domingo, 15 de maio de 2016

Velhos amigos




A tarde ia para lá de meio. O sol caminhava para o horizonte onde dentro de poucas horas iria mergulhar no oceano. Sentada na esplanada, saboreava a minha chávena de chá enquanto contemplava os poucos banhistas que naquele início de primavera se aventuravam na praia. Algumas mesas à minha volta encontravam-se ocupadas. Vozes cruzavam-se com risos de crianças e com o tilintar de copos, todos estes sons sobrepondo-se ao rumor constante da rebentação. Aquecida pelos últimos raios de sol deixei a mente vaguear.

Havia já três semanas que Charlie estava ausente em viagem. Provavelmente passariam ainda outras tantas antes do seu regresso. Sentia-lhe a falta. A bem dizer sentia-lhe duplamente a falta, como se o meu corpo por si próprio e independentemente da minha consciência lhe sentisse também a ausência. Pensei na última noite que tínhamos passado juntos. Tínhamos feito amor antes de adormecer. Tínhamos feito amor longa e pausadamente, com a calma de um casal que se conhece há já sete anos. Que sabe cada um dos pontos, cada um dos gestos, cada um dos toques que fazem o outro vibrar. No fim adormecemos satisfeitos. Mas talvez pela eminente separação a noite foi agitada por estranhos sonhos. Num desses sonhos eu estava nua na margem de um lago e uma estranha criatura alada possuía-me. Eu tentava debater-me mas o corpo não me obedecia. Dentro do próprio sonho recordei a história de Leda e do cisne. Júpiter envolvia-me nas suas asas de penas brancas e aos poucos forçava a entrada em mim. Acordei estremunhada sentindo na vagina o pénis entesado do meu marido. Voltamos a fazer amor e quando, já dia claro, me levantei senti que pelas coxas me escorria a sua semente. Esta fora a última vez que tinha tido relações e poucas horas depois Charlie partia para mais uma das suas viagens.

Desde aí, e com o passar do tempo, aumentava a saudade. Aumentava a saudade e crescia o desejo. Durante o dia mantinha-me ocupada, mas quando chegava a noite sentia que dentro de mim um fogo me consumia. À medida que os dias se escoavam as minhas incursões por sites da net de conteúdo adulto iam aumentando. Dava por mim esquecida do tempo enquanto no ecrã do computador alguma beldade de grandes mamas era possuída por dois ou três apolos de pele bronzeada e músculos torneados. Geralmente eram vídeos em que havia alguma dose de violência ou pelo menos de sexo forçado quando não de fantasiadas violações. Sem que me apercebesse começava a massajar os seios fazendo estalar algum botão da blusa. Invariavelmente a minha mão deslizava por dentro das calças ou levantava a saia e procurava aquele ponto de onde o desejo me escorria. Por fim satisfeita a vontade imediata desligava o computador sabendo que aquela não seria a última vez. Dias havia em que este alívio não durava mais que umas horas e ao deitar procurava na mesa-de-cabeceira o meu infalível e sempre ereto companheiro de silicone e de novo o fazia deslizar para dentro de mim. Mas estas minhas sessões de sexo solitário mais não eram que uma magra satisfação do desejo sempre crescente. O que saudosamente ansiava eram as carícias, o toque das mãos e o sentir de um pénis verdadeiro, quente e teso dentro de mim.

Quase todos os dias falava com o meu marido pelo telefone. Regra geral não falávamos de sexo embora ambos soubéssemos que esse assunto estava sempre presente na mente do outro. Por algum estranho pudor as palavras não tomavam esse caminho. Era em conversas mudas por mensagem que passávamos por vezes horas a picar-nos mutuamente. Eu sabia que ele sentia tanto a minha falta como eu a dele. E sabia que nos dias em que essas mensagens eróticas cruzavam o éter entre nós, ele acabava tão excitado quanto eu. Imaginava-o então a tocar-se, sabendo que as fantasias que trocáramos que lhe coloriam a imaginação.

De certo modo tinha sido desta troca de mensagens que nascera a ideia do que viria a passar-se no fim deste dia. Desde o início do nosso namoro Charlie tinha manifestado sempre o desejo de me ver com outros homens. Embora isto possa parecer estranho a muitas pessoas, tal como ao princípio me pareceu a mim, sei hoje que é uma fantasia muito comum. Eu, pelo meu lado, gostei sempre muito de sexo e as ideias de Charlie faziam eco nas minhas próprias fantasias. Estar com um desconhecido, ser forçada ou ter vários homens simultaneamente foram sempre situações que durante muito tempo imaginei sem que alguma vez pensasse que poderiam vir a tornar-se realidade. A primeira vez que estive com dois homens foi com o meu marido e um amigo. Foi com ele que compreendi que não havia nisso imoralidade ou traição. Foi com ele que aprendi a deixar o falso pudor do lado de fora da alcova. Assim, ao longo dos sete anos em que estávamos juntos tínhamos tido algumas aventuras ou brincadeiras como gostamos de lhes chamar. Estas brincadeiras foram quase sempre tidas por ambos, em conjunto. As poucas exceções, as vezes em que eu estive sozinha com outros parceiros sexuais, foram com o seu conhecimento e por sua incitação.

Não que por vezes eu não tivesse vontade de me deixar seduzir. Com os meus quarenta e três anos posso dizer sem vaidade que sou uma mulher atraente. Os meus seios volumosos atraem para o decote os olhares masculinos e as leggings justas fazem virar muitas cabeças quando passo. Direta ou indiretamente tenho recebido propostas e algumas vezes tive que fazer um esforço para as não aceitar. Mas, salvo uma vez em que, num parque da serra de Sintra, não resisti aos avanços de um estranho, tenho conseguido manter-me casta e fiel a Charlie.

Sinto que estou a dispersar-me nesta narrativa, mas vou tentar voltar ao fio da meada, como se costuma dizer. Voltemos pois à esplanada naquele fim de tarde. Enquanto beberricava o chá já morno tirei o telemóvel de dentro da mala e pus-me a ler as mensagens que tinham dado origem ao que quero contar. Há muito tempo que Charlie insistia comigo para eu convidar algum dos singles que tínhamos conhecido nas nossas aventuras para se encontrar comigo. “Encontrar-se comigo” é um eufemismo para “ter sexo” ou mais precisamente para “foder”. Sei que esta insistência dele era em parte motivada por se preocupar comigo. Por querer que eu tivesse a minha dose de prazer que, pela ausência, ele não me podia dar. Mas também sei que, por outro lado, isso era algo que ele próprio desejava. Algo que o excitava. As primeiras vezes que ele sugeriu isso eu recusei perentoriamente. Embora andasse acesa e com “fome” de sexo, não queria transpor essa barreira, atravessar esse Rubicão. Por muito tempo fui inventando razões e arranjando desculpas para não o fazer. Mas a ideia tinha sido semeada e aos poucos, regada pelas suas conversas, foi germinando e crescendo no terreno fértil da minha imaginação. Por fim, num dia em que, ao contrário do habitual, tivemos uma conversa telefónica sobre este assunto acabei por concordar. Escusado será dizer que esta conversa telefónica terminou com cada um de nós a tocar-se até um orgasmo estonteante.

Depois desse dia voltamos a trocar mensagens sobre o assunto. Nessas mensagens fomos acertando os pormenores de como eu havia de realizar esta sua (nossa) fantasia. Acabamos por acordar que seria com um dos amigos que há muito tempo não víamos e que tinham sido dos primeiros homens com quem tínhamos partilhado a nossa intimidade. Charlie deixava inteiramente á minha escolha a eleição de qual deles haveria de ser. Estas pessoas eram o Henrique, que tínhamos conhecido num hotel em Lisboa num encontro que já foi também aqui relatado (ver: “O meu namorado fez-me uma surpresa”) e que depois disso foi algumas vezes visita de nossa casa, e o Paulo que conhecemos primeiro pela internet e mais tarde pessoalmente num café em Sintra e que foi o primeiro homem com quem eu estive sozinha depois de estar casada com Charlie. Também ele veio a estar algumas vezes na cama comigo e com o meu marido. Charlie quase todos os dias e sempre por mensagem perguntava-me se eu já tinha tomado uma decisão, se já tinha contactado algum deles ou marcado um encontro. Eu hesitava e ia adiando. De cada vez que me dispunha a pegar no telefone para ligar a Paulo acabava por perder a coragem. Outras vezes, depois de um dia em que sentia particularmente acesa e lembrando-me de momentos que tinha passado enrolada com Henrique e com o meu marido, decidia contactá-lo, mas no último momento perdia a coragem. Durante mais de duas semanas fui oscilando entre o desejo de entrar nesta aventura e alguma vergonha em fazer uma proposta deste tipo a alguém com quem havia muito não falava.

Charlie continuava a instar-me a que o fizesse ainda que com alusões por vezes veladas, outras mais diretas. Foi por fim quando ele deixou de falar no assunto, provavelmente convencido que eu nunca o faria, que ganhei a coragem e tomei uma decisão. E a decisão que tomei foi de contactar ambos. Se era para entrar nesta loucura então iria fazê-lo em grande. A partir do momento em que me resolvi a juntar estes dois antigos amantes, tudo se precipitou. Henrique era casado e por isso teria de se encontrar um dia em que ele pudesse passar umas horas longe de casa e longe do trabalho. Assim foi ele o primeiro que contactei. Ao telefone manifestou alguma surpresa por, ao fim de tanto tempo, eu lhe estar a ligar, mas quando lhe expus o que pretendia ficou encantado. Pediu-me que lhe desse algum tempo para agendar uma ocasião em que pudesse iludir a rotina familiar. No dia seguinte ligou-me e combinamos que em princípio seria dali a três dias e que viria ter a minha casa ao fim do dia. Depois foi a vez de Paulo, que estava divorciado, pelo que lhe era mais fácil arranjar disponibilidade. Também ele se mostrou surpreso mas de imediato se prontificou a aparecer em qualquer dia e a qualquer hora que eu quisesse. Devo acrescentar que, maliciosamente, não informei nenhum deles sobre a presença do outro, embora tenha dito a ambos que o meu marido não ia participar. Sabia que nenhum deles teria qualquer problema em me partilhar e pela experiência dos encontros que eu e Charlie tínhamos tido tanto com um como com o outro, sabia que ambos tinham uma maior ou menor pendência para o bi. Quis assim acrescentar à adrenalina do encontro mais esta nota de imprevisto.

Aos poucos o plano que traçara foi tomando contornos mais nítidos. Não queria que chegassem os dois ao mesmo tempo, pois me parecia que seria algo embaraçoso. Deste modo combinei com Paulo encontrarmo-nos na esplanada junto à praia para tomar uma bebida e depois seguirmos para minha casa. Aí ou esperávamos por Henrique ou, se o ambiente aquecesse, começaríamos nós e ele quando chegasse juntava-se à brincadeira.

Os três dias foram passados entre o nervosismo, a antecipação e o imaginar dos mil e um pormenores do que iria passar-se. Queria que fosses momentos perfeitos e intensos. Pelo telefone disse a Charlie que tinha tomado uma decisão e que ia finalmente realizar esta nossa fantasia. Quando ele me perguntou quem tinha sido o escolhido não lhe disse que tinham sido ambos. Perante a sua curiosidade insistente disse-lhe apenas que quando estivéssemos juntos lhe respondia. Ele reafirmou-me o seu amor e fez-me prometer que depois lhe contaria todos os detalhes.

O dia tinha finalmente chegado. Durante a manhã coloquei lençóis escuros na cama, dispus algumas velas no quarto e na casa de banho e acendi um pauzinho de incenso de lavanda na sala. Deixei preparados copos e ingredientes para fazer caipirinhas, verifiquei que tinha preservativos em abundância e que sobre a mesa-de-cabeceira havia um frasco de óleo de massagens. Entre estes preparativos e um almoço ligeiro passou-se uma boa parte do dia. Eu sentia a excitação crescer dentro de mim à medida que a hora se aproximava.

Antes de sair de casa tomei um duche rápido. Enquanto me limpava olhei o meu reflexo no espelho sabendo que dali a poucas horas aqueles seios iam sentir outras mãos que não as do meu marido. Com estes pensamentos fui-me arranjando. Apliquei apenas um pouco de sombra nas pálpebras e o batom vermelho escuro (a minha cor preferida) nos lábios. Não queria um excesso de maquilhagem que pudesse ficar esborratado com os beijos. Completada esta parte vesti um conjunto de lingerie que Charlie encomendara para mim numa sex-shop online e que consistia em sutiã e tanga pretos. A tanga rendada deixava ver à transparência o triângulo do púbis aparado dias antes. Na parte de trás, uma tira estreita alojava-se-me entre as nádegas. O sutiã tinha caixas abertas de modo que amparava apenas a parte inferior dos seios levantando-os e deixando o mamilo e a auréola descobertos. A cor preta contrastava com a brancura da minha pele e realçava-me as formas. Por cima vesti uma blusa branca com pequenas flores coloridas que me dava um ar primaveril. Uma saia rodada a condizer e sandálias de tiras completavam a toilete. Um pouco de perfume e uma rápida inspeção ao espelho deixaram-me confiante sobre a impressão que iria causar.

O percurso de carro desde casa até à praia não demorou mais que dez minutos. Como era ainda cedo para a hora que tinha combinado com Paulo estacionei o carro num local um pouco mais afastado e dei um passeio ao longo da calçada que bordejava o areal. Uma ligeira brisa fez-me arrepiar e senti que os mamilos se contraíam fazendo duas protuberâncias no fino tecido da blusa. Pensei para comigo própria que seria esta a razão dos olhares com que os passantes masculinos me brindavam.

Agora ali estava eu sentada a ver o mar e a saborear o sol poente, esperando por Paulo. O bordo inferior do disco solar começava a beijar a linha do horizonte quando lhe vejo o vulto aproximar-se por entre as mesas. Paulo era militar na reserva o que transparecia pela sua postura. Com perto de um metro e oitenta, tinha ombros largos e braços musculados que apareciam por baixo das mangas da T-shirt. O cabelo curto e a face bronzeada, onde dois olhos castanhos tinham um brilho inquiridor, dava-lhe um ar másculo que era amenizado por uma boca de lábios cheios e sorridentes. No todo era um homem atraente. Quando chegou perto de mim colocou-me familiarmente a mão na cintura e cumprimentou-me com dois beijos nas faces. Ficámos a conversar enquanto assistíamos ao deslumbrante espetáculo do pôs do sol. Havia cerca de três anos que não via Paulo e ele contou-me as circunstâncias do seu recente divórcio. Quando a conversa esmoreceu, ficámos algum tempo em silêncio. Tínhamos estado a conversar como dois bons velhos amigos, nada de sexo. O momento tinha chegado mas eu não sabia como avançar. Pensei para comigo que seria melhor esperar que ele desse algum sinal. Mas Paulo que tinha obviamente a mesma ideia também não devia saber como sair do impasse. Parecia que nenhum de nós queria verbalizar o pensamento que ambos tínhamos na mente.

 Com o aproximar do crepúsculo o tempo arrefecera e eu senti frio. Paulo apercebeu-se e esta foi como que a deixa para nos levantarmos e abandonarmos a esplanada. Como o meu carro estava longe, fomos no dele até onde eu o tinha deixado e seguimos depois cada um em seu. Enquanto verificava pelo espelho que ele me seguia, ia pensando em como agir ao chegar a casa. Envergonhada como sou, não me estava a ver a ser eu a tomar a iniciativa. Depois de estacionar fiquei por momentos dentro do carro fingindo que arrumava alguma coisa na mala para dar tempo a que ele saísse do dele. Ele veio e gentilmente abriu-me a porta. Já em casa e para quebrar o gelo perguntei-lhe se queria tomar alguma coisa ou se tinha fome. Ele respondeu que não, não queria beber nada e que fome, apenas tinha de mim. O subentendido da resposta fez-me sorrir. Ainda que sentisse o coração acelerado de antecipação não sabia o que fazer. Com algum nervosismo pus-me a arrumar a mala, a ver se tinha mensagens no telemóvel, enfim a procurar pretextos para não o olhar de frente.

No momento em que me debruçava para mudar ligeiramente a posição de um qualquer bibelô senti que ele se encostava a mim. Fiquei imóvel enquanto os seus braços me envolviam. Com as mãos nas minhas ancas puxou-me para si e eu senti-lhe o calor do corpo. Ergui-me e as suas mãos deslizaram-me pela cintura até aos seios. Senti-lhe a respiração na nuca e logo os lábios que me beijavam o pescoço. É uma zona em que sou sensível e Paulo sabia-o instintivamente. O toque dos seus dedos por cima do tecido da blusa fez com que os meus mamilos ficasses rijos. Arrepiei-me com as pequenas dentadas que me dava no lóbulo da orelha. Lentamente virei-me de frente para ele. Ainda com alguma timidez em o encarar coloquei a mão no seu peito e afaguei aquele triângulo de pele bronzeada que o V da T-shirt deixava a descoberto. Ele levantou-me o queixo e as nossas bocas aproximaram-se. Quando os nossos lábios se tocaram senti a macieza dos seus. Primeiro foi apenas um leve roçar, que aos poucos se transformou num beijo ardente. Deixei que a sua língua penetrasse na minha boca e rendi-me ao calor que me invadia. Foi um beijo longo, molhado, saboroso e excitante. Paulo segurava-me de encontro a si com uma mão e com a outra procurou de novo o meu peito. Senti que os botões da blusa iam cedendo um a um. Quando esta estava completamente aberta, afastou-se um pouco e ficou alguns momentos a contemplar os meus seios. Por cima do rendado do sutiã os mamilos eretos apontavam para ele como duas pequenas tâmaras rosadas. Sentir-me assim exposta fez-me corar e instintivamente desviei os olhos. Aquela situação juntamente com as recordações dos momentos que tinha partilhado com ele e com Charlie estavam a deixar-me excitada. No meio de beijos e caricias a minha blusa caiu ao chão, seguida pouco depois pela saia. Um pouco desajeitadamente comecei a desapertar-lhe o cinto. Paulo, vendo a minha dificuldade ajudou-me e não tardou a que o volume do pénis aparecesse por baixo dos boxers. Enquanto ele despia a t-shirt não resisti a tocá-lo. Primeiro com a parte de trás dos dedos, muito ao de leve. Paulo estava já com uma meia ereção que cresceu a olhos vistos ao meu contacto. Introduzi um dedo pelo elástico. Depois dois e finalmente a minha mão encontrava-se no interior das suas cuecas. Tateei a glande e o relevo que corre na parte inferior do tronco. Na base podia sentir um tufo ralo de pelos e percebi que tinha o púbis aparado mas não rapado. Confesso que embora não goste de homens peludos também não acho estética a zona genital completamente rapada. Eu própria gosto de deixar um pequeno triangulo de pelos por cima da vagina.

