terça-feira, 17 de setembro de 2013

Norte a dois

Saíram da vila pela estrada que serpenteava em direcção ao norte e à fronteira. Cada curva parecia ter sido desenhada para os fazer cair na ravina. Alternando entre a segunda e a terceira mudança o carro foi subindo lentamente por entre túneis de vegetação. Pelos vidros abertos o calor do fim da manhã entrava trazendo o aroma dos pinheiros e dos eucaliptos. No fundo do vale, para a esquerda, as lagoas das barragens reflectiam o sol em explosões de luz que ofuscavam a vista. A faixa cinzenta da estrada subia íngreme por entre maciços de arvores, entrecortados aqui e além por campos cultivados. Nas bermas erguiam-se por vezes escarpas de granito que faziam pensar em sentinelas gigantes daquele mundo onde estavam prestes a entrar. À medida que as últimas povoações foram ficando para trás, a paisagem tornou-se mais selvagem. As copas das arvores fechavam-se por cima deles, engolindo tudo num fascínio de verde. Os escassos raios de sol que conseguiam atravessar a folhagem davam à mata um toque de magia, como algo saído de um conto de fadas. Lara sentiu um arrepio e reparou que o termómetro do painel de instrumentos tinha descido alguns graus. O calor que se fazia sentir no vale era agora substituído por uma aragem fresca que lhe fez os mamilos ficarem erectos sob o tecido fino da blusa. A seu lado Charlie conduzia devagar, em parte para absorverem toda a beleza em que se sentiam imersos, mas também porque as constantes curvas apertadas não permitiam maior velocidade. De quando em quando ela olhava-o com um misto de ternura e desejo. Concentrado na condução, a mão direita movendo-se entre o volante e alavanca de mudanças, quando se apercebia do seu olhar retribuía-lho com um sorriso. Usava uma t-shirt azul e calções beijes e nos pés trazia umas sandálias velhas. Ela colocou-lhe a mão na coxa e acariciou-a sentindo-lhe o calor da pele. Fechou os olhos e deixou-se embalar pelos balanços do carro. Pela mente foram-lhe passando recordações de algumas coisas que haviam feito juntos. Amavam-se profundamente e este amor era acompanhado por uma cumplicidade muito grande. Juntos havia pouco mais de quatro anos, desde o inicio da relação que ambos sabiam e respeitavam as fantasias um do outro. Ambos tinham passados que não deixavam grandes saudades. Um no outro tinham encontrado a alma gémea, o companheiro de vida, o amigo dedicado e certamente o amante ideal. Juntos tinham explorado caminhos que nunca teriam tido coragem de aflorar com outras pessoas. Tinham decidido passar este dia no meio da natureza e Lara esperava que encontrassem um sitio bonito e deserto onde pudessem estar juntos, relaxar e fazer amor. Ambos gostavam dessas pequenas aventuras em que ao prazer do sexo se juntava a adrenalina do risco. Num passado recente tinham tido desses momentos extremamente intensos. Algumas vezes sabiam que estavam a ser observados e isso era algo que os excitava a ambos. Uma ou outra vez tinham mesmo permitido que um observador mais afoito se juntasse a eles. Haviam assim concretizado fantasias que eram dos dois. Lara recordou a primeira vez que tinha estado com dois homens, uma surpresa que Charlie lhe tinha feito. Recordou a vergonha que tinha sentido nos primeiros momentos e que depois se tinha transformado na descoberta de prazeres que não suspeitara. Estas e outras recordações foram desfilando por trás das suas pálpebras cerradas e ela sentiu um calor vindo de dentro invadir-lhe o corpo. A sua mão subiu pela coxa de Charlie e os dedos introduziram-se pela perna dos calções. Ele olhou para ela e viu-a recostada no banco. As pernas semi-abertas revelavam por baixo da malha justa das leggings o volume dos grandes lábios deixando perceber a fenda que os separava. Esta visão juntamente com o contacto da mão de Lara na sua virilha provocaram-lhe um principio de erecção e instintivamente diminuiu a pressão no pedal do acelerador. Continuou a conduzir devagar pela estrada que passava agora numa zona mais ensolarada. Sentiu o pénis ficar mais duro à medida que as pontas dos dedos dela lhe acariciavam os testículos. Pelo canto do olho viu que Lara tinha introduzido a outra mão dentro das calças e que se acariciava lentamente. Através do tecido da blusa notavam-se os seus mamilos salientes e ele percebeu que ela estava a ficar excitada. O dia que tinham planeado prometia ser cheio de prazer e erotismo. Também ele se recordava das vezes que tinham realizado as suas pequenas loucuras. Contrariamente ao que acontecia com outros casais, entre eles não havia ciúme. Pelo