas interessantes e com uma conversa agradável. Mas a verdadeira razão porque ali vamos tem a ver com sexo. Isto é a verdade nua e crua e não penso que tenha que ter qualquer rebuço em o admitir. Quando me entrego a outro homem é porque me agrada fisicamente. Porque lhe gosto do corpo, dos músculos, das pernas, do rabo ou do pénis (de preferência tudo isso na mesma pessoa). Porque me dá “pica”, “tusa”, “tesão” como lhe queiram chamar. Penso, aliás sei, que há casais que vão lá sem que tenham qualquer envolvimento com nenhum dos numerosos singles presentes. Alguns casais apenas gostam de ser observados. Outros nem isso, fecham-se num privado e pronto (ok, sempre sai mais barato que um quarto de hotel). Respeito, claro, mas não é o meu (nosso) caso. É claro que eu e o Charlie também gostamos de ser observados. Já aconteceu, embora raramente, não ter nada com mais ninguém. Mas mesmo o facto de fazermos amor os dois na presença de outras pessoas e muito excitante. Há nisto sem dúvida um certo exibicionismo. Não é raro nessas ocasiões, tanto do lado dele como do meu, assumir posições que proporcionem a que observa um ângulo mais “cinematográfico”, se é que me entendem.
Como estava a dizer, é impossível ficar indiferente aquele ambiente. Saber que o sexo está na ideia de todos os presentes é só por si excitante. Depois as pessoas andam seminuas. Apenas uma toalha cobre a cintura dos homens e muitos deles ostentam erecções, bem visíveis pelo alto que provocam no tecido. Quanto às senhoras, se forem altas como eu, é difícil cobrir simultaneamente as nádegas e as mamas. É claro que muitas vezes esta toalha acidentalmente (ou não) cai, escorrega, prende-se em qualquer saliência. E não são apenas estes acidentes que nos mostram a nudez. A zona dos duches tem vários chuveiros lado a lado sem qualquer antepara a dividi-los e é separada do resto apenas por vidro transparente. Ninguém ali estranha uma mulher a tomar duche nua ao lado de um desconhecido também nu. É certo que o mais provável é que esse desconhecido não tire os olhos do corpo dela. É provável também que ela, mais ou menos disfarçadamente, lhe lance alguns olhares apreciativos. Não se pense que são apenas os meninos que gostam de ver… Para além de tudo isto, e sem falar nos quartos escuros, nos labirintos ou nas cabines de glory holes, mesmo na sauna ou no banho turco, que são espaços comuns por assim dizer, é frequente tanto homens como senhoras desembaraçarem-se das toalhas e usarem-nas dobradas para se sentarem. Falta ainda falar no jacuzzi, que é como que o centro de todo aquele espaço. É claro que aqui as pessoas estão nuas, nem se imagina como poderia ser de outro modo. Agora que falei no jacuzzi, aproveito para deixar uma pequena nota que para mim é interessante, ou mais propriamente “entesoante”. No jacuzzi sentamo-nos num círculo, mais ou menos próximo de alguém consoante o número de ocupantes. Como a água está constantemente em agitação devido aos fortes jactos e às bolhas de ar, a superfície, embora translucida não é transparente. Quero com isto dizer que todo aquele volume de água deixa sair a luminosidade colorida dos focos submersos, mas, devido à turbulência e à espuma, não deixa ver o que se passa abaixo da superfície. Dito assim parece algo irrelevante. Pois bem, o que transforma esta irrelevância em algo excitante é o facto de podermos estar muito bem a conversar com a pessoa à nossa frente e, sem que mais ninguém se aperceba, termos a mão do parceiro do lado a subir-nos pela coxa ou a nossa a subir pela dele. Já experimentei ambas as situações e é algo que acho excitante, muito excitante. Sobretudo isto acontecer simultaneamente à esquerda e à direita, lol.
Ainda sobre a nudez e a disposição sensual que ela provoca: quando vamos a saunas, eu de início fico sempre um pouco envergonhada. Digamos que necessito de algum tempo para me ambientar. Isto pode parecer pouco sincero da minha parte a quem leu os nossos contos anteriores. Mas é a pura da verdade. Raras são as vezes em que, apesar da insistência dele, me desembaraço da toalha no banho turco. Ainda que ali a neblina de vapor não deixe ver claramente, sinto sempre alguma relutância em ficar despida. Como temos direito a 2 toalhas cada um uso uma para me enrolar e dobro a servir de assento. Sei que é uma idiossincrasia mas como normalmente o banho turco é onde fazemos a nossa primeira paragem, não estou ainda suficientemente à vontade. É claro que à medida que a nossa permanência no espaço se vai alongando, por mil e um estímulos visuais ou tácteis, a tensão (ou devo dizer “a tesão”) vai aumentando, a mente vai-se libertando destes pudores iniciais e não têm sido raras as ocasiões em que, esquecida a preocupação com a toalha, percorro aqueles corredores, ou entro num dos quartos escuros completamente nua. Sem dúvida que quando chego a esse estado de irreverência é porque estou já muito acesa. Nessas alturas dá-me um gozo extraordinário ver como o balanço das minhas mamas atrai os olhares, como os sinto cravados entre as coxas ou como ao passar numa zona mais concorria alguém “sem querer” se encosta mais a mim e algo duro roçar-me no rabo. Ou ainda como algum mais atrevido me pousa a mão na anca e me sussurra ao ouvido um convite ou um piropo obsceno.
Mas sinto que me estou a dispersar, a perder o fio à meada. A minha ideia ao começar este texto era clarificar algumas coisas escritas pelo meu marido. Vou pois tentar manter esse rumo.
A primeira coisa que tenho a dizer é que não sabia que quando estávamos lá no quarto escuro ele tinha possuído a M. Embora tenha acontecido algumas vezes nestas brincadeiras ele ter estado com outras mulheres, isso é pouco habitual. Nas nossas primeiras experiências envolvendo sexo com outras pessoas, custava-me imenso vê-lo com outra mulher. Sabia que não devia ser assim mas era algo mais forte do que eu. Talvez alguma insegurança da minha parte, talvez ciúme, o que é certo é que me causava desconforto. Aos poucos apercebi-me que era um disparate. Estávamos ali os dois, juntos, unidos no nosso amor. O que se passava entre mim e outro homem era apenas sexo e prazer físico. Era algo diferente, novo. Um corpo diferente, uma maneira de tocar, de sentir diferente. E isso era excitante e dava-me um tesão enorme. Mais ainda por saber que ele estava ali ao meu lado a ver-me e a partilhar o prazer que eu sentia. Por que razão não havia o oposto de ser verdadeiro? Aos poucos esse mal-estar foi desaparecendo, esbatendo-se, empurrado para o infinito longínquo pela confiança e pela segurança de me saber amada. A verdade é que também ele demonstrou sempre pouco interesse por outras mulheres. Embora de início achasse estranho, fui-me convencendo que ele dizia a verdade quando me assegurava que o que de facto lhe dava gozo era ver-me a mim com outros homens. Sei que isto pode parecer estranho a muita gente, mas cada vez me convenço mais que o meu marido não é o único a pensar assim. É claro que das vezes que aconteceu estarmos com outro casal, naquilo que vulgarmente se chama swing, ele interagia (que palavra mais estranha para aqui escrever… interagia, comia, fodia… vocês percebem) com a esposa do outro casal. Mas à medida que fomos “crescendo” nestas andanças fomos ambos percebendo que o dito swing não era exactamente “a nossa praia” como se costuma dizer. Não que não gostemos. É excitante estar deitada de costas com as pernas abertas e os joelhos quase a tocar nos ombros, a sentir um pau diferente enterrar-se fundo dentro de mim, enquanto a meu lado, por vezes mesmo com a sua mão apertada na minha, o vejo com o pénis na boca de outra mulher. Mas a verdade é que essas sessões de sexo a quatro foram-se tornando menos frequentes. Ou pelo menos as ocasiões em que entre os quatro havia igual número de pénis e de vaginas, lol.
Com o passar dos anos creio que nos fomos compreendendo melhor, que aprendemos a perceber as fantasias e o sentir um do outro. Ele garante-me, e eu acabei por acreditar, que nada nem ninguém lhe pode dar mais prazer do que eu. Que é para ele mais gratificante observar-me com outros, com ou sem a sua participação, do que ter relações com outra mulher. Embora não goste muito do termo, sobretudo em algumas das aceções em que é usado, creio que hoje nos identificamos mais com o cuckold do que com o swing. Por falar nisso, deixem-me referir num aparte, que há algum tempo o meu querido e amado esposo me ofereceu uma tornozeleira com um símbolo de Vénus entre dois de Marte, tornando assim entre nós “oficial” o meu estatuto de hotwife.
Isto tudo para dizer que não é frequente nestas nossas incursões libertinas ver o Charlie com outras mulheres. Por isso quando li o seu relato fiquei surpreendida ao saber que ele tinha comido a nossa amiga M. Estes nossos amigos, que conhecemos primeiro através de um site da net, vieram a tornar-se não apenas compinchas das nossas aventuras sexuais, mas verdadeiros amigos em todos os outros contextos. Durante as longas ausências de Charlie têm repetidamente demonstrado essa amizade, com apoio, carinho e paciência para os meus desabafos. São também quem me leva uma vez por outra à sauna quando o meu marido se encontra longe.
É claro que não são apenas amigos. Não são simplesmente amigos como outras pessoas amigas. Já por diversas vezes houve interacção (outra vez esta palavra…) sexual entre nós. O Charlie já possuiu a M na nossa cama e várias vezes os vi fazerem oral um ao outro. Inclusive, numa visita que fizemos uma vez a outra sauna, estiveram ambos num lambuzado sessenta e nove enquanto o P a penetrava. Não que tenha prestado muita atenção pois eu própria estava de gatas entre dois singles. Também eu já algumas vezes chupei o P, embora ele nunca me tivesse comido (confesso que com alguma pena minha). Mas a maior parte das vezes os nossos esposos levam-nos para sermos montadas dando-lhe o prazer de observar e deixam para o fim o momento em que as nossas ratinhas, já usadas por outros, lhes recebem o gozo acumulado.
Estou de novo a perder-me. Ok, voltando atrás. Fiquei surpreendida mas agradavelmente. Agradavelmente por saber que ele tinha gostado. Pena não ter aproveitado e gozado o momento até ao fim. Acredito que ela também estivesse a gostar, pois sei o prazer que o pénis do meu marido pode dar. Mas, pronto, foi assim e nada mais há a dizer. Ou aliás, de facto há mais uma coisa a dizer. No seu relato ele diz que a penetrou acidentalmente, que estava só a querer excitá-la, que era só para se “esfregar” nos lábios da coninha dela, etc, etc… não sei se terá sido assim tão acidentalmente. Cá para mim ele aproveitou a confusão que ali reinava para comer a M. Vá lá querido, confessa. Eu sei bem a tesão que ela te dá…
Ora bem, esclarecido este primeiro ponto, passemos ao seguinte.