Paulo voltou a beijar-me. Não sei se era a sensação que este beijo me provocava ou se era o toque dos seus dedos nos meus mamilos, ou possivelmente ambas as coisas, mas a verdade é me sentia cada vez mais molhada. Com a mão envolvi-lhe o sexo e lentamente comecei a masturbá-lo. Sem que as nossas bocas se descolassem, Paulo, com uma mão apalpava-me as mamas e com a outra procurou o meu monte de vénus. Enquanto nos beijávamos com uma vontade sempre crescente, senti os seus dedos afagarem por cima do triângulo que tapava aquele resto da minha nudez. Desceram um pouco mais e afastaram o tule da cuequinha. Estremeci quando por fim alcançaram os lábios da minha ratinha e eu afastei um pouco as pernas para lhe facilitar o acesso. Havia muito tempo que ninguém para além do meu marido me fazia aquilo. A sensação de uma mão diferente a tocar-me deixava-me cada vez mais acesa. Querendo retribuir, retirei o pénis para fora dos boxers e comecei a manuseá-lo. Com movimentos lentos fazia a pele que cobre a glande deslizar para trás e para frente. Entre os dedos sentia-lhe a dureza, a virilidade. Empurrei-o até ele se encostar á parede e baixei-me à sua frente. Tinha agora aquele membro teso mesmo à minha frente. Eu estava de cócoras e com os joelhos afastados. Sentia-me aberta e isso aumentava a minha tesão. Continuei a masturbá-lo devagarinho, observando com deleite que uma primeira gota surgia tímida na rachinha da cabeça. Acariciei os testículos e pressionei a zona entre as coxas. Fiz deslizar o polegar pela parte inferior do tronco e aquela pequena gota cresceu até se alongar numa lágrima brilhante que colhi com a ponta da língua. Olhei para Paulo e vi que ele me fitava como que hipnotizado. Sei que o prazer que o homem sente advém em parte do estímulo visual. Também eu, além de gostar de fazer sexo oral, adoro ver a expressão dos homens quando estão a ser chupados.

Mantive o contacto visual e fiz a glande roçar-me nos lábios que aos poucos foram ficando molhados do seu líquido pré-seminal. Entre lambidelas e chupões fui brincando com o pau de Paulo. Involuntariamente a minha outra mão dirigiu-se para o meu sexo. Com os dedos fui fazendo festas nos pequenos lábios, percorrendo-os por dentro e por fora. Toquei ao de leve em volta do ânus e massajei o clitóris. Esta minha cereja estava inchada e sensível, depois das carícias que Paulo lhe havia dispensado. Enquanto me tocava sob o seu olhar atento, ele colocou uma mão na minha nuca e com uma ligeira pressão puxou-me para si. Entreabri os lábios e deixei que a glande me entrasse na boca.

Li algures que fazer um broxe é como chupar um gelado. Nada de mais errado, pelo menos na minha opinião, e creio que também na de alguns homens a quem fiz sexo oral, incluindo o meu marido. Um gelado é frio e doce. Um pénis é quente e o sabor que derrama é ligeiramente amargo. Tenho que confessar que é algo que eu gosto de fazer. Gosto da situação, de saber o prazer que estou a dar, da excitação que a mim própria proporciona. Lambê-lo, passar a língua pela glande tumefacta, ficar um momento com os lábios em torno dela, a ponta da língua a titilar em volta do freio e por fim deixá-la escorregar lentamente para fora da boca. Depois ficar a comtemplá-lo brilhante da minha própria saliva, senti-lo quente, deixando-me um rasto molhado pelas faces e finalmente engoli-lo até me tocar na garganta. Gosto daquele momento em que sinto o homem contrair-se antes do orgasmo, de o sentir ejacular, de saciar-me com o sémen, senti-lo queimar-me o céu-da-boca ou escorrer-me pela cara e pelos seios. Desde muito nova em fiz pela primeira vez sexo oral a um namorado de adolescência fiquei sempre com este fetiche, se é que pode assim chamar-se. Ver um pénis a vir-se, sentir na pele o contacto do esperma quente ou na boca o seu sabor acre, são coisas que me deixam terrivelmente excitada.

Mas este ainda não era o momento. Não queria de modo algum que Paulo se viesse. Queria esperar por Henrique que não devia tardar. Queria tê-los a ambo cheios de energia, de estamina, fortes e potentes para satisfazerem aquela fome que me consumia. Assim, com um último beijo ao de leve na cabeça do pénis, levantei-me e puxei Paulo pela mão na direção das escadas. Enquanto subia os degraus, as suas mãos, como tentáculos de um polvo, não largavam as minhas nádegas. De acordo com o meu plano inicial propus-lhe um banho a dois. A sua expressão fez-me lembrar a de uma criança a quem tivessem perguntado se queria um doce.

Ao entrar no meu quarto tratei de acender as velas e um novo pauzinho de incenso e disse a Paulo para me esperar no banho. As pequenas chamas providenciavam a única iluminação, uma luz difusa, quente e alaranjada que projetava nas paredes sombras ondulantes. Quando transpus a porta da casa de banho Paulo estava sentado, recostado sobre o topo da banheira. A água cobria-lhe as pernas e uma parte do tronco. Parei um momento frente a ele. A minha pele banhada pela luz das velas adquiria um tom dourado. Paulo olhou-me da cabeça aos pés e eu vi-lhe o desejo nesse olhar. Com movimentos propositadamente lentos juntei-me a ele ficando de pé. Na posição em que nos encontrávamos ele via-me de baixo para cima. Com um pé de cada lado do seu corpo, as minas pernas ficavam suficientemente afastadas para que ele pudesse ver os lábios abertos da minha vagina. Num rasgo de tesão, coloquei as mãos nas virilhas e afastei-os para lhe mostrar como estava molhada. Sentir o seu olhar ali fixado dava-me uma sensação simultaneamente de poder e de submissão. De poder porque percebia o quanto ele queria de mim. De submissão porque me ia entregar sem pudor a esse querer. Ele colocou uma mão por trás de cada uma das minhas coxas e soergueu-se até ficar com a face no meu ventre. Fechei os olhos deixei-o saborear a minha cona. Senti-lhe a língua penetrar-me, senti-lhe a boca colada naquela minha gruta, os lábios sugarem delicadamente o meu pequeno botão inchado. Apoiei-lhe as mãos na cabeça e puxei-a de encontro a mim. Não sei quanto tempo durou aquele minete, mas eu sentia que no meu interior um vulcão ameaçava explodir. Não o deixei continuar pois queria tê-lo dentro de mim. Quando ele se encostou para trás pude ver-lhe o membro em gloriosa ereção. Apoiada nas suas mãos, os nossos dedos entrelaçados, baixei-me até o sentir tocar-me na entrada da ratinha. De cócoras deixei-me ficar assim, sentindo-o roçar ao de leve nos lábios e no clitóris. Ele agarrou-me as mamas e apalpou-as com firmeza. Os meus mamilos sobressaiam tesos entre os seus dedos. Agarrei-lhe no pénis e, repetidamente, fiz deslizar a glande pelos pequenos lábios pressionando-a com força de encontro ao clitóris. Cada vez me sentia mais molhada, até que, não aguentando mais, de uma só vez, dobrei os joelhos e o pénis enterrou-se profundamente em mim. Senti-me cheia, preenchida. Uma onda de prazer e felicidade varreu-me a alma. As paredes da vulva contraíram-se involuntariamente em torno do membro de Paulo sentindo-lhe cada relevo, cada protuberância. Com os antebraços amparei-me nas bordas da banheira e comecei a cavalgá-lo. Apoiada nos pés e nas mãos movi-me para cima e para baixo, o seu pau deslizando lubrificado, a abrir-me, a preencher-me e a encher-me gozo. Enquanto ele me apertava os seios entre as suas mãos fortes, deixei-me descair para a frente e fiquei com um joelho de cada lado da sua cintura. Nesta posição, o pénis enterrava-se-me fundo e eu sentia o grelinho roçar-lhe na base. Esta é sem dúvida uma das posições que me levam mais rapidamente ao orgasmo. E naquele momento não conseguia pensar em mais nada. Queria vir-me. Queria foder até me vir. Não tardou que dentro de mim se formasse aquela deliciosa sensação que precede a explosão final. De olhos fixos nos dele murmurei a palavra “venho-me”. Murmurei-a três ou quatro vezes até que entre os meus lábios o som se transformou num longo gemido de prazer. Não sei quanto tempo durou o meu clímax pois nesses momentos o tempo passa de modo diferente. Para mim deixa de haver tempo. Deixa de haver mundo. Tudo se dissolve num intenso caleidoscópio de sensações. Sei que gozei. Que gozei muito. Talvez pela longa privação em que apenas os meus dedos e um pedaço de silicone me davam algum consolo, aquele foi um orgasmo intenso. Mas, como tudo, também aquela vertigem de sentidos, aos poucos, se foi esbatendo. Quando readquiri a capacidade de pensar verifiquei que, dentro de mim, Paulo continuava ereto. Cansada mas resolvida a retribuir, propus que passássemos para minha cama.

Paulo já tinha saído da casa de banho e estava a acender mais algumas velas para substituir as que entretanto se tinham consumido. Eu tinha ficado para trás a enxugar o corpo e dar um jeito no cabelo desalinhado, quando, com um sobressalto, ouvi o som da campainha da porta. Só podia ser Henrique pois não esperava mais ninguém. Acho que na última hora, tão agradavelmente passada, tinha-me esquecido completamente dele. Paulo levantou-se da cama e com um ar espantado perguntou-me se eu esperava alguém. A sua atrapalhação deu-me vontade de rir. Virei-me para ele e com um sorriso maroto perguntei se, no caso de esperar mais alguma visita, isso constituiria um problema. Olhou-me com ar interrogativo e, quando eu repeti a pergunta num tom mais sério, respondeu que não, claro que não era problema nenhum. Ia sair do quarto quando me lembrei que estava completamente nua. Ao voltar atrás para vestir alguma coisa a campainha soou de novo. Para não perder mais tempo enverguei um roupão do meu marido e, deixando Paulo com a sua perplexidade, apressei-me para fora do quarto.

Enquanto desci a escada, um novo toque fez-me apressar e quase tropeçava. Por uma fresta da portada certifiquei-me que era de facto Henrique, pois não queria abrir a porta a mais ninguém no estado de semi nudez em que me encontrava. Depois de verificar que era de facto ele, abri a porta e convidei-o a entrar. Henrique era um homem grande. Perto dos cinquenta anos, alto, apenas ligeiramente acima do peso ideal, de pele crestada pelo sol e olhos castanhos-claros era ainda um homem interessante. Um ar um pouco inseguro dava a entender que ainda não acreditava bem na sorte que lhe calhara depois de tanto tempo sem ter contacto comigo e com Charlie. Com a mão direita estendia-me uma orquídea de tom azulado com pequenos veios purpura. A flor parecia tremer entre os seus dedos grossos, certamente não acostumados a segurar algo tão delicado. Achei aquela pequena atenção comovente, era sem dúvida um gesto querido. Cumprimentámo-nos com dois beijos que ele teve o cuidado de colocar nos cantos da minha boca. Convidei-o a sentar e ficamos alguns minutos a conversar. Enquanto pensava em como iria juntar aqueles dois, em quais seriam as suas reações ao encontrarem outro homem quando pensavam cada qual que me iria ter só para si, ouvia distraída Henrique dizer como havia muito tempo que fantasiava sobre um encontro comigo e com Charlie e como por vezes, às escondidas da esposa, se masturbava com a recordação dos momentos que passara connosco. Os olhares mal disfarçados que lançava ao meu peito fizeram-me reparar que o roupão se tinha aberto deixando-me os seios a descoberto. A minha reação instintiva foi tapá-las mas Henrique apressou-se a dizer que não fazia mal, antes pelo contrário. Claro que não fazia mal, desejoso de as ver e de lhes tocar estava ele. E eu também, diga-se de passagem. Ri-me da graça com que ele disse aquilo e virando-me de frente para ele abri completamente as abas do robe, de modo a que ele pudesse ver, não apenas os seios, mas todo o meu corpo. Vi-o engolir em seco e fitar-me de alto a baixo. A minha pele estava ainda rosada pelo calor do banho e a pequena faixa de pelos acastanhados no baixo-ventre desenhava um triângulo invertido como que indicando o caminho para uma delícia oculta. Tenho a felicidade de ter mamas grandes o que agrada à maioria dos homens. Dois globos simétricos coroados por largos círculos rosados de onde despontam mamilos protuberantes, fazem as delícias do meu marido (e não só). Embora seja de um modo geral recatada e até um pouco envergonhada, momentos há, como aquele, em me agrada exibi-las. Deixei pois que me mirasse assim desnuda por alguns instantes e voltei a fechar o roupão. Era chegado o momento de lhe dizer que não estávamos sós, mas não sabia bem como. Por fim optei por deixar que ele descobrisse por si próprio. Sem uma palavra afastei-me e nos primeiros degraus voltei-me para ele e, num convite mudo, deixei cair o roupão. Subi o resto da escada nua sem olhar para trás. No quarto Paulo continuava nu deitado na cama. Tinha o pénis na mão e manuseava-o devagar para manter a ereção. Tinha ouvido as nossas vozes e com uma expressão grave perguntou-me o de quem se tratava. Limitei-me a levar um dedo aos lábios em sinal de silêncio e subi para junto dele. Era óbvio que não percebia o que se estava a passar, mas os seus protestos evaporaram-se quando me coloquei de gatas entre as suas pernas e sem mais palavras lhe comecei a fazer um broxe.

Apesar do meu recente orgasmo, a chegada de Henrique e a perspetiva do que viria a seguir, tinham reacendido o meu desejo. De novo senti que a minha ratinha se molhava. A ideia que subitamente me assaltara de chupar o pau de Paulo e de que Henrique, que eu estava certa não tardaria a juntar-se a nós, me encontrasse naqueles propósitos, ocorreu-me num improviso ditado pela tesão. O prazer sexual advém não apenas do que fazemos ou do que nos fazem a nós, mas também das situações que criamos. Ver ao redor de mim pessoas envolvidas em atos sexuais é sem dúvida excitante, mas estar eu própria a praticá-los, sabendo que à minha volta há espetadores que se excitam, que se tocam, a quem a visão do meu corpo e do que faço deixa com tesão, não é menos. Isto pelo menos no meu ponto de vista, no meu sentir. Várias vezes no passado e em situações diversas, eu e Charlie, tivemos esta experiência. Na sauna, na praia, dentro do carro ou em algum recanto público mas pouco frequentado, ser comida por ele, ou fazer-lhe sexo oral percebendo que por trás de uma esquina ou despudoradamente a poucos metros algum vouyer se masturba inspirado pelo que vê, sempre multiplicou o nosso prazer.

Foi este meu lado um pouco exibicionista que me fez esquecer o pudor, natural em mim, e me levou a tomar tal atitude. Queria que Henrique ao entrar tivesse uma visão avassaladora. Que à surpresa de me encontrar com outro homem, se juntasse o erotismo do meu ato e da minha postura. Tive assim o cuidado de ficar com o traseiro ligeiramente virado para a porta. Quando ele entrasse, a primeira imagem com que se depararia seriam as minhas nádegas e as minhas coxas entreabertas. Apoiada nos joelhos e nos cotovelos chupei o pénis de Paulo movendo a cabeça para cima e para baixo energicamente. Com a mão direita acariciei-lhe a pele escanhoada e macia dos testículos. Aquelas bolas carnudas rolavam nos meus dedos como dois pequenos ovos e a glande deslizava-me entre os lábios lubrificada pela saliva. Pelo canto do olho apercebi-me do vulto de Henrique que entrara no quarto sem que nos apercebêssemos. Estava completamente nu e exibia numa mão o falo já ereto. Depreendi que, tendo-me eu desnudado à sua frente, interpretara esse gesto como um convite a que fizesse o mesmo. Se ficara surpreendido com o espetáculo que lhe proporcionávamos não o deu a entender. Sem uma palavra sentou-se na cama ao nosso lado e ficou a observar. Continuei a chupar Paulo com entusiasmo. Mais uma vez o meu exibicionismo vinha à tona. Excitava-me a forma lúbrica como Henrique nos olhava. Mantive o contacto visual com ele enquanto masturbava Paulo. Comprimi o pénis entre os dedos e uma gota de líquido transparente apareceu na cabeça. Lambi-a com a ponta da língua que em seguida passei pelos lábios. Sabia que o espetáculo que dava a Henrique era altamente erótico e isso deixava-me ainda mais acesa. Ele aproximou-se e ajoelhou-se junto a nós. Com o seu próprio pénis apontou na minha direção num convite evidente. Deixando temporariamente o sexo de Paulo agarrei no de Henrique e comecei a manuseá-lo. Embora não tão imponente como o do seu companheiro, era mais grosso e sulcado de veias. A pele repuxada para trás devido ao estado de ereção deixava à mostra uma glande em forma de coração que, entumecida pelo fluxo de sangue, adquiria um brilho sedoso e uma tonalidade de um rubro escuro. Aos primeiros movimentos senti a mão ficar molhada. Debrucei-me sobre ele e abocanhei-o com sofreguidão. Paulo virou-se para mim e começou a apalpar-me. As mãos de ambos percorriam-me o corpo, ora massajando-me os seios e o ventre, ora, descendo em festas que, pelas ancas e pela cintura, continuavam até às nádegas. Sentia os seus dedos explorarem-me intimamente entre as coxas, deslizando lubrificados pelo meu próprio fluido vaginal. Incendiada pelas suas carícias agarrei ambos os paus e comecei a mamá-los alternadamente. Enquanto chupava um masturbava o outro, procurando repartir por ambos o gozo que a minha boca lhes proporcionava. Por vezes juntava as duas glandes e roçava-as uma na outra. Depois tentava coloca-las na boca ao mesmo tempo ou passava-as pela face onde deixavam um rasto lambuzado.