menos a nível físico. Das vezes que tinha partilhado o corpo de Lara com outros homens, isso dera-lhe um prazer enorme. Na sauna ou na praia, algumas vezes em casa ou no motel, tinham juntado outros parceiros às suas brincadeiras amorosas. Ele sabia que, embora fosse algo que faziam esporadicamente, o sal e a emoção que isso trazia à relação, os tornava mais unidos, mais confiantes um no outro e em si próprios. Enquanto pensava em tudo isto apercebeu-se que se estavam a aproximar do seu destino. Finalmente passaram a ponte que atravessava o rio. Não era permitido estacionar naquele sitio e assim subiram durante mais dois quilómetros e estacionaram junto ao pequeno aglomerado de edifícios junto à fronteira espanhola. Lara endireitou-se no banco e olhando para ele perguntou se já tinham chegado. Saíram do carro, pegaram nas mochilas iniciaram a descida pelo mesmo caminho, mas agora a pé. Ao fim de quinze minutos estavam na ponte. Em baixo, o rio formava uma pequena lagoa de água límpida e azulada onde várias pessoas tomavam banho. Crianças nadavam ou brincavam nas quedas de água. O local era de uma beleza espectacular. Apenas a presença de gente destoava. De mãos dadas, comentaram entre eles como seria um local ideal para fazerem amor se não se encontrasse “poluído” pela presença humana. Charlie que conhecia a zona assegurou-lhe que não iam ficar naquele sitio. Ao longo da margem direita do rio havia um caminho que subia pela montanha e ele garantiu-lhe que andando um pouco encontrariam locais acessíveis onde ninguém se aventurava. A mole de turistas e veraneantes contentava-se em ficar naquele sitio em vez de se darem à canseira de subir dois ou três quilómetros por um caminho que os invernos com as chuvas e os nevões tinham tornado difícil. Durante algum tempo ficaram a contemplar a paisagem magnífica. Por fim, colocadas de novo as mochilas às costas, iniciaram a caminhada. Ao fim de pouco tempo tinham deixado para trás a confusão e os gritos das crianças. Caminhavam por uma estrada de terra batida que, passados os primeiros duzentos metros, deixava de merecer o nome de estrada. O piso irregular, juncado de pedras, atravessado por raízes, tornava difícil o andamento. Este era o caminho que conduzia às antigas minas de volfrâmio, havia muitas décadas encerradas. Ladeado de um lado pelo vale, onde de quando em quando se entrevia o rio, e pelo outro lado pela montanha que subia íngreme em desfiladeiros de granito, o trilho subia sempre. A acompanhá-los, o murmúrio das pequenas quedas de água fazia-se ouvir mais ou menos intenso, consoante as curvas do caminho se aproximavam ou afastavam do rio. Nos troços em que não havia árvores, sentiam o sol queimar e pequenas gotas de transpiração escorriam-lhes pelas têmporas. Mas logo mais à frente, uma sombra refrescante os acolhia. Então paravam para descansar e beber água. Caminharam durante cerca de uma hora até encontrarem um local onde lhes pareceu que era possível descer. Ali, por trás do tronco retorcido de um pinheiro, um carreiro descia em direcção à torrente. Com alguma dificuldade, apoiando-se nas raízes e evitando as pedras soltas, desceram por entre o emaranhado de ramos e folhas. A aspereza da descida foi compensada pela visão deslumbrante de uma natureza aparentemente intocada. O fundo do vale era de uma beleza selvagem e ao mesmo tempo grandiosa, que os fez sentir como Adão e Eva antes de serem expulsos do Éden. De um lado ao outro, grandes blocos de granito arredondados pelas torrentes de mil invernos, amontoavam-se ao acaso. À distância viam-se as montanhas altíssimas, cobertas por manchas de vegetação entrecortadas por zonas de pedra nua. Por entre as pedras cresciam ao acaso pinheiros e salgueiros, tufos de urze e de juncos. O ar rescindia a rosmaninho e alecrim. Atentos onde pisavam para evitar uma queda, foram saltando por cima das pedras guiados pelo som sempre presente da corrente. Charlie, mais habituado a este tipo de terreno, ia à frente. Lara seguia-o, sempre a pedir-lhe que esperasse por ela, e não querendo revelar o receio que sentia do aparecimento de alguma cobra, lagarto ou bicho quejando. Quando por fim alcançaram um local onde a superfície da rocha era plana e espaçosa, suspirou de alivio e pousando a carga ficou a contemplar a imensidão do espaço que os rodeava. Nada á sua volta sugeria a presença de gente. O caminho por onde tinham subido encontrava-se cem metros mais acima, do lado da margem esquerda do rio e completamente oculto por trás de uma cortina de arvoredo. A alguns passos a rocha formava um declive suave