Quando entrámos lá no quarto escuro, aquilo estava cheio de singles. Os nossos amigos já lá estavam e a presença da M, como de qualquer senhora, atraiu para lá os homens como o néctar atrai as abelhas. Vinda do corredor mais iluminado ao princípio não consegui ver nada. Apenas montes de corpos que se roçavam em mim e mãos que me apalpavam. Perdi o contacto com a mão do meu marido que só voltei a encontrar muito depois no jacuzzi. De seguida senti a toalha que me cobria ser puxada deixando-me nua. Ouvi a voz de P que nos chamava e instintivamente dirigi-me para onde ele se encontrava. Não tinha dado dois passos quando sinto que alguém se encosta a mim por trás. Antes que pudesse reagir tinha dois braços em volta do corpo e um par de mãos sobre os seios. Tomada pela surpresa, hesitei um segundo em libertar-me daquele abraço. Segundo esse que foi decisivo para o que aconteceu a seguir. O tipo tomou a minha hesitação como consentimento e apertou-me contra ele. Senti-lhe a respiração no ombro e uma coisa dura a encaixar-se-me entre as nádegas. Pelo modo um pouco brusco como me apertava as mamas não era de certeza o meu marido. E não sendo ele poderia ser um qualquer daquela dezena de homens que ali estavam. Não que isso importasse. Eu estava ali para gozar e aquela atitude atrevida era deixava antever alguém seguro de si, com carisma, sem receio de uma tampa. Além disso, confesso que o modo como ele se roçava no meu rabo estava a deixar-me os mamilos tesos. Ele deve ter percebido que eu estava a gostar. Pôs-me as mãos na cintura e puxou-me para si com mais força. É claro que eu estava a gostar. Inclinei-me ligeiramente para a frente e espetei o rabo para trás. Senti que o pénis me deslizava por baixo das nádegas e se entalava entre a parte de cima das coxas e os lábios da ratinha. Ele deixou-o estar ali fazendo-o roçar para trás e para a frente. Este contacto deixou-me molhada, o que facilitava aquele deslizar e o tornava ainda mais agradável. Inclinei-me um pouco mais para o sentir mas ele viu esta minha atitude como um convite e no movimento seguinte, o sexo em vez de roçar apenas os lábios entrou na minha ratinha. É claro que eu devia ter pensado que aquilo ia acontecer. Se calhar até inconscientemente quis que acontecesse. Mas nem por isso deixou de ser inesperado. Agradavelmente inesperado devo dizer. Deixei-o foder-me durante alguns minutos pois estava a saber-me bem, mas não sei porquê não quis que ele se viesse dentro de mim. Endireitei-me e virei-me de frente para ele. Com ambas as mãos agarrei-lhe no pénis sentindo como a minha cona o tinha deixado molhado. Resolvi masturbá-lo como compensação. Depois de umas quantas idas e vindas dos meus dedos, ele com uma mão no meu ombro deu-me a entender que me queria de joelhos. Molhadinha como eu estava não me desagradava nada ter aquele belo pau na boca. Como já sabe quem me costuma ler, é algo de que me dá imensa tesão, que sempre me deixa toda molhada. À medida que me ia baixando até ficar de cócoras na sua frente, ia passando a glande pelo corpo. Primeiro rocei-a ao de leve no meu grelinho inchado, depois pelo monte de vénus, pela barriga e pelo umbigo, subindo pelo peito, deixando-a molhar-me cada um dos mamilos... Com as mãos apertei-lhe as mamas em torno do pau e deixei-o gozar um momento aquele aconchego. Quando o tinha à altura do rosto não hesitei e coloquei os lábios em volta da glande. Comecei a chupá-lo com movimentos rápidos da cabeça. Ele correspondeu fazendo-mo entrar todo na boca ao mesmo tempo que me encorajava com frases ordinárias. Não me recordo exactamente quais as suas palavras mas lembro-me de me chamar repetidamente “puta”. Tenho uma vaga ideia de ouvir a voz do Charlie perguntar se estava tudo bem. É bom saber o quanto ele se preocupa comigo, mas ali essa preocupação era desnecessária. Eu estava a fazer o que queria e o que na altura me agradava e aquelas obscenidades mais não faziam que aumentar a minha excitação. À nossa volta os outros singles observavam a minha atuacção e masturbavam-se. Uma e outra mão procuravam-me as mamas ou apalpavam-me as nádegas. De pernas afastadas, um joelho de cada lado dos seus pés, sentia os dedos de alguém que se introduziam na minha ratinha molhada e aberta. Esta situação fazia-me sentir deliciosamente promiscua, despudorada, oferecida, putinha.
Quando senti que ele se aproximava do fim, deixei que o pau se enterrasse todo na minha boca preparando-me para lhe receber o gozo. Ele anunciou-me o orgasmo com mais uma das suas obscenidades “anda, puta, vou-te esporrar toda”. E de facto assim foi, uma forte golfada de sémen inundou-me a boca e a garganta. Receando engasgar-me pois mal conseguia engolir, afastei-me mas continuei a masturbá-lo vendo como ele se vinha para cima do meu peito. Quando aquela fonte secou eu tinha os seios cobertas de esperma. O gozo que me dava senti-los assim, a escorrer, provocou-me uma contracção involuntária dos músculos da vagina e fiquei instantaneamente encharcada. Enquanto o falo permaneceu erecto esfreguei a glande nas mamas espalhando todo aquele leite e sentindo como o seu contacto molhado me deixava os mamilos espetados e duros.
Ele, ao sentir que o pénis lhe amolecia, virou-me as costas e, sem uma palavra, foi-se embora deixando-me ali de joelhos. Para ele eu era provavelmente apenas uma puta que ele acabara de usar. Não que eu me preocupasse minimamente com o que ele ou qualquer outro pudesse pensar. Tinha-me dado gozo o modo brusco, algo animalesco como ele de facto me usara. Ao fim e ao cabo também eu o usara a ele.
Recusei com um gesto os diversos falos que se me ofereciam, levantei-me e tentando orientar-me procurei o sítio de onde antes tinha ouvido P chamar-me. A custo avancei por entre aquela mole de corpos nus e fui encontrá-lo sentado no banco à esquerda da entrada. Sentei-me a seu lado e ele pôs-me o braço por cima dos ombros num gesto protector como que tentando confortar-me do comportamento pouco cortês do outro tipo. Perguntei a mim própria se ele teria assistido, esperando interiormente que sim.
Mal me sentara logo fomos rodeados por vários singles que, sem cerimónia, me exibiam o sexo ou tentavam tocar-me. Sem propriamente os repelir também não os incentivei. A verdade é que gosto destas situações, sobretudo quando estou excitada como era o caso. No escuro, o facto de não ver a cara das pessoas, de não saber de quem são as mãos que me apalpam os seios ou os dedos que se tentam introduzir na minha vulva, de me sentir rodeada de machos entesados que competem pelo meu corpo, tudo isto me deixa como uma fêmea no cio.
No meio daquela confusão a única certeza que tinha era que do meu lado esquerdo tinha a reconfortante presença de P. Embora não pudéssemos ver nada apercebíamo-nos da agitação e do zum-zum alternado que não deixava dúvidas quanto à sua origem. Raparei que também P segurava o pénis e que o manuseava lentamente. Senti vontade de lhe tocar, de o sentir entre os dedos. Apoiei-lhe a mão na perna tentando que o gesto parecesse o mais casual possível. Perguntei-lhe ao ouvido se tinha visto o que eu estivera a fazer. Ele olhou para mim com um sorriso maroto e abanou a cabeça numa afirmativa muda. Ficámos a falar em voz baixa enquanto eu ia deitando disfarçadamente uma olhadela para o membro que ele conservava na mão. Os meus dedos, fingindo-se distraídos, brincavam-lhe no interior da coxa, subindo um milímetro de cada vez. Imaginei que a sua tesão fosse por saber que a esposa estava ali a dois passos rodeada de singles, possivelmente a ser penetrada ou a fazer sexo oral, ou ambas as coisas. Confesso que sentia sobre isso alguma curiosidade perversa. Seria mesmo assim como eu julgava? Estaria ele excitado pelo facto de a saber ali, no escuro, envolvida com outros homens? Ou seria por causa da minha exibição, por me ter visto a foder e a fazer um broxe? De modo a que mais ninguém pudesse ouvir, perguntei-lhe se lhe dava tusa saber que a M estava ali a brincar com o pau de outro menino. Ele virou-se mais para mim e voltou a abanar a cabeça afirmativamente. Este movimento fez a minha mão roçar-lhe ao de leve nos testículos. Era impossível que ele não tivesse sentido mas não lhe vi qualquer reacção. Enquanto íamos trocando esparsos comentários sobre a M ou sobre o Charlie, o meu polegar foi-lhe tocando por baixo do pénis. Quando ele afastou as pernas percebi que estava a gostar do meu toque, mas continuei a agir como se não me apercebesse do que fazia. Fui percorrendo aquele relevo que a erecção provoca na parte inferior do sexo, lentamente, até aquele ponto onde a glande fica a descoberto. Senti que um pouco de líquido escorregadio me deixava o dedo molhado. Continuámos a segredar trivialidades enquanto eu ia espalhando aquela gota em volta do freio, passando levemente os outros dedos pelo tronco ou dando-lhe por vezes carinhosos apertões entre o polegar e o indicador. Ele ia alinhando neste jogo, como se nada de mais se passasse. Dizia-me uma ou outra frase ao ouvido sobre algum dos singles que nos olhavam ou comentava um gemido vindo do lado onde supúnhamos que a M se encontrava. Mas era claro que tanto eu como ele tínhamos a atenção focada naquele contacto electrizante. Estas carícias “inocentes” foram aos poucos tornando-se mais afoitas até já não fazer sentido continuar a fingir. Com o polegar e o indicador fechados num anel logo abaixo da glande fiz deslizar a pele alternadamente. Ele colocou de novo o braço sobre o meu pescoço, puxou-me mais para si e envolveu-me o seio direito com a mão.
Quando os meus dedos se fecharam em torno da erecção ele recostou-se para trás. Tomei isto como assentimento e continuei a masturbá-lo sentindo como o meu mamilo ainda húmido endurecia entre os seus dedos. Meia sentada meia deitada sobre o peito dele, de pernas abertas, sabia como aquela posição deixava exposta a minha fenda e sabia que certamente alguém iria interpretar isto como um convite. A verdade é que no estado em que me encontrava essa interpretação não poderia ser mais correta.
Enquanto a minha cabeça ia escorregando pelo tronco de P, deixando-lhe o sexo cada vez mais perto dos meus lábios, senti que do meu outro lado alguém se sentara e que uma mão me subia pela coxa. Por um momento pensei que fosse o Charlie e afastei as pernas, mas logo percebi pelo modo como me tocava que não podia ser ele. Conheço bem o modo como o meu marido me acaricia. Para mim o seu toque é inconfundível. Mas fosse quem fosse, era certo que sabia o que fazia. O modo como exercia a pressão exacta sobre o meu grelinho, o modo como os seus dedos me acariciavam os pequenos lábios, como os sentia entrar, sair e voltar a entrar na minha grutinha deixando-a cada vez mais molhada, demonstravam experiência ou um dom natural. A verdade é que estava a ficar cada vez mais excitada e ele percebia-o. Abri mais as pernas para lhe facilitar o acesso e deixei-o continuar.
Voltei a minha atenção para o membro erecto que a mão de P fazia roçar nos meus lábios. Sabendo que ele desejava tanto sentir o calor da minha boca como eu desejava tê-lo entre os lábios, toquei-lhe ao de leve com a ponta da língua. O líquido que a glande ia libertando era salgado e ligeiramente ácido. Fui alternando entre rápidos movimentos de mão e prolongados beijos e lambidelas. Por mais erecto e duro que estivesse parecia-me que continuava a crescer e a engrossar. Creio que nunca lhe tinha visto uma erecção tão grande. Baixei a cabeça no seu colo e deixei que se introduzisse todo na minha boca. Senti como a glande me deslizava pela língua, como a cabeça me tocava o céu-da-boca e se alojava na curva da garganta. Não tardou a que o sentisse contrair-se e que daquele membro surgisse uma torrente de lava que me inundou a boca. Enquanto esta torrente pulsava deixei-o entre os lábios e fui sugando sofregamente. Ele não pronunciou uma palavra, não soltou um gemido. Apenas se manteve hirto enquanto eu engolia o seu leite quente. Quando senti que o seu orgasmo terminara, pressionei os lábios em torno do tronco do pénis e, afastando a cabeça, espremi entre eles as ultimas gotas.
Foi assim, meu querido Charlie, que o teu amigo P se veio na boca desta tua amada esposa. Pena não teres assistido, pois tenho a certeza que terias gostado.
Entretanto o tipo que estava ao meu lado e cujo toque estava a dar-me tanto prazer, ajoelhou-se entre as minas pernas. P continuava a meu lado e eu reclinei-me com as costas apoiadas no seu ombro. Levantei a perna direita e coloquei o pé sobre o banco em que nos sentávamos. O single, vendo como me abria para ele, agarrou-me as mamas e começou a chupar cada um dos mamilos. Estes, já erectos devido a toda a excitação anterior, endureceram ainda mais entre os seus lábios. Lentamente, sem pressa, foi descendo com a boca pela minha pele em beijos molhados. Eu percebi onde aquela jornada o conduzia e por um momento hesitei em deixá-lo continuar.
Raras são as ocasiões em que deixo outro homem que não o meu marido fazer-me um minete. Não que não goste. Gosto sim, quando acontece gosto até muito. Mas não sei porquê, no início fico sempre pouco à vontade. Esse momento foi uma das poucas exceções em que me deixei levar pelo desejo. Estava terrivelmente excitada, tanto pelo modo como aquele estranho me tocava como pela tesão que me dera o facto de P se ter vindo na minha boca. Foi talvez este estado de excitação que fez quebrar a regra.