Esta não era a primeira vez que tinha dois sexos duros e molhados à minha disposição. Na sauna, com o meu marido, tinha estado rodeada de uma meia dúzia de homens que disputavam os meus favores e que no fim me deixaram os seios cobertos de esperma. Algumas outras vezes tinha estado com ele e um ou outro amigo e em todas essas ocasiões a visão de membros cuja dureza sentia entre os dedos e entre os lábios faziam a minha ratinha escorrer de tesão. Sei o prazer que posso dar a um homem com a minha boca e sei também o prazer que isso me dá a mim. Estas reflexões faço-as agora à medida que escrevo estas linhas, pois no momento a minha mente era apenas preenchida por aquele ror de sensações, pelo gozo de me sentir assim usada.

Henrique tinha dois dedos sobre o meu clitóris e com o polegar desenhava círculos em torno do buraquinho do meu rabo. Senti-o pressionar e aos poucos o músculo em redor do ânus descontraiu-se franqueando-lhe a entrada. Aquela nova sensação fez-me soltar um gemido. Deixei descair a cabeça e o peito sobre uma almofada e empinei o rabo para me oferecer ao seu toque. Paulo ergueu-se e veio ajoelhar-se junto a mim do lado oposto a Henrique. Quatro mãos percorriam-me o corpo e apalpavam-me sem que eu soubesse a qual deles pertenciam. De olhos fechados podia ouvir a minha própria respiração ofegante bem como uma ou outra palavra, por vezes obscena, com que eles me incitavam. Não tardou a sentir que me afastavam os lábios da vagina e um pénis entesado me penetrava. Molhada como me encontrava deslizou sem dificuldade para dentro de mim. Ao início não percebi qual deles me penetrava, nem naquele momento me preocupei com isso. O gozo que me inundava e que me fazia responder empurrando o corpo para trás era mais que suficiente para focar toda a minha atenção. Ao fim de alguns minutos senti que aquele membro se retirava deixando um vazio na minha cona. Não tardou porém a que esse vazio fosse de novo preenchido por um pau diferente. Percebi que era Henrique que agora me comia. Ele agarrou-me pelas ancas e começou a foder-me com violência. Cada estocada com que se enterrava em mim fazia as minhas mamas balouçar e eu sentia os bicos tesos roçarem no lençol. Estava a adorar ser comida assim, com energia, com força, quase à bruta. Projetava-me para trás de encontro a ele para o sentir enterrar-se mais fundo. Por vezes algo tocava no meu grelinho e eu percebi que eram os seus testículos. A meu lado, Paulo masturbava-se com uma mão enquanto com a outra me apalpava as nádegas e brincava com um ou dois dedos no meu rabo. Por diversas vezes trocaram de posições e fui sendo comida à vez por um e pelo outro. Apercebi-me que Paulo se aproximava do orgasmo quis ver a expressão do seu rosto no moimento em que se vinha. Rapidamente mudei de posição ficando deitada de costas. Levantei as pernas o mais que podia e com as mãos enganchadas na cova da perna mantive-as assim. A minha ratinha oferecia-se aberta, o rosado do seu interior como gineceu que convida a abelha a saborear o néctar. Paulo, com o sexo ereto e latejante, contemplou por instantes aquela minha flor de carne. Agarrei-lhe o pénis e guiei-o para dentro de mim. Quando os nossos púbis se tocaram ele imobilizou-se um segundo. De seguida começou a mover-se fazendo o pénis deslizar para dentro e para fora da minha ratinha. Cada um dos seus impulsos propagava-se pelo meu corpo e fazia os meus seios abanar violentamente. Sentia a glande deslizar lubrificada e afastar as paredes da vulva. Pouco depois Paulo vinha-se inundando a minha coninha de esperma. Vi os seus olhos brilharem e ouvi o gemido gutural que lhe saía da garganta enquanto o seu membro continuava a descarregar dentro de mim uma torrente de lava. Embora não me tenha vindo naquele momento, o prazer que lia no seu semblante refletia-se em mim e eu gozei plenamente cada uma das suas investidas. Quando terminou, o seu corpo suado descaiu sobre mim comprimindo-me os seios de encontro ao peito. Deixei que ele recuperasse sentindo-o aos poucos perder a ereção. Quando o pénis flácido escorregou para fora da minha vagina, uma corrente de líquido viscoso escorreu-me por entre as coxas deixando uma mancha de humidade no lençol. Paulo, cansado e satisfeito rolou até ficar deitado a meu lado. Com a ponta dos dedos afastou uma madeixa de cabelo que se me colara à testa transpirada. Por entre a respiração entrecortada ouvi-lhe algumas palavras indistintas que entendi como um cumprimento.

Eu própria tinha ficado cansada, mas longe de estar satisfeita. Virei-me para Henrique que, de joelhos a meu lado, fora testemunha muda do nosso ato. Ele aproximou-se e colocou uma mão sobre o meu seio rolando o mamilo sensível entre os dedos. Olhei para ele e vi desejo incontido nos seus olhos. O pénis, que exibia a poucos centímetros da minha cara, estava teso e derramava uma gota que escorria ao longo do tronco. Puxei-o para mim e esfreguei-o delicadamente nas mamas. Os meus mamilos ficaram molhados e pequenos fios que brilhavam à luz das velas pendiam entres eles e a glande. O êxtase estampado no seu rosto mostrava-me o gozo que que isto lhe dava. Também estava a adorar a sensação do seu pau a roçar nos bicos tesos das minhas mamas. A cada movimento da minha mão, um pouco mais de líquido cristalino fluía da glande deixando os meus seios babados e escorregadios. Pedi-lhe que viesse para cima de mim pois queria senti-lo encaixado entre as mamas. Ele colocou um joelho de cada lado do meu corpo e com as mãos apoiadas na cabeceira da cama ficou debruçado sobre o meu peito. Com as pontas do polegar e do indicador segurei-lhe o pénis logo abaixo da cabeça comecei a masturbá-lo. Uma vez por outra fazia a glande tocar-me nos seios ou, levantando a cabeça, metia-a na boca e sentia-lhe o sabor salgado. Não demorou a aperceber-me que Henrique estava prestes a ejacular. Com ambas as mãos apertei-lhe as mamas em torno do pénis e movimentei-as para trás e para a frente fazendo-o deslizar entre elas. Como disse anteriormente acho terrivelmente excitante ver a expressão de um homem no momento em que se está a vir. Sem desviar os olhos dos seus senti que um jacto de sémen me atingia no queixo. A este seguiram-se outros que me acertaram na face e no cabelo. Não sei se devido á tesão acumulada ou por ser próprio da sua natureza, Henrique veio-se abundantemente. Quando finalmente o seu orgasmo cedeu à exaustão eu estava coberta de esperma. Durante alguns momentos ainda brinquei com o seu membro passando-o pelos lábios, lambendo-lhe a cabeça e chupando as últimas gotas de leite.

Aquela situação, digna do melhor filme pornográfico, mexeu profundamente comigo. Sentia-me como uma deliciosa putinha usada pelos dois. Esta sensação, tão diversa do meu modo de ser habitual, assalta-me nos raros momentos como aquele em que vivo experiências de um erotismo e prazer extremos. Estas experiências, normalmente vividas e partilhadas com Charlie, deixam uma memória que perdura durante muito tempo. Normalmente, nos dias que se seguem, ambos andamos num estado de exaltação sexual em que por vezes deixamos a meio uma qualquer tarefa para fazer amor.

Tanto Paulo como Henrique tinham acabado de se vir e eu sabia que precisavam de algum tempo para recuperar. Olhei o mostrador luminoso do relógio e vi que passava já das oito da noite. O tempo voa quando se está em boa companhia. Embora estivesse excitada, sentia também fome. Os meus dois amantes pareciam adormecidos e responderam apenas com uma negação quase inaudível quando lhes perguntei se queriam alguma coisa para comer. Retirei o braço que Paulo tinha por cima do meu peito e, descendo pelos pés da cama, saí do quarto. As velas entretanto tinham-se apagado e, para não acender a luz, desci a escada nua. Dirigi-me à cozinha e enquanto trincava uma maça pensei em tudo quanto acabara de acontecer. Pensei em Charlie e tive pena que ele não estivesse presente pois sei o quanto lhe agradam estas situações. Por outro lado talvez eu não me tivesse conseguido desinibir tanto na sua presença. Sabia que quando voltássemos a estar juntos ele ia querer saber todos os pormenores do que se passara. Eu, com alguma vergonha, iria fornecer-lhos, aos poucos, gota a gota. Sabia também que isso o iria deixar terrivelmente excitado. No fim ia comer-me como se não houvesse amanhã. Não sei se pela recordação do meu marido a montar-me ou por estar despida no espaço aberto da cozinha, senti um arrepio. A verdade é que continuava acesa. Passei a mão entre as pernas e verifiquei sem surpresa que estava molhada.

Quando voltei ao quarto Paulo e Henrique pareciam adormecidos. Seria possível que apenas eu quisesse mais? Desiludida deitei-me entre eles na esperança que pelo menos um acordasse e me desse aquela derradeira dose de prazer a que me sentia com direito. No mostrador avermelhado os minutos iam passando sem que nada acontecesse. Creio que, cansada pelas emoções do dia, devo ter dormitado. Quando dei acordo de mim, uma mão acariciava-me o traseiro. Eu estava deitada sobre o lado esquerdo virada para a janela, por isso, e a menos que eles tivessem trocado de posições, esta mão tinha que pertencer a Henrique. O maroto devia ter acordado e aproveitando-se do meu estado de inconsciência apalpava-me. Deixei-me ficar muito quieta fingindo dormir. Sentia-lhe a respiração na nuca e corpo encostado ao meu. Ele, vendo que eu não dava acordo, foi-se tornando mais atrevido. As suas festas foram-se alongando pelas nádegas e pelo interior das coxas, mas a minha posição não lhe facilitava o acesso ao que procurava. Eu não queria dar a entender que estava acordada pois achava aquele jogo excitante. Lentamente fui dobrando a perna direita até ficar com o joelho quase colado ao peito. Assim, a minha ratinha ficou acessível à sua exploração. Toda a minha atenção estava concentrada no toque dos seus dedos. Estes, em movimentos cautelosos, iam-me afagando as nádegas, percorrendo o rego entre elas, demorando-se no meu rabo. Depois desciam-me por entra as coxas e afloravam os lábios molhados da minha coninha. Uma onda de calor espalhou-se-me meu corpo e a respiração tornou-se-me mais acelerada. Continuei de olhos fechados sentindo a ponta dos seus dedos acariciar-me docemente desde o ânus até ao clitóris. A minha vagina estava cada vez mais molhada e ele certamente apercebia-se disso. Eu hesitava entre continuar a fingir-me adormecida ou virar-me para ele e pedir que me comesse. No estado em que me encontrava queria que ele parasse com aquela tortura e de uma vez por todas enterrasse o pau dentro da minha cona. A intensidade do meu desejo deve ter sido tão grande que lhe permitiu adivinhá-lo. Senti os seus dedos retirarem-se sendo imediatamente substituídos pela cabeça de um pénis entesado. Senti-a deslizar entre as nádegas, pelos lábios encharcados da vagina, roçar o meu grelo sensível. Umas quantas vezes repetiu este vai vem deixando-me tensa de antecipação. Por fim imobilizou-se um instante apontada à entrada do meu sexo. Lentamente, muito lentamente, foi abrindo caminho. Senti a glande penetrar-me abrindo aos poucos esta minha flor de carne. Centímetro a centímetro as paredes da vulva foram-se dilatando à medida que mais e mais daquele membro se ia introduzindo dentro de mim. Henrique tinha um pénis grosso. Mais grosso que o de Paulo e também mais grosso que o de Charlie. Fazia-me sentir cheia, totalmente preenchida. Lubrificada como me encontrava não teve dificuldade em deslizar para dentro e para fora do meu túnel do amor. Sempre com movimentos lentos sentia-o enterrar-se, fazer uma pausa como que para me dar tempo de saborear-lhe o volume, depois aos poucos retirar-se até quase sair de dentro de mim. Para dentro e para fora, sentia-lhe o relevo que separa a glande do tronco deslizar sem atrito provocando-me um gozo intenso. Involuntariamente levei a mão ao clitóris e senti-o saliente, a querer espreitar pra fora da tenra membrana que o cobre. Percebendo que eu já não estava a dormir, Henrique pôs de lado a cautela e aumentou o ritmo e a força das investidas. Com as mãos agarrou-me pelas ancas e puxou-me para si. Eu respondi arqueando as costas de modo a empinar o rabo na sua direção. Os nossos movimentos foram-se tornando mais enérgicos, mais violentos. Os impulsos com que me penetrava faziam a cama abanar e inevitavelmente despertaram Paulo.

Na fraca luz do candeeiro vi os olhos brilhantes que me fitavam. Não sei se ele teria estado adormecido ou se, como eu, tinha fingido. Em qualquer dos casos o espetáculo que lhe oferecíamos estava a deixá-lo obviamente excitado. Deitado de costas com a cabeça virada para mim, ostentava uma plena ereção. Quando percebeu que eu lhe olhava para o sexo pegou-me na mão, levou-a à boca, chupou durante um momento os meus dedos e por fim colocou-ma sobre o pénis. Fechei os dedos em torno do membro rígido e deixei-me ficar assim, apenas a ponta do indicador a brincar sobre a parte inferior da glande espalhando a humidade que esta ia libertando. Estava a adorar. Depois de ter pensado que aqueles dois já não iam ter estamina para mais, ali estávamos de novo envolvidos num delicioso triunvirato. Com um pénis dentro de mim e outro na minha mão, qual deles o mais teso, eu senti-me uma rainha. Ao fim de algum tempo Paulo aproximou-se e começou a beijar-me. A sensação de estar a ser comida por um homem enquanto na minha boca sentia a língua de outro potenciou o meu prazer. Os lábios de Paulo ora se colavam nos meus ora me mordiam a face e o lóbulo do ouvido. Entre beijos e lambidelas foi descendo pelo pescoço e pelos ombros até chegar ao peito onde se banqueteou com as minhas mamas. Em vão tentava meter uma delas na boca e eu sentia a sua língua brincar com o meu mamilo. Com mão percorreu-me o ventre, a cintura e as ancas em demoradas carícias. Depois foi descendo até que, com a palma apoiada sobre o meu monte de vénus, começou a massajar-me o pequeno botão entumecido do clitóris. Pensei para comigo até que ponto iria Paulo, pois os seus dedos estavam perigosamente próximos do pénis de Henrique. Não tive que esperar muito pela resposta e sem grande surpresa senti os lábios vaginais serem comprimidos entre os seus dedos e o membro de Henrique. Aquela era uma sensação nova para mim. Nova mas intensamente agradável. Quando faço amor com o meu marido eu própria utilizo esse pequeno truque. Com um dedo de cada lado da vagina aperto os lábios de encontro ao pénis. Sabe-me bem e sei que a Charlie também. No entanto, embora soubesse que Paulo não tinha tabus quanto ao contacto físico com outro homem, não esperava que o fizesse. Coloquei a minha mão sobre a dele e aumentei a pressão. Ele afastou a boca dos meus seios e ficou a ver o membro de Henrique a penetrar-me. Agarrei-lhe de novo o pénis e puxei-o para mim com a manifesta intenção de o chupar. Como a posição de joelhos em que estava não fosse confortável, deitou-se a meu lado com a cabeça apoiada num braço apenas a um palmo dos nossos sexos. Deitada sobre o flanco esquerdo, ergui a perna direita de modo a ficar toda aberta e assim lhe proporcionar uma melhor visão. Paulo olhava fixamente para o entrechocar dos nossos sexos. De onde estava tinha sem dúvida uma excelente panorâmica do pau de Henrique a entrar na minha ratinha.

Entre as minhas coxas afastadas, os lábios vaginais fechavam-se em torno do pénis de Henrique e dilatavam-se visivelmente a cada penetração. Logo abaixo da estrita faixa de pelos púbicos, o meu clitóris durinho e rosado fazia lembrar um pequeno fruto suculento. O membro ereto saía de dentro da minha coninha molhado e brilhante e de cada vez que voltava a entrar deixava escorrer atrás de si um pouco mais do meu fluido. Paulo voltou a colocar a mão no meu sexo e com as pontas dos dedos foi-o acariciando, ora descrevendo pequenos círculos sobre o grelinho, ora percorrendo-me os lábios em volta do pau de Henrique. Estes seus avanços foram-se tornando cada vez mais explícitos e eu ansiei por sentir ali a sua boca. A única coisa que o impedia era provavelmente o facto de não saber qual seria a reação de Henrique. Mas eu conhecia ambos e tinha a recordação bem viva do que eu e Charlie tínhamos feito tanto com um como com o outro. Olhei para Henrique e, sem que fossem necessárias palavras, li-lhe a aprovação no rosto. Apoiei a mão na nuca de Paulo e com uma ligeira pressão dei-lhe a entender o que queria e que ele certamente tanto desejava. A sua boca colou-se ao meu sexo e com a língua repetiu o que antes fizera com os dedos.

