domingo, 8 de abril de 2018

Sozinha na Sauna


A ideia desta aventura partiu do meu marido. Aliás muitas das nossas aventuras partem de ideias dele. Não quero com isto dizer que seja levada por arrasto. Não. De modo nenhum. Embora de início sinta por vezes alguma relutância, isto deve-se mais a uma certa vergonha ou embaraço em admitir o quanto as suas fantasias mexem comigo. É certo que quando fazemos amor e ele me sussurra essas fantasias ao ouvido, elas me excitam. Depois, à medida que ele vai elaborando os contornos, descrevendo as situações, acrescentando um ou outro pormenor, elas vão tomando forma na minha cabeça. Aos poucos vou imaginando como seria… algo que inicialmente não passava de uma semente, vai crescendo. Com o passar dos dias, com uma ou outra alusão sua mais ou menos velada, cresce uma vontade de pôr na prática algo que para muita gente nunca passaria de pensamento dissimulado. Não têm sido raras as ocasiões em que uma ideia que parecera ao princípio impossível, ou demasiado arriscada, ou simplesmente para além do que o meu pudor ou vergonha permitiriam, acabar por se vir a transformar numa situação terrivelmente excitante, onde o prazer é levado ao limite. Geralmente este processo passa por várias fases desde a primeira sugestão de Charlie. A minha primeira reação é de categórica recusa. Tanto mais quanto mais louca a ideia dele. Depois, aos poucos e à medida da sua insistência, vou pensando no assunto. Imaginando como seria. Na minha mente vão-se formando imagens mais ou menos explicitas do que poderia acontecer. Por vezes temos longas conversas sobre o assunto onde juntos vamos falando da situação, dos detalhes, enfim de como cada um de nós imagina e sente as coisas. Mesmo quando nunca chegamos a pôr a ideia em prática, só o facto de falarmos sobre essas fantasias deixa-nos imensamente excitados. Quantas vezes temos feito amor depois destas conversas. Não é raro que durante o sexo ele me descreva esta ou aquela situação em que gostava de me ver. Quantas vezes, montada sobre ele, gozo a sua penetração, ouvindo-o descrever como seria ter ali outro homem. Ou quando me ponho de gatas e ele me come por trás e me diz para me imaginar com outro. Outras vezes sou eu que lhe conto alguma peripécia sumarenta do meu passado, ou os pormenores de alguma aventura que tenha tido na sua ausência.

Tinha passado cerca de um mês desde que Charlie partira em mais uma das suas viagens. Recordo que poucos dias antes da sua despedida tínhamos tido um pequeno desentendimento. Não sei já qual a razão, nem para aqui interessa. Um arrufo sobre qualquer coisa sem importância como acontece com todos os casais. Curioso como quando a distância nos separa essas coisas perdem rapidamente importância. Sinto, e sei que ele também sente, que o tempo que passamos juntos não permite margem para questiúnculas. Quando estamos longe a saudade esbate tudo isso, e nada saberia melhor do que termos de novo a presença e o carinho um do outro.

Sempre que possível falamos pelo telefone ou trocamos literalmente centenas de mensagens. Muitas sobre coisas triviais, pequenos relatos do dia-a-dia de cada um. Noutras falamos da saudade e do desejo incontido que sentimos. Charlie vai sempre perguntando se eu já tive ou se planeio ter alguma aventura. Sei como ele se sente em relação a isto, e sei que ele gostava que eu tivesse mais aventuras. Sei que lá longe ele se excita quando lhe conto que fui à sauna com os nossos amigos Pedro e Mariana. Ou que passei uma tarde no motel com alguém. Mas na maior parte dos casos a minha resposta é negativa. São raras as vezes em que algo desse género acontece. Não que tenha qualquer reserva em o fazer. Sei que essas brincadeiras são apenas um escape, um pouco de prazer físico que nada interfere com os meus sentimentos. Entregar-me a desconhecidos no escuro de uma sala da sauna ou passar uma tarde a ser montada por um dos nossos amigos num quarto de hotel, são atos que em nada mancham o que eu e o meu marido temos um pelo outro. Sei também que terei sempre a sua compreensão e mesmo encorajamento para o fazer. Mas por razões várias, entre as quais o facto de não querer que isso se torne rotineiro e deixe assim de ter aquele sabor intenso, são poucas as ocasiões em que me deixo arrastar para algo do género. Não que não sinta vontade. Sinto sim, e por vezes uma vontade imensa. Uma vontade louca. Vontade de sentir outro corpo, outra pele em contacto com a minha. De sentir o olhar de um homem a queimar a minha nudez. De ver como esta o excita. Uns lábios colados nos meus. De sentir umas mãos fortes envolverem-me os seios, percorrem-me o corpo, apalparem-me. De ter na mão um falo e senti-lo crescer e ganhar vida entre os dedos. De ser agarrada pelas ancas e obrigada a dobrar-me para frente enquanto um membro potente procura a entrada desta minha gruta quente de desejo. De me oferecer sem pudor, de comer e ser comida. De por fim gozar o prazer final e cansada esperar pelo reacender da tesão. Enfim, são momentos vividos intensamente, com um sabor proibido, um sabor adúltero que me potencia o gozo. Mas são momentos para viver com parcimónia, uma vez de longe a longe. Caso contrário sei que perderiam este tom especial, este interesse.

Quando algo assim acontece fico ansiosa por contar ao Charlie. Por um lado sei que isto tem a ver com a necessidade da sua aprovação. Ainda que saiba que tenho a sua confiança e incentivo, quando não posso comunicar imediatamente com ele fico sempre com uma ligeira mágoa. Como se algo não estivesse bem. Não gosto de ter segredos e além disso adoro contar-lhe. É de certo modo como reviver a situação. Por outro lado sei o gozo que o meu relato lhe dá. Quando lhe conto que fiz isto ou aquilo, que me comeram desta ou daquela maneira, sei como ele fica excitado. Sei que mais que uma vez se masturbou enquanto ouvia da minha boca o relato de mais uma loucura desta sua querida esposa. Também eu nos dias que se seguem a estas aventuras me sinto assoberbada pelas recordações. À noite, na solidão do meu quarto, revejo cada um dos momentos que mais mexeu comigo, cada um dos pormenores, cada um dos gestos. Embora nunca consiga recordar exatamente as feições do amante de ocasião, ficam-me gravadas as formas do corpo, o volume do pénis, as palavras doces que proferimos ou os nomes ordinários que me chamou, as posições em que me ofereci. Nesses momentos não consigo adormecer. Um calor de novo me invade e o roçar dos lençóis endurece-me os mamilos. Por fim, com gesto brusco, atiro para trás as cobertas e procuro na mesa-de-cabeceira o meu fiel amigo de silicone. Recostada sobre as almofadas, vejo no espelho em frente, as minhas coxas abertas e entre elas esta minha flor de carne cujos lábios brilhantes sentem a urgência da penetração. De respiração ofegante, passam-me então pela mente recordações de Charlie ou de outros homens com quem gozei. De olhos fechados imagino mil coisas enquanto me masturbo até ao alívio de orgasmo. Na lassidão que depois me invade adormeço nua num sono sem sonhos.

Como disse, tinha passado já algum tempo desde que o meu marido partira. É certo que sentia a sua falta. Não apenas do contacto físico e do sexo, mas também a falta da sua presença, do seu carinho. De cada vez que falávamos sentia renascer a saudade e amaldiçoava a distância que nos separava. Sei que a ele também dói a separação, mas para mim essa dor é intensa, quase física. Como de costume ele tentava sempre levar as nossas conversas para o tema do sexo e das nossas brincadeiras nesse campo. Eu algumas vezes fingia-me desinteressada e repreendia-o dizendo-lhe que tinha mais em que pensar, que não estava interessada em aventuras. Outras vezes as suas mensagens acabavam por me deixar acesa e tínhamos então longas conversas em que falávamos das nossas fantasias ou em que revíamos alguma situação escaldante que tínhamos vivido juntos. Não raro ele insistia para que eu me divertisse, para que alinhasse com os nossos amigos nalguma ida à sauna ou a uma festa swinger. A maior parte das vezes eu dizia-lhe que não, ou que ia pensar no assunto, mas na realidade não me sentia com muito vontade de o fazer sem ele. É certo que tenho tido bons momentos nas saunas sem o Charlie, mas sinceramente gosto mais quando vamos juntos. Não apenas por sentir algum conforto na sua presença, mas também pelo facto de saber que ele está a observar. Tê-lo ali a meu lado, ver como se excita enquanto outro homem me come, contribui muito para o meu próprio prazer. Embora por diversas vezes tenha acompanhado o Pedro e a Mariana nestas andanças, sabia que eles andavam demasiado ocupados com trabalho e que ultimamente não tinham muito tempo livre.

Foi precisamente numa destas trocas de mensagens, em que dei como desculpa o facto de os nossos amigos andarem arredios destas brincadeiras, que o meu marido veio com uma ideia bizarra. Bizarra, louca, não sei bem como a qualificar. Na altura pareceu-me completamente disparatada. Sugeriu-me que uma vez que o Pedro e Mariana não podiam levar-me à sauna, porque não ir um dia eu sozinha? Respondi-lhe de imediato que não, nem pensar. Nunca iria ter coragem de entrar aquela porta sozinha. Iria morrer de vergonha. Não me ia sentir à vontade. Enfim, um ror de objeções que, juro, eram absolutamente sinceras. Nessa noite, enquanto assistia distraída a um monótono programa de televisão, lembrei-me da conversa. Não que tivesse minimamente ideia de aceitar a sugestão de Charlie, mas não pude deixar de imaginar como seria ir sozinha. Imaginei-me a estacionar o carro e a caminhar por baixo das árvores no passeio mal iluminado, sempre com receio que um transeunte mais atento percebesse para onde me dirigia. Imaginei os momentos embaraçosos entre tocar à campainha e esperar que a porta se abrisse. Iria certamente morrer de vergonha se alguém passasse e visse ali uma mulher sozinha à espera de entrar naquele tipo de estabelecimento. Depois lembrei-me do empregado simpático com quem eu costumava brincar e trocar gracejos picantes de todas as vezes que lá ia. Pensei como seria despir-me no vestiário misto, ficar por momentos nua antes de me envolver na toalha. No ecrã da imaginação revi o interior do espaço. Como seria avançar pelo corredor com uma toalha que mal me cobria as nádegas sob o olhar perscrutador dos singles. Não, nunca seria capaz. Claro que a ideia mexia com a minha líbido, mas não me sentia com coragem para o fazer. Resolvi pois tirar da cabeça essa ideia disparatada. Mesmo sabendo que Charlie não estava ao alcance de nenhuma rede de telemóvel, enviei uma mensagem a dizer para ele ter juízo e que eu nunca iria sozinha à sauna. Ele receberia a mensagem quando tivesse rede.