Enquanto este dilema me perpassava pela mente vi-o debruçar-se e por um momento e contemplar a fenda carnuda e aberta que eu lhe oferecia. Depois colocou-me as mãos nas ancas, beijou-me demoradamente o umbigo e foi descendo pelo ventre e pela zona do púbis. Senti como os seus lábios me percorriam o interior das coxas, como se aproximavam aos poucos das virilhas, como lambia o suco que as cobria. Senti-o dar-me pequenas dentadas no monte de vénus e beijar cada um dos grandes lábios. Ao sentir a sua respiração naquela zona sensível afastei instintivamente as pernas. Não sei se pelo estímulo visual que a face dele a poucos centímetros da minha vulva me oferecia, se pelo contacto dos seus lábios na minha carne, um arrepio de volúpia percorreu-me dos pés à cabeça. Não consegui conter um gemido quando a lhe senti a língua entre os lábios vaginais. As provas de mestria com que os seus dedos me tinham antes masturbado eram agora confirmadas pela habilidade com que a sua boca me chupava, pela maneira como a sua língua me penetrava e pelo modo como os seus lábios se colavam em torno do meu grelinho. Assoberbada pelo gozo que me nascia entre as coxas perdi o resto de pudor e de compostura e segurando-lhe na cabeça pressionei-lhe a face de encontro ao sexo. Não posso dizer durante quanto tempo a sua boca, a sua língua, os seus lábios e os seus dedos exploraram a minha vulva. Sei sim que em determinado momento tudo à minha volta girou num caleidoscópio, que deixei de estar ali, que perdi a noção do real. O orgasmo atingiu-me com violência, senti que, partindo de um ponto algures dentro da minha ratinha, emanavam ondas de prazer que me percorriam os nervos, que me inundavam o corpo, que me faziam tremer e que no fim me deixaram numa exaustão, numa fraqueza e num amolecimento plenos. Ele continuou a lamber-me enquanto eu me vinha na sua boca e só quando viu que o meu orgasmo se desvanecia por completo deixou que os lábios se afastassem daqueles meus outros lábios. As suas mãos voltaram a subir-me pelas coxas, pelas ancas e pela cintura e a boca percorreu-lhe agora o caminho inverso até de novo me beijar os seios.
Aos poucos fui recuperando a energia, sentindo de novo o fluir do sangue nas veias e o bater do meu coração abrandou para um ritmo mais próximo da normalidade. Penso que foi nesse momento que o olhei nos olhos. Uns belos olhos castanhos, que me fitavam com interesse. Ele mantinha-se ajoelhado na minha frente e pude constatar como o sexo se lhe empinava numa potente erecção. Eu continuava sentada de pernas abertas com as costas apoiada na parede meia recostada sobre o ombro de P. Enquanto ele me fazia aquele delicioso oral, o meu rabo fora escorregando pelo banco deixando metade das nádegas de fora. Naquela posição nem ele nem eu podíamos deixar de pensar no que se ia passar a seguir. Olhei-o nos olhos e com uma mão de cada lado afastei os lábios da vagina. Ele devolveu-me o olhar por uma fracção de segundo e depois ambos fitamos com intensidade premente o momento em que a glande se aproximou daqueles meus lábios rosados. Ambos vimos como se afastavam e pareciam dilatar-se à medida que o falo avançava entre eles. Senti como o seu membro rígido entrava em mim, como me deslizava entre as paredes da vulva, como me abria, como me enchia por dentro. O desejo reacendeu-se e eu entreguei-me sem reservas. Quis que aquele homem que tão bem soubera, momentos ante, levar-me ao céu, tivesse agora o mesmo prazer que me tinha proporcionado. Quis que entre as minhas coxas tivesse tanto gozo como eu tinha tido entre os seus lábios. Quis fazê-lo retribuir-lhe essa sensação tão forte e tão violenta, mas também tão doce, tão plena. Quis que ele sentisse como a minha vagina lhe podia proporcionar tanto prazer, que ele a sentisse molhada e escorregadia, ardente. Quis tudo isso e este querer era também o querer de o sentir a ele. De ser possuída e possuir. De o sentir penetrar-me. De o sentir encher-me. De lhe sentir o falo abrir-me, a glande percorrer este meu túnel de paredes macias, húmidas, quentes. Queria perceber o momento em que o prazer dele, não podendo mais ser contido, transbordasse dentro de mim. Queria ver-lhe a expressão nesse micro segundo exato em que o sémen lhe começasse a percorrer o pénis, e numa sublime e incontrolável erupção transpusesse o obstáculo final e fluísse livremente no mais profundo do meu canal. Líquido, espesso, viscoso, grosso, quente. Quis que se viesse dentro de mim, que me inundasse, que me enchesse completamente.
Completamente alheada de tudo, dos singles que nos rodeavam, de P em cujo braço me apoiava, do facto de estar na sauna, a minha mente, ou melhor, o meu sentir, era apenas ocupado pela onda de prazer que me dava o deslizar daquele membro. As minhas mamas, quando não estavam apertadas pelas suas mãos, oscilavam fazendo os mamilos descrever um arco oblíquo. Senti como ele ia acelerando o passo à medida que se aproximava do momento final. Como as suas investidas eram mais fortes e cada penetração mais profunda que a anterior. Desejando ardentemente senti-lo ainda mais fundo, levantei os pés do chão e com uma mão por baixo da cova de cada perna, ergui-as até ficar com os joelhos colados aos ombros. De coxas afastadas quanto podia, sentia-lhe no clitóris o embate do púbis. Entre as nádegas abertas, as suas bolas pesadas batiam-me no ânus a cada uma das suas estocadas. Percebi que ele se ia vir um segundo antes de acontecer. Percebi-o pelo modo como me agarrou pelas ancas, pela desmesurada premência com que me puxou para si. O corpo inteiriçou-se-lhe, os músculos retesaram-se-lhe, e a glande começou a ejacular a sua semente no mais profundo da minha vagina. A sensação que aquela descarga quente me provocou, o saber como se esvaía dentro de mim, como o seu esperma me enchia, me inundava foi a gota que faltava para transbordar a taça do meu próprio orgasmo.
É difícil descrever como começa um orgasmo. Não sei como os homens ou as outras mulheres o sentem, mas para mim há sempre um momento preciso em que percebo que me vou vir. Como se um átomo dentro do meu ventre começasse a latejar e fosse crescendo, dilatando-se até já não ser mais um átomo mas uma esfera cada vez maior. Uma onda de choque que vai alastrando, que me vai percorrendo as fibras mais íntimas do ser, fazendo cada pequena terminação nervosa vibrar num excesso de prazer, até brotar numa descarga electrizante, num tremor de todo o corpo, numa tremenda convulsão que me percorre repetidamente.
Pois bem foi tudo isto que senti, toda esta agitação interior mas profunda. Este abalo. Sei que balbuciei incoerentemente que me estava a vir. Que repeti entre gemidos que a minha garganta não conseguia controlar “vou-me vir, vou-me vir…”. As minhas pernas fecharam-se-lhe em torno da cintura e com os pés cravados nas suas nádegas puxei-o para dentro de mim com quanta força fui capaz. Com cada músculo do corpo contraído até à rotura, um esgar de prazer quase doloroso na face, gozei aquele momento interminável. Ele acompanhou-me até ao fim, mantendo aquela tremenda erecção mesmo quando já nada mais tinha para me dar.
Não sei quanto tempo fiquei ainda com o seu membro enterrado em mim, os nossos corpos colados, as minhas mamas espalmadas de encontro ao seu peito. As suas mãos continuavam nas minhas ancas como que esquecidas da pressão com que os dedos se cravavam na minha carne. Com os braços e as pernas apertando-lhe o corpo como um torno, sentia na ratinha como o pénis ainda latejava e me provocava uma réplica tardia daquele orgasmo fenomenal.
Quando pude finalmente recuperar percebi como à nossa volta se tinha feito um silêncio apenas entrecortado pelos gemidos da M. Os nossos corpos separaram-se cobertos de suor e quando tive forças para me levantar amparada pelo sempre presente e carinhoso P, senti que da minha ratinha se derramava um fluxo leitoso que me escorria pelo interior das coxas. Encaminhei-me para o corredor evitando, um pouco envergonhada, os olhares que me seguiam e fui directamente para debaixo de um chuveiro.
E foi assim meu querido Charlie. Foi isto que se passou quando me deixaste lá no quarto escuro. No teu post disseste que não sabias, que querias que te contasse o que ali acontecera. Pois aqui está resposta à tua pergunta. Fui comida, fiz sexo oral ao nosso amigo e a um brutamontes e fizeram-me sexo oral a mim. Tive dois orgasmos, vim-me duas vezes. E digo-o a ti e a quem me ler neste blog que foi uma das melhores fodas que já levei. Perdoem-me o palavrão, mas não há outro modo de dizê-lo. Meu marido querido, conheces esta tua esposa e sabes o quanto te amo como eu sei o amor que me tens. Sabes também como fico quando as situações, os ambientes, a disposição e as pessoas certas se reúnem, se sincronizam para me levar para fora da mulher tímida do dia-a-dia e me transformar numa puta sôfrega de sexo. Sei que não preciso agradecer-te estes momentos pois entre nós não há ligar para isso. Estes momentos são tanto meus como teus e eu sei o prazer que obtens deles através do meu corpo. Para ti, esposo, um beijo de infinito amor.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Uma noite na Sky

Tínhamos tido conhecimento de que abrira uma nova sauna em Lisboa. Já por várias vezes pensáramos em lá ir, mas por uma ou outra razão, esta visita ainda não se concretizara. O tempo foi passando e eu (Charlie), por razões profissionais, tive que me ausentar. Os nossos amigos P e M, com quem normalmente acompanhamos nestas andanças, convidaram repetidamente a Lara para ir com eles. Embora eu insistisse com ela para os acompanhar isso nunca chegou a acontecer. Quando finalmente regressei decidimos que seria o momento de concretizar a tão adiada visita.
Há muito que não tínhamos nenhuma das nossas aventuras e criáramos alguma expectativa em relação a este dia. Durante a viagem para Lisboa pouco falamos entre nós, cada um absorto nos seus próprios pensamentos.
Depois de entrar na cidade conduzi até casa de P e M. Ele, com a boa disposição habitual e depois dos sempre calorosos cumprimentos, brincou com a Lara perguntando se estava preparada para uma fantástica noite de sexo. Antes de arrancarmos rumo ao nosso destino ainda tomamos um café com eles, acompanhado de animada conversa em que eles nos descreveram como tinha sido a sua última visita à sauna. Finalmente entramos os quatro no nosso carro e quinze minutos mais tarde estacionei numa rua pouco iluminada de Marvila.
A noite estava fria e a minha mulher encostou-se a mim enquanto esperávamos que nos abrissem a porta. Quando esta se destrancou com o clique característico do trinco eléctrico, entramos num hall espaçoso onde uma jovem nos dos deu as boas vindas e perguntou no seu sotaque brasileiro se era a primeira vez que visitávamos o espaço. P e M disseram que não e nós obviamente dissemos que sim. Pagámos, recebemos os chinelos descartáveis e as chaves dos cacifos e dirigimo-nos para a porta indicada para casais.
Convém acrescentar aqui que nesta sauna os vestiários são separados. Há um para casais e senhoras e outro para homens singles. Todo o espaço tem um excelente aspecto. Novo, com uma decoração minimalista, de uma higiene e limpeza quase clínica. No vestiário dos casais existem dois lavatórios, uma sala com vários chuveiros, as casas de banho e, claro, os cacifos para guardar a roupa e objectos pessoais. Cada casal tem um cacifo espaçoso, onde se encontram dois pares de toalhas e alguns preservativos.
O momento em que nos despimos provoca-me sempre uma sensação curiosa. Curiosa mas agradável. É como que o transpor de um portal. Ali naquele vestiário deixamos para trás a vida de todos os dias e entramos num mundo de fantasia onde tudo pode acontecer. No cacifo, juntamente com as roupas deixamos os pudores e as vergonhas. Deixamos as convenções e os tabus. Além disso sente-se um pico de adrenalina. Sabemos que ao passar a porta do vestiário para o interior do espaço propriamente dito nos vamos encontrar num ambiente de erotismo, de desejo aceso, de volúpia.
Fui o primeiro a despir-me e dirigi-me à sala contígua onde tomo um duche rápido. Regressei para junto da minha mulher que estava já despida. M, ainda de cuecas, conversava com ela. Há já uns anos que conhecemos este casal e criámos com eles uma confiança e uma amizade muito grandes. Essa confiança revela-se na forma despreocupada como nos despimos em frente uns dos outros. M é uma mulher um pouco mais baixa que a Lara, de pele morena clara, seios redondos, ancas e rabo torneados e cabelo quase liso pelos ombros. Sei que é um pouco envergonhada até ao momento de perder a timidez, mas também sei que quando a perde se deixa levar pelo desejo. A Lara em contraste é alta para a média das mulheres portuguesas, de corpo cheio, pele clara e seios volumosos. Na face, emoldurada por caracóis revoltos, os olhos castanhos e expressivos adquiriam ali um brilho que revelava expectativa pelo que iria acontecer para lá da segunda porta. O meu amigo P é um tipo simpático, sempre com uma brincadeira ou um chiste na ponta da língua. Magro, de estatura média, mais para o moreno, está sempre pronto para uma brincadeira. Enquanto elas a duas tomavam duche nós ficamos na conversa.