A sensação de estar a ser penetrada e ao mesmo tempo ter outro homem a lamber-me o clitóris estava a dar-me uma tesão enorme. Agarrei o pau que Paulo exibia mesmo à minha frente e com uma mão em torno do tronco comecei a masturbá-lo ao mesmo tempo que com a ponta da língua lhe lambia a glande. Continuei este broxe, alternando entre lamber e chupar, chupar e lamber. Pro vezes tirava-o da boca e ficava a olhar a sua majestosa ereção, ou então passava a língua em volta da cabeça terminando no pequeno freio que une esta ao tronco e onde sei que os homens são tão sensíveis. Senti que o pénis de Henrique saía de dentro de mim e olhando para baixo vi que fora a mão de Paulo que o retirara. Com alguma surpresa mas com a minha excitação renovada vi-o introduzi-lo na boca e começar a chupar. Esta não era a primeira vez que via um homem fazer sexo oral a outro, mas na atmosfera carregada de erotismo que se respirava entre aquelas quatro paredes, este gesto fez com que a minha vagina instantaneamente se encharcasse. Abocanhei de novo o membro de Paulo e engoli-o sofregamente. Depois de algumas chupadelas Paulo apontou de novo a glande de Henrique à entrada da minha ratinha, e, guiado pela sua mão, este voltou a penetrar-me. Era óbvio que eles os dois estavam a gostar tanto como eu. Com as repetidas penetrações de Henrique alternadas com beijos e lambidelas de Paulo a minha cona era vulcão que não tardaria a explodir. Sentia já que dentro de mim se formavam os primeiros sintomas do orgasmo quando inesperadamente uma maré de líquido quente e espesso me inundou a garganta. Paulo vinha-se na minha boca. Surpreendida, afastei por um momento a cabeça, mas logo um segundo jato de esperma me atingiu a face. Não querendo perder nem mais uma gota do seu precioso néctar, voltei a pô-lo na boca a tempo de receber as últimas golfadas. Com o sabor acre do sémen ainda a arder-me na garganta, uma onda gigante de prazer eclodiu entre as minhas coxas. Senti o esfíncter vaginal contrair-se e apertar o pénis de Henrique. O meu corpo arqueou-se num espasmo e instintivamente apertei contra mim o troco de Paulo. Por um longo momento tudo ao meu redor perdeu realidade e apenas existia esse centro no meu interior de onde partiam deliciosas vibrações. Não é fácil levarem-me ao orgasmo mas quando ele acontece é intenso como um ciclone. Talvez devido a toda a excitação acumulada pela situação invulgar ou por me sentir o centro daquele triângulo e simultaneamente usada como objeto sexual, a verdade é que este foi como o rebentar de um dique. Sentia ainda as últimas convulsões quando dentro de mim Henrique começou a derramar a sua semente. Com um bramido surdo puxou-me as ancas de encontro a si. Os olhos brilharam-lhe de gozo enquanto o membro, grosso e duro de tesão, se enterrava profundamente na minha ratinha. Não sei porquê mas, senti-lo vir-se dentro de mim, saber que o seu esperma me enchia, imaginar-lhe o tronco do pénis envolvido pela membrana interior da minha vulva, a glande inchada pela tesão a descarregar golfada atrás de golfada de sémen no interior do meu ventre, fez com que o meu corpo estremecesse de novo. Com a face encostada ao peito de Paulo e sentindo o latejar de Henrique dentro de mim vim-me segunda vez. Não com a mesma intensidade, mas como se se tratasse de uma pequena réplica do terramoto anterior.

Não me recordo bem do que aconteceu a seguir. A sensação de plenitude e o cansaço que se advêm depois do orgasmo deve ter-me feito resvalar para o sono. Creio que teria dormido o resto da noite se passado algum tempo não sentisse Henrique levantar-se. Eram horas de partir. Levantei-me também e desci com ele. As suas roupas continuavam onde as tinha deixado, descuidadamente atiradas para cima do sofá. Respondi apenas com um sorriso algo envergonhado quando ele disse que tinha muito bom, que tinha sido ótimo, que tinha adorado. Embora não o confessasse, também eu tinha tido momentos muito bons, daqueles que se gravam na memória, que mais tarde nos alimentam as fantasias. Junto á porta despedimo-nos com um beijo. Desejei-lhe boa viagem de regresso a casa e depois de ele sair fiquei por um momento a pensar em tudo o que acabara de viver.

Quando regressei ao quarto Paulo dormia profundamente. Ao contrário de Henrique, não tinha uma esposa a quem prestar contas de uma ausência suspeita. Deitei-me a seu lado e lembro-me que antes de adormecer pensei que era a primeira vez que ia dormir com outro homem desde que estava com Charlie. Enfim, há certamente uma primeira vez para tudo. A recordação do meu marido fez-me sentir saudade. Embora fisicamente saciada, sentia a falta do carinho e da ternura que mais ninguém me podia dar.
 

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Mais uma das minhas fantasias...


Como aqueles que já leram os nossos contos sabem, sou uma mulher com uma libido bastante acesa, embora seja de um modo geral recatada e um pouco tímida. No meu dia-a-dia sou uma pessoa normal, modesta e sóbria. Tenho a felicidade de ser casada com um homem que me ama e que compartilha e me apoia nas minhas fantasias. Juntos temos tido algumas aventuras de carácter sexual, sempre de mútuo acordo e quase sempre juntos.

Entre nós sempre houve esta cumplicidade e eu sei que ele não só partilha do prazer que eu sinto nestas ocasiões, como me incentiva a procurá-las. Poderá parecer estranho a muitos casais tradicionais, mas acredito que se todas as pessoas fossem cem por cento sinceras e transparentes com os respetivos parceiros, muito menos mal entendidos haveria. Acredito que muitas mulheres e homens gostariam de ter a liberdade de uma vez por outra poder ter sexo sem compromissos com outras pessoas e que muitos o fazem às escondida e outros apenas não o fazem com receio das consequências.

Como dizia atrás, sou uma mulher acesa e, ainda que no dia-a-dia não o deixe transparecer, gosto muito de sexo e gosto muito não apenas do prazer que obtenho mas também de ver, estampado nos olhos dos meus parceiros, o prazer que lhes dou. Por motivos profissionais o meu marido tem por vezes ausências prolongadas. Nestas ausências sinto-me carente da sua presença, do seu carinho e ternura, mas também, e sem dúvida, do prazer e da intimidade da cama. “Da cama” é obviamente uma maneira de dizer pois muitas vezes não é na cama que fazemos amor. Ambos adoramos uma escapada na praia sob o sol que aquece os corpos por fora e por dentro ou debaixo do luar que convida ao amor romântico. Ou uma brincadeira num sítio semipúblico onde o risco de sermos surpreendidos nos faz pulsar forte o sangue e acelerar o batimento do coração. Ou por vezes, quando uma súbita vontade aperta e não há tempo para mais, um oral rápido no carro como já aconteceu numa rua movimentada da capital em que transeuntes desconfiados olhavam ao passar, ora com uma careta de desaprovação, ora com um sorriso maroto de inveja.

Estas brincadeiras, como lhes chamamos, acontecem por vezes sem que nada tenha sido planeado. O imprevisto e a surpresa constituem sempre uma mais-valia para o prazer que nos dão. Entre nós não temos tabus e desde o início do nosso relacionamento tivemos sempre a abertura um com o outro de falar das nossas fantasias e desejos, do que nos vai no fundo da líbido, daquele poço escuro que sempre guardamos da curiosidade indiscreta de estranhos e também de amigos. Dentro de cada um de nós existe um eu profundo que por vergonha e convenção, na maior parte das pessoas se esconde e só se liberta na solidão reservada de quatro paredes. Quantas de vós amigas que me leem, nunca se imaginaram possuídas por um grupo de homens ou enroladas com outra mulher enquanto os vossos dedos procuram e afagam a humidade que vos nasce entre as pernas? E quantos de vós homens, nunca se imaginaram a assistir à vossa esposa ou namorada a ser penetrada por um macho vigoroso, ou a serem vós próprios a guiar-lhe o pénis para dentro dela, enquanto, seguros de não serdes descobertos, manuseais os vossos membros eretos? Estou certa que estas e outras fantasias perpassam a mente de todos nós. Felizes aqueles casais que, como eu e o meu marido, têm a abertura e a franqueza de partilhar entre si estes pensamentos.

Claro que há fantasias e fantasias. E no meu entender algumas são para permanecer apenas isso: fantasias. Muitas podem ou não vir a concretizar-se dependendo da vontade e da oportunidade. Entre nós algumas já as fomos pondo em prática, outras ainda não. Das primeiras fica-nos uma doce e quente recordação e destas algumas deixam a vontade de repetir. Quanto às segundas… bem quanto às segundas pode ser que um dia surja o momento certo, no lugar certo e com as pessoas certas. Mantemos em relação a elas a mente aberta e recetiva mas sem que isso nos cause ansiedade. Não temos pressa em as concretizar. Acontecerá se tiver que acontecer. 

Desde o início da nossa relação apenas duas vezes estive sozinha com outros homens. Uma foi com o conhecimento e por instigação dele. Tínhamos convidado um amigo com quem já tínhamos estado algumas vezes para passar a tarde connosco. Aconteceu porém que, por um qualquer problema de trabalho, Charlie ficou retido e só à noite pode regressar a casa. Sem a sua presença eu queria desistir do combinado e o nosso amigo, embora visivelmente desiludido, aceitava a minha decisão. Mas pelo telefone, o meu marido insistiu com ambos para que fôssemos em frente, dizendo que ia adorar saber que enquanto estava ausente eu tinha tido sexo com o seu amigo e que mais tarde queria ouvir da minha boca todos os pormenores. Perante a sua insistência e aquecida pelos beijos e carícias com que o nosso amigo me presenteava enquanto eu falava ao telefone com Charlie, acabei por aceitar. Passei assim uma tarde inteira rebolando nos lençóis da minha própria cama, cavalgando e sendo cavalgada, e, oferecida, recebendo repetidamente dentro de mim a sua semente adúltera. Este nosso amigo partiu ao fim da tarde (era casado e tinha que chegar à sua própria casa a horas de não levantar suspeitas) e pouco depois chegou o Charlie. Preparava-me eu para tomar um duche quando ele assomou à porta do quarto. Percebendo a minha intenção, não me deixou concretizá-la e, indiferente aos meus protestos, arrastou-me para a cama ainda desfeita e possuiu-me com uma paixão arrebatada. Contagiada pela seu tesão abri-me para o receber. A sua boca colou-se à minha num beijo ardente e senti-lhe o pénis intumescido penetrar-me, enquanto com as mãos me apertavam os seios com força. Ao ouvido segredava-me frases obscenas, chamava-me “a sua querida putinha” e dizia-me que eu cheirava a sexo e a homem. Quando percebi, pela violência das suas estocadas, que se aproximava do orgasmo, levantei as pernas e cruzei-as por trás dos seus rins puxando-o ainda mais para dentro de mim e senti que no fundo da minha vagina o seu membro descarregava o desejo acumulado. Quando finalmente os espasmos abrandaram, Charlie sucumbiu e ficou deitado em cima de mim num doce abandono, os seus lábios colados no meu pescoço fazendo-me sentir o carinho e a ternura que fluía entre nós. Com as pernas ainda entrosadas em volta do seu tronco senti-o escorregar para fora de mim e da minha ratinha escorreram os sémenes misturados que molharam o lençol. Embora cansada pela tarde de sexo, eu própria não me tivesse vindo, gozei de igual modo o prazer que Charlie acabara de obter do meu corpo.

A outra vez em que tive sexo com um homem sem a presença de Charlie foi já aqui descrita por mim num outro texto. Aconteceu num parque da serra de Sintra, num dia em que, sozinha e carente devido às ausências profissionais do meu marido, não resisti aos avanços de um desconhecido e me deixei seduzir acabando por ser por ele possuída. Embora nada nem ninguém tivesse tido conhecimento desta minha loucura, e eu se quisesse poder tê-la mantido para sempre secreta, senti que Charlie devia ter conhecimento do que se passara e, assim, pouco depois do seu regresso, contei-lhe tudo. Ele não só compreendeu o que me levara a entregar-me a um desconhecido como me reiterou o seu amor, querendo apenas saber todos os detalhes. Escusado será dizer que a partilha destes detalhes nos deixou a ambos superexcitados conduzindo a mais uma noite de paixão.

Desde que me recordo sempre tive imensas fantasias sexuais. Durante muito tempo elas permaneceram apenas como tema recorrente dos meus momentos de prazer solitário e foi com Charlie que eu pela primeira vez ganhei coragem para falar delas. Pouco depois de nos conhecermos e ainda antes de trocarmos os primeiros beijos, numa atitude pouco comum na maioria dos homens, Charlie contou-me que tinha tido algumas experiencias com um casal em que a esposa gostava, não só de ser comida em frente do marido, como também se excitava vendo-os a brincar um com o outro. Contou-me também que esta tinha sido uma das vivências mais eróticas que tinha tido e que gostaria de um dia ter a seu lado uma mulher com quem pudesse partilhar momentos semelhantes. Para mim, a ideia de observar dois homens a tocarem-se mutuamente ou a fazerem oral um ao outro, era sem dúvida excitante, mas o que mais mexeu comigo naquela revelação foi o facto de corresponder ao meu acalentado sonho de ser possuída por dois homens. Esta primeira conversa sobre o tema foi como que o rebentar do dique que permitiu libertar a torrente das minhas fantasias. Uma vez aberta, esta caixa de Pandora não mais podia ser fechada e a partir desse dia partilhamos um com o outro os mais secretos desejos. Com o correr do tempo a nossa intimidade aumentou e a cada dia sentíamos que entre nós crescia um amor sólido, cimentado na abertura, cumplicidade e uma infinita confiança. Charlie e eu contamos um ao outro o que tinham sido as vivências de cada um antes de nos conhecermos e prometemos que nunca haveria segredos entre nós. Mais vivido do que eu, relatou-me momentos que lhe tinham marcado a memória e eu contei-lhe as fantasias e os desejos que me assombravam.

Havia uma destas fantasias que de há muito me despertava curiosidade e mexia comigo. Embora fosse algo que por vezes imaginasse, nunca a ideia se me tinha apresentado como uma possibilidade concreta.

Um dia em que estava sozinha e me sentia mais acesa que o costume pus-me a procurar na Net histórias eróticas. É algo que faço por vezes e, embora a maior parte do que encontro sejam contos pobremente escritos e sem qualquer erotismo (pelo menos do meu ponto de vista), limitando-se a serem sexualmente explícitos e traduzirem apenas a visão egoísta do prazer masculino imediato, por vezes encontro textos que associam uma bela escrita com uma carga sexual que me deixa molhada ao lê-los. Histórias que conseguem colocar-me no ambiente em que se desenrolam, que conseguem transmitir-me o sentir dos personagens, que me transportam para a sua pele e que me fazem vibrar por dentro como se eu própria estivesse a viver as situações.

Foi este o caso de um conto que nesse dia encontrei e que li avidamente. A partir do primeiro parágrafo percebi que tinha encontrado uma dessas raras pérolas de literatura pornográfica. À medida que ia lendo linha após linha e que os meus dedos manejavam o rato fazendo o texto correr no ecrã, fui-me sentindo afogueada, com a boca seca e entre as minhas coxas um formigueiro foi nascendo deixando-me molhada de excitação. A história, provavelmente de ficção, era contada na primeira pessoa por uma mulher casada que durante muito tempo alimentara a fantasia de um dia agir como prostituta. Ao longo dos parágrafos descrevia como acabou por pôr em prática essa fantasia, através de um antigo amante com conhecimentos num bordel. Descrevia em pormenor como tinha ali passado uma noite em que tinha atendido vários clientes. A experiência, para ela que não era profissional, tinha-lhe trazido a excitação de algo novo e diferente. Numa linguagem crua mas polida, contava o prazer de se sentir usada, de ter sido possuída repetidamente em diversas circunstâncias ditadas não pela sua vontade mas pelas urgências carnais de homens que lhe tinham pago pela satisfação que lhes proporcionara.

Ao ler isto senti que era algo que correspondia a uma situação há muito imaginada por mim. Claro que nunca me imaginaria a prostituir-me verdadeiramente, mas a ideia de o fazer por experiência, de testar a minha capacidade de o fazer, mexia dentro da minha cabeça. De certo modo era o sórdido e a ausência de pudor da situação que me deixavam fora de mim. Ser paga a troco de sexo dava-me a ideia de ser usada e isto excitava-me. Quando acabei de ler o conto sentia a minha vagina completamente molhada. Num outro site procurei uma sequência de pequenos vídeos em que mulheres eram abusadas contra sua vontade por um ou vários homens e, recostada na cadeira, assisti àquelas cenas de sexo forçado. Com os polegares puxei as cuecas até ao joelhos e, de pernas afastadas, toquei-me até me vir.

Durante os dias seguintes em diversos momentos vinham-me ao pensamento as passagens do texto que mais me tinham impressionado. Algumas vezes quando sozinha em casa, voltava àquele site e relia o conto. Embora sem o impacto que me tinha causado a sua primeira leitura, não deixava de me excitar e várias foram as vezes em que, chegada á ultima linha, já os meus dedos afagavam o interior molhado da minha vagina e o botão inchado do meu clítoris.