Os dias foram passando e aquela fantasia do meu marido recusava-se a cair no esquecimento. Uma e outra vez dei por mim a pensar nela. E se eu ganhasse coragem e fosse mesmo um dia sozinha à sauna? Seria possível que eu ultrapassasse os meus receios, as minhas vergonhas? Era normalmente ao fim do dia, quando já na cama tentava adormecer, que tudo aquilo revolteava na minha cabeça. Aos pucos aquela loucura ia tomando contornos, se não de realidade, pelo menos de plausibilidade. Tentava imaginar como seria estar sozinha, sem a presença do Charlie nem o apoio do Pedro e da Mariana, naquele ambiente carregado de tensão sexual. Como seria sentar-me no banho turco e tentar descontrair sob o olhar de homens que apenas esperariam por um sinal meu. Ou que talvez até nem esperassem. Como seria desfazer-me da toalha junto ao jacúzi, e nua penetrar na água. Ou até simplesmente vaguear por ali, percorrer os corredores sabendo que cada par de olhos me fitava.

A cada dia que passava projetavam-se na minha mente imagens mais detalhadas, mais gráficas. As recordações das vezes em que lá tinha estado misturavam-se no meu imaginário. O que tinha acontecido antes amalgamava-se com o que poderia, ou que eu gostaria que viesse a acontecer. Este lento revolver da imaginação foi tomando conta de mim. Sentia-me ao mesmo tempo incapaz de fazer algo tão ousado e estranhamente atraída por essa mesma ousadia. Na vez seguinte em que falei com o meu marido esperava que ele voltasse ao assunto mas ele nada disse. Foi depois de falarmos de outras coisas, quando parecia já não haver mais nada a dizer, que ganhei coragem e lhe relembrei a sua própria ideia. Escusado será dizer que a sua reação foi entusiástica. Entusiasmo que eu tentei refrear dizendo que não estava ainda decidida a fazê-lo. Ele insistiu comigo. Falou-me sobre situações que ali tínhamos vivido, recordou os momentos que mais lhe tinham ficado na memória, de todos os modos e mais algum tentando convencer-me a ir em frente.

Ainda que não totalmente disposta a concretizar esta nova aventura, o certo é que de dia para dia ela me parecia mais exequível, menos arriscada. Afinal o que havia a perder? Sempre que tinha estado na sauna todos tinham sido respeitadores. Claro que havia sempre alguma pressão, alguma insistência da parte dos singles para uma brincadeira. Mas desde que essa pressão e essa insistência fossem corteses, de bom gosto, isso não era de modo algum um inconveniente. Antes pelo contrário. Era um agradável reconhecimento de que me desejavam, de que o meu corpo os seduzia, enfim, de que me queriam comer. E como todas as mulheres gosto de ser desejada. O único problema era mesmo a minha timidez, a minha vergonha em entrar ali sozinha. Por outro lado era altamente provável que iria ter um bocado muito bem passado. Umas horas plenas de sexo, de prazer. Não teria ali a presença do meu marido nem dos meus amigos. Se por um lado isto me deixava um pouco nervosa, por outro libertava-me de qualquer resquício de pudor, de qualquer embaraço que pudesse sentir na sua frente. Não que alguma vez me tenha coibido de fazer o que quer que seja pelo facto de Charlie estar presente. Sei que tenho de antemão a sua aprovação para fazer o que bem me apetecer. Como sei também o prazer que lhe proporciona ver-me. A sua tesão é indisfarçável quando me vê montada, ou quando um homem ejacula sobre as minhas mamas. Como já disse também para mim é um prazer acrescentado saber que ele observa. Não deixa de ser verdade no entanto que quando estou sozinha com outros homens acabo por me libertar mais facilmente. É algo diferente que nem sei bem explicar. É como se nessas situações me esquecesse de tudo, do meu passado, do facto de ser casada, de toda a minha vida para além disto. Torno-me apenas numa mulher com cio, gozo plenamente o que faço e o que me fazem. Nesses momentos nada mais existe do que o meu corpo, carente, ardente, oferecido.

Durante dias vivi nesta hesitação. Vou, não vou… queria e ao mesmo tempo tinha receio. Mas o poder da imaginação, as imagens que me assaltavam, as recordações de outras aventuras ali tidas também, tudo se acumulava, ganhava peso. Naquelas noites frias de inverno, sozinha na cama que me parecia demasiado grande sem o calor do meu marido, ficava a pensar naquilo. Quando por fim adormecia o meu sono era assaltado por estranhos sonhos. Sonhos em que era repetidamente fornicada e abusada por homens bárbaros sem rosto. Acordava pelo meio da noite, os lençóis em desalinho, possuída por um desejo insaciável. Por fim, numa longa conversa com ele, decidi-me. Sim, iria um dia sozinha á sauna. Não sabia bem como mas teria de encontrar coragem para vencer os meus receios, as minhas vergonhas.

Com esta resolução tomada tudo se precipitou. Optei por ir a uma quarta-feira pois era um dia em que sabia haver alguma afluência, mas não tanta como nos fins-de-semana. Os dias seguintes custaram a passar. Não voltara a ter notícias de Charlie e o meu ânimo oscilava entre o entusiasmo e o receio. No próprio dia cheguei já tarde do trabalho. Depois de um jantar ligeiro, tomei um duche e enquanto me limpava observei a minha imagem no espelho. Os meus seios fartos com estes mamilos grandes e rosados que o meu marido tanto gosta, ancas largas e nádegas cheias, as minhas pernas longas que fazem de mim uma mulher alta, a pequena risca de pelos que deixo quando faço a depilação… sim achei que apesar das minhas inseguranças e dos meus quarenta e poucos anos, era uma mulher capaz de despertar o desejo de qualquer homem. Reassegurada por este pensamento vesti-me rapidamente. Um body que fazia as vezes de cueca e sutiã, saia e uma blusa, nada de maquilhagem, um pouco de perfume suave nos ombros e nada mais. Antes das nove da noite queria estar na estrada para chegar por volta das dez. Quando saí de casa uma chuva miudinha levantava do chão aquele característico cheiro a terra. Não sei bem porquê mas isto, juntamente com a expetativa do que me esperava no fim da viagem, fez-me sentir viva.

Estacionei o carro a dois quarteirões da sauna. A maior parte das vezes que lá vamos nunca temos lugar perto da porta. Olhei para o mostrador luminoso do relógio do tablier, dez e dez, uma hora boa para entrar. Saí do carro e tentei parecer a mim própria mais segura do que realmente me sentia. Enquanto caminhava pela rua olhei em volta certificando-me que não havia transeuntes nas redondezas. Apesar da minha resolução preferia que ninguém me visse entrar. Depois de me assegurar que ninguém me observava, respirei fundo para ganhar alento e toquei resolutamente à campainha. Os momentos em que esperamos que nos abram a porta deixam-me sempre nervosa. Mesmo quando vou com o meu marido ou com o Pedro e a Mariana, fico sempre a pensar que quem mora naquela vizinhança deve saber o que ali se passa. Após um minuto que me pareceu uma eternidade ouvi finalmente o estalido do trinco a abrir. Ao entrar senti a diferença de temperatura. O frio exterior deu lugar a um ambiente confortavelmente aquecido.

O funcionário ao aperceber-se que era eu cumprimentou-me calorosamente, pois há já bastante tempo que nos conhece. Depois das formalidades da entrega dos chinelos e da chave do cacifo perguntou com alguma estranheza na voz se desta vez vinha sozinha. Respondi-lhe brincando, que sim, que vinha sozinha mas contava com ele para me proteger. De todas as vezes que ali vou troco sempre alguns gracejos com este rapaz. Neste relato vou-lhe chamar R para preservar o seu anonimato. Natural de leste, fala o português com um sotaque engraçado. Com o tempo fomo-nos conhecendo e criou-se uma certa simpatia. Disse-me que como single feminina a minha entrada era grátis. Depois de me acompanhar ao vestiário e de me abrir o cacifo ficou ainda um pouco a conversar comigo enquanto eu me despia. O momento de tirar a roupa é sempre um pouco embaraçoso para mim. É como se me despisse do mundo exterior, da vida normal de todos os dias e entrasse numa outra pele. Ao despir a roupa despimos também os nossos tabus e os nossos pudores. Faço sempre votos porque não apareça ninguém antes de me sentir confortavelmente enrolada na toalha. Comecei por tirar as botas e as meias enquanto trocava gracejos com R. A atuação deste foi sempre de um profissionalismo cortês. Apesar das minhas provocações por vezes um pouco descaradas nunca tomou qualquer liberdade, embora pela minha parte não me tivesse importado. Depois de despir a saia e a blusa, fiquei apenas com o body pois não trazia cuecas nem sutiã. Sabia que através daquela transparência ele podia ver os meus seios e distinguir nitidamente o cor-de-rosa das auréolas através da renda preta. Como disse gosto de brincar com R. Embora Charlie me diga que por vezes abuso destas brincadeiras, estou certa que ele nunca levou a mal e que gosta de me ver ali, não apenas como cliente mas de certo modo como alguém que lhe é simpático, que o trata com respeito e que brica com ele de igual para igual. Pois desta vez resolvi fazer-lhe nova partida. Fingindo que não conseguia desapertar os colchetes do body pedi-lhe ajuda. A sua cara de espanto deu-me vontade de rir. Depois de alguma hesitação o pobre moço lá se ajoelhou à minha frente e com mãos trémulas debateu-se com os três pequenos ganchos. Quando ele meteu os dedos por dentro do tecido senti-os tocarem-me nos lábios da vulva provocando-me um misto de cocegas e acendimento. Agarrei-lhe na mão e pressionei-a ali mas o seu ar assustado deu-me pena e ao mesmo tempo fez-me rir. Quando finalmente conseguiu desapertar o body apressou-se a levantar fugir. Não sem que antes lhe desse um beijo na face e lhe dissesse que era um querido. Já sem a segurança da sua presença acabei de me despir. Enrolei o corpo na toalha, tentando esticar o turco de modo a tapar tanto as mamas como o rabo. Como sou alta, nunca consigo que um pouco das nádegas não fique à mostra. Por fim, arrumada a roupa e mala no cacifo, decidi-me a ir procurar o que ali me tinha trazido.