Por fim estávamos todos preparados. Elas com as toalhas enroladas por cima do peito, nós apenas em volta da cintura. A chave do nosso cacifo ia presa com a braçadeira em torno do pulso da Lara, enquanto a dos nossos amigos ia no braço de P. Abrimos a porta para o espaço interior e cavalheirescamente deixámos que as nossas esposas entrassem primeiro.
Já no interior notamos a presença de vários casais, para além de numerosos singles. A iluminação do espaço é velada mas suficiente para vermos perfeitamente. À nossa passagem algumas cabeças se viram. A M e a Lara são presenteadas com olhares apreciativos e nós com alguns sorrisos cúmplices.
O corredor por onde entramos conduz directamente à sala do jacuzzi, que é o ponto central de todo o espaço. Colocado num plano elevado e rodeado de paredes de vidro, este jacuzzi consiste numa pequena piscina circular com capacidade par cerca de oito ou dez pessoas. De cada lado existe uma passagem por onde se entra subindo três degraus. Nas paredes de vidro há alguns cabides para pendurar as toalhas. Do lado oposto aquele por onde entrámos, num recanto há vários chuveiros de água morna.
Ficámos durante alguns minutos a trocar impressões entre nós e a apreciar o ambiente que nos rodeava. Dentro do jacuzzi encontravam-se dois casais e três singles. Em volta e nos corredores alguns homens e senhoras envoltos nas suas toalhas conversavam encostados às paredes.
P e M propuseram mostrar-nos o resto da sauna. Como que numa visita guiada vimos a sauna seca, o banho turco, a sala de cinema onde passava um filme pornográfico, duas salas privadas cujas portas mais tarde percebemos que se podiam trancar e onde existiam os glory holes de que a Lara tanto gosta. Vimos ainda os quartos privados, dois na área comum e outros dois na área reservada aos casais e ainda uma sala labirinto, muito escura com pequenos cubiculos com porta. Em cada um destes cubtculos há um puff e na parede dois ou três glory holes que dão para o labirinto.
Como de costume nas outras saunas, começámos por passar algum tempo no banho turco. Inicialmente tivemos dificuldade em perceber a configuração deste espaço devido ao intenso nevoeiro de vapor e à fraca iluminação. Quando os nossos olhos se habituaram à penumbra percebemos que esta sala espaçosa tinha nas três das paredes opostas à entrada um banco em U que talvez pudesse acomodar vinte pessoas. Do lado esquerdo da porta há um chuveiro de água fria para nos podermos refrescar. No tecto em abóboda uma miríade de pequenas luzes iam mudando de cor de tal modo que quando passavam pelo azul faziam lembrar um céu estrelado.
É fácil perder a noção do tempo quando estamos naquele ambiente, mas pouco depois de nos sentarmos eu estava a transpirar, pelo que retirei a toalha e fiquei nu a sentir na pele o calor relaxante. A meu lado Lara continuava pudicamente enrolada na sua, apesar das gotas de transpiração que lhe corriam pela face e pelos ombros. Na nossa frente M estava com a cabeça apoiada no ombro do marido. A toalha tinha-se desprendido deixando ver por entre as nuvens de vapor a pele dos seios brilhante de suor.
Enquanto estivemos no banho turco entrou outro casal. Sem qualquer cerimónia despiram as toalhas e com elas dobradas sobre o banco sentaram-se no espaço desocupado entre nós e P. Pareceu-me que andariam pela casa dos quarenta e poucos anos e pelo à vontade com que se desnudaram deveriam ser frequentadores habituais. De notar que a maior parte dos casais que vimos pareceram-me ser pessoas aproximadamente destas idades, enquanto do lado dos singles havia uma gama etária mais alargada.
Teremos estado ali talvez uns vinte minutos durante os quais vários homens entraram e saíram. Uns permaneceram algum tempo, outros apenas uns minutos. Via-se que alguns entravam apenas para ver quem estava e depois de alguns olhares libidinosos para as senhoras voltavam a sair. A maioria sentava-se sobre as toalhas, numa mais ou menos velada exibição do sexo. A meu lado a Lara olhava-os disfarçadamente como que a avaliar cada um deles. Eu adivinhava-lhe os pensamentos. Sei o tipo de homem que ela aprecia; alto, entroncado, másculo, com um bom corpo e a dose exata de músculo, capaz de lhe proporcionar uma boa sessão de sexo. Não escondo que também eu gosto de ver quando acontece encontrarmos alguém que reúna essas condições. Ver o prazer dela. Ver como se entrega, como goza. Ver o brilho dos seus olhos e a expressão do seu rosto quando outro homem lhe proporciona um orgasmo. Amo profundamente a minha mulher e sei quanto ela me ama, mas entre nós a fidelidade tem a ver com os sentimentos e não com o prazer. Para mim é altamente erótico vê-la ou sabê-la com outro.
Enquanto estes pensamentos me corriam pela mente, entraram dois tipos que, salvo um pequeno pormenor, correspondiam ao que acabei de descrever. Teriam ambos trinta e poucos anos, com bom aspeto, pouco peludos, corpos quase perfeitos, de pele morena, olhos castanhos, dir-se-ia que eram a cópia um do outro. O pequeno pormenor que não encaixava no tipo de homem da Lara era que ambos usavam barba. Sempre a ouvi dizer que não gostava de homens barbudos. Eu próprio, no passado, usei pera e bigode algumas vezes mas desde que estamos juntos nunca mais deixei crescer a barba. Reparei que a minha mulher os observava mas descartei a ideia de que pudesse acontecer alguma coisa pelas razões que referi. Eles pareciam simpáticos e trocaram algumas frases de circunstância connosco. Por fim, como o calor apertasse, resolvemos sair. Dirigimo-nos aos chuveiros do lado oposto ao jacuzzi que, reparamos, se encontrava agora com a lotação completa.
Já passavam alguns anos desde a primeira vez entráramos numa sauna. A minha mulher, que antigamente por vergonha tomava duche aos bocados sem nunca largar a toalha, perdeu nestes anos esses pudores e não hesita agora em tomar banho nua apesar de estar rodeada de pessoas.
Saídos do calor húmido do banho turco, a atmosfera do exterior parece fria e soube-me bem a água tépida do chuveiro. A Lara, depois de se ensaboar, ficou debaixo do chuveiro com a cabeça apoiada nas costas das mãos e estas apoiadas na parede. Os jactos de água deixavam-lhe os caracóis escorridos desenhando arabescos pela nuca e pelos ombros. Pelos seios escorriam-lhe pequenos riachos que que caíam em fio dos mamilos. Aproximei-me por trás dela e envolvi-lhe o corpo num abraço. Esperava que ela reagisse mas deixou-se ficar quieta e as minhas mãos subiram-lhe pela cintura até às mamas. Enquanto lhe beijava o pescoço senti que o meu pénis começava a ficar erecto entre as suas nádegas. Embora os chuveiros estejam num recanto da sala, a única coisa que os separa do piso mais elevado do jacuzzi é uma parede de vidro. Assim as nossas carícias podiam ser vistas pelos dois ou três singles que que aí se encontravam. Esperava que a minha mulher por algum recato se furtasse ao meu abraço, mas para minha agradável surpresa não só não o fez como parecia estar abstraída do facto de sermos observados e certamente a gostar do meu contacto. Ao nosso lado reparei que M e P também tomavam duche juntos. Abraçados frente a frente beijavam-se enquanto a mão de M coberta de espuma brincava com o falo erecto de P. No chuveiro do outro lado, um homem observava sem tentar disfarçar. A Lara, a avaliar pela posição que assumia inclinando-se mais para a frente de modo a fazer pressão contra mim com as nádegas, parecia apreciar a atenção que ele lhe dispensava. Continuei a acariciar-lhe o seio com a mão esquerda enquanto com a direita agarrei no pénis e fi-lo roçar nos seus lábios vaginais. O modo como o senti deslizar deixou-me perceber que não era apenas a água do chuveiro que os deixava lubrificados mas era antes algo mais viscoso. Perguntei a mim próprio se ela quereria ser penetrada ali mas quando me preparava para o fazer, um outro casal veio para o chuveiro os nossos amigos tinham deixado vago e a Lara endireitou-se desviando-se. Percebi que não se sentia com à vontade para ter sexo em frente deles ou mais provavelmente que naquele momento não era por mim que queria ser penetrada.
Saímos da área dos chuveiros e fomos deambular pelos corredores da sauna. Entramos por momentos na sala de cinema onde um casal e dois singles assistiam no plasma gigante a uma loira platinada a ser penetrada por um negro enquanto mamava outro. Como nenhum de nós tivesse grande interesse em ficar a ver pornografia, entreolhamo-nos e num acordo mudo decidimos continuar o nosso périplo.
Quase em frente à porta da sala de cinema há uma outra, tapada com uma cortina, que dá para um espaço retangular quase às escuras. Aqui, do lado esquerdo de quem entra, um divã ou cama forrado a napa ocupa toda a parede. Em frente vários glory holes comunicam com os dois quartos cujas portas ficam no corredor. Entramos e logo ouvimos os sons caraterísticos de pessoas a terem sexo. Devido à muito reduzida iluminação era difícil ver por onde íamos e por várias vezes chocámos com outras pessoas. De mão dada para não nos perdermos um do outro fomos avançando. Ao fim de um minuto começamos a ter um vislumbre do que se passava. De gatas sobre o divã uma mulher era penetrada por trás enquanto vários homens em volta a apalpavam. Era dela que provinham os gemidos que ouvíamos. Já não sabíamos onde estavam os nossos amigos e na obscuridade era impossível distinguir os rostos dos presentes. Apenas corpos anónimos nos rodeavam. Corpos que por vezes estendiam as mãos para nos tocarem. Apercebendo-se que eu era homem rodearam a Lara e percebi que a apalpavam. Mais pelo tato do que pela visão procuramos a beira do divã e sentámo-nos. Logo vários singles se aproximaram de frente para a Lara e de paus em riste se ofereceram. A minha mulher agarrou no primeiro e começou a masturbá-lo. Procurei manter o contacto com ela mas na confusão e sem ver bem o que se passava limitei-me a perguntar se estava bem. Como ela respondesse afirmativamente e sabendo que ela gostava daquele tipo de situações recostei-me para trás e deixei que ela se deliciasse com a atenção que lhe dispensavam. Apercebia-me vagamente que ela interagia com vários homens mas sem no entanto distinguir ao certo o que se passava. A certa altura senti movimento do meu outro lado. Estendi a mão e encontrei um corpo feminino. Era a M que, deitada de costas com as pernas levantadas e os joelhos dobrados, estava a ser penetrada. Apalpei-lhe os seios e apercebi-me que outras mãos lhe percorriam também o corpo. Não era possível saber quantos homens rodeavam as nossas mulheres nem onde estava P. Mas, conhecendo-o, eu sabia que ele estava a apreciar tanto como eu o facto de as nossas queridas esposas estarem ali rodeadas de singles a dar e receber prazer. Deixei-me estar meio sentado meio deitado tentando vislumbrar o vulto de M que pelos vistos estava já com outro homem. Ela tinha-se virado e estava de gatas sobre as almofadas do divã. Aproximei-me mais dela e continuando a acariciá-la procurei uma posição em que o meu pénis estivesse ao seu alcance. Com a mão fiz-lhe uma festa no rosto e gentilmente puxei-a para mim. Penso que ela não saberia que era eu mas correspondeu ao meu gesto e logo senti os seus lábios que me envolviam a glande. Com sabedoria foi fazendo com que o meu pau, agora completamente teso, deslizasse para dentro e para fora da boca. Pelo balançar do seu corpo percebia que a estavam a penetrar por trás. Continuei a fazer-lhe festas no rosto e nos cabelos enquanto ela me chupava até que sentir que o meu próprio orgasmo estava próximo. Como não queria ainda vir-me, afastei-lhe a cabeça do meu sexo para logo ser substituído por algum outro dos vários singles que nos rodeavam. Nesse momento senti a mão da Lara que agarrava a minha e me puxava. Com alguma dificuldade rastejei pelo emaranhado de corpos até me encontrar de pé a seu lado.
Já no corredor ela disse-me que precisava de tomar outro duche. Estranhei o facto de caminhar nua sem se enrolar na toalha e só quando nos aproximamos da zona mais iluminada me apercebi que tinha o queixo e o peito cobertos de esperma. Perguntei-lhe o que se tinha passado pois na obscuridade eu pouco tinha conseguido ver. Ela contou-me então como um dos tipos se tinha vindo quase instantaneamente. Que apenas ao fim de algumas chupadelas ele lhe tinha puxado a cabeça de encontro a ele e lhe tinha enterrado o pénis todo na boca. Contou-me como o sentira ejacular e como isso a tinha deixado excitada. Para mo provar pegou-me na mão e levou-a à ratinha. Sem surpresa senti-a completamente molhada. Quando lhe perguntei por que razão tinha as mamas e a cara cheias de esperma, explicou que tinham sido os outros dois que ela tinha masturbado e que se tinham vindo para cima dela.