Passado algum tempo, numa noite em que fazia amor com Charlie falei-lhe do assunto. Deitada na cama enquanto recebia entre as pernas abertas os lábios e a língua de Charlie, contei-lhe sobre a história que tinha lido e sobre como essa leitura me deixara excitada ao ponto de me ter já masturbado várias vezes com ela. Charlie sabia que essa era uma das minhas fantasias e entre beijos e carícias foi puxando por mim e pedindo detalhes. Contei-lhe a história em traços gerais e acrescentei o que eu própria imaginava numa situação dessas. Depois de fazermos amor, ficamos ainda algum tempo a conversar sobre o assunto. Com a cabeça apoiada no seu peito e sentindo-me envolvida nos seus braços, fomos falando desta fantasia. Charlie acariciava-me os cabelos e eu procurei com a mão o seu pénis, agora flácido e ainda molhado. À medida que íamos ponderando os seus vários aspetos e riscos, foi-se formando na minha mente a ideia que poderia ser posta em prática. Percebi que Charlie não se opunha, embora objetivo como é, me chamasse à atenção para alguns pontos que na minha fantasia não tinha considerado. Claro que era algo arriscado, havia que ter em conta a minha segurança, pois ele obviamente não poderia estar presente. Além disso não poderia ser como no conto que eu tinha lido pois, além de não conhecermos nenhum bordel, não queria que isso envolvesse mais ninguém nem queria deixar qualquer rasto que pudesse levar alguém a procurar-me de novo. Tinha de ser organizado apenas por nós e tinha de ser algo que, uma vez terminado, não nos trouxesse quaisquer problemas. No fim eu teria apenas uma recordação quente e excitante para partilhar com ele. Decidimos que para começar iríamos colocar um anúncio num site de encontros propondo-me como acompanhante. Consoante as eventuais propostas que recebesse assim pensaríamos em ir em frente ou simplesmente ignorar tudo e desistir da ideia. Com um plano mais ou menos delineado, ficamos ambos em silêncio a saborear a companhia e a intimidade do momento. Entre os dedos senti que o seu membro acordava e perguntei-me se seria por ele me estar a imaginar como prostituta ou se pelo lento manuseamento da minha mão. Provavelmente por ambas as coisas pois tinha-me apercebido que esta fantasia também a ele excitava. Embora não fosse vulgar fazermos amor duas vezes seguidas na mesma noite, a ereção que sentia crescer entre os dedos juntamente com a possibilidade de tornar realidade a minha fantasia, fazia com que a tesão crescesse de novo dentro de mim.

Como que lendo os meus pensamentos, Charlie pressionou-me suavemente a cabeça na direção do sexo. Soergui-me e pondo-me de gatas fiquei com o pau dele ao alcance da boca. Continuei a masturbá-lo enquanto lhe beijava a glande e a passava pelos lábios e pela face. Na posição em que me encontrava sabia que ele tinha uma perfeita visão das minhas nádegas e da minha ratinha aberta. Pelo interior das coxas sentia escorrer o esperma que ele antes lá tinha deixado e sabia que esta visão contribuía para o excitar. Apoiada num cotovelo, abocanhei o seu membro e engoli-o até o sentir tocar no fundo da boca. Com movimentos lentos a minha cabeça foi subindo e descendo. Adoro chupar o pau do meu marido e sei o quanto ele gosta também. Na boca sentia o sabor do líquido que ele ia produzindo misturado com o do meu fluido vaginal. Fui lambendo e chupando, por vezes ficando apenas com a pontinha entre os lábios, outras engolindo-o até quase me engasgar. Charlie quis retribuir-me o prazer. As suas mãos afastaram-me as nádegas e senti-lhe a boca nos lábios da vagina. Com a língua percorreu-me toda aquela zona, explorando, chupando e lambendo. Senti os seus lábios fecharem-se em torno do meu grelinho e sugarem-no, enquanto as suas mãos ora me acariciavam as mamas, ora me agarravam com força o rabo. Embora não seja fácil eu vir-me apenas com sexo oral, no estado em que me encontrava, não tardou a explodir dentro de mim o orgasmo ansiado. O meu corpo tremeu e eu abandonei-me ao prazer. Quando ainda não tinham terminado completamente os espasmos do meu gozo, senti o corpo dele inteiriçar-se anunciando o clímax eminente. Acariciei-lhe os testículos como sei que ele gosta e engoli-lhe o pénis, introduzindo-lhe ao mesmo tempo um dedo no ânus. Com esta estimulação não tardou a vir-se na minha boca enquanto os seus músculos se contraiam arqueando-lhe o dorso. A esta primeira contração outras se seguiram e com cada uma delas uma nova golfada de sémen que eu engoli com a doce sensação de saber o prazer que lhe dava e do prazer que eu própria sentia por ele assim me usar. Alheada do correr do tempo, fiquei deitada por cima dele, sentindo na boca o seu pénis perder aos poucos a ereção. Na vagina, tão sensível depois do orgasmo, sentia os seus lábios que bebiam ainda o resto dos nossos fluidos misturados. Quando finalmente reuni forças para erguer o corpo, foi a custo que consegui sair de cima dele e deitar-me a seu lado. Ele abraçou-me e beijou-me com vontade, as nossas bocas unidas num longo beijo com sabor a sexo. Exausta, adormeci entre os seus braços.

Nos dias que se seguiram procurei na internet os sites de acompanhantes e as ofertas de sexo e massagens. A minha ideia era colocar um anúncio e ver o que daí advinha. Como não queria publicar nada que me pudesse identificar, criei uma conta de email apenas para este fim. Quem quisesse contratar os meus serviços teria de me contactar por este meio. Por fim optei por colocar dois anúncios em que, sem referir explicitamente o sexo, propunha-me atender cavalheiros em privado. Achei que um texto algo ambíguo dava um tom de classe e mistério. De uma pasta onde Charlie guarda as nossas fotos íntimas, escolhi algumas em que eu aparecia em lingerie. Num dos anúncios coloquei uma foto a três quartos onde as minhas nádegas apareciam emolduradas por uma tanga vermelha rendada e onde se via um pouco do seio esquerdo. No outro pus uma imagem tirada pouco depois do meu aniversário em que eu estava nua, de gatas sobre a cama, apoiada nos cotovelos. Tirada um pouco em contraluz, esta foto mostrava o volume dos meus seus seios e era uma das fotos de que Charlie mais gostava. Em ambas, os meus caracóis escondiam a face permitindo-me assim manter o anonimato. Ao clicar no pequeno ícone de “publicar” senti que a adrenalina me pulsava nas veias. O primeiro passo estava dado.

Com um misto de curiosidade, excitação e sabor a fruto proibido fui consultando a minha nova caixa de mail. A cada dia apareciam novas mensagens com perguntas várias. Uns queriam saber quais os preços que praticava, outros se fazia oral até ao fim ou se fazia sexo anal, se fazia sado ou bondage. Outros ainda se fazia deslocações ou se atendia em apartamento próprio. Cheguei a ter propostas para atender casais em que o marido queria ver a esposa com outra mulher. Acabei por aprender o significado de expressões como “massagem com final feliz” e “inversão”. Algumas destas respostas deixaram-me verdadeiramente surpreendida. Não imaginava a quantidade de fetiches e de fantasias que flutuavam na cabeça de alguns homens. De um modo geral as propostas eram escritas num tom educado embora algumas fossem francamente ordinárias. À medida que os dias foram passando fui-me apercebendo de alguns padrões nestas mensagens. Por um lado havia aqueles que decerto não queriam nada e que apenas achavam graça e se entretinham a responder a anúncios de acompanhantes. Haviam também aqueles que faziam imensas perguntas, queriam saber as minhas medidas, se era depilada, o tamanho do meu peito, de que zona era, a minha idade, etc. Alguns queriam que eu ligasse a camara do computador para me verem no Skype ou que lhes enviasse fotos minhas, chegando mesmo a pormenorizar que tipo de fotos e em que posturas. E claro havia os engraçadinhos e os mal-educados. Àquelas mensagens que me pareceu demonstrarem um interesse genuíno fui respondendo; que não, não atendia em apartamento próprio, que sim, fazia oral, que me deslocava mas apenas na região da grande Lisboa, etc. Quanto ao sexo anal, que dependia do cliente mas que de qualquer modo haveria um acréscimo no preço. A questão do preço foi um ponto que me deixou muito indecisa. Não queria parecer uma “puta barata” mas também não queria que esta questão afastasse por completo os interessados. Ora eu não fazia a mínima ideia de quanto uma acompanhante cobrava. Isto implicou alguma pesquisa para a qual o computador e a internet não pareciam dar resposta. Por fim tive que apresentar as minhas dúvidas a Charlie. Algo surpreendido pela minha pergunta, disse também não fazer ideia. Depois de pensar um pouco sugeriu que consultássemos os anúncios de um matutino bastante conhecido por publicar anúncios de cariz sexual. Como não era jornal que tivéssemos o hábito de comprar, tive que esperar até ao outro dia para na esplanada dum café, meio às escondidas, consultar as páginas dessa secção. Embora soubesse da existência desses anúncios, nunca me tinha apercebido da sua abundância. Naquela edição havia três paginas completas de anúncios de prostitutas. Coluna após coluna apareciam os rabos, mais ou menos expostos, acompanhados pelo pequeno texto da anunciante. Depois de ler meia dúzia, percebi que expressões como “beijinhos”, “rosas” e “flores” na realidade se referiam ao preço dos serviços prestados. Por fim fiz mentalmente uma média de todas aquelas “rosas”, “beijinhos” e “rebuçados” e decidi-me por um valor que, ainda que me parecesse elevado, achei que por um lado não dava a ideia de “barato” mas também não afastaria os possíveis clientes.

Nessa noite deitámo-nos cedo. Charlie lia um livro enquanto eu, deitada a seu lado, lhe acariciava distraidamente o pénis. Na minha mente tentava analisar toda a situação. A possibilidade de realizar esta minha fantasia afigurava-se-me agora como algo de concreto. Pensei para comigo se teria mesmo coragem de levar aquilo avante, se não seria apenas uma fantasia destinada a ficar no limbo da imaginação de onde tinha surgido. Se no momento crucial não me acobardaria e não desistiria de tudo. Se esta fantasia estava destinada a tornar-se realidade, então o momento era este. Se desistisse ficaria para sempre com a sensação que deixara passar a oportunidade de viver uma experiência altamente erótica com a qual há muito sonhava. Revi uma a uma todas as minhas dúvidas e pensei em quantas coisas poderiam correr mal. Por outro lado, imaginava o prazer que poderia sentir ao concretizá-la. Imaginar-me usada por um estranho, ser por ele paga para lhe proporcionar os gozos que possivelmente não obtém em casa, saber que esse estranho me desejava não com a doçura e o carinho de um amante mas apenas com a luxúria de um cliente que paga e que quer desfrutar de um corpo de mulher comprado a dinheiro para o usar a seu bel-prazer, fazia com que o sangue me corresse quente nas veias e que uma mistura de vergonha e excitação me afogueassem as faces. Sentia-me molhada e instintivamente procurei o clitóris. Aquele meu pequeno botão estava inchado e reagiu ao toque dos meus dedos. De olhos fechados comecei a massajá-lo em círculos sentindo a tesão crescer dentro de mim. Embora Charlie aparentasse estar absorto na sua leitura apercebi-me que o seu pau se tinha tornado duro e que começava a babar-se entre os meus dedos. Continuei a masturbar-me sabendo que ele se apercebia disso e que se excitava ao ver-me. Ele por fim não conseguiu fingir que não reparava e com um gesto atirou com os lençóis para trás. O movimento da minha mão entre as coxas fazia com que as minhas mamas balouçassem atraindo o seu olhar. Aproximei-me e comecei-lhe a lamber a cabeça do pénis. Ele puxou-me a cabeça para si fazendo-o entrar na minha boca. Em movimentos lentos começou a fazê-lo deslizar para dentro e para fora. Acelerei o movimento dos dedos em torno do meu grelinho, consciente que o meu orgasmo não ia tardar. Charlie afastou-se um pouco e começou também a masturbar-se fazendo a cabeça do pénis deslizar pela minha face e pelos meus lábios. Até ali não me tinha apercebido que ele estava tão perto de se vir e o primeiro jato de esperma apanhou-me de surpresa. Uma golfada de líquido esbranquiçado e quente acertou-me na cara antes que eu tivesse tempo de reagir. Sentindo que também eu me começava a vir, pressionei com força o clitóris. O orgasmo atingiu-me ao mesmo tempo que Charlie continuava a ejacular sobre a minha face e sobre os meus seios. Por um momento imaginei que em vez do pénis do meu marido era o pau de um cliente que assim me inundava de leite. Este pensamento fez com que os meus dedos se enterrassem fundo na minha vagina provocando-me uma réplica do orgasmo que acabara de ter. Por fim, com a cabeça apoiada no seu peito, fiquei a ouvir-lhe o bater do coração enquanto ele me acariciava docemente os mamilos onde o seu esperma começava a secar. Aos poucos o sono foi-me envolvendo e eu, sem vontade de abandonar o quente conforto da cama, adormeci agarrada a ele.

No dia seguinte acordamos tarde. Depois de um pequeno-almoço revigorante e uma chávena de café forte sentia-me cheia de energia. Quando Charlie saiu fui ao computador verificar tinha novas mensagens. Havia uma meia dúzia delas, a maior parte com o tipo de conversa a que já me havia acostumado. No entanto houve uma que me despertou o interesse. Alguém que dizia chamar-se Jorge e que numa escrita cuidada explicava que estava a preparar uma surpresa para um amigo. Tratava-se de uma despedida de solteiro. Dizia ainda que a dita “festa” seria para dia tal (desse dia a duas semanas), que seriam três amigos contando com o noivo e que queriam contratar alguém para animar um pouco a reunião. Pretendiam uma “menina” que fizesse um show erótico e que estivesse disposta a “levantar a moral” de um pobre rapaz que ia abandonar o seu estatuto de “homem livre”. Tinha visto o meu anúncio e perguntava se poderia contar com a minha participação e em caso afirmativo quis seriam as condições. Confesso que achei alguma graça ao tom quase formal deste inquérito bem como a algumas das expressões usadas. Fiquei na dúvida se a moral a levantar seria apenas do nubente ou dos três. Embora nas minhas divagações nunca tivesse posto a hipótese de haver mais do que um homem, aquela parecia uma ideia tentadora. Imaginei como poderia proporcionar um espetáculo sensual a alguém prestes a casar. Eu, tímida como sou, seria capaz de o fazer? Era sem dúvida um desafio. Por outro lado havia a questão dos meus honorários. Dançar nua perante três jovens com as hormonas à flor da pele e ter sexo com um deles não era o mesmo que atender um cliente na privacidade de um quarto de hotel. Ainda que algo relutante respondi ao mail com algumas perguntas. Onde se realizaria a despedida de solteiro? O que pretendiam exatamente? Teria de atender apenas o noivo ou todos eles? O tal Jorge devia estar online e pouco depois de ter enviado esta mensagem recebo a resposta. A festa realizar-se-ia no apartamento que o sogro do noivo tinha oferecido ao futuro casal e que se situava na zona ribeirinha de Lisboa. Quanto ao que pretendiam de mim era óbvio: um show e sexo escaldante com o noivo de modo a que este por muito tempo não esquecesse aqueles momentos. Não respondi logo. Indecisa, achei que devia pensar um pouco e falar com Charlie sobre o assunto. Na verdade quando ao fim do dia falei com o meu marido não tive coragem de contar toda a verdade. Disse apenas que tinha recebido uma proposta que me parecia excitante sem referir que haveria mais dois homens presentes. Charlie, excitado com a ideia de me saber prestes a realizar a fantasia que por esta altura já era tanto dele como minha, apoiou a ideia com entusiasmo.

Só no dia seguinte respondi a Jorge dizendo que aceitava mas com algumas condições. Pedi-lhe um número para o qual pudesse contactá-lo pois queria ouvir a sua voz. Ainda que fosse uma fraca garantia queria poder avaliar um pouco que tipo de pessoas iria encontrar. Para minha surpresa e satisfação do outro lado atendeu-me uma voz masculina agradável. Parecia ser alguém educado e respondeu às minhas questões sem hesitação. Guiando-me por um pedaço de papel onde tinha previamente tomado notas, fui ditando aquilo que me pareceu essencial. Que não poderia haver qualquer forma de violência ou coerção, que o preço seria X e que seria pago de entrada, que não estaria disponível à noite mas apenas durante a tarde, e mais alguns pormenores que achei relevantes. Jorge aceitou sem ressalvas todas estas condições garantiu-me que tudo correria pelo melhor pois todos eles eram pessoas bem formadas que apenas queriam divertir-se e proporcionar uma boa surpresa ao amigo. Para meu espanto não pôs qualquer objeção ao valor que indiquei e que era o triplo do que eu tinha inicialmente pensado. Por fim deu-me a morada que eu apontei e despediu-se num tom de voz manifestamente satisfeito. Depois de desligar fiquei durante muito tempo imóvel com o telefone na mão. Tinha acabado de aceitar uma proposta para me prostituir. A minha fantasia ia finalmente realizar-se. Contemplei a minha imagem refletida nos vidros da janela onde o dia começava a dar lugar ao crepúsculo e senti uma vontade muito grande de ser abraçada por Charlie. Lembrei-me que ainda faltava um par de horas para ele chegar a casa e decidi aproveitá-lo para tomar um banho e arranjar-me um pouco.

Com aquele encontro combinado comecei a verificar as mensagens com menos frequência. Em vez de ir três ou quatro vezes por dia ao computador verificar a caixa de correio, passei a fazer apenas uma visita ao fim da tarde. Os mails continuavam a aparecer. Alguns a quem eu não tinha dado resposta insistiam. Mas nenhum me despertou tanto interesse como o de Jorge. Os dias foram passando e a data agendada aproximava-se. À noite na cama eu e Charlie falávamos frequentemente sobre o assunto. Imaginávamos o que iria acontecer, como é que eu iria fazer a minha representação erótica, como havia de me comportar, que roupa devia vestir, etc. Em frente a ele desfilei com vários conjuntos de lingerie. Tangas e fios dentais, culotes e bodies, soutiens abertos e de tiras, iam saindo da gaveta e sendo experimentados. Charlie dava-me a sua opinião, pedia para eu me virar de frente, de lado e de trás, para empinar o rabo ou para espetar as mamas, para me ajoelhar e me colocar de gatas. Ele dizia-me que gostava de todos, mas que gostava sobretudo do que estava por baixo das rendas. Alguns destes conjuntos tinham sido escolhidos ou comprados por ele. Mas eu queria uma opinião imparcial e pedia-lhe para me ver, não como a sua mulher, mas como ele gostaria de ver uma profissional. Estes nossos jogos acabavam sempre com ele em cima de mim. Bem… nem sempre, às vezes era eu em cima dele.

Na véspera do dia combinado eu estava nervosa e excitada ao mesmo tempo. Conversamos durante algum tempo e Charlie apercebendo-se do meu nervosismo disse-me que ainda estava a tempo de desistir de tudo. Não, eu não queria desistir, depois de toda a expectativa criada em torno daquela fantasia, queria ir em frente. Ele beijou-me e fizemos amor terna e demoradamente. Pouco depois senti que Charlie tinha adormecido mas eu estava com dificuldades em conciliar o sono. Por fim levantei-me e liguei o computador. Quando abri o mail vi que havia uma mensagem de Jorge. Pedia apenas para eu confirmar que o nosso acordo se mantinha de pé. Escrevi apenas “sim” e carreguei em “enviar”.