Não parecia ser um dia muito concorrido. Apenas alguns homens que conversavam em pequenos grupos e que viravam a cabeça à minha passagem. Avancei pelo corredor ignorando estes olhares. Antes de chegar à zona dos chuveiros cruzei-me com um casal e fiquei a saber que não seria a única senhora presente. Como é nosso costume a minha primeira paragem foi no banho turco. Ao entrar a porta senti o calor e a humidade que ali reinavam. Uma nuvem de vapor pairava no ar tornando-o esbranquiçado, leitoso, quase opaco. A fraca iluminação contribuía para que fosse difícil perceber se havia ali mais alguém. Quando os meus olhos se adaptaram à obscuridade vi que a sala estava vazia. Dobrei uma toalha e sentei-me sobre ela na bancada do lado direito da porta. À medida que o calor se fazia sentir, pequenas gotas de transpiração iam-se formando na minha pele. Fechei os olhos e fiquei a senti-las escorrerem-me pela face e pelo peito. Uma e outra vez apercebia-me das sombras esbatidas que, do exterior, procuravam espreitar através do vidro embaciado da porta. Tendo-me visto entrar não tardaria que alguns singles procurassem também aquela sala. De facto não passaram mais que alguns minutos quando senti que a porta se abria. Uma lufada de ar frio deu-me a entender que alguém entrava. Fingi não me aperceber mas entreabri as pálpebras podendo ver que dois homens se tinham sentado no outro banco. O que se encontrava mais perto de mim era jovem e de aparência frágil. O outro devia andar na casa dos cinquenta anos, alto, e com excesso de peso. De tempos a tempos um jato de vapor sibilava junto ao chão e enchia a atmosfera de pequenas gotículas. Quando a nuvem de vapor se tornava menos densa vi que ambos se tinham desembaraçado das toalhas. Não pude deixar de pensar se o teriam feito como forma de me provocarem, mas nenhum deles fazia o meu estilo. Voltei a fechar os olhos tentando ignorar a sua presença. Pouco depois a porta abriu-se de novo dando entrada a outro single que se veio sentar ao meu lado. Nada tinha a ver com os outros dois. Aparentava trinta ou trinta e cinco anos, alto, moreno, de corpo torneado onde se destacavam músculos desenvolvidos e uns ombros largos. Parecia alguém habituado à atividade física. Era difícil ver-lhe as feições mas reparei que tinha o cabelos escuro, comprido e apanhado num rabo-de-cavalo. Era sem dúvida atraente e eu pensei para comigo que este seria um homem com que não me importava de passar um bom bocado. Não querendo dar demasiado nas vistas fui-o observando pelo canto do olho. Recordei as palavras de Charlie tantas vezes repetidas em que me dizia que quando alguém me agradasse eu devia dar algum tipo de sinal. Que deveria ser sempre eu a escolher e não deixar que fossem os mais atrevidos a ganhar os meus favores. No entanto sabia que qualquer dos três me observava mais ou menos disfarçadamente e não queria que algum gesto meu fosse recebido como um convite pela pessoa errada. Deste modo continuei na minha postura indiferente, de olhos semi cerrados, tentando aparentar ausência.

De novo senti que a porta se abria. Desta vez eram os dois tipos que tinham entrado primeiro e que, talvez sentindo que não estavam à altura do novo concorrente, abandonavam o banho turco. O ar carregado de vapor condensava humidade que escorria em fio pelos azulejos das paredes e do teto pingos grossos caíam sobre as nossas cabeças. O calor fazia-me transpirar e começava a deixar-me a toalha molhada e colada ao corpo. Com as costas da mão afastei os cabelos do pescoço e limpei o suor que me cobria a fronte. Este gesto fez com que a toalha escorregasse deixando a descoberto os meus seios brilhantes e prelados de pequenas gotas de suor que escorriam lentamente por entre eles. Reparei que a meu lado o desconhecido os olhava atentamente. Recordando as palavras de Charlie, deixei que os comtemplasse sem me preocupar em cobri-los. Os mamilos salientavam-se das auréolas rosadas e o calor, ou talvez o olhar intenso daquele homem, tornavam-nos eretos. Tornava-se difícil continuar indiferente à tensão que se acumulava. Sentia que algo estava prestes a acontecer, mas não tinha coragem de ser eu a tomar a iniciativa. Recostada de encontro ao degrau por trás de mim deixei que a toalha se abrisse um pouco mais deixando toda a frente do meu corpo exposta ao seu olhar. Se isto não era um sinal suficiente não sei o que poderia ser.

Momentos depois senti movimento a meu lado. Olhei para o desconhecido e vi que se libertava da toalha, sinal claro que a minha mensagem tinha sido recebida. Não pude deixar de lhe olhar o sexo. O pénis nascia entre as coxas numa semi ereção que ele não tentava disfarçar. Aliás, porque haveria de tentar? Estava ali pelo mesmo motivo que eu, e era certamente menos tímido. Deve ter-se apercebido do meu olhar pois virou-se para mim e sorriu enquanto segurava o pénis fazendo recuar a pele que cobre a glande. Correspondi ao seu sorriso vendo como o membro se lhe entesava entre os dedos. O calor que sentia já não era apenas provocado pela temperatura ambiente. O que eu esperara estava finalmente a acontecer. Ele, depois de afagar repetidamente o pénis exibindo-o na minha direção, perguntou numa voz grave se eu não o queria segurar. Embora não esperasse uma proposta tão direta, o formigueiro que se começava a formar entre as minhas coxas tornava este convite irrecusável. Olhei alternadamente para os seus olhos onde podia ver o brilho da tesão e para aquele membro que parecia pedir o contacto da minha mão. Ele estendeu um braço e apalpou-me o seio. Senti como o meu mamilo endurecia àquele toque. Aproximei-me e resolutamente agarrei-lhe no pénis. Os meus dedos envolveram-no e senti-o duro. Durante um minuto fiquei apenas com ele na mão, sentindo-lhe a forma e o volume. Entre o meu polegar e o indicador a glande aparecia, como uma serpente a sair da sua toca. Depois fi-lo deslizar num movimento lento, cobrindo e descobrindo a glande, excitada pelo que via, excitada pelo meu próprio atrevimento. Ele agarrou-me as mamas e amassou-as entre as suas mãos fortes. A sensação que estas deixavam nos meus bicos provocou-me um arrepio de volúpia e instintivamente as minhas pernas afastaram-se. Debruçou-se sobre mim e começou a beijar-me o peito enquanto com a mão procurava a gruta entre as minhas coxas. Quando os seus dedos tocaram nos lábios da minha ratinha encontraram-nos molhados e prontos a receber os seus afagos. Abri as pernas para lhe dar acesso e continuei a masturbá-lo com uma mão enquanto com a outra lhe pressionava a cabeça de encontro às mamas. Não sei o que me estava a deixar mais excitada, se o modo como me dedilhava o clitóris ou a forma como lambia e chupava os bicos das minhas mamas. A isto juntava-se o prazer de sentir como aquele seu membro teso me ia deixando os dedos molhados. Continuámos a masturbar-nos um ao outro até que de novo a porta foi aberta dando entrada a mais dois homens. Nesta situação resolvi interromper a nossa brincadeira com a ideia de a continuar mais tarde. Além disso o calor estava a tornar-se insuportável. Com uma última festa no membro ereto do meu parceiro, levantei-me e sai do banho turco.

Estava coberta de suor e senti o ambiente mais frio no exterior. Num dos chuveiros estava um casal que se beijava debaixo dos jatos de água. Pendurei as minhas toalhas num cabide vago e meti-me debaixo de outro chuveiro. Enquanto me ensaboava observei como o casal se acariciava. Abraçados, ele agarrava-lhe as nádegas e passava repetidamente a mão entre elas. Ela parecia gostar pois vi-a empurrar o rabo para trás ao mesmo tempo que afagava o pau do marido. Tentando não olhar forma demasiado atenta fui apreciando. Na entrada do lado do corredor juntaram-se dois ou três singles que, ao contrário de mim, miravam descaradamente. O casal não parecia importar-se, antes pelo contrário. Fez-me lembrar algumas das vezes em que tinha ali estado com o Charlie. Também eu e ele gostamos por vezes de ter alguma assistência. É sem dúvida excitante sabermo-nos observados. Quando abandonava aquela zona pude ainda ver que ela se baixara e de cócoras fazia oral ao companheiro. Passei por entre dois homens que assistiam e se masturbavam e percorri o corredor em direção ao bar.

Ali apenas dois senhores encostados ao balcão conversavam com o empregado. Quando me viram afastaram-se para me dar lugar. Pedi uma água fresca pois o calor do banho turco deixara-se cheia de sede. Um dos tipos tentou meter conversa comigo dizendo qualquer coisa trivial. Respondi com um “sim” polido e afastei-me indo-me sentar numa das poltronas com a minha garrafa de água. Fiquei por ali uns dez ou quinze minutos distraída a ver os vídeos de música que passavam no ecrã. Entretanto chegaram mais alguns singles que olhavam com indisfarçada atenção para onde a abertura da toalha me deixava as coxas e um pouco mais a descoberto. Achei que era o momento de ir dar uma volta pelo resto do espaço e, terminada a garrafa de água, levantei-me e saí.

Um dos locais onde gosto de estar é naquela a que chamamos a sala das grades. Esta sala, como o nome indica, é dividida em duas por um gradeamento. No lado mais pequeno existe uma cama larga encostada a esse gradeamento onde cabem várias pessoas. Existe também uma cancela de madeira que pode ser fechada por dentro para evitar que outros entrem. Claro que quem está do lado de lá do gradeamento pode ver o que se passa deste lado. Como disse é um dos pontos que me agrada na sauna. Por diversas vezes tive ali sexo tanto com o meu marido como com outros homens enquanto diversos singles (e casais também), assistiam do lado de lá das grades. Repetidamente nestes relatos tenho afirmado o meu lado exibicionista. Quando nestas aventuras, a minha timidez e natural recato de todos os dias, transformam-se num prazer quase pornográfico em me mostrar, em ser vista, em perceber a tesão que provoco nos outros. Agrada-me estar ali de gatas a ser comida por trás e ver como do lado de lá os outros homens não tiram de mim os olhos enquanto manuseiam freneticamente os sexos. Alguns encostam-se às barras de ferro e oferecem o pau para eu chupar ou tentam esfregar-mo nas mamas. Outros estendem os braços e apalpam-me como podem. Mais do que uma vez saí daquela sala com os seios ou a face cobertos de esperma.