que se prolongava debaixo de água. Dois enormes blocos de granito tapavam completamente a visão de quem se aproximasse vindo do lado do carreiro e uma pequena moita proporcionava alguma sombra. Charlie com o seu sentido prático, tratava já de tirar as toalhas de dentro das mochilas, de colocar as garrafas de água entre as pedras da corrente a fim de as manter frescas, de pôr a bolsa com a merenda à sombra… em suma de estabelecer o acampamento. Depois de tudo devidamente arrumado, ela viu-o descalçar-se e despir a camisola e deixar-se escorregar para dentro de água. O fundo do rio era constituído de pedras roladas que alternavam entre vários tons de cinzento, rosa e alaranjado. Com água pelas coxas Charlie chamava-a e acenava-lhe para que se juntasse a ele. Depois da caminhada e do calor do meio dia, a frescura de um banho era certamente convidativa. Lara certificou-se que não havia ninguém nas imediações despiu-se e vestiu o bikini preto que tirou de dentro de uma das mochilas. Cuidadosamente deslizou pela superfície escorregadia para dentro de água. Um arrepio fez-lhe estremecer o corpo. Aproximou-se de Charlie e encostou-se a ele. Ele por sua vez abraçou-a e ela sentiu novo arrepio ao contacto dos seus corpos. Ao fim de uns minutos a água já não parecia tão fria. Sentiu a mão molhada de Charlie nos ombros quentes e soube-lhe bem. Sozinhos no meio de uma paisagem idílica ficaram a saborear o momento ouvindo o marulhar da corrente, o canto de uma cigarra e longínquo arfar da brisa na copa dos pinheiros. Aos poucos as suas mentes esvaziaram-se de tudo o que não fossem eles próprios, o seu amor recíproco e a calma daquele vale paradisíaco. Na pele sentiam a força do sol que àquela hora se encontrava quase a pino. Charlie mergulhou na água para se refrescar e Lara, ao fim de alguma hesitação, imitou-o. Entre beijos e carícias deixaram-se estar com o corpo imerso. Ele olhou-lhe os cabelos molhados que desenhavam caracóis negros na brancura da sua pele e pensou como era bom estar ali com ela. Por fim, de mãos entrelaçadas, subiram para a plataforma que lhes servia de poiso e Lara estendeu-se na toalha. Charlie, que havia tomado banho com os calções que trazia vestidos, despiu-os e estendeu-os num ramo de salgueiro para secaram. Depois estendeu a toalha e deitou-se nu a seu lado. Lara sentia no corpo a suave carícia da brisa juntamente com o calor do sol. Aos poucos foi resvalando para um estado de sonolência enquanto pelo pensamento lhe voltavam as recordações de outros momentos de desejo e sensualidade vividos na companhia do marido. Meia desperta apercebeu-se que Charlie se levantara e pouco depois sentiu na pele as suas mãos que espalhavam protector solar. De olhos fechados abandonou-se às suas carícias. Sentiu-as percorrerem-lhe os ombros e as omoplatas. Em movimentos lentos ele aplicava o creme enquanto ia massajando. Sentiu quando as pontas dos seus dedos lhe desapertaram os laços do soutien, sentiu-o afastar-lhe o cabelo ainda molhado do pescoço e arrepiou-se quando ele lhe depositou um beijo no pescoço. Os dedos dele deslizavam-lhe pela nuca, pela coluna e pelas ancas. Sabia-lhe bem o contacto das suas mãos. Charlie sentou-se em cima do rabo dela, com um joelho de cada lado, e continuou a massajar-lhe o corpo. Ora lhe acariciava a parte superior das costas e descia até às ancas, ora num movimento ascendente lhe percorria a cintura subindo depois pelos lados do corpo e acariciando as base dos seios. Debruçado sobre ela sentia o pénis roçar-lhe no fato de banho e por baixo deste o volume farto do rabo. Continuou a massagem em silencio. Palavras não eram necessárias pois sabia que a ela lhe estava a saber bem e adivinhava que a estava a deixar excitada. Chegou-se mais para baixo e com a ponta dos dedos começou a puxar a parte de baixo do bikini sem que da parte dela houvesse qualquer protesto. Duas belas nádegas rosadas foram aparecendo separadas por aquela fenda que tanto o excitava. Charlie deitou-se em cima dela e sentiu o pau encaixar-se naquele vale quente. Enquanto lhe beijava a nuca e os lóbulos das orelhas foi-se roçando nela. Ela suspirou e soltou um gemido ténue mas continuou imóvel de olhos fechados. No entanto ele sabia que ela não dormia. Sabia que estava a gostar tanto como ele. Lara sentia o corpo do marido mover-se colado às suas costas. Sentia os seus lábios percorrerem-lhe os ombros e a boca dar-lhe pequenas dentadas carinhosas na nuca. Sentia ainda entre as nádegas o volume do pénis erecto que lhe roçava o ânus. Involuntariamente empinou rabo de modo a sentir melhor a pressão