Sem nos preocuparmos já em cobrir a nudez, voltamos aos chuveiros para um novo banho. Com carinho ajudei-a a ensaboar sentindo nas mãos como os seus mamilos estavam tesos. Debaixo dos jactos de água a espuma foi sendo arrastada da sua pele levando com ela os restos do prazer de outros e deixando-me admirar o seu corpo. Nunca me canso de ver a minha mulher nua. De olhar os seus seios grandes com aqueles mamilos inchados no centro das auréolas róseas. De lhe observar o gesto com que segura os cabelos no alto da cabeça enquanto deixa que a água lhe escorra pela face. O meu olhar desceu-lhe pelo corpo, pelos ombros, pelas mamas e pelo ventre. Deteve-se no púbis recém-depilado onde podia ver o início dos grandes lábios enquadrados pela parte superior das coxas opulentas e separados por aquela fenda que prometia prazer. Pousei as mãos nas suas ancas e puxei-a para mim. Ela colocou-me os braços em volta do pescoço e beijámo-nos longamente. Não sei se terá sido sugestão mas pareceu-me sentir ainda na sua boca o salgado do sémen que ela tinha acabado de beber.
Quando por fim as nossas bocas se separaram pegámos de novo nas toalhas e abandonámos a zona dos banhos. Ao acaso caminhamos pelos corredores tentando ver se encontrávamos os nossos amigos. Fomos espreitar à sala onde os tínhamos deixado mas estava vazia ou assim nos pareceu. Decidimos ir beber uma água e descansar um pouco. Entramos num dos quartos reservados a casais e deitámo-nos em cima da cama. A Lara voltou-se de costas para mim e eu encostei-me a ela. O seu corpo estava quente e o contacto com a sua pele acendeu-me o desejo. Ela apercebeu-se da minha ereção e levantou a perna para que a penetrasse. O meu pénis deslizou-lhe facilmente entre os lábios vaginais de tal modo ela estava lubrificada. Adoro senti-la assim, molhada, e na altura adorei saber que era a tesão do que havia experienciado pouco antes que a deixava naquele estado. Fizemos amor calmamente durante um bom pedaço mas sem que nos viéssemos. Ficamos durante minutos muito quietos, o meu pau dentro dela, a minha boca colada no seu pescoço, a saborear aquele contacto molhado entre os nossos corpos. Quando nos levantámos a Lara envolveu-se de novo na toalha e eu esperei que ela desse sinal de estar pronta para abandonar aquele refúgio de intimidade e voltar ao espaço comum.
Aqui continuava a haver vários singles e alguns casais que conversavam ou simplesmente olhavam em volta. Ao passar num dos quartos onde existiam os já mencionados “buracos” percebemos que havia alguma atividade no interior. Também ali a iluminação é muito fraca, mas deu para perceber que estavam vários homens lá dentro, donde deduzimos que deveria haver também alguma senhora. Depois de alguma hesitação entrámos e fomos saudados pela voz de P. Embora não o distinguíssemos entre os outros corpos, ele, cujos olhos já se tinham habituado ao escuro, reconheceu-nos e chamava-nos. Senti que a mão da Lara se soltava da minha e deduzi que alguém a solicitava. Fui tateando até chegar à parede oposta à entrada. Ali, uma senhora estava rodeada por dois homens que, de toalhas penduradas em volta do pescoço, a acariciavam. Quando me fui habituando à obscuridade e pude ver com mais nitidez percebi que era a nossa amiga. Dentro daquele espaço de pouco mais de três ou quatro metros quadrados estávamos algumas dez pessoas. Elas as duas e uns sete ou oito homens incluindo o marido da M e eu. Ela manuseava um pénis que aparecia num dos glory holes com uma mão, enquanto com a outra masturbava alternadamente os dois tipos que a apalpavam. O P, sentado num banco corrido encostado a uma das paredes laterais observava e ia-se tocando. A Lara sentou-se ao seu lado e logo deixei de a ver pois dois homens apressaram-se a colocar-se de pé na sua frente. Como eles estavam de costas para mim não podia ver o que acontecia mas deduzi que não tardariam a sentirem nos paus tesos as carícias da Lara ou o contacto dos seus lábios. Entre muitas outras coisas a Lara faz um sexo oral perfeito. Noutras ocasiões já vi tipos virem-se ao fim de poucos segundos quando ela os chupa. Eu próprio por vezes tenho de a obrigar a parar a fim de prolongar um pouco mais o prazer. Sabendo como ela, quando gosta, é boa naquilo que faz, imaginei o que eles deveriam estar a sentir. Isto, juntamente com todas as sensações acumuladas provocou-me uma ereção instantânea. Debrucei-me sobre a M e comecei a beijar-lhe os seios. Lambi e chupei cada um dos mamilos e depois fui descendo pelo peito e pelo ventre. Por fim ajoelhei-me no chão e com a boca procurei-lhe o sexo. Ela colocou um pé sobre uma banqueta para me facilitar o acesso e durante vários minutos deixou que a lambesse. Com as mãos afaguei-lhe as coxas e as nádegas continuando a brincar com a língua entre os seus lábios vaginais. Não é só a minha mulher que gosta de fazer sexo oral. Também a mim me excita, sobretudo se percebo que a outra parte está a gostar. É como se o prazer que damos a outra pessoa se refletisse sobre nós próprios.
Ao fim de um prolongado minete que me deixou a face lambuzada percebi que M mudava de posição. Afastei-me um pouco e deixei que se virasse para a parede onde através de um dos buracos alguém introduzira o sexo e requisitava a sua atenção. Ela pôs-se de cócoras em frente do glory hole e começou a masturbá-lo. À sua volta vários homens observavam enquanto se tocavam ou estendiam as mãos para lhe apalparem as mamas. Quando a vi aproximar a face e começar lamber a cabeça daquele pau anónimo coloquei-me por trás dela e puxei-a pela cintura até ela ficar de pé. Sem retirar o sexo da boca deixou que a levantasse, apoiando os cotovelos na parede para se equilibrar. De pernas afastadas, dobrada pela cintura, ficava com rabo virado para mim e para os outros singles que se aglomeravam à nossa volta. Encostei-me a ela e coloquei-lhe as mãos nas ancas. Senti a minha erecção crescer encaixada entre as suas nádegas. Os movimentos que fazia enquanto chupava abanavam-lhe o corpo e o meu pau roçava-lhe no rego quente do rabo deixando-o molhado. Ela parecia também estar a gostar pois movia-se e encostava-se mais a mim. Afastei-me um pouco e com uma mão empurrei o pénis para baixo de modo a que a glande se encostasse aos lábios da vagina sem no entanto a penetrar. Fui assim esfregando a minha tesão na ratinha da M. O tronco do pénis encaixado entre os lábios e a cabeça a pressionar o grelinho. Cada vez sentia que aquele contacto ficava mais escorregadio, mais lubrificado. Sem que fosse essa a minha intenção, pois apenas queria deixá-la excitada, num movimento mal calculado, ou talvez porque ela inconscientemente o tenha facilitado, senti que o pénis escorregava para dentro dela. A sensação foi deliciosa. A sua cona estava quente e sentia o pau apertado no seu interior. Sem coragem para abandonar a sua doce gruta gozei a situação. Com movimentos lentos fui-a penetrando. O nosso contacto era apenas através do sexo pois várias outras mãos lhe acariciavam o corpo. Durante alguns minutos estive assim a comer a nossa amiga enquanto ela continuava a chupar e a masturbar os sexos que apareciam pelos buracos da parede. Porém senti que se continuasse não ia resistir muito tempo e não me queria vir ainda, pois gosto de guardar o orgasmo para a minha mulher. Debrucei-me sobre ela e disse-lhe ao ouvido “tenho que parar senão venho-me”. Fiquei ainda mais uns segundo dentro dela enquanto lhe beijava o pescoço, mas a sensação era demais e tive de abandonar o calor da sua cona. Logo que se apercebeu que eu me retirava, o tipo que estava a meu lado a observar adiantou-se e ocupou o lugar que eu deixara vago. Pelo tipo atlético do seu físico creio que a M não ficou a perder com a troca. Vi como a agarrou pela cintura e como o seu membro, bem maior e mais grosso que o meu, deslizou facilmente para dentro dela. Deixei-me estar a apreciar a cena rodeado de singles que se iam masturbando ou tentando aproximar-se para ver melhor.
Nas minhas costas percebi que havia movimento. Alguém arfava e por fim num gemido sonoro e prolongado deixou perceber que se vinha. Ao fim de um minuto um tipo abriu caminho por entre os corpos e abandonou a sala. Calculei que fosse a ‘primeira vítima’ da minha esposa. Vários homens permaneciam ainda dentro do acanhado espaço e logo outro tomou o lugar que vagara. Algumas pessoas gozam em silêncio, outras gemem e outras ainda falam, gemem e dizem todo o tipo de obscenidades. Isto tanto se passa com homens como com mulheres. Pois este último era do género falador. As primeiras frases foram inócuas, coisas como “ah tão bom”, “hummmm!” e “continua, estou a adorar”. Sei que a Lara gosta por vezes de um incentivo verbal, um ou outro palavrão, porém, aos poucos a linguagem foi-se tornando mais pesada: “isso, mama, mama-o todo”, “tão bem que tu mamas”. Não é certamente o tipo de palavreado que eu use ou aprecie, mas numa situação daquelas ainda era aceitável. Quando comecei a ouvir coisas como “anda puta, mama”, “que broxe bom que tu fazes”, “vou-te encher a boca de esporra” e “vou-te foder essa boca toda, minha puta” achei que talvez devesse intervir. No meu entender estamos ali para ter e dar prazer como pessoas civilizadas. As nossas mulheres são hotwifes, não são putas. Abri caminho por entre os singles que assistiam e se masturbavam e aproximando-me da Lara perguntei-lhe ao ouvido se estava tudo bem, se ele estava a ser abusivo. Ela retirou o pau dele da boca, deu-me um beijo e disse-me também ao ouvido “está tudo bem, estou a adorar”. Em face desta resposta e porque sei que a minha querida por vezes gosta de ser abusada, afastei-me e deixei-os continuar. Ela pelos vistos estava a gostar. A atmosfera estava pesada do calor de todos aqueles corpos e havia no ar um cheiro intenso a sexo. Confiante que a minha mulher estava a gostar do que fazia e do que lhe faziam, resolvi sair dali e dar mais uma volta pelos corredores.
Quando cheguei à zona do jacuzzi vi que dentro estava um casal que se beijava e acariciava e os dois singles barbudos que encontráramos antes no banho turco. Estes conversavam entre si sem parecerem prestar muita atenção ao casal. Pareceu-me uma boa altura para experimentar os jactos e as bolhas e depois de um duche rápido entrei e sentei-me em frente dos dois. Este jacuzzi é maior e um pouco mais fundo do que o da outra sauna que conhecemos. Os jactos de água são fortes e proporcionam uma excelente massagem nos rins. As bolhas de ar criam uma camada de espuma que ao desfazer-se deixa como que uma neblina que paira alguns centímetros acima da superfície. Como referi antes é redondo com talvez três a quatro metros de diâmetro. A toda a volta existe uma plataforma que dá para nos sentarmos ficando com água pelo peito. No interior existem focos cuja luminosidade vai mudando de cor, o que proporciona um ambiente relaxante. Recostei-me de modo a ficar apenas com a cabeça fora de água e de olhos fechados fiquei a saborear. Uma vez por outra entreabria as pálpebras para ver o que se passava em volta. A senhora tinha-se sentado no colo do companheiro e pelos movimentos lentos deduzi que ele a penetrava. Os dois barbudos pareciam agora prestar mais atenção. Aos poucos fui relaxando e deixei a mente divagar. Quando reabri os olhos o casal tinha desaparecido e apenas os dois homens permaneciam entretidos numa conversa em vos baixa.