Desta vez porém estava sozinha e não pensei ali entrar. No entanto ao passar reparei que vários tipos se agrupavam junto à porta a espreitarem. Senti curiosidade aproximei-me. Os voyeurs, vendo que era uma mulher, logo se afastaram para me dar passagem. Entrei assim no lado da sala onde normalmente se juntavam os espetadores. Para além dos dois ou três que se mantinham junto à entrada havia mais alguns que, de costas para mim, assistiam ao que se passava no divã. Alguns tinham-se libertado das toalhas e seguravam-nas na mão ou sobre os ombros e o modo como moviam os braços deixava claro que se masturbavam. Pelo espaço entre estes espetadores podia ver do outro lado das grades corpos nus que se entrechocavam e dali ouviam-se indistintas palavras entrecortadas por gemidos. Fui-me aproximando curiosa de ver o que se passava. Aproveitei o espaço que um dos assistentes abandonou e encostei-me às barras metálicas. Sobre a cama havia várias toalhas estendidas em desalinho e sobre estas uma senhora e três homens envolviam-se numa pequena orgia. Ela, uma mulher de quarenta e muitos, gordinha, de mamas grandes e cabelo curto estava deitada de lado enquanto um jovem negro e com pele de ébano brilhante de suor a comia por trás. Um dos outros homens ajoelhava-se aos pés dela e segurava-lhe uma perna no ar enquanto observava o pénis escuro e avantajado do africano a penetrá-la. O cabelo grisalho dava a entender uma idade próxima da da senhora, pelo que presumi ser o marido ou companheiro. O terceiro era um individuo baixo e um pouco atarracado que eu já vira outras vezes na sauna. Estava também de joelhos e ela segurava-lhe o pénis e ia-o chupando enquanto ele lhe apalpava o peito. Fiquei a ver, percebendo como era estar deste lado. Eu que tantas vezes ali estivera como estrela de um filme porno, estava agora deste lado como espetadora. Não posso negar que o que via me deixava tudo menos indiferente. Não estou acostumada ao papel de voyeur, mas aquela cena tinha algo de hipnotizante. Era óbvio que a senhora estava a gostar. Por entre as coxas grossas abria-se uma vulva de lábios carnudos que o membro possante do negro arrastava nas suas investidas. Com cada impulso deste todo o corpo da senhora abanava, num tremor que se propagava por dois refegos em volta da cintura e que lhe fazia oscilar as mamas. Recordei a vez em que também eu ali tinha sido comida por um negro abonado e o modo como me tinha sentido preenchida por um volume semelhante aquele. Não sei se é verdade ou mito que os negros têm um pénis avantajado, mas pelo menos nalguns casos isso é sem dúvida verdade. Enquanto observava eles mudaram de posição. Ela ficou de gatas e o africano começou a fornicá-la por trás ou como se costuma dizer “à canzana”. Aquele que eu achava que era o marido e o terceiro individuo colocaram-se frente a ela de modo a que ela lhes fizesse oral. Um dos tipos que como eu observava meteu o braço por entre as grades e apalpou-lhe as mamas. Ela pareceu não dar por isso ou não se importar e continuou a chupar alternadamente os dois paus. As mamas oscilavam por baixo dela como dois odres cheios impelidas pelas investidas do escurinho. A certa altura vi que o terceiro elemento agarrar-lhe a cabeça e puxá-la de encontro a ele. Com o pénis completamente enterrado na boca dela inteiriçou-se e percebi que se vinha. Pelos movimentos da glote pude ver como ela engolia cada golfada de sémen. Não sei porquê mas esta cena deixou-me instantaneamente molhada. Talvez por ser algo que me excita imenso senti nitidamente como a minha vagina se encharcava por dentro. De mãos fincadas nas grades vi como ele retirava lentamente o membro ainda teso da boca dela enquanto duas gotas leitosas lhe escorriam pelo queixo. Nesse momento o senhor que se encontrava a meu lado e que até aí tinha estado a tocar-se soltou um gemido rouco e começou a ejacular. Jatos espessos de esperma voaram da cabeça do pénis e caíram sobre a napa do divã e sobre as toalhas dos outros três. Indiferente a esta intromissão a senhora continuou a chupar o pau do marido enquanto o negro parecia prestes derramar a sua carga dentro dela. Escusado será dizer que enquanto presenciava aquela cena sentia repetidamente que alguém se tentava encostar a mim, ou que uma mão roçava “acidentalmente” no meu rabo. Mas havia ali demasiados homens entesados e sem a companhia do meu marido ou dos meus amigos não me sentia suficientemente confiante para ser o alvo de um gang bang. Mesmo assim estava sem dúvida excitada e com uma vontade enorme de sexo. Resolvi pois sair dali e ir procurar aquele homem que tanto me tinha agradado na sala do banho turco.

Cruzei a zona dos vestiários, virei à esquerda e percorri o corredor que passa pela sala das massagens até ao jacúzi. Dentro deste estavam sentados dois homens e uma senhora que me cumprimentaram. Como também gosto de jacúzi e pareciam pessoas agradáveis resolvi entrar. De costas para eles libertei-me da toalha e pendurei-a num dos cabides. Quando me virei para entrar todos eles olhavam para mim. Estar nua perante o olhar dos dois homens fazia-me sentir ao mesmo tempo um pouco envergonhada mas também orgulhosa. Demorei-me junto à borda do jacúzi pretendendo tatear a temperatura da água. Sabia que assim debruçada sobre a superfície lhes dava ensejo me apreciarem os seios. Não nego que havia nisto uma certa provocação. A verdade é que me sentia acesa e o que se passara antes no banho turco deixara-me com muita vontade. Por fim subi o degrau e apoiando-me na borda para não escorregar entrei na água. Eles afastaram-se um pouco para me dar espaço e eu sentei-me em frente da senhora ficando com um de cada lado. Os três pareciam já se conhecer pois conversavam animadamente entre eles. Talvez por delicadeza foram-me fazendo algumas perguntas de modo a envolverem-me na conversa. Deduzi que a senhora era a mulher ou companheira do mais novo. Este casal pelo aspeto rondava a minha idade enquanto o outro senhor teria pouco mais ou menos a idade do meu marido. Embora não me recordasse de ter alguma vez encontrado qualquer deles na sauna, percebi que eram frequentadores habituais. Ouvia-os com uma vaga atenção enquanto saboreava os jatos de água tépida no corpo. Eles não pareciam inibir-se com a minha presença pois ouvi-os falar de brincadeiras que tinham tido, tanto entre eles como com outras pessoas. Os minutos foram passando e aos poucos fui sendo arrastada para a conversa. Embora como disse não me recordasse de nenhum deles, o homem mais velho pelos vistos lembrava-se de mim. Disse que me tinha visto ali uma vez na companhia de um tipo com uma tatuagem nas costas e de outro casal. Percebi que se referia certamente ao Charlie, ao Pedro e à Mariana. Numa alusão um pouco mais atrevida comentou algo que tinha presenciado na sala das grades e que tinha a certeza que era eu pois não se esquecera dos meus caracóis. Um pouco encabulada lá admiti que sim pois também eu me recordava da ocasião. Isto deu novo alento ao diálogo e cada um foi comentando o que mais apreciava na sauna e quais as ocasiões que mais tinha gostado. Aos poucos fui-me descontraindo e também eu contei algumas das peripécias que ali tinha vivido. Ele, enquanto falava, ia-me colocando a mão na perna como que para salientar alguma intimidade. Percebi a sua intenção mas fui-me fazendo de distraída e continuei a conversar com ele e com o casal em frente, curiosa até onde chegaria a sua ousadia. Também ele falava connosco não dando mostras do que, oculta pela superfície espumosa, a sua mão procurava. A sua simpatia, bem como o aspeto cuidado agradavam-me. Além disso dava a ideia de ser um homem seguro de si, seguro do que queria. Ligeiramente grisalho nas têmporas, feições agradáveis, devia ter sido um homem muito atraente na sua juventude. Embora essa juventude tivesse ficado para trás continuava a ser um homem bonito a quem não se podia ainda chamar de velho. Entretanto o outro casal levantou-se e com um “até já” deixou-nos. Continuámos a conversar sentindo eu que a sua mão me ia acariciando a perna como se fosse a coisa mais natural do mundo. Tinha começado por me colocar a mão no joelho como que para enfatizar algo que estava a dizer, mas aos poucos essa mão foi subindo e deslocando-se para o interior da coxa. Quando a senti aproximar-se da virilha apertei as pernas aprisionando-a. Ele não fez qualquer tentativa para a retirar. Olhou-me com um sorriso e perguntou se eu não queria sair dali. Tentei pôr a expressão o mais inocente possível e perguntei “sair daqui? Bem… não sei… mas para onde?”. Ele deve ter percebido a minha falsa ingenuidade e disse apenas “vem, vem comigo!”.

Ele saiu primeiro do jacúzi e deu-me a mão para me ajudar a sair. Enquanto nos limpávamos às toalhas fui-o observando. Parecia ter pouco mais de cinquenta anos. Uma mão-travessa mais alto do que eu, corpo em forma com pernas e braços grossos, mãos fortes, moreno mas não muito e cabelo curto a começar a esbater para o cinza davam-lhe uma presença firme e cativante. Os olhos grandes e castanhos que me fitavam com um brilho inquisitivo, as feições cinzeladas e definidas e o sorriso travesso da boca completavam um quadro muito apetecível. Quando ele me pegou na mão não hesitei em segui-lo. Ao passar junto aos chuveiros eu disse que queria tomar um duche ligeiro para tirar o cloro da pele. Ele ofereceu-se para me ensaboar mas recusei. Havia ali mais singles e não me apeteceu proporcionar-lhes o espetáculo de estar a ser apalpada debaixo do chuveiro. Enquanto me passava por água não pude deixar de reparar no pénis deste meu novo amigo. Ainda que sem qualquer vestígio de ereção, a glande mostrava-se descoberta e o tronco era grosso e alongava-se um bom palmo abaixo da zona púbica. Costuma-se dizer que o tamanho não importa, mas pelo menos certamente impressiona e eu pensei para comigo como seria aquele instrumento depois de receber as minhas carícias desejando fervorosamente que a perícia do dono estivesse na mesma proporção das suas dimensões.

Quando viu que eu terminara pegou-me de novo na mão e puxou-se para o corredor. Ao passar na sala que serve de ante camara aos chuveiros e à sauna seca dei de caras com o single com quem tinha estado no banho turco. Ele, vendo-me acompanhada, olhou para mim com a expressão de quem perde uma oportunidade. Sem dúvida tinha-me agradado o modo como ele me tocara e hesitei por um momento. O meu companheiro apercebeu-se desta hesitação e virou-se para trás. Ao ver que havia alguma cumplicidade entre mim e o outro individuo olhou repetidamente para ambos e sorriu. Creio que nesse momento todos três adivinhámos o pensamento uns dos outros. Pela minha parte o que mais poderia desejar era ter a atenção de qualquer um deles. Um maduro e experiente, o outro jovem e fogoso. Ficámos a olhar uns para os outros sem saber o que fazer. Qualquer um deles me agradava sobremaneira e se tivesse que escolher um deles seria uma decisão difícil. Por outro lado tinha aceitado sem reticências acompanhar o mais velho e seria pouco correto negar-me agora. Tentei dizer algo mas nada me ocorria que me pudesse livrar daquela situação estranha. Quando me preparava já para aceitar que não se podem ter dois prazeres no mesmo saco foi o tipo mais velho que me salvou do embaraço. A minha hesitação deve-lhe ter dado a entender que eu preferia o jovem. Embora sem conseguir disfarçar alguma desilusão sorriu para mim e largou-me a mão. Desejou-nos uma boa diversão e preparava-se para voltar aos chuveiros. Eu porém num gesto impulsivo peguei-lhe no braço. Voltei-me para ambos e no tom de voz a que tentava dar alguma segurança disse “se nenhum de vocês se importar com a presença do outro…”. Eles entreolharam-se com cordialidade e em seguida olharam para mim. Nas suas expressões podia ler-lhes os pensamentos. Eu própria não sabia onde arranjara coragem para fazer tal sugestão. Era como se aquela frase tivesse sido proferida por outra pessoa. Há momentos assim, em que uma força desconhecida nos leva a fazer algo inopinado, ousado, radical. Sem saber bem como reagir depois daquela minha atitude e sem coragem para fixar os seus olhares, virei costas e entrei na primeira porta que vi aberta. Na minha precipitação nem me dera conta onde entrava e só por acaso não foi num dos quartos com glory holes. Com o pulso acelerado encostei-me à porta sem saber o que fazer. Poucos segundos haviam passado quendo senti que alguém do lado de fora tentava abri-la. Lembro-me de me ter interrogado sobre qual dos dois teria tomado a iniciativa, ou mesmo se seria qualquer outro dos vários homens que tinham presenciado a minha entrada. Quando senti que o puxador rodava de novo afastei-me mantendo-me colada à parede. No retângulo de claridade que se projetava do corredor vi as silhuetas dos dois homens. Afastei-me da entrada procurando o canto mais escuro e eles avançaram, o mais novo à frente logo seguido do mais velho. Embora um pouco nervosa e sem conseguir deixar de imaginar o que pensariam de mim, o certo é que fiquei contente por eles não se importarem de me partilhar. A antecipação do prazer que me poderiam proporcionar fez com que o sangue me aflorasse às faces e senti o calor que por dentro me invadia.