e percebeu que a tinha a vagina molhada. Debaixo de si, através da toalha, sentia nas mamas o relevo áspero da pedra. Pelo modo como o pau de Charlie deslizava entre as suas nádegas percebeu que ele também estava molhado, pois sentia-lhe a glande lubrificada cada vez que esta lhe roçava o ânus. Afastou mais as pernas e ficou a gozar a sensação antecipando o momento em que sabia que ele a iria penetrar. De facto, pouco depois o membro de Charlie num movimento mais longo desceu e encontrou os lábios abertos da sua ratinha. Esta, lubrificada como se encontrava, recebeu-o e engoliu-o de uma vez. Lara sentiu-o dentro de si, teso, cheio, a preenchê-la. Ficaram um momento imóveis enquanto ambos absorviam todo o prazer da união dos seus corpos. Por incontáveis vezes que tinham feito amor, o prazer e a emoção deste momento eram sempre renovados. Lara apoiou-se nos cotovelos e as mãos dele envolveram-lhe as mamas. Os seus mamilos estavam rijos entre aqueles dedos os apertavam. Pôs-se de gatas com a cabeça apoiada nas mãos e ele começou então a mover-se lentamente dentro dela. As paredes da sua vagina sugavam-no para dentro de si. Ele enterrava-se profundamente nela e ela correspondia a estes movimentos empurrando o rabo para trás a cada uma das suas estocadas. Charlie agarrava-a pelas ancas e puxava-a de encontro a si. Com uma mão procurou por baixo dela e sentiu-lhe o grelinho inchado. Toda a zona dos lábios vaginais se encontrava encharcada e fluido escorria-lhe pelo interior das coxas. Ambos sabiam que não iria demorar muito a atingirem o orgasmo mas ambos queriam prolongar o prazer. Foi Lara quem pediu para parar. Ainda tinham o dia todo pela frente e ela queria manter-se e mantê-lo a ele naquele estado de tesão. Algo contrafeito, Charlie, depois de um último arremesso em que permaneceu longos segundos imóvel dentro dela, afastou-se com o pénis erecto brilhando ao sol. Lara deixou-se cair na toalha cansada e rolou ficando deitada de costas. Ele ajoelhou a seu lado e contemplou a magnificência do seu corpo, a brancura dos seios de grandes aureolas rosadas, a curva cheia das ancas, as coxas voluptuosas encimadas pelo tufo aparado de pelos púbicos, a vulva de lábios abertos oferecendo o seu interior molhado, convidativo, com o pequeno botão inchado do clítoris. Debruçando-se sobre ela beijou-a na boca e enquanto as suas mãos lhe percorriam o corpo ia-lhe sussurrando palavras de amor ao ouvido. Lara abandonou-se aos beijos e ás carícias das mãos que a apalpavam. Aos poucos a boca de Charlie desceu-lhe pelo peito, demorou-se chupando cada um dos mamilos, continuou pelo ventre brincando com a língua no umbigo, até chegar à fenda entre as suas pernas que se abria para a receber. Os lábios dele percorreram-lhe o púbis e as virilhas demoradamente, brincaram em torno do grelinho e por fim sentiu-os beijarem-no, sugarem-no, apertarem-no entre eles. Abriu mais as pernas para se oferecer à sua gula e ele lambeu-a com vontade. De cada vez que sentia a língua percorrer a sua coninha uma onda de prazer percorria-lhe o corpo. Com as mãos Charlie afastava-lhe os lábios vaginais e lambia-lhe o interior rosado. Ou então brincando com a língua em torno do clítoris introduzia-lhe um dedo no ânus lubrificado pelo fluido lhe que corria abundante da vagina e ficava a masturbar-lhe este orifício onde ela tanto gostava de o sentir. Enquanto estas sensações a faziam vibrar por dentro, via a poucos centímetros da sua cara balouçar-se o pénis intumescido e ainda brilhante dos seus próprios líquidos. Querendo retribuir o prazer que recebia agarrou-o e começou a manuseá-lo. Entre os dedos sentia a erecção do marido. Gostava de o sentir assim grande, duro, teso. De sentir as veias que lhe percorriam o tronco, de puxar a pele para trás e ficar a ver a cabeça púrpura de tesão. Gostava de o ver ejacular, de o ver deitar aqueles jactos de esperma que logo lhe caiam quentes na pele. De olhos fixos na glande inchada, masturbava-o com movimentos ritmados. Vendo aparecer uma gota de liquido na pequena fenda não resistiu e colheu-a com a ponta da língua. Depois continuou a lamber em torno da cabeça, ao longo do tronco, pela base, até às duas bolas que pendiam inchadas por baixo dele. Charlie sentiu os lábios da esposa fecharem-se-lhe em volta da cabeça do pénis. Sentiu-se sugado para dentro daquela boca quente e molhada. Sentiu a ponta da língua que lhe brincava torno da glande. Arrebatado pela tesão que isto lhe proporcionava, continuou a lamber a ratinha dela com vontade. Lara tão depressa tinha apenas a ponta do pau na boca como de