O dia nasceu límpido com as folhas das árvores a brilhar do orvalho da madrugada. Passei a manhã em pequenas tarefas tentando não pensar no que me esperava. Tínhamos combinado que o meu marido me levaria à morada indicada e que depois ocuparia o resto da tarde até à hora em que eu lhe telefonasse para me ir buscar. Depois de um almoço ligeiro fui-me preparar. Tomei um banho prolongado, penteei-me e, em frente ao espelho, tratei da maquilhagem. Delineei as pálpebras com um ligeiro risco, alonguei as pestanas com rímel e pus um pouco de sombra em torno dos olhos. Optei por não usar base e por fim avivei os lábios com um batom vermelho-cereja que lhes dava um brilho acetinado. Satisfeita com o resultado comtemplei a minha imagem refletida. Os meus seios volumosos e as minhas ancas largas eram sem dúvida capazes de despertar desejo. Dias antes tinha ido fazer a depilação e das minhas virilhas nascia apenas um pequeno triângulo invertido cujo vértice apontava para aquela fenda que dali apouco ia oferecer a um estranho. Satisfeita com o que via, tratei de aplicar creme no corpo. Senti que os mamilos endureciam entre os meus dedos e estremeci de antecipação. Dirigi-me ao quarto e fiquei indecisa entre os dois conjuntos de lingerie que antecipadamente tinha colocado em cima da cama. Depois de alguma hesitação optei pelo bordeaux debruado com uma renda preta. Era um conjunto muito bonito, ao mesmo tempo sexy e elegante. A cueca era um fio dental que fazia sobressair as minhas nádegas e o soutien aparava apenas a parte inferior dos seios. As maias caixas eram suspensas de cada lado por duas tiras de renda que se cruzavam e ligavam às alças deixando os mamilos e as aureolas a descoberto. Vesti-o com cuidado pois era uma peça delicada que o meu marido me oferecera por ocasião de um aniversário. O toque suave do tecido na minha pele era agradável e entre as nádegas sentia a pequena faixa do fio dental. Calcei umas meias pretas rendadas com um padrão ousado e uns sapatos de salto que me faziam ainda mais alta. Enverguei o meu vestido preto que quase nunca uso por achar que é demasiado justo, demasiado curto e demasiado decotado e por fim aspergi generosamente o pescoço e os ombros com eau d'issey.
 
Numa última olhada ao espelho vi que metade das minhas mamas estavam fora do decote e pensei para comigo que aquela figura não era decerto adequada para ir à missa mas que era exatamente adequada para o que eu ia fazer. Quando desci as escadas, Charlie esperava-me sentado na sala. A sua expressão ao ver-me fez-me rir. O meu marido ficou literalmente de boca aberta. Quando recuperou da surpresa veio para mim de mãos estendidas pronto a apalpar, mas eu afastei-o dizendo-lhe que não queria que me estragasse a maquilhagem nem o penteado. Ele contentou-se em beijar o rego que o V do decote deixava a descoberto entre os meus seios enquanto me levantava a saia e metias as mãos por dentro das minhas cuecas. Sentir os seus dedos deslizarem por baixo da renda e entre as nádegas deixou-me instantaneamente molhada, mas aquele não era o momento para continuar e com um beijo, admoestei-o e disse-lhe que tínhamos que nos despachar.

Durante a viagem para Lisboa a minha mente dava voltas imaginando o que me esperava. Sentia algum nervosismo temperado pela antecipação. A meu lado, Charlie conduzia em silêncio. Observando a sua expressão concentrada, tentei imaginar em que estaria a pensar. Sabia que esta aventura em que estava prestes a entrar, embora tendo partido de uma fantasia minha, era agora algo compartilhado com ele. Há muito que eu sabia que o meu marido se excitava ao ver-me com outros homens e há muito que isso deixara de me fazer confusão. Quando falávamos sobre isso e eu lhe perguntava se não sentia ciúme, ele respondia-me que embora sentisse uma ponta de ciúme, isso era de longe compensado pelo prazer de me observar a ser comida ou fazer um broche. O reverso desta medalha não se aplicava a mim, pois nunca pude deixar de sentir a amargura do ciúme das poucas vezes que o vi com outras mulheres. Para Charlie esta assimetria de sentimentos não constituía um problema. Ele sempre me assegurou que nenhuma mulher lhe poderia dar o prazer que obtinha comigo e que o que realmente o excitava nestas aventuras era ver a sua esposa partilhar o corpo com outro homem. Com o tempo fui entendendo esta sua maneira de ver e eu própria descobri o gozo e exaltação de me sentir por ele observada. Isto veio despoletar em mim uma certa dose de exibicionismo que até aí eu própria desconhecia. Assim, quando à sua frente era comida por outro homem, eu procurava posições em que ele tivesse uma boa visão da minha ratinha e do membro que deslizava brilhante dentro dela. Ou quando me montava em cima de algum dos amigos com quem compartilhávamos estes momentos e sentia o seu volume encher-me por dentro, sabia e dava-me gozo que por trás de mim o meu marido observasse as minhas nádegas e o falo que me penetrava. Nessas alturas, o prazer que eu sentia era potenciado pelo facto de saber que também a ele tudo aquilo dava uma enorme tesão.

Embalada por estas recordações não me apercebi do tempo de viagem e quando dei por mim estávamos a entrar na cidade. Atravessámos a zona oriental de Lisboa em direção à Expo e passados quinze minutos Charlie estacionou a alguns metros da morada indicada. A minha mão procurou a sua e os nossos dedos entrelaçaram-se. Por momentos ficámos em silêncio, cada um perdido nos seus próprios pensamentos. Senti o seu olhar que me dizia que se eu quisesse ainda estava a tempo de renunciar a toda esta fantasia. Mas nesses mesmos olhos eu podia também ler que tinha o seu apoio cúmplice, a sua confiança, o seu infinito desejo e o seu grande amor. Beijei-o nos lábios e sem que tivéssemos pronunciado uma palavra saí do carro.

Enquanto me afastava do carro e percorria curta distância que me separava da porta do edifício pensei para comigo que a parti dali estava por minha conta. Procurei afastar este pensamento e caminhei resoluta pelo passeio, orgulhosa dos olhares masculinos me seguiam. Subi os dois degraus em frente da larga porta de vidro escuro e pressionei o botão da campainha. Pouco depois uma voz que não reconheci convidou-me a entrar e logo o clique do trinco elétrico me franqueou a entrada. Atravessei o átrio espaçoso com plantas bem cuidadas entrei no elevador mais próximo. Enquanto este subia até ao último andar olhei-me no espelho e aproveitei para retocar o batom. A minha imagem refletida inspirou-me confiança. Era a imagem de uma mulher produzida com bom gosto que emanava sensualidade.
 
Satisfeita comigo própria saí para o patamar onde vi à porta do apartamento um homem de cerca de trinta anos que com um sorriso me convidou a entrar. Quando ele me cumprimentou, calculei pelo tom de voz que se tratava de Jorge. Mais alto do que eu imaginara, usava umas calças de ganga desbotadas mas obviamente de marca e uma T-shirt que não sei porquê me fez pensar que devia praticar surf. O cabelo castanho estava cortado curto e tinha uma barba de dois ou três dias que lhe dava um ar de atraente masculinidade. Os olhos de uma cor indefinida entre o castanho e o verde água fitavam-me com uma expressão agradável. Depois de se apresentar e de me dar dois beijos ao canto da boca, colocou-me familiarmente o braço em volta da cintura e conduziu-me para o interior do apartamento. Antes de entrarmos na sala Jorge pegou num envelope que se encontrava sobre um aparador e entregou-mo. Por momentos fiquei sem perceber do que se tratava e olhei-o interrogativamente. Só quando ele me perguntou se estava de acordo com o combinado é que eu percebi que aquilo era o pagamento adiantado dos serviços que esperavam de mim. Embora o facto de ser paga para ter sexo fizesse parte da minha fantasia nunca até ali tinha pensado no momento concreto em que iria receber o dinheiro. Sem saber ao certo como reagir gracejei dizendo que quem paga adiantado fica mal servido ao que ele, olhando para o meu decote, retorquiu que estava certo que não seria o caso. Se o noivo cuja despedida de solteiro estávamos prestes a festejar fosse tão bom como este seu amigo também eu estava certa que não seria mal servido, pensei para comigo enquanto guardava o envelope na mala sem o ter aberto.
 
Nesse momento abriu-se uma porta de onde apareceu outro dos convivas. Tratava-se de Alex conforme Jorge mo apresentou. Alex vestia apenas uns calções tipo bermuda como se tivesse acabado de chagar da praia. De estatura mediana e pele clara, tinha um corpo bem torneado, quase feminino. Numa cara extremamente bonita ressaltava um par de olhos azulados de longas pestanas e uns lábios que apetecia beijar. O cabelo aloirado formava caracóis que lhe descaíam sobre a testa e que tapavam parcialmente as orelhas. Estava descalço e quando me cumprimentou senti a fragrância de um perfume floral que dele emanava. Depois das apresentações, Jorge, que parecia ser quem tinha organizado tudo, disse que estava na hora de conhecer o noivo a quem aquela festa era dedicada. Entrámos na última porta ao fundo do corredor. Tratava-se de uma ampla sala de estar com paredes pintadas em tom pastel. O lado sul era quase todo ocupado por uma janela virada sobre o rio e que dava acesso à varanda. Dois sofás de pele em ocupavam um canto da divisão e na terceira parede havia um plasma gigante. Sobre uma mesa de vidro vi copos, uma garrafa de whisky e um balde com gelo. Das colunas de uma aparelhagem saía o som metálico dos Épica e a voz soprano de Simone Simons. Alex apressou-se a baixar o volume para um nível que permitisse que nos ouvíssemos uns aos outros.
 
Sentado num dos sofás estava o futuro noivo que à nossa entrada se levantou. Quando se dirigiu a mim reparei na sua estatura. Era alto, talvez com um metro e noventa, de compleição robusta e com cabelos ondulados de um castanho-escuro que condiziam com o tom moreno da pele. Olhos grandes e expressivos davam-lhe um ar inteligente. Feições um pouco angulosas, com maxilares salientes e um queixo quadrado eram amenizadas por uma boca de lábios bonitos. Vestia apenas um roupão e tinha ar de quem saíra há pouco do banho. Hesitou entre cumprimentar-me com um beijo e um aperto de mão, e acabamos fazer ambas as coisas. A sua mão forte apertou a minha com uma delicadeza inesperada. Disse chamar-se Pedro e acrescentou que tudo aquilo tinha sido uma ideia dos seus amigos e que só naquela manhã tinha tido conhecimento do haviam preparado. Fiquei com a ideia que não se sentia muito à vontade com a situação e que apesar da sua estatura e visível pujança física, havia alguma timidez natural no seu caráter.
 
Depois das apresentações caíram alguns momentos de silêncio em que parecia ninguém saber o que fazer a seguir. Jorge quebrou por fim esse embaraço e perguntou-me se queria beber alguma coisa. Normalmente não bebo, mas naquela situação achei que um pouco de álcool poderia ajudar-me a descontrair. Enquanto ele se ausentou para preparar a minha bebida pousei a mala e sentei-me junto de Alex. Por delicadeza e para quebrar o gelo dei os parabéns a Pedro e desejei-lhe muitas felicidades para a sua futura vida de casado. Alex gracejou que o amigo estava a gozar os últimos dias de liberdade e que os seus companheiros esperavam que naquele dia ele tivesse uma experiência para recordar durante muitos anos. Ao que eu respondi que na parte que me tocava iria fazer tudo para que assim fosse. Entre brincadeiras e insinuações a conversa foi fluindo e quando Jorge regressou com uma magnífica marguerita onde não faltava nem o sal nem o chapelinho espetado no quarto de limão, já Pedro parecia mais descontraído. Durante uma boa meia hora ficamos os quatro a conversar e a rir e por fim eu própria me sentia já mais à vontade.

Depois da terceira marguerita sentia-me um pouco tonta mas sem dúvida muito bem-disposta e com uma vontade enorme de me oferecer àquele noivo tímido. De quando em quando reparava que os seus olhares se dirigiam ora para o meu decote ora para as minhas coxas. Sentada com uma perna dobrada por baixo de mim apercebi-me que a saia curta e aquela posição descontraída lhes deixavam ver a transparência das minhas cuecas. Enquanto conversávamos eu ia adotando diferentes posturas, ora baixando-me para pegar no copo e deixando o decote do vestido descair um pouco de modo a mostrar os seios, ora recostando-me para trás e fazendo com que a saia subisse o suficiente para que eles vissem o que estava por baixo. Ao fim de algum tempo a conversa estava a ficar esgotada e percebi que eles esperavam que fosse eu a tomar a iniciativa.

Decidida a avançar, levantei-me e caminhei para o centro da sala. Quando me baixei para pousar o copo em cima da mesa, demorei mais que o necessário para lhes proporcionar uma boa visão das minhas nádegas separadas pela tira do fio dental. Talvez por causa do álcool ou talvez por me encontrar entre estranhos e certamente por toda a tensão que acumulara sentia-me estranhamente ousada. De pé frente àqueles três homens sabia que a minha feminilidade sensual os dominava e isso excitava-me. Aproximei-me da aparelhagem de som e corri os olhos pela longa fila de CDs. Queria um acompanhamento musical adequado, que fosse envolvente, acariciante e sugestivo. A minha hesitação terminou quando encontrei um disco do Joe Cocker - “You can leave your hat on”. Uma das músicas que há muitos anos me fizera vibrar ao ver o strip tease da Kim Basinger no filme “Nove semanas e meia”. Alex apercebeu-se que eu não me entendia com os comandos do aparelho e veio em meu socorro. Quando soaram os primeiros acordes virei-me de costas para ele e pedi-lhe que me ajudasse com o fecho do vestido. Com ambas as mãos apanhei os cachos do cabelo de modo a facilitar-lhe a tarefa. Lentamente, muito lentamente foi-me abrindo o fecho eclair. Eu sentia a sua respiração na minha nuca enquanto os seus dedos desciam pelas minhas costas deixando-as nuas. Quando a parte de trás do vestido estava completamente abertas suas mãos subiram pela minha pele até me afagarem os ombros e o pescoço. Por fim afastaram-me as alças e o vestido caiu no chão a meus pés.

Fiquei apenas com a tanga rendada que mal me cobria o púbis e o soutien de onde os meus seios transbordavam. Um leve rubor de vergonha aflorou-me a face, mas o desejo que lia nos olhos de Pedro e de Jorge varreu da minha mente os restos de pudor. Sentia que os seus olhos comtemplavam avidamente o meu corpo e notei o volume crescia por baixo do roupão de Pedro. Atrás de mim Alex deixou novamente os dedos correrem pelos meus ombros e pelas minhas costas até se deterem na cintura. Com as mãos acariciou-me as ancas e puxou-me para si. Não sabia ao certo como proceder mas a excitação que se apoderava de mim levou-me a provocá-lo. Inclinei-me para a frente e encostei-me a ele movendo-me lentamente. Sem surpresa, senti pela pressão no meu rabo, que também ele se excitava. Levantei os braços e apanhei o cabelo sobre a nuca de modo a oferecer-lhe o pescoço e os ombros nus que ele, colado a mim, beijou e mordeu com sofreguidão. Com a cabeça inclinada para trás, de olhos fechados, sentia os seus lábios percorrerem-me a pele provocando-me um arrepio de volúpia. As minhas mamas, de mamilos endurecidos e orgulhosamente empinados, projetavam-se para a frente como que querendo libertar-se do soutien.

Enquanto Alex me acariciava e se esfregava no meu rabo eu olhava fixamente para Pedro cujo roupão entreaberto deixava ver uma ereção que crescia a olhos vistos. Sentado no outro sofá, Jorge acariciava o pénis por cima das calças sem tirar os olhos de mim e do amigo. Eu sentia crescer entre eles a tensão sexual e isso fazia com que as minhas próprias hormonas começassem a funcionar. Ali estava eu quase nua entre três jovens e atraentes machos, obviamente excitados com o meu desempenho. A sensação de ter a total atenção dos seus olhares e de saber a reação que neles provocava estava a deixar-me também excitada e sentia que o fio dental entre os lábios da minha vagina estava a ficar molhado. Inclinei-me para a frente e puxei Alex de encontro a mim. Ele agarrou-me pelas ancas e começou a roçar-se no meu rabo tentando encaixar a ereção entre as minhas nádegas. Enquanto os nossos corpos dançavam colados ao ritmo da música as suas mãos envolveram-me as mamas fazendo com que os mamilos me endurecessem. Enquanto me apalpava, as alças do soutien foram descaindo deixando-me por fim os seios totalmente expostos. Pedi-lhe que me desapertasse os colchetes e libertei-me do soutien atirando-o na direção de Pedro. Este apanhou-o no ar e encostou-o á face como para aspirar o aroma dos meus seios. Não sei porquê mas este seu gesto afigurou-se-me extremamente erótico.

A sensação que o pau de Alex me provocava pressionando a renda da tanga no rego entre as nádegas somada ao lento massajar dos meus seios pelas suas mãos, fazia com que me sentisse cada vez mais molhada e desejosa de me sentir penetrada. Com a mão procurei entre os nossos corpos e introduzindo-a pelo cos dos calções. O pénis estava duro e deixou-me os dedos molhados. Retirei-o da prisão do tecido e deixei que ele se esfregasse em mim pele com pele. Ao fim de algum tempo neste agradável roçar, achei que era tempo de dedicar alguma atenção ao meu anfitrião. Pedro continuava recostado no sofá com o meu soutien ainda esquecido numa mão. O roupão, agora completamente aberto, deixava ver o seu corpo nu e quase sem pêlos. No peito o tom claro da pele contrastava com o castanho dos mamilos e as coxas longas e musculadas eram encimadas por um tufo ralo de pelos castanho-claros, apenas um pouco mais escuros que o seu cabelo. O pénis, que ele masturbava lentamente, era volumoso na sua ereção e terminava numa glande rubra e luzidia. Por baixo deste, um par de testículos enchiam-lhe o escroto completamente depilado. A consciência de ser eu o motivo desta ereção deu-me uma súbita e inebriante sensação de orgulho e de poder. Eu era para ele uma prostituta, uma mulher que estava ali para vender sexo, mas no fundo era de mim que ele esperava as delícias de uma tarde de orgia e era eu que detinha a chave do seu prazer.