Passado algum tempo vejo através das vidraças que a Lara e a M se dirigiam para os chuveiros. Provavelmente tinham tido a sua dose de animação no quarto escuro e pensei que mais tarde, no caminho para casa, a Lara far-me-ia o relato do que lá se passara. Elas, depois do duche subiram os três degraus, penduraram as toalhas nos cabides e aproximaram-se da borda do jacúzi. Do plano mais baixo onde me encontrava fiquei a olhá-las. De pé sobre as grades plásticas que escoam os salpicos de água, os seus corpos ofereciam uma perspectiva pouco habitual. Também os dois tipos que se encontravam do lado oposto as olhavam. Os cabelos molhados colavam-se-lhes ao rosto e gotas de água escorriam-lhes pela pele. Vistos de baixo os seios da Lara pareciam ainda maiores e o contorno dos mamilos sobressaía como uma pérola rosada. Entre as coxas, iluminadas palidamente pela luz colorida que se filtrava através da superfície borbulhante, os seus sexos depilados deixavam ver a fenda que lhes separa os grandes lábios. Quando M se baixou, para com a ponta dos dedos sentir a temperatura da água, eu e os meus dois companheiros de banho pudemos ver-lhe o interior rosado da vulva. Veio-me ao pensamento a imagem dela pouco antes a ser penetrada no quarto escuro e interroguei-me se, depois de eu ter saído, a Lara também o teria sido. Era algo que mais tarde lhe havia de perguntar.
Durante um bocado ficaram ali de pé proporcionando-nos o espectáculo dos seus corpos nus, provavelmente orgulhosas dos olhares com que os dois barbudos as contemplavam. Por fim Lara avançou cautelosamente para dentro do jacuzzi e depois de olhar em volta sentou-se entre mim e um dos rapazes. M recusou o convite para se juntar a nós e sentou-se sobre a toalha num degrau junto à borda. Já no banho turco aqueles tipos nos pareceram simpáticos e pouco depois estávamos a conversar descontraidamente. Um deles era do Porto. Não teria sido necessário ele dizê-lo pois o seu sotaque não deixava dúvidas. Contou-nos que escrevia para uma revista e que estava numa visita de trabalho a Lisboa. Conversa puxa conversa e como era natural acabamos por falar sobre as saunas e clubes de swing. Eles também era a primeira vez que estavam nesta sauna. A Lara a certa altura falou sobre o nosso blog e tivemos a agradável surpresa de saber que um deles o conhecia. Não muito depois um terceiro single juntou-se a nós ficando à minha direita. Mais por delicadeza do que por falta de espaço acomodámo-nos um pouco para lhe dar entrada. Eu cheguei-me mais para ao pé da minha mulher e ela chegou-se mais para junto do single do Porto. Este terceiro indivíduo, por uma improvável coincidência, também usava barba e o aspecto não diferia muito dos outros dois. Esta coincidência deu origem a alguns comentários bem-dispostos e a conversa continuou num tom ligeiro com uma ou outra alusão de carácer mais picante.
A sauna parecia estar agora mais vazia e apenas uma vez por outra víamos para lá das paredes de vidro passar alguém que nos lançava um olhar curioso. Achei que provavelmente nada mais iria acontecer naquela noite. Como havia algum tempo que não via P resolvi ir procurá-lo. Deixei a minha mulher e M na conversa com os três tipos e saí do jacuzzi.
P estava na sauna seca, deitado sobre um dos bancos de madeira, naquilo a que ele chama um dos seus “momentos zen”. Este espaço consiste numa sala rectangular com vários bancos corridos em madeira. A iluminação é velada e o ambiente mais escuro no interior permite ver para fora mas torna difícil ver para dentro. Num dos cantos tem a caldeira com o equivalente eléctrico do tradicional braseiro e o respectivo balde com a concha para ali se deitar água. Dobrei a toalha sobre o outro lado do banco e sentei-me. O calor ali é extremamente seco e, para mim, um pouco desconfortável, mas P parecia gostar. Ficámos algum tempo em silêncio e depois fomos trocando impressões sobre a noite. Em algumas coisas somos parecidos, embora noutras sejamos completamente diferentes. Talvez isso seja algo que faz de nós bons amigos. Uma coisa que temos em comum é sem dúvida o gostar de ver as nossas mulheres terem sexo com outros homens. Que quem me leia não se deixe enganar pelo que digo. Tanto eles como eu e a Lara somos casais profundamente unidos e que ao fim de tantos anos continuam apaixonados. Mas somos pessoas que gostam de sexo, que gostam muito de sexo. Somos os casais felizes que tiveram a coragem de ir onde muitos outros apenas sonham. Que quebraram as barreiras do convencional e que conseguem viver uma vida plena, cheia de sensações e de erotismo.
Estávamos nós nesta amena conversa quando algum movimento no exterior me chamou a atenção. Através do vidro da porta vi que no Jacuzzi a Lara se tinha levantado. Pensei para comigo que se fartara do banho e que deveria querer ir embora. Fiquei a observá-la mas ela demorava em subir e apenas continuava ali em pé. Estranhei um pouco esta atitude. Os três singles continuavam sentados em volta sem tirar os olhos da sua nudez. Ela permanecia no meio deles, numa pose descontraída sob os seus olhares, aparentemente sem qualquer pudor. P continuava a falar comigo mas eu deixei de ouvir, pois minha atenção focou-se no que se estava a passar para lá das vidraças. A cena era sem dúvida erótica. Lara de mãos apoiadas na cintura permanecia no centro daquele círculo de água borbulhante, com o corpo iluminado pelas luzes submersas, sem fazer qualquer esforço para esconder a nudez. Imaginei por momentos a visão que aqueles três homens teriam do seu corpo. De frente para um deles, com quem parecia trocar algumas palavras, mostrava os seios, o ventre e o sexo. Por trás dela, outro podia
Como disse antes, ela sempre manifestou pouca atracção por barbas. Por isso, o que se passou a seguir foi para mim mais uma surpresa. Com algum espanto, vi debruçar-se sobre aquele que estava na sua frente e beija-lo. Não apenas um simples beijo de despedida, mas um beijo prolongado de duas bocas que pareciam devorar-se. Ele, sem interromper o linguado, estendeu os braços e agarrou-a pelas coxas. A Lara deixou que a puxasse para si e, apoiando-se com uma mão no seu ombro, deslizou a outra pelo peito peludo, pela barriga e por fim colocou-lha entre as pernas. O movimento do seu braço não deixava dúvidas quanto ao que fazia. Abaixo da superfície borbulhante devia sentir-lhe o sexo a crescer entre os dedos, a ficar teso e duro. Os seios dela pendiam-lhe a poucos centímetros da face e ele foi-os beijando, chupando e lambendo. Com as mãos percorria-lhe o corpo, subia pelas coxas roliças, pelas ancas, pela cintura, apalpava-a com um frenesim de ela parecia estar a gostar.
Enquanto os observava senti a minha própria erecção crescer. Levei a mão ao pénis e senti que estava molhado. Por momentos hesitei se havia de ir para junto deles e ter uma melhor visão do que se passava, ou ficar onde estava. Embora a Lara tenha estado com outros homens à minha frente por diversas vezes, de certo modo receava que se pudesse sentir inibida. Por outro lado sei também que o seu lado exibicionista a deixa excitada por ter assistência. E, passe a minha presunção, estou convencido que a maior parte das vezes gosta especialmente que seja eu a ver. Estava eu neste “vou, não vou” quando vejo que o tipo que estava com ela se levanta e se senta na borda do jacúzi ficando apenas com os pés apoiados na plataforma imersa que constitui o assento. Mesmo àquela distância eu podia ver-lhe a erecção que apontava directamente à cara dela. A minha mulher debruçou-se mais e envolvendo-lhe o membro com os dedos começou beijar-lhe a glande. Isto foi a gota de água que fez transbordar o cálice da minha indecisão. Virei-me para P e as palavras saíram-me da boca sem que as pensasse: “A Lara está a fazer um broche, vou ver!”. Com isto deixei o meu companheiro de aventura naquele calor sufocante e saí da sauna.
Na ansia de ver mais de perto a performance da minha esposa, não dei pelo arrepio que a diferença de temperatura me provocava. Subi os três ou quatro degraus que conduziam ao palco daquela cena pornográfica e fui-me sentar também na borda da piscina ao lado de M. Esta tinha recusado o convite dos outros singles e observava com atenção. Ficamos os dois a ver como a boca da Lara envolvia a glande inchada, como ela brincava com a língua em torno dela, a lambia com volúpia para depois a engolir juntamente com três quartas partes do tronco. Víamos aquele membro que não poderia estar mais teso desaparecer-lhe entre os lábios para depois voltar a aparecer brilhante de saliva. De vez em quando levantava a cabeça e olhava-o nos olhos como para avaliar pela sua expressão o prazer que lhe estava a dar. Outras vezes olhava diretamente para mim numa interrogação muda: “Vês querido? Vês o gozo que eu sei dar?”. E eu respondia-lhe mentalmente “Sim minha querida Lara, eu vejo, eu sei o prazer que a tua boca dá”. E é verdade, para mim os melhores broches que já me fizeram foram feitos pela minha mulher.
Ele por vezes segurava-lhe a cabeça entre as mãos, outras apalpava-lhe as mamas, outras ficava simplesmente de olhos fechados a gozar o prazer que a boca dela lhe proporcionava. Eu, excitado com o espectáculo, ia-me tocando lentamente. Os outros dois singles pareciam fazer o mesmo debaixo de água. De pernas afastadas e dobrada pela cintura oferecia-lhe uma visão perfeita do traseiro e da ratinha aberta. Conhecendo-a e imaginando o tesão com que ela própria devia estar, era para mim claro que esta postura não era casual. Naquele momento tive a certeza (e ela mais tarde confirmou-mo) que estava propositadamente a exibir-lhes o sexo, que a excitava terrivelmente saber que os provocava. Que lhe dava tesão oferecer-se assim despudoradamente. Passaram-se nisto minutos, não sei se muitos ou poucos, pois nestas situações o tempo não é linear. Estávamos todos obviamente excitados, pelo que não estranhei quando um dos outros rapazes se levantou e se aproximou dela com o pénis em riste. Ela, quando lhe sentiu as mãos nas nádegas, tirou por um momento o pau da boca e virou a cabeça para trás. Olhou para ele com um sorriso de incentivo e logo voltou a colocar os lábios em torno da glande que continuou a chupar. Nesse momento tive a feliz certeza que ia ver a minha querida e muito amada esposa ser comida. Desci para dentro do jacúzi e fui-me sentar perto do terceiro barbudo. Aos poucos deixei-me escorregar até ficar apenas com água pelo pescoço. Deste plano mais baixo tinha uma melhor visão do traseiro dela. O Pau dele, grosso e com a glande inchada, apontava para cima deixando ver ao longo da parte inferior a saliência que, desde a cabeça, o percorre até aos testículos. Estes, completamente depilados, pendiam por baixo como dois ovos cheios. Aguardei com expectativa o momento em que o iria ver enterrar-se na cona da minha mulher. Não tive que esperar muito. Ele agarrou-lhe as nádegas e apertou-as entre os dedos. Enquanto com uma mão as mantinha afastadas, foi-lhe percorrendo o rego com os dedos da outra. Com o indicador e o médio juntos desceu por ali até à fenda que se oferecia aberta e convidativa. A Lara, de olhos fechados, parecia deliciada enquanto aqueles dois dedos lhe massajavam o sexo. Deixou escapar um suspiro quando os sentiu descrever pequenos círculos sobre o clitóris. Soltou um gemido quando lhe entraram na ratinha e outro quando o polegar se lhe introduziu no ânus. Ele, sabendo que nada o iria impedir de desfrutar daquele corpo, continuou sem pressa a brincar com os dedos na cona dela, introduzindo-os e retirando-os encharcados. Por fim, quando se deu por satisfeito, colocou-se por trás dela e com o pau na mão começou a passar-lhe a cabeça entre as coxas. Fê-la deslizar repetidamente sobre o grelinho inchado, por entre os lábios vaginais, subindo depois e espalhando aquela humidade em torno do buraquinho do rabo. Encostou-se a ela e puxando-a pelas ancas encaixou-lhe pau entre as nádegas. A cara dela revelava o gozo que lhe dava sentir a glande tocar-lhe no ânus. Eu e o outro single olhávamos estasiados o modo como a minha mulher fletia alternadamente os joelhos esfregando o cúzinho no membro lubrificado. Por fim vimo-la virar a cabeça para trás e olhando directamente para ele pronunciar audivelmente uma só palavra: “Fode-me”.
Ele encostou a cabeça do pénis á entrada da vulva e aos poucos fê-la desaparecer no seu interior. Vi assim em primeiro plano, como os lábios vaginais se dilatavam à medida que o membro avançava para dentro dela. A Lara deixou por momentos de mamar, ficando apenas com o pau a babar-se encostado à face, sentindo como aquele volume a dilatava, como a glande lhe percorria as paredes da vulva, abrindo-as e enchendo-a. Na sua expressão que tão bem conheço lia-se o prazer que aquilo lhe dava. Eu não sabia se quando tinha estado lá no quarto com todos aqueles singles tinha ou não chegado a ser comida. Mas independentemente de o ter sido ou não, era evidente que estava agora terrivelmente excitada. Que naquele momento era exatamente aquilo que precisava, um macho potente que a penetrasse fundo, que a fizesse vibrar de gozo e de tesão.