Ficámos os três a olhar uns para os outros como se nenhum de nós soubesse o que fazer. Para quebrar o silêncio disse que me chamava Lara. A minha voz soou estranha, quase como um murmúrio. Certamente não lhes importava muito o meu nome, mas foi o que me ocorreu. Eles por sua vez apresentaram-se. O senhor mais velho que tinha estado comigo no jacúzi chamava-se Afonso e o outro, com quem eu tinha trocado carícias no banho turco era o João. Não sabendo ao certo como começar fiquei na expetativa a ver qual dos dois iria dar início ao que todos desejávamos. Foi Afonso, o mais velho, o primeiro a desembaraçar-se da toalha que estendeu sobre o divã. O pénis que eu observara discretamente no chuveiro mostrava-se agora com uma ligeira ereção. Seguindo o exemplo deste, o João deixou também cair a sua toalha, apenas eu continuava enrolada na minha embora soubesse que não seria por muito tempo. Aos poucos os meus olhos foram-se habituando à pouca luz que ali reinava e pude distinguir as formas de cada um dos seus corpos. Ambos eram altos, mas Afonso era um pouco mais alto e também um pouco mais forte. João tinha um corpo atlético, ventre liso e peitorais musculados, ombros largos e cara de sátiro. Com aquele rabo-de-cavalo lembrava um personagem de alguma história de piratas ou de espadachins. Afonso, embora mais velho, continuava um homem apetecível. Via-se que cuidava do corpo, e tinha algo de indefinível que intrigava. O modo de me olhar, a expressão um pouco altiva, o ar de quem sabia o que queria e como obtê-lo, enfim uma segurança e uma afirmação que subjugavam, que me fazia sentir rendida. Sem dúvida um homem a quem eu nada poderia recusar.

Enquanto admirava demoradamente cada um deles fui recuando até ter as costas apoiadas na parede. De braços caídos, cabeça baixa numa atitude passiva, esperei pelos seus avanços. Um de cada lado, eles aproximaram-se e pude sentir o aroma másculo de uma loção forte. O meu corpo antecipava o toque das suas mãos, mas foi com um estremecimento que senti nas costas da minha o contacto quente do sexo de João. Agarrei-o instintivamente, e senti-o vibrar a este meu contacto. O meu olhar fixou-se ali vendo como a glande parecia aumentar de volume entre os meus dedos. Com o indicador percorri-lhe o veio por baixo do tronco e tateei a pequena saliência na pele que separa este da cabeça. Ele chegou-se mais a mim e senti no ombro a sua respiração acelerada. Continuei a acariciar-lhe suavemente o pénis sentindo que uma mão se introduzia na abertura da minha toalha. Ao contacto desta com a minha pele senti que o meu coração saltava um batimento. Esta mão foi subindo pela minha anca e pela cintura. Antes de chegar ao seio a toalha soltou-se e fiquei nua. Virei a cabeça para o meu outro companheiro e fitei-o nos olhos. Finalmente despida dos meus pudores e vergonhas tal como da toalha que jazia enrodilhada aos meus pés, deixei que os meus olhos lhe mostrassem o desejo que me consumia. Ele aproximou a face e os nossos lábios uniram-se. Foi com naturalidade que os meus se abriram deixando que a sua língua se enrolasse na minha. Bocas coladas num beijo ardente, sôfrego, enquanto também os nossos corpos se colavam. Senti como os meus seios se espalmavam de encontro ao seu peito e como na minha barriga pressionava a dureza da sua ereção. Do meu lado direito João começou a beijar-me os ombros, subindo depois pela curva do pescoço. Quando a me mordiscou o lóbulo da orelha encolhi-me num misto de cocegas e volúpia. A minha boca separou-se dos lábios de Afonso e colou-se aos de João. Fui trocando beijos lascivos com um e com o outro, beijos que me iam deixando cada vez mais acesa, mais derretida, mais rendida ao desejo que crescia dentro de mim. Com uma doçura onde não faltava também firmeza, os braços de Afonso puxaram-me e afastaram-me da precária segurança que a parede proporcionava. Com as mãos nas minhas ancas fez-me rodar deixando-me de costas para ele. Senti como o volume do sexo se aninhava de encontro às minhas nádegas e como as mãos fortes subiam pela minha cintura até me envolverem os seios. Apoiei as mãos sobre as suas e apertei-as em volta das mamas. Por entre os seus dedos grossos os meus mamilos apareciam espetados como duas bagas róseas e prenhes de suco. Deitei a cabeça para trás e deixei que me mordesse a nuca e os ombros. Cada um destes beijos e mordidelas enviava uma corrente eletrizante pela minha espinha. Ao mesmo tempo a boca de João descia-me pelo pescoço e pelo peito, passava entre os seios e continuava pela barriga até me lamber o umbigo ou dar pequenas dentadas no monte de vénus. Depois voltava a subir detendo-se nas minhas mamas e eu sentia como os mamilos me endureciam entre os seus lábios. Com a ponta da língua rodeava cada um deles, percorria o círculo empolado da auréola, beijava e chupava como se a sua vida dependesse disso. Senti-lhe a mão que me descia pela barriga, pelo púbis e que procurava a rachinha entre as minhas coxas. Afastei as pernas e deixei que me tocasse naquele ponto sensível. Com uma mestria que não lhe adivinhava os seus dedos começaram por acariciar em volta dos grandes lábios, percorreram-nos demoradamente como quem não tem pressa em chegar mas sim a certeza do destino. A minha respiração tornou-se mais profunda, sorvendo o ar por entre os lábios entreabertos. Senti como a palma da mão me pressionava o púbis e como dois dedos hábeis me afastavam os lábios vaginais. Não consegui evitar que um gemido audível me saísse da garganta quando suavemente me penetraram. A excitação me invadia deixara-me toda molhada e os dedos de João deslizavam lubrificados pelo interior da daquela fenda, afagavam as suas paredes sensíveis, retiravam-se e massajavam em pequenos círculos o botão intumescido do clitóris. Depois percorriam-me de novo os bordos da vagina, brincando em volta da entrada e dedilhando-os, até de novo os abrirem e penetrarem entre eles explorando o interior macio da minha gruta. Eu sentia cada uma destas carícias com um desejo crescente e de cada vez que ele retirava a mão para lamber os dedos ou para mos dar a lamber a mim, sofria em antecipação pelo momento de os sentir de novo. Afonso continuava a abraçar-me por trás e a pressão com que o pénis se roçava no meu rabo não deixava dúvidas quanto à intensidade da sua ereção. Enquanto os meus seios sofriam o delicioso amasso das suas mãos, eu reagia involuntariamente àquela pressão movendo as ancas de modo a fazê-la roçar entre as nádegas.

Sabia que aqueles dois homens estavam tão excitados quanto eu. E este saber potenciava a minha própria excitação. Era o meu corpo que os punha naquele estado. Era o contacto das suas mãos nos meus seios, nas minhas ancas e no meu rabo que lhes fazia crescer aquelas ereções. Eu, tantas vezes tímida e acanhada, abria-me agora e deixava que eles sentissem a tesão que me proporcionavam. De cada vez que os dedos de um entravam na minha ratinha encharcada ou que os do outro sentiam como os bicos das minhas mamas estavam duros, não era apenas o prazer que estas carícias me provocavam mas também o facto de saber que eles percebiam como eu estava excitada.

João continuava a masturbar-me, ora dedilhando-me sabiamente o clitóris, ora introduzindo dois dedos e massajando a parede anterior da minha vagina. Olhei-lhe para o pénis e vi como apontava ereto para mim. Estendi o braço na sua direção e a minha mão fechou-se em torno daquela ereção. A pressão dos meus dedos fez com que a glande derramasse um pouco de fluido seminal. Lubrificada por este líquido fiz correr a pele para trás e para a frente num vai e vem cadenciado. Na palma da mão e na ponta dos dedos podia sentir-lhe a textura, o relevo das veias que o percorriam, a forma oblonga da cabeça. A extrema dureza que lhe intumescia o sexo deu-me uma vontade enorme de ser penetrada, de sentir um membro duro e potente abrir-me e preencher este meu túnel carente. Inclinei-me para a frente e com a mão livre agarrei o sexo de Afonso fazendo-o deslizar por entre as nádegas e sentindo como a glande se babava e me deixava o rabo molhado.

Tentando elevar o mais possível os quadris coloquei-lhe o sexo entre as coxas e os lábios vaginais. Ele agarrou-me pelas ancas e puxando-me para si fez a cabeça do pénis roçar a entrada da minha ratinha. Sem pressa em me penetrar o pau foi escorregando num movimento alternado, ora aflorando o meu grelinho, ora voltando para trás num deslizar molhado. Eu sentia como o falo me afastava os grandes lábios, como roçava nos lábios interiores, como a cabeça enorme daquele corpo os abria e como quando ele se encostava ao meu rabo a glande espreitava por entre as minhas coxas. Aquele contacto estava a deixar-me terrivelmente excitada e desejosa de o sentir penetrar-me. Debrucei-me um pouco mais para frente e com uma mão por entre as pernas guiei-o para a minha fenda sumarenta. Afonso deteve-se por um momento, a glande apenas a pressionar ligeiramente entre os lábios que eu com dois dedos mantinha abertos. Com ambas as mãos afastou-me as nádegas e o interior das coxas e eu senti como a cabeça do pénis abria caminho afastando-me as pétalas carnudas da vulva. As paredes da minha vagina foram-se dilatando à medida que, centímetro a centímetro, a grossura daquele membro avançava entre elas. Uma sensação indiscritível de prazer invadia-me e fazia-me esquecer tudo o resto. Quando ele se encostou ao meu traseiro, todo o interior da minha cona estava preenchido pelo enorme volume do seu pau. Durante um longo momento ficamos assim, o púbis encostado ao meu rabo, as suas mão mantendo-me firmemente colada a ele, o sexo enterrado profundamente dentro de mim. Sentia que os músculos da vagina se contraíam involuntariamente em torno do pénis provocando-me deliciosos espasmos. Lentamente senti-o deslizar em sentido contrário até sair por completo deixando atrás de si um vazio insuportável. Logo porém senti como de novo se enterrava entre as minhas coxas. Num vai e vem lento mas profundo começou então a comer-me dando-me um gozo que poucos homens me tinham dado.