Pensei por um momento que nenhum deles sabia o gozo que aquela situação me proporcionava e que no fundo tudo aquilo era o desenrolar da minha própria fantasia e que eles mais não eram que os personagens que a tornavam realidade. Afastei-me de Alex e, de olhos postos no pénis de Pedro, dei dois passos na sua direção antecipando o prazer que teria ao senti-lo entrar em mim. Mas para isso ainda era cedo. Queria que aqueles momentos se prolongassem. Queria proporcionar-lhe um tesão imenso e que aquele fosse um dia que ele nunca esquecesse. Queria também deixar subir toda esta tensão que em mim se acumulava até mais não aguentar. Sabia que quando por fim tivesse a minha dose de prazer o gozo seria tremendo. De pé à sua frente fiquei com as pernas afastadas. Os seus olhos percorriam-me o corpo desde os seios até às coxas e voltavam a erguer-se fitando-me brilhantes. Fleti um pouco os joelhos e debrucei-me sobre ele. Os meus seios volumosos balouçaram a poucos centímetros da sua face. Aproximei-me ainda mais dele até ficar com um pé de cada lado das suas pernas. O triângulo do meu púbis estava mesmo em frente dos seus olhos e eu tinha a certeza que ele podia ver a minha ratinha através da transparência das cuecas. Dobrei o corpo sobre ele e apoiei as mãos nas costas do sofá. Senti um arrepio de volúpia quando os meus seios lhe tocaram. Primeiro muito ao de leve, apenas os mamilos a roçarem os seus cabelos.
 
Ao sentir este toque ele desviou o olhar do meu sexo e ergueu a cabeça. Começou suavemente a passar a face pelos bicos entesados das minhas mamas. Primeiro a testa, depois as pálpebras e a face e por fim a boca. Os seus lábios roçaram e beijaram-me um seio e depois outro. Com a língua molhou de saliva cada um dos mamilos. As suas mãos agarraram-me as mamas e juntando-as mergulhou a face entre elas. Por baixo de mim, a sua ereção demonstrava a tesão que este contacto lhe provocava. Também a mim, os seus beijos e chupões, me estavam a deixar imensamente acesa. Coloquei-lhe as mãos por trás da cabeça e puxei-a de encontro ao peito. Rodei o tronco para um lado e para o outro oferecendo-lhe cada um dos mamilos. Entre os seus lábios e no contacto molhado da sua língua, estes pareciam crescer e eu sentia-os deliciosamente inchados. Fechei os olhos e deixei que ele os chupasse enquanto eu continuava a acariciar-lhe os cabelos.

Ao fim de algum tempo a boca de Pedro, sempre colada na minha pele, foi-me percorrendo-me o estomago e o ventre, até se deter no umbigo que explorou sabiamente com a ponta da língua. Ao mesmo tempo as suas mãos desceram-me pela cintura, pelas ancas e pelas coxas. À medida que a sua boca se aproximava do rendado da tanga, ele ia-me apalpando as nádegas em movimentos suaves mas firmes. Coloquei um pé sobre o sofá e puxei-o para mim. Com os dedos afastei os lábios da vagina deixando que a renda das cuecas se instalasse entre eles. A boca de Pedro desceu mais alguns centímetros e eu senti as pequenas dentadas que ele me dava no monte de vénus.

Como sentisse que a tanga lhe estava a estorvar, despi, lenta e provocantemente, aquele pequeno e diáfano pedaço púrpura. Seguidamente, tendo o cuidado de apoiar o pé a seu lado de modo a proporcionar-lhe uma perfeita e convidativa visão do meu sexo, tirei cada uma das meias de rede formando um rolinho que fiz deslizar pela coxa.

Ele, depois de alguns beijos nas virilhas e nos grandes lábios, começou a lamber-me a ratinha. Afastei mais as coxas e pressionei-lhe a cabeça de encontro ao sexo. Senti-lhe a língua explorá-lo, brincar em torno dos lábios carnudos e titilar o meu grelinho. Com as mãos apoiadas nas minhas nádegas, os dedos percorrendo a racha entre elas, puxava-me para si enquanto me lambia. Pedro sabia sem dúvida o que fazia pois estava a dar-me imenso prazer.

Enquanto sentia o clitóris intumescer entre os seus lábios imaginei-o a fazer o mesmo à sua futura esposa. Certamente nunca lhe passaria pela cabeça que nas vésperas do feliz dia do seu casamento, o noivo tinha estado a fazer sexo oral a alguém que ele tomava por uma prostituta.

 Nesse momento reparei que tanto Alex como Jorge tinham os paus de fora e se masturbavam olhando para nós. Virei-me de costas para Pedro e fiquei a comtemplá-los lambendo involuntariamente os lábios perante aquela demonstração. Pedro aproveitou esta minha posição e puxou-me para si. Momentaneamente desequilibrada caí no seu colo. Ele agarrou-me pelas ancas e eu senti-lhe o falo ereto encaixar-se entre as minhas coxas roçando-me deliciosamente a entrada do sexo. Afastei as pernas e com a mão pressionei-o de encontro ao clitóris. De pernas afastadas, as minhas coxas apoiadas nas suas, movi-me lentamente para trás e para a frente fazendo com que o pau deslizasse pelos lábios abertos da minha vagina ao mesmo tempo que a glande massajava o meu grelinho. Ele agarrou-me as mamas e apertou-as com força afastando-as e voltando a comprimi-las uma contra a outra, fazendo-as subir e descer, os meus mamilos endurecidos e sensíveis como dois botões de prazer entre as pontas sábias dos seus dedos. Inclinei-me para a frente e senti que a cabeça do pénis aos poucos ia abrindo caminho e se introduzia dentro de mim. Imóvel, fiquei a gozar o prazer de a sentir penetrar-me, de sentir como as paredes da minha vulva se abriam para, escorregadias, deixar entrar este invasor bem-vindo. Naquela posição, o meu próprio peso fez com que todo o membro de Pedro se enterrasse profundamente até eu sentir o contacto dos seus testículos nos grandes lábios. Levada pelo gozo que me inundava, comecei a mover-me em círculos, sentindo-o encher-me e preencher-me por completo. Pedro, ora me acariciava os seios, rolando os mamilos entre os dedos, ora com as mãos na minha cintura me puxava para si fazendo com que a minha cona engolisse toda a sua ereção.

À minha frente, Alex, ainda de pé e com as bermudas caídas aos pés continuava a tocar-se, olhando-nos hipnotizado. Na cabeça inchada do seu pau reparei que uma gota de líquido se formara. Subitamente senti uma vontade enorme de o ter na boca, de saborear aquela pequena pérola de fluido seminal. Sentia-me liberta de todos os tabus e preconceitos. Sabia que nenhum dos três homens me voltaria a ver e que mais ninguém iria alguma vez saber o que eu tinha feito dentro daquelas quatro paredes. Mesmo o meu marido, a quem eu ficara de contar todos os pormenores, não estava ali para me ver. Contrariamente às vezes em que tinha sido possuída por outros homens na sua presença, agora, estando ele ausente, não sentia a mesma vergonha, o mesmo pudor, que de certo modo me coibiam de disfrutar plenamente o prazer do sexo sem peias e sem limites.

Quis pois aproveitar tudo o que a situação me proporcionava. Além de tudo isto excitava-me imenso saber o prazer que proporcionava a Pedro e aos seus amigos. Saber-me usada por eles. Ao fim e ao cabo era essa a minha fantasia. Ser usada, ser usada como uma puta. Com estes pensamentos perdi qualquer resto de pudor. Continuando a cavalgar o pau de Pedro, fiz sinal a Alex para se aproximar. Ele, depois de alguma hesitação, veio até mim. Com uma mão comecei a masturbá-lo, enquanto lhe segurava os testículos com a outra. O seu pau estava duro e eu sentia-o pulsar entre os meus dedos. Fiz a pele correr para trás e para a frente, primeiro devagar, depois aumentando aos poucos o ritmo. Entre os meus dedos, a glande molhada brilhava com a luz da tarde. À medida que o ia manuseando mais líquido escorria dela e me molhava a mão.

Pedro passou um braço em volta da minha barriga e com a outra mão pressionou-me levemente a cabeça na direção de Alex. Não teria sido necessário esse incentivo, pois eu antecipava já a sensação de ter entre os lábios a glande purpura seu do amigo, mas agradou-me a ideia de ele me querer partilhar.

Comecei por lamber as gotas que se babavam pela pequena fenda, a ponta da minha língua percorrendo-lhe o freio, colhendo-as e saboreando o seu sal. De olhos fixos nos seus, rocei-o pelos lábios e pela face. Gosto de olhar um homem nos olhos enquanto lhe faço oral. Gosto de ver neles o brilho de tesão, do gozo que a minha boca lhe dá. Sentia que a minha cara ficava molhada e excitava-me que ele visse. Com uma mão agarrei-lhe o rabo e puxei-o para mim. O seu membro teso entrou-me na boca e eu engoli-o com prazer. A partir daí comecei a chupá-lo e a masturbá-lo alternadamente. De cada vez que os meus dedos se cravavam nas suas nádegas o pénis deslizava entre os meus lábios e enchia-me a boca. Na língua eu sentia o sabor do fluido que ele ia libertando abundantemente e quando o tirava da boca algumas gotas de saliva escorriam-me pelos lábios e pelo queixo. Diz-se que os olhos também comem e a verdade é que me derreto ao ver um pénis assim, bem teso, molhado, a pedir mais, desejoso de sentir o calor da minha boca ou a humidade da minha vulva.

Segurei-o pela glande e percorri com a ponta da língua cada pequeno relevo do tronco. Passei os lábios por um testículo e pelo outro e depois introduzi cada um deles na boca sentindo-lhes a forma oval, cheia e pesada. Enquanto o fazia, a minha mão, lubrificada pela saliva, continuava a deslizar em torno da glande, rodando e movendo a pele alternadamente. De quando em quando passava a glande pela cara sentindo o seu contacto sedoso que me deixava a pele babada. Ao fazê-lo olhava-o nos olhos, pois sei pelo meu marido a tesão que isso dá ao homem. Continuei a chupá-lo e a cavalgar Pedro, os dois pénis dentro de mim, a encherem-me, a usarem-me. Sabia que a tensão acumulada não me permitiria aguentar muito mais. Sentia que se continuasse assim, dentro de pouco tempo iria vir-me.

Tentei levantar-me e interromper a erupção que sentia crescer no interior profundo do ventre, mas os braços fortes de Pedro não deixaram. Com ambas as mãos nas minhas ancas obrigou-me a permanecer empalada no seu membro e em movimentos violentos fez com que o pau se enterrasse ainda mais fundo na minha vulva. Não conseguindo libertar-me do seu abraço senti o orgasmo aproximar-se. O meu gemido foi abafado pelo pau de Alex que me enchia a boca. Comecei a vir-me em fortes convulsões que faziam o meu corpo contrair-se como se estivesse possuída. Nesse momento Alex começou também a vir-se enchendo-me a boca de líquido quente e viscoso. Por mais que tentasse manter o seu pau na boca e engolir todo aquele esperma, os abalos que me percorriam não o permitiram e enquanto me vinha ficou-me gravada a imagem da sua glande a ejacular sobre o meu peito.

Por fim, satisfeita a fome que se havia instalado entre as minhas coxas, relaxei sobre o corpo de Pedro. Dentro de mim continuava a sentir o seu pau grande e duro, sinal de que não se tinha vindo. Ele, gentilmente, respeitou a fraqueza que sobreveio ao meu orgasmo e apoiando-me nos seus braços deixou-me ficar assim, recostada sobre ele, movendo-se apenas muito lentamente, acariciando-me os seios e beijando-me o pescoço. As minhas mamas estavam cobertas de sémen e algum escorria-me pela face mas não tive energia para me limpar. Aos poucos os nossos corpos escorregaram e eu fiquei deitada sobre as almofadas do sofá, de barriga para baixo, uma perna entendida ao longo do assento e a outra dobrada com o joelho apoiado no chão. Pedro ajoelhou-se a meu lado e começou a acariciar-me. O meu rabo estava virado para ele e sabendo que não tinha terminado esperei que me penetrasse de novo. Ele no entanto parecia não ter pressa. Continuou a passar-me as mãos pelo corpo, a corrê-las ao longo dos flancos e da cintura, pelas ancas e pelas coxas. Saboreando as suas caricias, deixei-me estar de olhos fechados, sentindo nos seios e na barriga o contacto frio do cabedal. Aos poucos fui despertando da moleza que o orgasmo sempre me provoca. Pedro continuava a brincar com o meu rabo, esperando provavelmente o momento de terminar o que eu interrompera. De cada vez que as suas mãos me subiam pelas coxas aproximavam-se um pouco mais da minha ratinha. Na posição em que me encontrava ele podia vê-la aberta, exposta, os lábios ressumando humidade, o interior rosado e convidativo, prolongando-se no vale profundo que me separa as nádegas.

À sensação voluptuosa que o seu massajar me provocava somava-se o prazer perverso de lhe exibir assim despudoradamente a minha intimidade. Intimidade que poucos minutos antes o seu membro vigoroso explorara para gozo de ambos. Quando os seus polegares me percorreram as virilhas instintivamente empinei o rabo, oferecendo-o ao toque. Senti-os deslizarem pelos lábios ainda molhados, contornarem-nos, descerem entre eles e voltarem a subir. Um dedo atrevido introduziu-se na fenda que os separa enquanto outro subia por trás dela e se insinuava no ânus. A sensação que aquele dedo maroto me provocou fez-me morder o lábio. Pouco depois senti-lhe a respiração antes do toque dos seus lábios. Um ligeiro sobressalto percorreu-me o corpo quando percebi que me beijava as nádegas. Normalmente apenas ao meu marido permito que me faça oral, mas em parte por estar ali paga para satisfazer os caprichos do meu anfitrião em parte pelo calor que dentro de mim começava de novo a nascer, deixei-me ficar imóvel sentindo a sua boca morder-me as nádegas e percorrê-las em beijos molhados desde o fundo das costas até meio das coxas.

À medida que estes beijos se aproximavam do meu rabinho, eu sentia o desejo despertar de novo dentro de mim. Quando ele me afastou as nádegas e começou a passar a língua entre elas soltei um gemido. Tomando este gemido como um sinal de que eu estava a gostar continuou a lamber o meu rabo ao mesmo tempo que me masturbava com dois dedos. Eu sentia-me de novo excitada e pronta a recebê-lo. Apoiei a cabeça nos braços ficando de gatas no chão e ganhando coragem pedi que me comesse. Senti que me afastava as coxas e que o pénis teso abria caminho entre os lábios da minha cona. Com as mãos apoiadas nas minhas ancas puxou-me de encontro a ele até eu sentir o seu corpo encostado ao meu rabo. Durante um longo momento ficou assim dentro de mim, imóvel, permitindo-me saborear a plenitude daquele volume que me enchia. Depois começou a comer-me com força. De cada vez que se enterrava eu era empurrada para a frente e as minhas mamas balouçavam por baixo de mim.

Confesso que adorei cada momento, cada uma das suas estocadas. O bater das suas coxas no meu rabo ecoava na sala como o som de alguém a bater palmas. Nas ancas ou na cintura sentia a força com que me agarrava. De olhos fechados, rabo empinado e pernas afastadas, ofereci-me à sua tesão. A minha ratinha estava cada vez mais molhada, a ponto de sentir que algum líquido me escorria pelo interior das coxas. Desejei que ele não parasse, que me possuísse assim até me inundar com o seu prazer. Queria que me enchesse, que me inundasse, queria sentir a coninha transbordar com o seu leite quente.

Entretanto Jorge e Alex vieram sentar-se junto de mim e acariciavam os pénis em riste olhando fascinados o amigo que me comia por trás. Alex, já recuperado do broche que eu lhe tinha feito, estava completamente nu. Do outro lado, Jorge, que certamente não queria perder a oportunidade, tinha despido as calças e estava apenas com a T-shirt de surfista. Ambos tinham os sexos eretos e pareciam exibi-los num convite a que lhes tocasse. Apoiei-me nos joelhos de Jorge e comecei a masturbá-lo. O seu pau, ligeiramente curvo, não era tão volumoso como o de Pedro, no entanto a sua pele era suave e terminava numa cabeça mais larga que o tronco e que naquele moimento, devido á ereção, parecia um grande morango pronto a ser comido. Com os dedos em torno dele, percorri-lhe o comprimento para cima e para baixo, vendo as gotas de líquido que se iam formando na ponta. O movimento da minha mão foi-se tornando mais firme e mais rápido, ora levando a pele para trás e deixando a glande descoberta, ora deslizando em sentido inverso até ela se esconder sob o manto de pele. Jorge olhava fixamente para o próprio pénis e para mim. Retribui-lhe o olhar e vi-lhe a expressão de prazer estampada no rosto. Aproximei-me mais e comecei a lamber-lhe a glande, a ponta da minha língua a colher o líquido translucido que ela derramava e a deixá-la brilhante de saliva. Procurei entre as suas pernas e com a concha da mão segurei-lhe os testículos. Os meus dedos tatearam-lhe as duas bolas através do seu saco de pele. Ao mesmo tempo fechei os lábios em torno da cabeça do pénis e comecei a brincar com a língua em volta dela. Jorge pôs-me as mãos na cabeça e, ainda que suavemente, fez com que eu o engolisse até me tocar na garganta. Controlei o reflexo de me engasgar e deixei que se mantivesse assim por um longo minuto. Depois comecei a chupá-lo, com vontade, com muita vontade. Por trás de mim, Pedro continuava a comer-me com estocadas enérgicas empurrando-me de encontro a Jorge e fazendo com que o pau deste entrasse e saísse da minha boca com violência. Alex tinha-se sentado ao lado de Jorge e tocava-se enquanto nos olhava. Com a mão livre comecei a acariciar-lhe a coxa, subindo progressivamente até à virilha. Ele agarrou a minha mão e colocou-a em volta do pau. Sabendo o que ele esperava de mim comecei também a masturbá-lo tentando manter o ritmo com que a minha boca subia e descia no membro de Alex.