uma vez o engolia todo até o sentir tocar-lhe na garganta. Gostava sem dúvida do que Charlie lhe fazia, mas adorava a sensação de ter um pau na boca. Embora não o confessasse a ninguém sentia um certo orgulho misturado com tesão pois todos os homens com quem tinha estado sempre lhe tinham dito que fazia um oral maravilhoso. E Charlie não era excepção. Lara sabia de facto fazer um broche maravilhoso. Ela sabia o prazer que lhe proporcionava e compartilhava esse prazer quando ele se vinha na sua boca. Mesmo sem outro estimulo quantas vezes não se sentira já molhada no momento em que sentia um pénis ejacular entre os seus lábios, em que sentia o gosto estranho do sémen na língua, em que engolia aqueles jorros de leite e os sentia levemente ardentes na garganta. Mas agora não queria que ele se viesse ainda. Queria voltar a senti-lo dentro de si. Queria senti-lo a penetrá-la, a abrir-lhe as paredes da coninha. Sentir a sua tesão. Queria ser comida até se vir. Com uma ultima chupadela deixou o membro erecto deslizar para fora da boca e puxando Charlie para si disse-lhe que o queria dentro dela. A boca de Charlie ainda molhada do seu fluido vaginal uniu-se à sua e ela sentiu nos lábios o seu próprio sabor. Deitou-se de lado, de costas viradas para ele. Ele, percebendo a intenção, abraçou-a por trás. Esta era uma das posições preferidas de Lara e Charlie sabia-o. Deitada sobre o flanco esquerdo dobrou a perna direita oferecendo assim o traseiro. Charlie deitou-se por trás dela e sem dificuldade guiou a cabeça do pénis para a sua entrada húmida. Ela sentiu o pau enterrar-se de uma vez dentro da sua cona molhada. Charlie começou então a penetrá-la em movimentos espaçados mas profundos. Lara abria-se para o receber e no mais intimo do seu corpo sentia cada nervo vibrar de tesão. Sentia a mão dele na sua anca, no ventre, nas mamas, a apalpar, a agarrá-la com força e com paixão. Sentia-lhe a boca morder os ombros e o pescoço, a beijar a nuca e os ouvidos. Com a mão direita afastou a sua própria nádega. Excitava-a sentir-se assim, aberta, oferecer-se à sua tesão, ao seu gozo. Sabia que ele podia ver o seu rabo todo aberto, num convite a que o penetrasse. Lara queria senti-lo aí. Queria ser enrabada. Aproveitando o momento em que, num movimento mais violento, o pau de Charlie saiu de dentro dela, agarrou-o e começou a roçá-lo entre as nádegas. Fez a glande percorrer repetidamente o rego entre elas. Depois fê-la deslizar pelos lábios da vagina e voltou a esfregá-la na entrada do ânus de modo a lubrificá-lo com o fluido que aquela produzia. Charlie, conhecendo a sua companheira, percebeu o que ela queria. Enquanto Lara com a mão mantinha as nádegas afastadas, ele segurou o pau, encostou-lhe a glande ao ânus e começou a pressionar. Aos poucos o rabo de Lara foi-se dilatando e a glande lubrificada foi desaparecendo engolida dentro dele. Durante algum tempo ficaram assim muito quietos. Lentamente todo o tronco do pénis foi entrando dentro dela. Lara sentia-se toda aberta. A sua expressão revelava o gozo e a tesão que sentia. A sua cona escorria e no cu sentia o volume do pau dele. Levantou um pouco a perna e tacteou o clítoris, estava inchado e saliente. Começou a masturbar-se enquanto por trás Charlie lhe comia o rabo. Involuntariamente o ânus contraia-se em torno do pau dele. Charlie com a mão levantou-lhe a perna e procurou os lábios da sua ratinha que, agora vazia, se abria como uma flor de carne rosada e brilhante de suco. Toda a zona em volta estava molhada e o liquido escorria-lhe por entre as nádegas ajudando a lubrificar o membro dele que deslizava suavemente para dentro e para fora do seu rabo. Ele introduziu-lhe dois dedos e começou-lhe a massajar o interior da vagina ao mesmo tempo que a enrabava. Lara tocava-se freneticamente e sabia que não ia resistir muito tempo. De cada vez que o pau de Charlie se enterrava dentro de si sentia-o deslizar pelo ânus e abrir-lhe o interior. Esta sensação deixava-a perdida de gozo e fazia correr abundantemente o sumo da sua vagina. Penetrada assim, alternadamente pelos dedos na ratinha e pelo pau no rabo, Lara sentiu aproximar-se o clímax e os seus dedos aumentaram a pressão no clítoris. De súbito Charlie inteiriçou-se, profundamente enterrado dentro dela, e ela sentiu o primeiro jorro de liquido quente inundá-la. O ânus contraiu-se-lhe e como que uma explosão de prazer espalhou-se-lhe pelo corpo. Com um espasmo de gozo sentiu que a vagina lhe transbordava derramando fluido pelo interior das coxas. Charlie vinha-se dentro dela, enchia-lhe o rabo de esperma, depositava