Entretanto, João mantinha-se de pé à minha frente manuseando lentamente o sexo. O êxtase que pau de Afonso me provocava quase me fizera esquecer da sua presença. Ele olhava fixamente para nós como que hipnotizado pela visão das minhas nádegas e do membro enorme que por vezes Afonso retirava e esfregava entre elas. Olhei para ele e vi o brilho de tesão que os seus olhos irradiavam. A verdade é que me excitava ainda mais tê-lo ali a ver-me ser comida. Quando reparou que eu o olhava aproximou-se. O pau em riste, apenas a escassos centímetros da minha cara, apresentava a glande rubra e com a pele retesada pela pressão do sangue. Apoiei-me com uma mão na sua cintura tentando equilibrar-me pois por trás de mim Afonso aumentava o ritmo e o impulso com que me penetrava. Embora assoberbada pelas ondas de prazer que cada um destes impulsos despertava entre as paredes da minha ratinha, não conseguia despregar os olhos do membro ereto que tinha à minha frente. Por um minuto fiquei a contemplá-lo, embevecida pela sua forma, pela dureza que lhe adivinhava, pelo modo como apontava para mim num iniludível convite.

O pénis de João não tinha as dimensões quase exageradas do de Afonso, nem em tamanho nem em grossura, mas não deixava de ser um belo exemplar. Um pouco mais volumoso que o do meu marido, curvava ligeiramente para cima ao longo do tronco e terminava numa cabeça arredondada de onde escorria já um pouco de baba. A sua ereção apontava num ângulo ascendente deixando ver por baixo um par de testículos completamente depilados. Estendi o braço e com a concha da mão sopesei estas duas bolas. Fazendo-as rolar suavemente entre os dedos acariciei-as sentindo-lhes o redondo oblongo, como dois pequenos ovos. João aproveitou este meu gesto e aproximou-se mais fazendo com que a ponta do sexo me tocasse na cara. Rodei a cabeça para um lado e para o outro sentindo como a glande me deixava a pele da face molhada. Guiado pela sua mão o pénis roçou-me as maças do rosto, as pálpebras, o nariz e por fim os cantos da boca. Lambi avidamente a humidade que ali deixava e com a ponta da língua contornei-lhe a glande. Com os lábios estendidos como quem beija suguei aquela gota salgada que aparecia na pequena fenda. Depois abri a boca e engoli vorazmente o seu membro entesado até a glande se aconchegar na minha garganta. Ele agarrou-me a cabeça com ambas as mãos e pressionou-a de encontro ao ventre. Com os lábios colados à base do pénis contive a respiração enquanto pude. Quando ele retirou o pénis da minha boca um fio de saliva escorreu-me pelo queixo e pendeu por momentos num arco oscilante. Aspirei com sofreguidão o ar que quase me faltara e voltei a abocanhar a glande brilhante. Com o polegar e o indicador fiz ao mesmo tempo deslizar a pele alternadamente enquanto a minha boca chupava e lambia, sugava e beijava num gozo que tanto era dele como meu. A extrema tesão de sentir aqueles dois homens a usarem simultaneamente a minha cona e a minha boca estava a deixar-me perigosamente perto do orgasmo. De pernas afastadas, apoiada periclitantemente na cintura de João continuei a fazer-lhe aquele delicioso broche. As suas mãos ora me pressionavam a nuca fazendo com que o pénis me entrasse fundo na garganta, ora me espremiam os seios em apertões vigorosos. Por trás de mim Afonso comia-me com investidas que me faziam vibrar as coxas e oscilar as mamas. Tinha consciência que naquela posição, de rabo empinado, as minhas nádegas lhe davam um fabuloso espetáculo. Ele mantinha-as afastadas e eu adivinhava o seu olhar cravado no meu rabo aberto e mais abaixo no vai e vem do pau a arrastar os lábios carnudos da minha vagina. De vez em quando sentia-lhe o polegar percorrer-me o vale entre as nádegas, deter-se em círculos em volta do ânus ou pressioná-lo provocando-lhe deliciosas contrações.

A primeira vaga do orgasmo percorreu-me o corpo como um terramoto. Um terramoto cujo epicentro se encontrava entre as paredes interiores do meu baixo-ventre. Ali, estimulada pela fricção líquida do membro poderoso daquele homem, formou-se uma pequena explosão de sentidos. Em ondas frementes que me agitaram todo o corpo, aquela explosão propagou-se, alastrou, invadiu-me e encheu-me de um prazer infinito. As forças faltaram-me nas pernas e amparei-me no corpo de João deixando-me escorregar até ficar de gatas. Enquanto o orgasmo me dominava Afonso continuou colado a mim ajoelhando-se também e continuando a fornicar-me com uma energia imparável. Ainda mal recuperada do fabuloso orgasmo que acabara de ter sinto que me aperta contra si, o púbis pressionando as minhas nádegas, o sexo profundamente enterrado na minha vagina. Uma calor líquido e quente invade-me por dentro quando sinto a primeira golfada de esperma. Incapaz de conter um grito comecei a vir-me de novo. Ele, continuando a descarregar o seu prazer bem no fundo do meu canal vaginal, volta a comer-me em estocadas de renovada violência. A cada uma destas estocadas um novo jato de sémen me inundava e o membro deslizava agora dentro de mim num mar de esperma e fluido vaginal. O seu orgasmo, tal como o meu, parecia interminável. Sentia que a cada investida do pénis a minha ratinha e o meu rabo se contraíam em insuportáveis espasmos de gozo. Perdida de toda e qualquer noção da realidade, entreguei-me desabridamente às sensações que me dominavam. Da minha garganta soltavam-se gemidos roucos que se transformavam em gritos e vocalizações incoerentes. Contrariamente à minha índole proferi obscenidades, pedi que não parasse, que me fodesse com força, que fizesse de mim a sua puta, que me enchesse com o seu leite quente e espesso. Não sei ao certo se este foi um orgasmo anormalmente longo ou uma sucessão interminável de orgasmos. Por fim toda a energia se drenou do meu corpo. Deixei-me cair sobre uma toalha ensopada em suor e fiquei estendida de borco. Toda eu tremia num frémito incontrolável que só aos poucos foi acalmando. Afonso, também ele exausto, jazia deitado em cima de mim. Após alguns momentos em que tentávamos recuperar o folego senti que o pénis ainda ereto lhe escorregava para fora da minha ratinha e que ele rolava sobre mim deixando-se cair a meu lado. Podia ouvir-lhe a respiração ofegante e estávamos ambos cobertos de transpiração.

À medida que as batidas do meu coração iam recuperando o seu ritmo normal fui dando conta de onde estava, retomando o sentido da realidade. João estava sentado encostado à parede e olhava-nos com um misto de perplexidade e admiração. Tinha assistido atentamente enquanto Afonso me comia. Imaginei como se devia estar a sentir. Eu tinha começado aquela brincadeira com os dois mas a certo ponto deixara-me levar pelo meu próprio prazer e ele tinha acabado por ficar de fora. No entanto naquele momento eu nada mais tinha para dar. Estava exausta e cheia de sede, já para não falar de uma vontade enorme de me meter debaixo de um chuveiro.

Afonso foi o primeiro a levantar-se seguido de João. Com a ajuda dos dois consegui pôr-me de pé. Enquanto me enrolava numa das toalhas, pois não sabia já qual era a minha, sentia as pernas ainda trémulas e a cabeça um pouco zonza. Saímos para o corredor onde reparei no olhar de inveja que os outros singles deitavam aos meus companheiros. Um pouco encabulada pois certamente os meus gemidos e exclamações teriam sido audíveis fora do quarto, caminhei entre eles de olhos baixos na direção dos chuveiros. A cada passo que dava sentia escorrer pelo interior das coxas o esperma de Afonso desejando ardentemente que ninguém reparasse. Felizmente não havia ninguém nos duches. Debaixo dos jatos quentes ensaboei-me de olhos fechados indiferente ao facto de estar nua ou de alguém estar a olhar. A sensação da água a escorrer-me pela pele era revigorante e não tive pressa em abandoná-la. Quando terminei vi que João e Afonso estavam já com as toalhas em volta da cintura. Este último acercou-se de mim e deu-me um beijo na face dizendo que tinha gostado muito mas que tinha que se retirar. Fizemos ali as nossas despedidas e fiquei a vê-lo afastar-se pelo corredor a caminho dos vestiários.

Olhei para João que continuava a meu lado com aquele se ar expectante. Acho que pela primeira vez reparei nos seus olhos. As pálpebras de longas pestanas rodeavam a pupila de um castanho claro, quase esverdeado. Ele olhava-me como que a tentar adivinhar se tínhamos ficado por ali ou se poderia contar com algo mais. Eu podia imaginar como ele se sentia. Depois das carícias que tínhamos trocado no banho turco e depois de ter assistido ao que se tinha passado no quarto escuro, o pobre rapaz estava desesperadamente necessitado de descarregar toda aquela tensão. No entanto eu estava morta de sede e a precisar urgentemente de beber água. Como que adivinhando o meu pensamento, virou-se para mim e perguntou se eu não queria beber nada. Tentei que a minha resposta não parecesse uma promessa mas no fundo sabia que aquela noite ainda não tinha terminado. Quando abandonávamos a zona dos duches ele pegou-me na mão. Não sei se esta atitude era genuinamente carinhosa ou se se destinava a sinalizar aos outros singles que eu estava com ele. De qualquer modo achei divertido percorrer aquele corredor de mão dada como se fossemos um casal.