Quis repartir o gozo que lhes proporcionava e comecei a chupá-los alternadamente. Senti nos lábios e na língua as diferentes texturas e sabores dos dois paus. Por vezes ficava com um em cada mão fazendo-os roçar pela cara e pelos cantos da boca. Juntando-os e lambendo ao mesmo tempo as duas glandes, observando extasiada os fios brilhantes de saliva deixados pela minha boca e que ondulavam por um momento antes de separarem em duas gotas que me caíam nos seios. Ali estava eu, a ser comida por um homem, enquanto chupava e masturbava outros dois.

 Sentia-me deliciosamente devassa, adúltera, a minha fantasia de ser paga e usada, tão ansiosamente desejada nos dias anteriores, a realizar-se finalmente. Pedro continuava a foder-me e eu estava a adorar cada uma das suas investidas, cada um dos impulsos com que o seu membro se enterrava fundo na minha vagina. A cada um desses impulsos sentia os seus testículos baterem-me no clitóris e as minhas nádegas vibrarem. Pelo interior das coxas sentia escorrer o fluido que ele fazia nascer dentro de mim. Pedro comia-me cada vez com mais força e eu percebi que não lhe faltava muito para terminar. Aninhei a cabeça no colo de Jorge, o seu pau bem juntinho da minha cara, e preparei-me para sentir o esperma de Pedro inundar-me. Pouco depois senti que ele se inteiriçava e que as suas mãos cravadas nas minhas ancas me puxavam com toda a força de encontro a si. Imobilizou-se assim, o membro a latejar entre as paredes da minha vulva, e um momento depois senti o calor líquido que me invadia. O seu orgasmo parecia interminável. Em jorros sucessivos encheu a minha ratinha com o seu leite, os seus estremecimentos propagando-se ao meu corpo e fazendo-me oscilar os seios. Eu recebia-o com o prazer perverso de ser o objeto do seu gozo.

Por fim exausto ficou ainda alguns minutos dentro de mim, enquanto uma última contração lhe fazia tremer o corpo. Aos poucos foi perdendo a firmeza e quando deslizou para fora de mim, senti que por entre os lábios inchados da minha ratinha se derramava uma torrente de sémen. Ouvi-lhe a respiração ofegante quando o seu corpo transpirado descaiu sobre as minhas costas. Embora não lhe visse a cara, podia adivinhar a sua expressão. Com toda aquela violência sabia que o seu orgasmo tinha sido intenso. Eu própria tinha estado perigosamente perto de me vir de novo. Não pude deixar de pensar quão afortunada seria a sua noiva.

Passado algum tempo levantou-se e com um derradeiro afago nas minhas costas saiu da sala. Passei a mão por entre as pernas e levei os dedos molhados à boca sentindo-lhes o sabor. Sentia-me terrivelmente excitada e com uma necessidade urgente de preencher o vazio que ele deixara no meu ventre. Os músculos em torno do meu sexo contraíam-se como por vontade própria e o meu grelinho estava inchado e latejante. Puxei Jorge por um braço e deitei-me no chão sobre o tapete espesso. Quando ele se juntou a mim virei-me de costas para ele e, com uma perna levantada que segurei por baixo do joelho, ofereci-me para que me possuísse. Ele encostou-se ao meu rabo e depois de fazer deslizar a cabeça do pénis algumas vezes entre os meus lábios molhados, introduziu-o na fenda rosada que os meus dedos mantinham aberta. Senti o interior da vulva a ser aberto por aquele morango inchado. Cada centímetro do tronco a entrar em mim, provocando-me uma onda de prazer, a fazer-me soltar gemidos que não conseguia calar.

Com uma mão apertei os lábios da vagina de encontro ao falo ao mesmo tempo pressionando o clitóris. Com a outra agarrei a minha própria nádega, afastando-a de modo a sentir quando o tufo dos seus pelos púbicos se encostava ao meu rabo. Jorge, apoiado num cotovelo, agarrava-me as mamas com a outra mão e puxava-me de encontro a si. Eu olhava fascinada o seu pau a entrar e sair da minha vagina, molhado e brilhante do meu suco. Alex veio ajoelhar-se à minha frente de olhos postos naquele vaivém. Estendi a mão e agarrei-lhe o sexo. Ele chegou-se mais para mim e aproximou-mo da cara. Percebendo a sua intenção abri os lábios e deixei que ele mo metesse na boca. A minha mão avançou por entre as suas pernas, afagou-lhe demoradamente os testículos e continuou procurando entre as suas nádegas. Ele soltou um suspiro quando o meu dedo médio lhe tocou no ânus. Com ambas as mãos segurou-me a cabeça e obrigou-me a engolir o pénis ereto. Com movimentos ritmados fê-lo entrar e sair repetidamente da minha boca. Eu correspondia como podia à penetração daqueles dois sexos, qual deles mais fogoso. Por vezes, uma investida mais enérgica de Alex fazia com que a o pau me tocasse na garganta e quase me engasgasse. Nesses momentos eu era obrigada a recuar para não sufocar.

Dos meus lábios escorria um fio de saliva que que lhe descia pelo tronco de pénis e me molhava o pulso. Enquanto Jorge continuava a castigar deliciosamente a minha vagina encharcada, Alex debruçou-se sobre mim e começou a beijar-me os seios. Estes beijos, intercalados com amassos das suas mãos, foram-se transformando em chupadelas. Os meus mamilos estavam inchados e sensíveis e ele engolia-os sofregamente. A sua boca sugava-os juntamente com as grandes auréolas cor-de-rosa que os circundam. Das minhas mamas a sua mão foi descendo, pelas costelas, pela minha barriga, aflorou-me o sombreado do púbis, demorou-se no botão entesado do meu clitóris, para no final afastar e substituir os meus dedos em torno do membro do seu companheiro.

Algo surpreendida mas certamente agradada vi os seus dedos envolverem-no e contornarem-no, deslizarem lubrificados em torno dele e pelos lábios da minha vulva. Inclinando-se um pouco mais, percorreu com a boca o mesmo caminho que a sua mão traçara sobre a minha pele. Quando lhe senti a língua descer em direção ao meu sexo fiquei na expetativa de ver até onde iria a sua luxúria. Quando ele segurou o pau de Jorge e retirando-o de dentro de mim o começou a roçar no meu grelinho lambendo ambos num mesmo gesto, tive a confirmação da sua bissexualidade. Impressão que os seus gestos, algo efeminados, me tinham deixado já no início da tarde. Excitada por este gesto, revelador de uma diferente faceta da amizade entre aqueles dois homens, abocanhei-lhe de novo o pau e pressionei o dedo entre as suas nádegas. O meu clitóris derretia-se de prazer entre os seus lábios e ele alternava entre chupá-lo e lamber a glande de Jorge. Eu sentia que se assim continuasse, sendo fodida e lambida ao mesmo tempo não iria resistir muito mais tempo. A custo soergui-me e fiquei de gatas, preparada para ser comida nessa posição por um dos dois. Um ou o outro, qualquer um deles, pois naquele momento apenas ansiava por sentir de novo uma penetração forte e profunda.
 
Jorge deitou-se a meu lado e eu montei-me em cima dele. Com as mãos apiadas no seu peito comecei a mover o rabo e as ancas em círculos fazendo com que o pénis ereto me tocasse nos lábios da ratinha. Alcancei-o com uma mão e guiei-o para dentro de mim, feliz por me sentir de novo preenchida. Por trás de nós Alex agarrou-me as nádegas e afastou-as deixando o meu rabo todo aberto. Quando senti a sua boca em vez do sobressalto que me é costumeiro, arqueei as costas e ofereci-me aos seus beijos. Ele percorreu com os lábios a linha que divide o meu traseiro, a sua língua desenhando nele um rasto de saliva. Avassalada pela tesão comecei a mover-me sobre o corpo tenso de Jorge. As minhas mamas balouçavam-lhe por cima do peito e ele agarrava-as e levava os bicos tesos á boca ou apertava-as e juntava-as esfregando-as na face. Nesse momento apercebi-me que Pedro entrara de novo na sala e nos observava. Quando viu que eu dera pela sua presença aproximou-se e ajoelhou-se ao nosso lado. A sua mão acariciava o pénis ainda meio ereto. Estendi a mão e acariciei-lhe os testículos. Ele aproximou-se mais de modo a permitir-me colocá-lo na boca. Comecei de novo a cavalgar Jorge ao mesmo tempo que o chupava o pau de Pedro. A sensação de ter de novo dois paus dentro de mim deixava-me desvairada de tesão. Movendo-me como possuída por uma energia renovada, sentia o membro de Jorge deslizar entre as paredes lubrificadas da vulva enquanto os meus lábios sugavam o de Pedro. No rego entre as nádegas sentia que Alex continuava a estimular-me o ânus ora com os dedos, ora com a língua. Afrouxei por momentos o vai vem com que cavalgava Jorge e deitei-me sobre o seu peito ficando os meus seios espalmados entre os nossos corpos. Nesta posição, com o rabo empinado e aberto, era óbvia a minha oferta. Alex dir-se-ia que que não esperava outra coisa. Ajoelhou-se entre as pernas de Jorge e senti-lhe o membro duro encostar-se ao meu rabo. Lubrificado pela sua própria saliva fê-lo percorrer algumas vezes a zona que separa a vagina do ânus como que indeciso onde me penetrar. Antecipei com gozo a sensação de ser comida atrás, embora não naquele momento não me importasse de sentir o volume dobrado de dois paus dentro da vulva.
 
Alex pareceu adivinhar o meu pensamento e pressionou a cabeça do falo de encontro ao pénis do seu companheiro. Aos poucos senti a abertura da vagina dilatar deixando entrar lentamente a glande. Fiquei imóvel de modo a facilitar-lhe a penetração. Sentia que centímetro a centímetro aquela ereção me abria por dentro. O ligeiro desconforto inicial foi rapidamente ultrapassado e substituído pela deliciosa sensação de preenchimento à medida que o interior da minha ratinha se expandia para acomodar este segundo falo. Alex começou a comer-me em movimentos espaçados aos quais Jorge se associou numa perfeita sintonia. Os dois pénis enterravam-se profundamente dentro de mim em movimentos de vai e vem, ora em sincronia um com o outro, ora alternadamente, fazendo com que ondas de puro gozo irradiassem daquela minha gruta molhada e percorressem cada fibra nervosa do meu ser. Não tardou que aquele massajar volumoso do meu interior me conduzisse a um poderoso orgasmo. Deitada sobre o peito de Jorge senti a vulva contrair-se em torno dos seus membros e um intenso fluxo de líquido derramou-se de dentro de mim. O meu corpo inteiriçou-se numa convulsão e por momentos toda a sensação de realidade me abandonou. Durante um logo minuto apenas a sensação daqueles dois paus existiu. Por fim, exausta de forças devido à violência do orgasmo, fiquei deitada sobre o corpo de Jorge enquanto sentia que Alex se retirava lentamente de dentro de mim. Senti como que um vazio quando o seu membro deslizou para fora da minha vagina. Aos poucos recuperei a energia e senti que as paredes da vulva recuperavam a sua elasticidade e se contraíam de novo em volta do pénis de Jorge. Ergui-me sobre ele e comecei a mover-me fazendo com que o meu clitóris roçasse no seu púbis.

Alex, vendo que eu recuperara do clímax que ele e o amigo me tinham proporcionado, veio de novo ajoelhar-se por trás de mim. Os seus braços envolveram-me o tronco e as mãos formaram como que duas conchas em que os meus seios inchados mal cabiam. Senti-lhe o pénis que se alojava duro entre as minhas nádegas e com uma mão agarrei-o e fi-lo deslizar entre elas. Ele interpretou este gesto como um incentivo da minha parte. Deitei-me de novo sobre o corpo de Jorge e preparei-me para o receber no rabinho. Ele afastou-me mais as nádegas e cabeça do pénis, guiada pela minha mão, começou a entrar-me no meu ânus. Este foi-se dilatando aos poucos à medida que a ereção abria caminho dentro de mim. Senti cada relevo, cada pequeno avanço, cada estremecimento com que o membro de Alex avançava no meu rabo. O seu volume comprimia a membrana que separa estes meus dois canais de prazer e pressionava-me a parede posterior vulva de encontro ao pau de Jorge.

As duas glandes deslizavam dentro de mim provocando-me um gozo enorme tanto na ratinha como no ânus. Abandonei-me a este caleidoscópio de sensações, às investidas destes dois homens que gozando com o meu corpo me proporcionavam um tão grande prazer. Prazer proibido, prazer promiscuo sim, mas também prazer enorme, intenso.

Apoiada nas mãos e nos joelhos cavalguei desenfreadamente sentindo os dois paus que me penetravam com força. As minhas mamas eram pasto ora dos lábios sôfregos de Jorge que as chupava como se tentasse engoli-las, ora das mãos ávidas de Alex que as comprimiam em enérgicos amassos. Sentia a face escaldante e gotas de suor escorriam-me pelo pescoço e pelo peito. O membro ereto de Jorge deslizava entre os meus lábios inchados, lubrificado pelo fluido que corria abundantemente de dentro de mim enquanto o de Alex me sodomizava, proporcionando-me ambos deliciosas e perversas sensações. Por entre os sons dos nossos corpos e os gemidos que eu involuntariamente soltava, percebi a voz rouca de Alex dizer que não aguentava mais, que se estava a vir. Um segundo depois todo o seu corpo se contraía e ele descarregava em mim uma torrente de esperma. Senti-o quente, a inundar-me, a encher-me. O meu ânus contraiu-se em torno do seu pénis como para não deixar escapar nada daquela avalanche do gozo. Agarrando-me pelas ancas continuou a comer-me o rabo em investidas que aos poucos foram perdendo a violência, até que por fim, as forças exauridas, o senti escorregar para fora daquele meu túnel deixando ali uma sensação de vazio.

Excitada, como que enlouquecida pela luxúria de toda aquela situação, não conseguia pensar em nada mais que não fosse o momento do meu próprio prazer. Continuando a cavalgar desenfreadamente Jorge, abocanhei de novo o pénis de Pedro e chupei-o com sofreguidão. Instintivamente sentia que não faltava muito para que ambos viessem dentro da minha ratinha e da minha boca. Os meus seios balouçavam violentamente com cada movimento, os mamilos entesados desenhando no ar parábolas de tesão. Jorge segurava-me pela cintura e pelas ancas e fazia com que o seu membro se enterrasse profundamente na minha cona. Eu sentia a fricção do clitóris intumescido de encontro ao seu púbis e sabia que um novo orgasmo se aproximava. Pedro por seu lado ora me esfregava o pénis na face e nos lábios, ora mo metia na boca e, segurando-me pelos cabelos, me obrigava a engoli-lo em todo o seu volume. Neste ritmo infernal, onde a minha volúpia, liberta de todos os medos e preconceitos, me transformava numa Messalina sedenta, não tardei a sentir-lhe a primeira golfada de esperma. Um jorro quente inundou-me a boca e queimou-me deliciosamente a garganta. Uma a uma fui engolindo como podia cada nova descarga mas a força com que ele ejaculava fazia com que um excesso de sémen se escapasse entre os meus lábios e, escorrendo-me pelo queixo e pelas mamas, fosse cair sobre o peito de Jorge.

O membro de Pedro pulsava ainda entre os meus lábios, quando senti que Jorge se contraía dentro de mim. Afastei o mais que podia as coxas de modo a senti-lo enterrar-se profundamente. Toda a minha capacidade de sentir concentrou-se então no interior da vagina. Senti cada uma das suas contrações, cada um dos impulsos com que ele me enchia. As suas mãos mantiveram-me colada a ele, os lábios abertos da minha coninha espalmados de encontro à base do seu pénis. Mentalmente vi aquela glande a explodir entre as paredes molhadas da minha vulva inundando-a numa maré de esperma.

Esta imagem, bem como as sensações que a acompanhavam, foram a gota que fez de novo transbordar a taça do meu prazer. Espantada comigo própria senti que um novo orgasmo subia do meu ventre, que uma vaga avassaladora de prazer me percorria, me enlouquecia e me fazia vibrar. Empalada no membro ainda ereto de Jorge vim-me pela terceira vez naquela tarde. Uma onda de gozo subiu do meu ventre e como uma explosão percorreu-me todo o corpo.

Quando acalmei deixei-me cair sobre o peito transpirado de Jorge. Durante longos momentos ficamos assim, os nossos corpos exaustos, transpirados, colados um ao outro. Senti que o pénis perdia a ereção e escorregava por entre os lábios da minha vagina. Aos poucos fui escorregando até ficar deitada a seu lado. Estávamos ambos encharcados em suor e do meu sexo escorriam os fluidos do nosso prazer simultâneo.

Embora goste muito de sexo, é raro ter mais do que um orgasmo em tão curto espaço de tempo. Creio que foi toda aquela situação, bem como a energia sexual daqueles três homens, que fez com que eu me viesse assim repetidamente. Jorge e eu ficamos deitados lado a lado no chão. Lembro-me de ver através da vidraça que o sol se aproximava do rio e que as sombras se alongavam. Não tardaria a hora de partir e reencontrar-me com Charlie. A lembrança do meu marido fez-me pensar no início da tarde e no desejo com que os seus olhos então me fitaram. Tinha consciência que o que acabara de acontecer fora o concretizar de uma fantasia com ele compartilhada. Dali a pouco estaria nos seus braços, segura do seu amor, a contar-lhe esta minha aventura e a ver a sua excitação crescer.