A M e o outro rapaz observavam fascinados. Este pusera-se de pé e manuseava o sexo de onde se libertava de vez em quando uma gota que se prolongava num fio sedoso antes de cair na água. Eu próprio sentia que um líquido escorregadio se escoava lentamente pela pequena fenda da minha glande para logo se diluir na turbulência das bolhas de ar. Para lá dos vidros passou alguém que, ao ver o que se passava, interrompeu o passeio e ficou a ver. Numa altura em que eu pensava que mais nada aconteceria naquela noite, ali estava a minha mulher, nua no meio da piscina, a adorar ser comida por trás enquanto se deliciava a fazer um broche.
Naquela posição viam-se-lhe as mamas a balouçar ao ritmo das investidas dele. É indescritível o gozo que me dava ver aquele membro erecto a entrar e sair na sua ratinha. De cada vez que ele se afastava eu via o pau sair de dentro dela molhado e brilhante, via os lábios vaginais serem arrastados como que tentando aprisioná-lo. E logo de seguida aqueles mesmos lábios abriam-se e pareciam dilatar-se á medida que o membro, grosso e pejado de pequenas veias salientes, os afastava e avançava lubrificado entre eles. Ele agarrava-a pelas ancas e com um ritmo cada vez mais acelerado, enterrava-se fundo dentro dela. De cada vez que o púbis lhe batia no rabo ouvia-se um “clap”, como se alguém batesse palmas. A minha mulher tinha deixado de chupar o outro e estava agora com a face apoiada no seu colo. Numa mão apertava ainda o pau teso de onde escorria um líquido transparente que lhe molhava a face. Olhava na nossa direção mas parecia não nos ver. Nunca vou esquecer a expressão de abandono, de prazer e de tesão que lhe vi estampada no rosto. Da sua boca entreaberta saiam gemidos velados que cada vez menos tentava controlar. Com os braços envolvendo o corpo em que se apoiava, recebia aquelas investidas que lhe faziam tremer os músculos como se uma onda de choque os percorresse. No momento em que por trás dela o single se inteiriçou, ouvimo-la soltar um “hoooo” audível e percebemos que sentia dentro de si o primeiro jacto de esperma. Ele, de respiração ofegante, foi abalado por sucessivas contrações. Com os dedos cravados nas ancas dela, todos os músculos retesados, vimos os movimentos convulsivos com que tentava enterrar-se ainda mais fundo. A cada um destes impulsos ejaculava dentro dela nova golfada de leite espesso. Aquele longo orgasmo foi-se finalmente esbatendo até se transformar num tremor em que apenas uma ou outra contracção lhe faziam latejar o pénis e libertar as últimas gotas de esperma.
Aos poucos vimo-lo dobrar-se sobre o corpo da Lara. As mãos que tinham ficado marcada a vermelho nas ancas dela subiram pela cintura e envolveram-lhe os seios, como se com esta carícia quisesse agradecer-lhe o prazer recebido. Depois ficou ainda um longo minuto encostado ao rabo da minha mulher, o pénis profundamente enterrado, puxando-a para si como se não quisesse abandonar o conforto daquela gruta quente. Aos poucos os lábios vaginais, rosados e brilhantes de suco, foram deixando deslizar para fora o tronco do pénis. À medida que este ia saindo, uma mistura de sémen e fluido vaginal ia escorrendo de dentro dela. Por fim vi como os lábios se dilatavam dando passagem a uma glande intumescida. Esta apareceu arroxeada pela pressão interior, pois ele, apesar de ter acabado de se vir, parecia não ter perdido ainda a ereção. Nesse momento, uma torrente espessa e esbranquiçada jorrou por entre as tenras almofadinhas de carne que rodeavam a entrada do sexo da minha esposa e escorreu-lhe pelo interior das coxas. Por um momento fiquei como que paralisado, o meu olhar prisioneiro daquela fenda que permanecia aberta, dos seus bordos cor-de-rosa por cima dos quais, entre a brancura das nádegas, latejava ainda o músculo em redor do ânus. Encantado pela visão daquele grelinho entesado, de onde pingava ainda um resto de gozo, vi como os pequenos lábios continuavam involuntariamente a contrair-se.
Fui despertado deste desvario pelos sons algo guturais do tipo que estava sentado à frente da Lara. Ela, recuperada da foda que tinha acabado de receber, voltava para ele os seus favores. Com uma vontade renovada fazia-lhe deslizar a pele do pénis para trás e para a frente ao mesmo tempo que com a língua titilava a parte inferior da glande. Ele parecia não ir aguentar este tratamento durante muito tempo. Com as mãos agarrava-se firmemente à borda do jacuzzi, a ponto de ficar com os dedos brancos. A cabeça inclinava-se-lhe para trás num ângulo improvável e soltava gemidos que deviam ser ouvidos por todo o espaço. A visão da minha mulher, de rabo espetado para trás, toda aberta, foi demais para mim. Levantei-me e ia-me colocar por trás dela para a penetrar quando me apercebo que o terceiro single barbudo se adiantara. Quando pensava que já nada me poderia surpreender vejo-o aproximar-se dela com o pau teso na mão e sem qualquer hesitação enterrá-lo de uma vez. A Lara não pareceu surpreendida e pensei para comigo se, enquanto tinha estado ali a conversar com eles, algo do género teria sido previamente combinado. Confesso que nunca cheguei a sabê-lo pois ela recusou sempre dar-me uma resposta a essa pergunta. De certo modo é mais intenso assim. Ainda hoje, ao fim de vários meses, esta dúvida continua deixar-me excitado.
Não foram muitas as vezes que vi a minha mulher naquele estado de tesão. Não digo isto por ela ter sido penetrada pelos dois desconhecidos. Mas havia ali algo que era novo para mim. No passado, numa outra sauna que costumávamos frequentar, vi-a algumas vezes “brincar”, masturbar, chupar, comer e ser comida por vários tipos ao mesmo tempo. Mas embora nessas ocasiões houvesse alguns voyeures, isso desenrolou-se sempre em ambientes pouco iluminados, mais ou menos escuros, onde ela podia resguardar-se. Resguardar-se, não de ser vista, mas de ver que a observavam. É claro que ela sabia que a observavam e isso fazia até parte do prazer que essas brincadeiras lhe proporcionavam. Mas uma coisa é saber que a estão o ver e outra era estar ali, naquele ambiente em que, embora a luz fosse indirecta e suave, tudo era perfeitamente visível. Todos os pormenores, todas as feições dos presentes. Gestos, expressões, tudo era claro. Eu, a M, os três barbudos, o P que espreitava por trás da porta da sauna e até mesmo um ou outro single que passava por trás das vidraças, éramos testemunhas atentas do que se passava. Nada impedia de ver claramente o entusiasmo com que ela abocanhava e engolia o membro de um ou como as suas nádegas estremeciam a cada estocada do outro.
Este, com uma mão em cada nádega, mantinha-as afastadas deixando ver o rabo aberto dela. Olhava fixamente aquelas duas bochechas carnudas, como que hipnotizado pelo rego rosado que as separava e pelas preguinhas em volta do ânus que se contraia de cada vez que ele se enterrava nela. De pé ao lado deles, eu via o vai vem rápido, quase violento, daquele pedaço de carne. Via como o falo desaparecia engolido pela cona da minha mulher e como voltava a aparecer, molhado, escorregadio e inchado de tesão, arrastando com ele os lábios carnudos. Via como os testículos lhe balouçavam e batiam no clitóris, como o corpo dela abanava com cada investida a que ela respondia empurrando o corpo para trás até sentir no rabo o embate do púbis. Os seios, iluminados pela luz que vinha de baixo, oscilavam e os mamilos agitavam a espuma que se formava à superfície da água. Tinha a pele coberta de pequenas gotas, não sei se de transpiração, se dos salpicos que todo aquele movimento provocava. Os cabelos molhados escorriam-lhe pela face e ela de vez em quando afastava-os, como para impedir que nos ocultassem a visão do que fazia com a boca. O som do chapinhar da água misturava-se com o entrechocar dos seus corpos e era por vezes entrecortado por um gemido dela ou por uma obscenidade com que ele a incitava. Estas obscenidades, impensáveis em outros contextos, não tinham ali o cariz ordinário que normalmente lhes atribuímos. Frases como “Anda putinha!”, “Fode, abre-te toda!”, “Sente como me enterro dentro de ti!” e outras quejandas, soavam com naturalidade e contribuíam para o erotismo da situação. Ela parecia gostar pois reagia empurrando o corpo para trás, de encontro ao dele. Uma e outra vez ouvimo-la responder no mesmo tom “isso, fode-me!”, “come-me, come-me com força!”, “quero senti-lo todo!”. Este tipo de verbalizações não é usual na minha mulher e era óbvio que tinha que estar mesmo muito excitada, tinha que estar a gostar mesmo muito do que ele lhe fazia e de como a usava para pronunciar aquelas frases em voz alta.
A minha tesão não podia ser maior. Sentia que se me tocassem no pénis iria explodir num orgasmo descontrolado. Sei que muitos homens não vão entender este meu modo de sentir. Mas ver a minha mulher, a minha esposa, que no dia-a-dia é uma mulher recatada e algo tímida, ali, a oferecer-se, a ser comida ao mesmo tempo que fazia um broche, na minha frente e na frente de quem estivesse presente, sem pudor, sem qualquer resquício de vergonha e saber o quanto isso a excitava, o quanto isso a deixava entesoada, foi um dos momentos mais eróticos que vivi.
De súbito, um gemido grave e profundo deixou perceber que o rapaz que ela estava a chupar ia chegar ao orgasmo. O corpo arqueou-se-lhe, os músculos retesaram-se e ele pressionou o ventre contra a cara dela. A Lara, vendo que o tinha finalmente vencido, mergulhou a cabeça entre as coxas dele e engoliu-lhe o volume do pénis de uma só vez. Com as mãos nas ancas dele puxou-o para si até tocar com os lábios na base do pau. Ficou assim, com ele enfiado até à garganta, durante alguns segundos. Depois levantou lentamente a cabeça, deixando-o resvalar milímetro a milímetro até ficar só com a glande entre os lábios. O corpo dele era percorrido por convulsões à medida que a próstata se lhe contraía inundando de sémen a boca da Lara. O pénis latejava a cada nova bombada e na garganta da minha mulher podíamos ver claramente o movimento da faringe à medida que ela as ia engolindo. Mais tarde contou-me como ela própria, excitada até mais não poder por tudo o que naquela noite tinha já vivido, teve um pequeno orgasmo no momento em que sentiu na língua a primeira descarga quente de esperma. Quando toda aquela agitação se desvaneceu, ele deixou-se cair para trás, ficando deitado com as costas apoiadas nos mosaicos. Durante muito tempo ela permaneceu com o pau dele na boca, sugando gulosamente as últimas gotas. Por fim, quando sentiu que começava a perder a rigidez, deixou-o deslizar por entre os lábios mas continuou a beijá-lo, a dar-lhe pequenas lambidelas e a roçar pela face a glande molhada.
Por trás dela, o outro tinha-se apercebido do orgasmo do amigo e parara momentaneamente continuando no entanto profundamente enterrado dentro dela. Agora que o companheiro se tinha vindo, retomou o vai vem com intensidade crescente. A Lara mantinha a cabeça apoiada no colo do outro, a face lambuzada colada ao pénis flácido. Os seios, espalmados sobre as suas coxas, transbordavam-lhe de cada lado do peito. Ao sentir que dentro de si o pau ganhava nova vida arqueou o dorso e empinou mais o rabo facilitando assim uma mais profunda penetração. As mamas, as coxas e as ancas vibravam de cada vez que o corpo dele lhe embatia nas nádegas. O eco destes choques elevava-se acima do marulhar da espuma e podia certamente ser ouvido ao longo dos corredores.