No bar estava a senhora que eu antes tinha visto na sala das grades rodeada de alguns homens, entre os quais aquele que eu pensava ser o marido ou companheiro. Pelas gargalhadas pareciam envolvidos numa conversa animada. Aproximámo-nos do balcão e pedimos duas garrafas de água. O empregado ao ver-me de mão dada com alguém que ele sabia não ser o meu marido piscou-me disfarçadamente o olho e fez um sorriso cúmplice. Sentámo-nos num dos maples e ficámos por ali um bocado a conversar. João contou-me que era divorciado e que vinha uma vez por outra à sauna. Que a maior parte das vezes nada de especial acontecia mas que era sempre agradável pois mais que não fosse passava um bom bocado na sauna seca ou no banho turco. Depois foi-me fazendo algumas perguntas a que eu tentei responder sem revelar demasiado sobre mim. Admirou-se de eu ser casada e frequentar a sauna. Eu respondi-lhe que o fazia com conhecimento e aprovação do meu marido ao que ele retorquiu que eramos um casal com a sorte de compartilhar este tipo de experiências. Pensei para comigo que ele não podia ter dito nada mais acertado. De facto considero que tenho sorte por eu e o Charlie gostarmos das mesmas coisas e termos fantasias que se complementam. Quando parecia não haver mais nada a dizer a conversa esmoreceu e eu fiquei a brincar com a garrafa de plástico vazia à espera sem saber bem de quê. Um de nós tinha que dar algum sinal mas eu não me sentia com coragem para o fazer. Como se a atmosfera do sítio em que nos encontrávamos tivesse trazido de volta os meus pudores. Olhei para ele e vi que tinha o olhar fixo num ponto algures no meu colo. Só então reparei que a toalha se tinha aberto deixando ver a estreita faixa de pelos entre as minhas coxas. Quando percebeu que eu notara o seu interesse riu-se com um riso franco e perguntou se eu não queria ir dar mais uma volta pelo espaço. Este era o sinal que eu estava à espera e respondi prontamente que sim.

Novamente de mãos dadas demos uma volta completa por aqueles corredores. Espreitamos na sala das grades mas estava vazia. Demos a volta pelo jacúzi onde havia um casal que beijava e dois singles que observavam. Continuamos passando novamente pelos chuveiros e pela sauna seca e voltamos ao corredor que conduz aos vestiários. Dois tipos encostados à parede olharam para nós tentando perceber se eramos um casal à procura de companhia. Ali, algumas portas fechadas davam a entender que os respetivos quartos estavam ocupados. Ao passar por um dos quartos cuja porta estava aberta espreitei e vi que se encontrava desocupado. João aproveitou a deixa e sugeriu que entrássemos. Quando ele fechou a porta ficamos mergulhados na escuridão. Apenas a ténue luminosidade que se escoava pelos buracos na parede projetava sobre o divã três círculos mais claros. Às apalpadelas procuramos o interruptor esbarrando um no outro. Quando ele finalmente conseguiu dar com o botão uma fraca claridade invadiu o quarto.

João aproximou-se, colocou as mãos na minha cintura e beijou-me. Abracei-o também e correspondi a este beijo. Por um longo minuto as nossas bocas colaram-se fazendo crescer em ambos o desejo. Enquanto as nossas línguas se acariciavam senti que ele me abria a toalha. Apesar de toda a excitação que já tinha tido naquela noite, o toque das suas mãos quentes na minha pele fez-me estremecer. Entre beijos e afagos as toalhas foram deslizando até caírem num monte enrodilhado a nossos pés. Os nossos corpos colaram-se, sentiram o calor um do outro, pele com pele, os meus seios ficaram espalmados de encontro ao seu peito e nas coxas senti a pressão do pénis que acordava e endurecia. Peguei-lhe nas mãos e coloquei-as sobre as mamas sentindo como os mamilos se dilatavam entre os seus longos dedos. Ele mordeu-me o lóbulo do ouvido, depois desceu com a boca pela curva do meu pescoço e pelos ombros. Por onde os seus lábios passavam deixavam um rasto molhado e um arrepio de volúpia. João estava a deixar-me de novo acesa. Com as mãos por baixo dos meus seios levantou-os e beijou-lhes demoradamente os bicos. Coloquei-lhe as mãos por trás da cabeça e com uma pressão suave fi-lo descer pela peito e pela barriga. Guiado pela minha mão percorreu-me o ventre, explorou com a língua o meu umbigo e continuou a descer até os seus lábios me roçarem o pequeno triângulo púbico. Cada centímetro da minha pele por onde a sua boca passava ia vibrando através dos meus nervos táteis em deliciosa harmonia. Sem pressas deteve-se naquele vale onde termina o ventre e começam as coxas. Depois de o percorrer de lado a lado e de cima a baixo com suaves chupões, doces beijos e pequenas dentadas, procurou com a língua o pequeno bolbo onde os lábios da vagina se unem. Ansiosa por lhe sentir a boca levantei uma perna e, não tendo outro apoio, coloquei o pé num dos buracos da antepara que nos separava do espaço contínuo. Fiquei assim com o pé esquerdo sobre a napa do divã e o joelho direito fletido. As minhas coxas afastadas deram-lhe acesso à fenda carnuda e gulosa entre elas se abria.

Eu estava de novo excitada e sabia que a sua boca ia encontrar a minha ratinha molhada não apenas da minha própria humidade mas também do sémen de Afonso. Por um momento hesitei em deixá-lo fazer-me oral, mas a tesão que invadia falou mais alto. Devo confessar que acho terrivelmente erótico fazerem-me um minete depois de ter sido possuída e de me terem deixado a vagina cheia de esperma. Adoro quando o meu marido me fode e depois me lambe toda até me fazer vir. Mas quem ali estava de joelhos não era o Charlie e eu sabia que alguns homens sentem uma repulsa estúpida em o fazer. Nunca entendi porque gostam de ejacular na minha boca mas tem nojo de lamber a o seu próprio sémen. Para mim é sem duvida uma tesão enorme sentir que me estão a lamber a ratinha toda esporradinha. João não parecia importar-se com estes tabus e aplicou-se com mestria num delicioso sexo oral. Com a boca foi-me percorrendo as virilhas e os lábios vaginais enquanto com as mãos me acariciava o interior das coxas ou com um dedo procurava entre as nádegas o olhinho do meu rabo. Senti como a língua passava entre aquelas duas tenras membranas num vai e vem fluído e delicado, como os seus lábios se fechavam em volta do botão ereto do meu clitóris, ora sugando ora beijando, como com os dedos me abria e explorava o interior escorregadio da minha gruta. Encostada à parede num equilíbrio um tanto precário recebia as suas atenções sentindo-me cada vez mais subjugada pelo prazer que a sua boca me dava. Coloquei um dedo de cada lado da ratinha de modo a manter os lábios afastados deixando o clitóris ereto sobressair sob o seu manto rosado. João colou os lábios em torno deste meu botão sensível e sugou-o ao mesmo tempo que com a ponta da língua o massajava numa carícia deliciosa. Os seus beijos e lambidelas estavam a deixar-me imensamente excitada e eu sentia que se ele continuasse ia conduzir-me a um novo orgasmo. Mas por muito bem que me soubesse o que ele me fazia, eu não queria vir-me ainda.

Deixei que me continuasse a lamber a coninha durante mais um pouco e depois afastei-lhe a cabeça. Ele olhou para mim interrogativamente e, algo contrariado, pôs-se em pé. Dei-lhe um beijo e disse-lhe que agora era a minha vez. Ignorando os seus protestos encostei-o à parede e agachei-me à sua frente. Fiquei por um momento a contemplar o pénis que se me oferecia numa orgulhosa ereção. A glande sobressaía do tronco como um grande morango apetitoso. Uma fina penugem alourada formava um triângulo invertido logo acima da base e, por baixo, os testículos deixavam adivinhar a sua forma oval através da pele depilada do escroto. Com a ponta do indicador toquei neles provocando uma ligeira contração que fez estremecer o seu dono. O meu dedo percorreu-lhe a parte inferior do pénis desde a base até à cabeça. Depois envolvi-o com a mão e apoiando o polegar sob a glande fui-o movendo em pequenos círculos espalhando a humidade que a tesão lhe fazia nascer. Com a outra mão acariciei o interior da coxa, subindo lentamente desde o joelho até à virilha. Aproximei-me mais e deixei que a glande inchada me tocasse na face. Com o pénis encostado à cara olhei para ele e vi como os seus olhos seguiam cada um dos meus movimentos.

Sei como é excitante para um homem poder observar enquanto lhe fazemos oral. O meu marido adora ver como a lhe chupo o pénis, como a minha boca se fecha em torno dele, como o lambo ou o passo pelos lábios. Com o tempo aprendi que este é um fetiche comum a quase todos os homens e eu própria gosto de saber que esta visão os excita, gosto de sentir que me observam, que lhes dou tesão. É algo difícil de explicar mas que decerto muitas leitoras entenderão. Chupar um pénis, fazer um broxe, senti-lo teso na boca, senti-lo deslizar molhado nos lábios, aflorar-nos o céu-da-boca ou engoli-lo até nos tocar na garganta é para mim, e estou certa para muitas mulheres, uma situação terrivelmente erótica. Saber que um macho nos oferece aquele pedaço de virilidade, que lhe damos um gozo imenso, que ele nos usa ao mesmo tempo que se deixa usar é algo que sempre me deixou rendida ao desejo.

Deste modo comecei a fazer-lhe um broxe nunca deixando de o fitar. A sensação de ter na boca aquele membro duro, de sentir com a ponta da língua o relevo em torno da cabeça, de saborear o gosto ligeiramente amargo e salgado do fluido que ia libertando excitava-me quase tanto como se o sentisse dentro de mim. Com estes pensamentos na mente, abocanhei-lhe o pau e comecei a chupá-lo com vontade. Com uma mão por entre as suas pernas ia-lhe apalpando as nádegas e os testículos enquanto com a outra deslizava os dedos ao longo do tronco num escorregar lubrificado pela saliva. A minha boca ora lhe engolia todo o comprimento do sexo até o sentir fundo na garganta, ora ficava por momentos apenas com a glande entre os lábios, saboreando-a e massajando-a com a língua. Por vezes tirava-o da boca e ficava a olhar aquele fruto suculento de onde escorria um fio brilhante. Ele, de costas apoiadas na parede, correspondia aos meus movimentos empurrando a bacia para a frente e eu sentia como as suas nádegas se contraíam quando me enterrava o membro teso na boca. Estar a fazer aquele broxe deixava-me a mim própria terrivelmente excitada. De cócoras com os joelhos afastados sentia-me toda aberta e com uma vontade enorme de ter aquele pedaço de tesão dentro de mim. De vez em quando passava a mão entre as coxas e sentia como o meu clitóris estava teso e como a minha ratinha estava molhada.

A certa altura não aguentei mais, com uma última chupadela olhei-o nos olhos e deixei-me cair para trás. Deitada de costas sobre o monte das nossas toalhas, levantei as pernas e segurei-as assim por baixo dos joelhos. De coxas afastadas mostrava-lhe esta minha flor de carne com as suas duas pétalas abertas. Ele ajoelhou-se há minha frente e por um momento deixou o olhar vaguear pelo meu corpo oferecido até se fixar no interior rosado da minha vagina. Dir-se-ia que hesitava perante a visão das minhas longas pernas, da brancura suave das coxas ou do redondo das nádegas. Ou talvez quisesse antes disfrutar momentaneamente a antecipação do prazer que aquele fenda aberta e sumarenta prometia. Eu podia ver como o sexo, ainda molhado da minha boca, apontava para mim numa ereção perfeita e como latejava com o sangue que lhe pulsava por dentro. Da pequena fenda por baixo da cabeça escorria um longo fio de líquido incolor que pingou numa gota sobre a minha ratinha. Com uma mão agarrei-lhe o pénis e pressionei-o sobre o clitóris vendo como um pouco mais daquele licor se derramava e escorria por entre os lábios abertos da minha vagina. Fiz deslizar a glande para um lado e para o outro como se me estivesse a masturbar rodando-a em volta do grelinho. Todo o meu sentir estava concentrado naquele ponto onde os nossos órgãos eretos e lubrificados pelos fluidos de ambos se tocavam num contacto eletrizante.