nela o seu leite espesso. Abalada por um tumulto de emoções, o seu próprio orgasmo pereceu-lhe interminável. O corpo estremecia-lhe sem controle, sacudido por ondas sucessivas que, partindo do interior do ânus e do botão intumescido do clítoris, lhe percorriam cada uma das fibras nervosas. Charlie pelo seu lado, com o pénis enterrado até à raiz entre as nádegas abertas da sua querida esposa, descarregava dentro dela a tesão acumulada em jactos prolongados que ela sentia quentes dentro de si. Perdida toda a noção de tempo e de lugar, saborearam juntos o orgasmo simultâneo que parecia não mais terminar. Por fim as convulsões foram-se espaçando e diminuindo de intensidade e eles ficaram abraçados, imóveis, unidos por aquele pedaço dele que se prolongava dentro dela, não já dois seres disjuntos, mas apenas uma alma fundida no cadinho do amor e da paixão. Uma ou outra contracção tardia do membro de Charlie provocava ainda em Lara uma replica do sismo que os abalara. O tempo parou enquanto eles, desfalecidos, recuperavam da violência do coito e, de tudo o mais olvidados, deslizavam para a doce sonolência dos amantes satisfeitos, embalados pelo marulhar da água que corria indiferente. Não saberiam dizer quanto tempo ficaram ali deitados, os corpos transpirados e exalando o doce aroma do sexo, enquanto lentamente o pénis dele, perdendo a firmeza, ia escorregando para fora dela, e à sua volta a natureza readquiria realidade. Na margem do rio, empoleirada num ramo de salgueiro, uma cotovia soltou o seu piar agudo mas Charlie e Lara, adormecidos, não o ouviram.

domingo, 7 de julho de 2013

Sintra

Nesse dia levantara-me mais tarde do que o habitual. Dia de folga, sozinha em casa, aproveitei para dormir um pouco mais. Durante a manhã andei a preguiçar pela casa vazia, pensando no que iria fazer com o resto do dia. Tomei um pequeno almoço demorado no quintal, apreciando o sol que finalmente se resolvera a brilhar neste fim de primavera. O dia prometia ser quente e pensei que depois do banho iria vestir o meu vestido de flores que não usava desde o verão passado. Tomei um banho prolongado apreciando a sensação da água quente a correr-me pelo corpo. Ao ensaboar os seios não pude deixar de me lembrar de como sentia saudades do toque das mãos do meu marido. Frequentemente tomávamos duche juntos, e muitas vezes as carícias trocadas durante o banho conduziam a sessões de sexo que ora terminavam ali mesmo debaixo do chuveiro, ora se prolongavam na cama. Eu gostava sobretudo quando ele me abraçava por trás, os dedos brincando e entesando os meus mamilos, enquanto sentia a sua erecção a crescer entre as minhas nádegas. Instintivamente passei a mão entre as pernas. De olhos fechados imaginei os seus dedos a tactearem-me ali. A recordação acendia em mim uma vontade há já semanas insatisfeita. Tive vontade de me masturbar. Ultimamente, com o Charlie fora em trabalho, fazia-o regularmente, às vezes mais de uma vez por dia. Mas não era obviamente a mesma coisa. O prazer que dava a mim própria, embora fosse um alívio para o meu desejo, não trazia a satisfação nem a plenitude de fazer amor com ele. Por muito que me apetecesse não o queria fazer naquele momento, pois sabia que em seguida me ia sentir extremamente amolecida e sem energia, e eu queria sair e aproveitar o dia sol. Assim terminei o duche e enxuguei o corpo. Ainda nua, arrumei o quarto. Hesitei quanto ao que vestir, mas acabei por optar pelo vestido em que tinha pensado anteriormente. Tratava-se de um vestido de verão, com um padrão de flores e um pouco decotado. Eu sabia que o tecido fino se tornava um pouco transparente se visto contra a luz, mas naquele dia sentia-me estranhamente ousada. Não que tivesse a ideia de ser provocadora, pois sou naturalmente envergonhada, mas talvez pela longa ausência de intimidade com o meu marido, sentia vontade de ser apreciada. A verdade é que me sentia num daqueles dias em que os meus pensamentos resvalavam irremediavelmente para o sexo. Num último momento de irreverência decidi que não ia usar roupa interior nesse dia. Assim enfiei apenas o vestido e calcei umas sandálias. Depois de algumas arrumações em casa, peguei num livro e meti-me no carro. Conduzi devagar para sul ao longo da costa. Por vezes, quando a estrada se aproximava mais da orla marinha, podia ver o espelho azulado do oceano onde o sol fazia rebrilhar faíscas de luz. Do rádio vinha um sol alegre que condizia com a minha disposição. Aos poucos fui-me sentindo cada vez mais descontraída e bem disposta. O vento que entrava pelo vidro aberto fazia-me