Ao fim de alguns minutos nesta actividade frenética ele parou por um momento colado a ela. Depois, com alguma surpresa, vimo-lo afastar-se. O pénis ao sair de dentro dela elevou-se rígido apontando para cima. A glande púrpura de tesão brilhava coberta com o suco vaginal da minha esposa. A vulva dela, de onde este suco corria abundante, abria-se mostrando o vazio que ele ali deixara. Por um momento pensei que ele não se queria vir lá dentro, mas antes proporcionar-nos o espectáculo do seu membro a ejacular para cima do rabo dela. Quando o vi agarrar a Lara pelos ombros e virá-la para si percebi o porquê de ele ter interrompido o coito. Puxando-a com doçura mas firmemente, fê-la ajoelhar-se à sua frente. Ela não ofereceu qualquer resistência. Antes pelo contrário, ao perceber a intenção dele, baixou-se até ficar apenas com a parte superior do corpo emersa e a face à altura do sexo que dele. A um palmo da cara dela, a glande mostrava-se rubra e coberta de humidade. De joelhos no centro da pequena piscina, com as mamas banhadas pelas bolhas de espuma olhava fixamente aquela erecção. O troco do pénis inclinava-se para cima oscilando como que propulsionado por uma força interior. Era um membro capaz de agradar à maioria das senhoras e teria provavelmente agradado já a muitas. Mais escuro que a pele do resto do corpo, com uma ligeira curvatura para cima, de tamanho talvez um pouco acima da média, engrossava a partir da base até à glande. Esta, com a pele retesada para trás devido à plena erecção, sobressaía nitidamente mostrando a linha saliente que a separava do tronco. À parte um pequeno triângulo de pelos acastanhados no baixo-ventre, toda a zona genital estava cuidadosamente depilada. Sob a pele que envolve os testículos, notava-se-lhes a forma oval e volumosa. Ele via como a Lara comtemplava fascinada aquele seu instrumento e parecia orgulhoso em lho exibir. Segurando-o entre dois dedos à frente da cara dela percorreu-lhe o comprimento espremendo uma gota de líquido translucido. Ela continuava na mesma posição, a olhar aquela gota que se alongava num filamento brilhante. Apercebi-me que tinha a mão direita debaixo de água e, embora não pudesse ver o que fazia devido à agitação da superfície, tive a certeza que se tocava.
Como num filme em câmara lenta, os poucos centímetros que separavam a tesão dele dos lábios da Lara pareciam aos poucos tornar-se mais curtos. Ela entreabriu os lábios e estendeu a língua tocando-lhe com a ponta na parte de baixo da glande. Por um átomo de tempo aqueles dois órgãos molhados permaneceram em contacto. Depois vi como a língua da minha mulher se fletia levando consigo a pequena gota. Depois de a saborear lambeu os lábios como se de algo doce se tratasse. De seguida estendeu ambas as mãos e colocou-lhas em volta do pénis. De olhar fixo nos olhos dele, fez deslizar a pele lentamente cobrindo e descobrindo a cabeça, fazendo nascer na ponta sucessivas lágrimas que lhe deixavam os dedos molhados. Envolveu-lhe os testículos com a mão esquerda movendo-os entre os dedos, sentindo-lhes o volume e o peso. Com a outra mão continuou a masturbá-lo fazendo por vezes com que a glande lhe tocasse nos lábios ou lhe deixa-se um rasto babado pela face. Ele de olhos fechados e mãos na cintura soltou um gemido no momento em que a Lara, não conseguindo mais resistir, fechou os lábios em torno da glande. O tempo pareceu parar enquanto ela, imóvel, se manteve assim, movendo apenas a língua em torno daquele ponto tão sensível. Aos poucos, lentamente, os lábios foram-se afastando para deixar aparecer entre eles a cabeça do pénis coberta de saliva. Depois de o roçar repetidamente nos lábios entreabertos e de o lamber algumas vezes mais, colocou os dedos em torno dele e começou manuseá-lo num vai vem cadenciado. Enquanto lhe fazia deslizar a pele para trás e para a frente ia-o beijando e dando pequenas lambidelas por baixo da cabeça. Um fio de líquido pré seminal ia-se libertando e formava como que um rosário de pequenas pérolas transparentes que oscilavam entre a ponta do pénis e os lábios da minha mulher. De olhos postos na pequena fenda por onde aquele membro iria libertar o seu gozo, percebia-se que procurava adivinhar o momento da ejaculação.
Esse momento não tardou, pois os movimentos com que os dedos lhe percorriam o tronco e o contacto molhado da sua língua rapidamente fizeram com que ele se viesse num orgasmo explosivo. De língua de fora, a minha mulher recebeu na boca aberta o primeiro jacto. Sem se desviar continuou a masturbá-lo enquanto um fluxo que parecia não terminar, lhe acertava nas maças do rosto e nos lábios, e dali escorria pelo queixo e pingava sobre os seios. Ele colocou-lhe as mãos na nuca e puxou-lhe a cabeça enterrando-lhe o pau até à garganta. Em movimentos violentos fê-lo deslizar para dentro e para fora enquanto lhe descarregava na boca o restante do seu orgasmo. Com uma erecção quase dolorosa e, confesso, com uma ponta de inveja vi como aquele falo se afundou entre os lábios dela, dilatando-lhe as bochechas e a garganta e ali permanecendo mais tempo do que pensei que ela pudesse aguentar. Quando ele por fim se afastou via-a inspirar sofregamente o ar que quase lhe faltara, enquanto por entre os lábios escorria uma mistura espessa de saliva e sémen.
A minha mulher continuou a lambê-lo até sentir que entre os seus dedos a erecção se desvanecia. Depois levantou-se, deu-lhe um pequeno beijo na boca e virou-se para nós. Pudemos então ver que tinha a face e as mamas cobertas de esperma. Algumas gotas tinham-lhe acertado no cabelo e colavam-no à fronte, outras escorriam-lhe pela face e pelo pescoço. O seio direito estava encharcado e uma enorme lágrima espessa escorria por ali deixando um filamento pegajoso pendente do mamilo. Olhou-me directamente nos olhos e esboçou um sorriso enigmático. Na sua expressão, no brilho dos seus olhos, pude ler malícia, orgulho, tesão, desfio e convite. Fiquei um momento a comtemplá-la. De pé, com água pouco acima dos joelhos, de mãos na cintura assumia uma pose provocante. O troco, ligeiramente inclinado para trás, fazia-lhe empinar os seios coroados pelas grandes auréolas rosadas em cujo centro dois enormes mamilos tesos apontavam para mim. Num gesto provocante e certamente propositado, limpou com a mão o sémen que lhe escorria pela mama e, continuando a olhar-me fixamente com uma expressão sedutora, levou os dedos à boca e lambeu-os.
Em seguida voltou-me as costas e deu dois passos em direcção ao lado oposto do jacúzzi. De pernas abertas, ajoelhou-se na plataforma submersa onde normalmente nos sentamos e debruçou-se sobre a borda. Lentamente foi-se inclinando para a frente até ficar com os seios espalmados sobre os mosaicos. Esticou os braços para trás e com uma mão em cada nádega afastou-as deixando-nos ver o rabo e a coninha bem abertos. Os dois singles que a tinha acabado de comer continuavam sentados no jacuzzi e olhavam boquiabertos aquela exibição. Para mim foi demais. Sem pensar dei os três passos que nos separavam e estaquei um momento em frente daquela visão avassaladora. Suavemente, como se receasse que uma miragem desaparecesse em frente dos meus olhos, coloquei-lhe as mãos nas ancas. Fui-me baixando lentamente e numa caricia deixei-as deslizar-lhe pelas nádegas e pelas coxas. Ajoelhado no fundo do jacuzzi, tinha a um palmo dos meus olhos o cu aberto da minha mulher. Com os polegares afastei-lhe os lábios da ratinha e contemplei o seu interior. Os bordos estavam inchados e por dentro a mucosa brilhava molhada com uma coloração de um rosa forte. Tentativamente percorri-os com a ponta dos dedos, sentindo a sua macieza escorregadia. Um pouco mais abaixo senti que o grelinho estava duro e teso. Apoiei sobre ele o polegar e comecei a massajá-lo. Sob a almofada da minha falange sentia-lhe a forma, sentia como aquele pequeno músculo se deixava mover para um lado e para outro, para a frente e para trás, mantendo no entanto a sua consistência elástica. Aos poucos fui-lhe introduzindo o médio e o indicador na vagina. Molhada como se encontrava não havia qualquer atrito e os meus dedos deslizavam lubrificados. Tateei as paredes em volta. Toda ela estava quente e sentia por vezes uma ligeira contracção. Com a ponta dos dedos procurei na parte anterior o pequeno bolbo de textura esponjosa. A pressão dos meus dedos fê-la contrair-se, dando-me a entender que lhe tinha tocado no ponto sensível. Mantive a pressão e fui movendo os dedos em círculos ao mesmo tempo que com o polegar continuava a tocá-la no clitóris. A sua respiração foi-se tornando mais acelerada e o corpo moveu-se correspondendo ao meu toque. Aos poucos fui acelerando o ritmo com que a masturbava. As mucosas vaginais apertavam-se em torno dos meus dedos e eu respondia aumentando ligeiramente a cadência e a pressão. A minha outra mão mantinha-lhe as nádegas afastadas deixando ver aquele pequeno orifício que parecia pedir as minhas carícias. Continuando a penetrá-la com os dedos fui-lhe beijando as nádegas. Pouco a pouco a minha boca foi-se aproximando do vale rosado que as separa, mordendo e beijando. Com a ponta da língua toquei no vértice onde os lábios se unem formando a parte de trás da vulva. Com a face encostada ao seu rabo lambi toda aquela zona, sentindo o sabor salgado e ligeiramente ácido que se desprendia da sua ratinha. No momento em que minha boca se colou em volta do ânus, um estremecimento violento percorreu-lhe o corpo anunciando a eminência do orgasmo. A minha língua percorreu-lhe o rego entre as nádegas macias, descrevendo círculos cada vez mais apertados em volta daquele pequeno orifício, brincando em torno dele e tentando introduzir-se entre as pequenas pregas de pele que o rodeiam. Depois desceu até aos lábios vaginais, lambeu delicadamente cada um deles e penetrou no espaço que os meus dedos deixavam livre. Entre o polegar e os outros dois dedos apertei-lhe a parede anterior da vagina. Com movimentos rápidos massajei simultaneamente aquele pequeno bolbo e o grelinho endurecido pela tesão. Ela contraía-se por dentro em espasmos involuntários como se quisesse expulsar de dentro de si aqueles intrusos. Eu porém, conhecendo como a sua cona reagia quando se aproximava do orgasmo, aumentei a pressão e a velocidade. Pelo modo como o corpo se lhe inteiriçava, pela sua respiração acelerada pelo fluxo constante de líquido vaginal que me escorria pelo pulso e pelos gemidos roucos que não conseguia já calar, percebia-se que a minha mulher não tardaria a vir-se. Queria proporcionar-lhe um orgasmo que não esquecesse. Queria que, depois de todo gozo de dera e obtivera com os três barbudos, depois da tesão que me tinha dado vê-la, depois do fenomenal espctáculo de erotismo que nos oferecera, queria oferecer-lhe um orgasmo sublime.
Apoiei um dedo da outra mão sobre o ânus e fui aumentando a pressão até sentir que o músculo se descontraía. Lentamente a ponta do meu dedo foi-lhe penetrando no rabinho, fazendo-a soltar um gemido à medida que se enterrava mais fundo. Lubrificado pelo líquido vaginal introduzi um segundo dedo e continuei a masturbar-lhe aqueles dois orifícios sentindo como a vulva e o esfíncter anal latejavam e se contraíam, como apertavam e faziam pressão em torno dos meus dedos. Ao fim de poucos minutos surgiu o primeiro espasmo e percebi que a minha mulher se estava a vir. Os músculos das coxas e das ancas retesaram-se e, toda ela tremeu descontroladamente. Um grito abafado saiu-lhe da garganta no momento em que o corpo se atirava para trás fazendo com que os meus dedos se lhe enterrassem profundamente. Uma torrente de líquido claro transbordou como se dentro dela um dique rebentasse. Pressenti que aquele era o primeiro abalo do orgasmo e que no estado em que se encontrava outros se seguiriam. Continuei a deslizar rapidamente os dedos dentro dela pressionando com força o clitóris enquanto novas descargas do fluido me deixavam a mão e o antebraço encharcados. Quando por fim vi que o seu corpo se abatia exausto sobre a borda do jacúzi, quando os espasmos deram lugar ao relaxamento dos músculos e ela pareceu desfalecer, retirei lentamente os dedos do ânus e da vagina. Apenas com a palma da mão apoiada sobre grelinho continuei a acaricia-lo delicadamente ao mesmo tempo que lhe beijava ao de leve as nádegas.
Permanecemos assim durante muito tempo, ela como que adormecida naquele torpor que a invadia. Apenas o movimento profundo da respiração era visível. Cobri-lhe o corpo de beijos sentindo o quanto a amo. Ela deu um longo suspiro e aos poucos foi recuperando o tónus muscular. Agarrei-a pela cintura e puxei-a para mim. Ela colocou-me os braços em volta do pescoço e escondeu o rosto no meu ombro como se não quisesse ver os olhares curiosos que nos fitavam. De mãos dadas saímos do jacúzi e sem olhar para trás dirigimo-nos para os vestiários. Para nós a noite havia terminado.