Por fim, não podendo mais resistir à tesão que me subjugava, guiei-lhe o pénis para dentro de mim e senti como lentamente ela me abria, como aquele membro tumefacto me afastava as paredes da vulva e como estas se fechavam em volta dele num abraço húmido. Os nossos olhares estavam colados um no outro à medida que o pénis deslizava lentamente para dentro do meu túnel escorregadio. Quando o senti todo dentro da vagina cruzei-lhe as pernas por trás da cintura e pressionei-o fazendo-o penetrar um derradeiro centímetro. A sensação de o ter todo enterrado era maravilhosa, inebriante, a ponto de me fazer nascer lagrimas nos olhos.

Apercebi-me que pelos buracos havia singles a espreitar e isso deu-me um gozo adicional. Sabia que eles podiam ver com clareza o que ali se passava. Na minha mente visualizei dois ou três tipos do outro lado da fina parede, de gatas ou ajoelhados no chão com um olho colado ao glory hole e a masturbarem-se vendo-me de pernas no ar, toda aberta, com o pénis de João a entrar e sair arrastando os lábios brilhantes e molhados da minha cona. Imaginei-os a manusearem os sexos, cada um deles desejando estar no lugar dele, cada um deles desejando ser ele a estar ali a comer-me. Imaginei aqueles paus tesos a virem-se derramando no chão o esperma que gostariam de ejacular sobre as minhas mamas.

Uma investida mais forte de João fez-me esquecer estas perversas imagens. De cada vez que ele se enterrava em mim sentia que um pouco de fluido se derramava dos lábios da minha vagina e me escorria por entre as nádegas. Os testículos roçavam-me molhados no ânus fazendo-o contrair-se num espasmo de prazer. As suas pernas fortes entre as minhas coxas e o peso do seu corpo sobre o meu faziam-me sentir fêmea. Fêmea que se oferecia e se entregava àquele macho possante, viril, sem pudor nem vergonha, apenas desejosa do prazer, do gozo que ele me dava.

João agarrava-me as mamas com as suas mãos fortes fazendo os mamilos sobressaírem tesos no meio das auréolas rosadas, chupava e lambia cada um deles enquanto me fodia aumentando progressivamente o ritmo. O sexo entesado entrava e saía entre as minhas coxas deslizando sem atrito, lubrificado pela crescente humidade que ressumava desta minha fenda gulosa e eu sentia-lhe a cabeça roçar de encontro àquele ponto tão sensível na zona anterior do canal vaginal. As minhas mamas oscilavam e todo o meu corpo vibrava com os seus impulsos. Com as pernas elevadas, tentando abrir-me o mais possível, recebia a penetração com indiscritível gozo. A sua boca ora me beijava os lábios e mordia o pescoço, ora se colava nos globos prenhes dos meus seios sugando-me os mamilos inchados. Eu correspondia a estes beijos deixando que a sua língua me penetrasse entre os lábios ou introduzindo a minha entre os seus e sentindo como elas se enrolavam num bailado voraz. De vez em quando, num impulso mais forte, o seu membro saía fora da minha coninha e ele, antes de o meter de novo dentro de mim, fazia o tronco deslizar sobre o meu grelinho ou roçava a glande entre as minhas nádegas deixando-me o rabo molhado. João apercebia-se quando eu estava quase a vir-me e abrandava o ritmo ou chegava mesmo a parar, deixando-me suspensa naquele limiar à beira do clímax. Por diversas vezes foi prolongando assim o meu gozo fazendo-me acumular uma enorme tensão sexual. Quando, já não aguentado mais, sentindo que se formava no amago do meu ventre o prenúncio do orgasmo, puxei-o contra mim com quantas forças tinha. Com o sexo profundamente enterrado na vagina, a base do pénis a pressionar deliciosamente o clitóris e sentindo entre as nádegas abertas os testículos a roçarem-me o ânus, comecei a vir-me descontroladamente. Os músculos vaginais contraíram-se em torno do membro ereto como que querendo aprisioná-lo. Em êxtase sentia a glande roçar naquele pequeno bolbo macio na parte da frente da vagina e dali irradiarem ondas de prazer que me inundavam os sentidos. A cada investida do pénis um fluxo de líquido vaginal libertava-se e escorria por entre os nossos sexos deixando-nos encharcados. João não parou e continuou a comer-me desenfreadamente prolongando assim o meu orgasmo. Durante um minuto que me pareceu uma eternidade vim-me abundantemente. Esquecida de tudo, como se nada mais existisse à face da terra gozei o sublime prazer que aquele homem me dava. Por fim os espasmos que me percorriam o corpo acalmaram até não serem mais que um ligeiro tremor e uma ou outra contração involuntária dos músculos vaginais.

Quando se apercebeu que aquela minha explosão dos sentidos se esbatia imobilizou-se e beijou-me ternamente a face e os lábios. No abandono que sucede ao clímax as suas meigas carícias deixavam-me enternecida e sabiam-me bem mas eu sentia pela dureza do sexo que tinha dentro de mim que ele não se viera. Olhei-o nos olhos e vi o brilho que não lhe deixava esconder a urgência do desejo. Sem que fossem necessárias palavras ambos soubemos o que o outro estava a pensar. Lentamente João fez deslizar o pénis para fora de mim. Quando a glande emergiu de entre os meus lábios vaginais o sexo empinou-se para o ar como que impulsionado por uma mola. Soergui-me sobre um cotovelo e fiquei a olhar para aquele membro que latejava numa ereção imponente. Ele aproximou-se e ficou por cima de mim com um joelho apoiado de cada lado do meu corpo oferecendo-me o pénis brilhante do meu próprio fluido vaginal. Com uma mão por entre as suas coxas acariciei-lhe os testículos que pendiam como dois ovos cheios e pesados. Ao mesmo tempo puxei-o mais para mim até o sexo me tocar nos mamilos que continuavam eretos. João fez deslizar a glande babada sobre eles e em volta das mamas, deixando-as molhadas e escorregadias. Com ambas as mãos juntei os seios de modo a ficar com o pénis entre eles. As minhas mamas volumosas aconchegavam-no deixando apenas a glande a espreitar apontada ao meu queixo. Ele debruçou-se sobre mim e apoiando as mãos por trás da minha cabeça começou com movimentos suaves a deslizar o sexo entre os meus seios. Pela fenda na pontinha da glande um lento escorrer de fluido seminal deixava-os molhados e lubrificava este vai e vem. Eu olhava ora para os seus olhos brilhantes de luxúria ora para a cabeça intumescida e arroxeada que aparecia e desaparecia alternadamente entre as minhas mamas. João continuava a penetrar aquele rego macio entre os meus seios. Por vezes pegava no pau e esfregava-me a glande nos mamilos deixando-os babados. Outras vezes dava-ma à boca para que a lambesse ficando como que hipnotizado a ver os longos fios de líquido translucido que pendiam entre ela e a ponta da minha língua. Eu acompanhava os seus movimentos masturbando-lhe o pénis entre os globos opulentos das mamas ou lambendo a face inferior da glande quando ela se aproximava mais da minha cara. Pela sua expressão apercebia-me do gozo que aquilo lhe proporcionava e esse gozo refletia-se em parte sobre mim própria.

Através dos buracos na parede chegavam-me aos ouvidos os murmúrios com que do outro lado os singles comentavam o espetáculo que lhes oferecíamos. Uma vez por outra algum deles enfiava uma mão por um daqueles buracos e tentava apalpar-me. Eu mantinha-me fora do seu alcance mas sentia os seus olhares cravados entre as minhas pernas abertas. A verdade é que me dava um certo gozo saber que me observavam. Por vezes este meu lado exibicionista vem ao de cima e a minha natural timidez é substituída por um prazer perverso em mostrar-me. Acho imensamente erótico estar a fazer um broxe ou a ser comida e ter à minha volta uns quantos homens a ver enquanto se masturbam. Gosto de ver como manuseiam os paus com a tesão estampada no rosto. Como os seus olhares seguem cada um dos meus gestos, cada estremecer das minhas nádegas ou cada abanar das minhas mamas. Tive pois o cuidado de manter as coxas afastadas de modo a dar-lhes uma visão inspiradora para o seu onanismo. Por trás de cada um daqueles buracos havia um homem a masturbar-se imaginando como seria estar a foder comigo.

Um estremecimento de João fez-me abandonar estes pensamentos. Ele imobilizou-se momentaneamente, o corpo hirto, a cabeça inclinada para trás, no rosto uma expressão de êxtase, as mãos apertando o sexo entre os meus seios. Percebendo que este era o primeiro sinal do orgasmo eminente, apertei-lhe as nádegas com força e com dois dedos fiz pressão sobre o ânus. Ele emitiu um gemido rouco e profundo e da glande jorrou um arco de esperma que veio aterrar nos meus cabelos. Aquele membro imponente continuou então a ejacular numa torrente que parecia não ter fim. Um após outro jatos de leite espesso elevavam-se alto no ar descrevendo longas parábolas antes de caírem sobre as minhas mamas ou sobre a minha cara. Elevando o pescoço coloquei os lábios em torno da cabeça do pénis a tempo de receber na boca algum daquele precioso fluido. Excitada pela situação senti como a glande ejaculava o sémen salgado sobre a minha língua. Quando por fim aquela fonte secou fiquei ainda algum tempo chupando e engolindo as últimas gotas até sentir que o sexo de João começava a perder rigidez. Ele debruçou-se sobre mim e beijámo-nos como se fossemos amantes de longa data pois ambos flutuávamos ainda naquela calma que sucede ao prazer satisfeito.

Abandonámos o quarto novamente de mãos dadas sob o olhar dos homens que flanavam pelo corredor e fomos diretamente para os chuveiros. Com o peito e parte da face coberto de esperma nem me preocupei em cobrir a nudez. Aquela noite tinha terminado e toda a minha vergonha e pudor haviam-se evaporado.

Já vestida parei um momento a conversar com o sempre atencioso empregado. Com um sorriso maroto a iluminar-lhe a expressão mandou cumprimentos para o meu marido. Retribui o sorriso piscando o olho e respondi-lhe com a frase habitual – “serão entregues”.

Enquanto caminhava pela rua deserta pensei como a noite tinha sido bem passada. Quando Charlie regressasse havíamos de voltar ali os dois.