ondular o cabelo e drapejar o fino tecido do meu vestido. O sol, a sul, atravessava o pára-brisas e eu sentia-o quente nas coxas. Esta sensação era agradável. Arregacei a saia do vestido para o sentir directamente na pele. No fundo da minha mente uma vaga recordação de um sonho erótico insistia em fazer-me sentir acesa. Sem deixar de prestar atenção à estrada, passei a mão entre as coxas e não fiquei surpreendida por me sentir ligeiramente molhada. À cabeça vieram-me fantasias em que era possuída por um ou por vários estranhos, ou em que era violada. Fantasias essas que por vezes discutia com Charlie. Eram episódios imaginários em que me comportava como uma prostituta e que nunca seria capaz de pôr em prática. Desde que estávamos casados apenas uma vez eu tinha estado com outro homem sem a presença dele. E isto tinha sido com o seu conhecimento e de certo modo com a sua insistência. Embora soubesse que essas situações o excitavam tanto como a mim, e soubesse também que teria sempre a sua aprovação para o fazer se quisesse, nunca me passaria pela cabeça oferecer-me de facto a um estranho. No entanto, e apenas como fantasia, era sem dúvida algo que mexia comigo. Imaginar um homem atraente, másculo, com um corpo bonito, que fosse ao mesmo tempo simpático e carinhoso mas também seguro de si e capaz de me seduzir… Imaginar as suas mãos fortes no meu corpo, a percorrerem-me os seios e as ancas, a sua boca no meu pescoço, os seus lábios nos meus em beijos ilícitos. Sentir o seu desejo a avolumar-se de encontro a mim. Imaginar por fim um membro grosso e erecto nas minhas mãos, olhá-lo de frente a oferecer-se á minha boca gulosa, senti-lo dentro de mim a comer-me com violência até ambos explodirmos num clímax de sensações. Enfim, estes pensamentos estavam a deixar-me excitada e achei melhor orientá-los noutro sentido. Este era apenas um dia bonito em que estava de folga e que planeava passar entretida com o meu livro numa explanada ou qualquer outro sítio agradável. Pela estrada os quilómetros foram passando sem que um destino definido os orientasse. Concentrei a minha atenção nos lugares por onde passava e apercebi-me que me aproximava de Sintra. Sintra, uma vila agradável, Possivelmente nesta altura do ano e num dia de semana não deveria ter muita gente. Além disso, o calor começava a apertar e recordei-me da frescura dos seus recantos, das veredas românticas encimadas por frescas sebes de sanguinhos e azereiros, do murmúrio dos riachos por entre as fragas das encostas, de toda a paz e harmonia que banha a serra. Assim sem mais pensar decidi que ia ser ali que ia passar o dia. Atravessei a vila e estacionei perto do largo do Palácio D. Maria. Passava já do meio dia e senti fome. Ora não querendo propriamente uma refeição, e estando naquele sítio, a escolha pareceu-me obvia: um travesseiro. Ao sair do carro, uma brisa suave enrolou-se nas minhas pernas e senti-a como uma carícia no púbis, recordando-me assim que, por baixo do vestido, me encontrava nua. Este pensamento trouxe-me de novo à mente as fantasias disparatadas em que pensara durante a viagem, ao mesmo tempo que me fez sentir um pouco envergonhada. Peguei na mala e depois de fechar o carro dirigi-me para uma explanada próxima. Mesas de ferro pintadas de verde e uma entrada em pedra talhada davam ao lugar um tom de bom gosto antigo. Árvores de ramagens frondosas criavam sombra que era um agradável refúgio do calor que se via emanar em ondas do alcatrão da estrada. Tudo se me afigurava prazenteiro, desde a sensação de liberdade de um dia sem trabalho, passando pela visão dos turistas que, sem pressa, observavam as lojas de artesanato ou por um pardal que debicava migalhas em pequenos saltos por baixo das mesas, até ao delicioso sabor de um travesseiro que um empregado de farda engomada e sorriso simpático me serviu juntamente com um café e uma água. Terminado o café deixei-me ficar recostada na cadeira apreciando a calma e a frescura do local. Abri o livro que trazia comigo e mergulhei na leitura esquecida do que me rodeava. O canto dos pássaros e o murmúrio da brisa, juntamente com o vozear distante dos transeuntes, amalgamavam-se num fundo sonoro do qual apenas tinha uma noção esbatida. Estive embrenhada na leitura durante algum tempo e quando desviei finalmente os olhos do livro reparei num homem que sentado numa mesa próxima olhava na minha direcção. Quando viu que me apercebi do seu olhar desviou os olhos. Não liguei importância e continuei a ler, mas por vezes sentia de novo o seu olhar. Ao fim de algum tempo, e como isto me impedisse de me concentrar na leitura, pousei o livro. Ele continuava a observar-se e desta vez demorou um pouco mais a desviar o olhar. Disfarçadamente reparei melhor nele. Deveria andar pelos quarenta anos, alto, o cabelo curto começava a mostrar algum cinzento nas têmporas. Os olhos eram grandes, castanhos, com uma expressão entre o divertido e o sonhador. A pele era de um tom ligeiramente bronzeado. As feições sendo talvez um pouco agrestes, como talhadas em pedra, eram suavizadas por uns lábios bonitos que dir-se-iam habituados a sorrir. Vestia um pólo escuro, entre o azul e o preto, que lhe envolvia ombros largos e de cujas mangas saiam braços bem torneados com a correcta dose de músculo. Calças de ganga um pouco desbotadas e ténis de marca completavam um aspecto agradável. Sobre a mesa tinha uma carteira e uns óculos de sol, além de um jornal em que não parecia interessado. Era sem dúvida um homem atraente pelos meus padrões. Perguntei-me se os olhares que me dirigia seriam apenas casuais, de curiosidade, ou se estaria a tentar alguma espécie de contacto. Não que eu deseja-se esse contacto mas era bom saber-me notada. Voltei a pegar no meu livro, mas era-me agora difícil continuar a leitura. De vez em quando, pelo canto do olho, reparava que ele me observava. Tentei não dar a entender que notava o seu interesse, fingindo-me embrenhada no livro, mas no fundo agradava-me estar a ser observada. Ao fim de algum tempo, percebi que aquilo que inicialmente poderia ter sido um olhar casual, era de facto mais que isso. Os pensamentos que me tinham assaltado na viagem voltaram em força e sem querer dei por mim a imaginar como seria uma aventura com aquele estranho. Assim passaram os minutos num devaneio embalado pela brisa do inicio de tarde, até que ao longe, um toque de sino nalguma igreja distante, me arrancou daquele sonhar acordada. Resolvi sair dali e ir dar um passeio á serra. Coloquei o livro dentro da mala e levantei-me para ir ao balcão pagar. Enquanto caminhava por entre as mesa da esplanada, uma inesperada rajada de vento soprou mais forte, como se o ar se tivesse de repente cansado de ser apenas brisa calma. Por cima dos chapéus de sol, as ramagens do arvoredo abanaram, enquanto junto ao chão se levantava um rodopio de folhas e poeira. Antes que pudesse proteger-me, senti a aragem enfunar-me a roda do vestido e, como que conspirando para me fazer sentir envergonhada, levantá-la acima da cintura. Por momentos lutei atrapalhada, tentando segurar a saia. A minha mala que não estava fechada caiu ao chão, espalhando o conteúdo. Quando finalmente consegui segurar a saia, sabia que por momentos as minhas nádegas tinham estado expostas para quem quisesse ver. Tão subitamente como tinha começado, a ventania acalmou e eu baixei-me para apanhar a mala, chaves, telemóvel e mais uma quantidade de coisas que como todas as mulheres eu trazia dentro dela, e que se encontravam agora espalhadas por baixo das mesas e cadeiras. O desconhecido que havia pouco me tinha estado a observar levantou-se e correu a ajudar-me. Por momentos ficamos ambos de cócoras frente a frente e senti um leve aroma do seu perfume. De mão estendida entregava-me as chaves do carro. Assim de perto a sua expressão mostrava um sorriso bonito, levemente zombeteiro. Meia embasbacada fiquei a olhar para ele enquanto murmurava um “obrigada” atrapalhado. Finalmente, já com tudo atirado para dentro da mala, apressei-me a ir pagar e quase correndo abandonei a esplanada. Sentia-me envergonhada pela figura que tinha feito. Aquele desconhecido, embora tendo-se portado como um cavalheiro, de certeza que tinha visto que eu não trazia cuecas. Além disso percebi que ele tinha olhado para o meu decote e na posição em que nos encontrávamos certamente devia ter tido uma visão perfeita, embora fugaz, do meu peito. Sabia que tinha corado quando ele me ajudava a apanhar as coisas e sabia que ele se tinha apercebido disso. Interiormente amaldiçoei a hora em que tinha tido a ideia de não usar nada por baixo do vestido. Enquanto caminhava através do largo tentei esquecer o episódio. Afinal de contas não tinha sido nada de mais. Um estranho que não voltaria a ver tinha acidentalmente visto o meu rabo. Pensei como iria ser divertido contar esta pequena peripécia ao Charlie quando ele regressasse. Íamo-nos fartar de rir. Eu própria ri-me do acontecido e quando cheguei ao carro tinha já ultrapassado a sensação de vergonha que havia sentido no momento. Sensação que tinha sido substituída por uma certa lisonja. Uma lisonja de me sentir cobiçada, de ter atraído uma atenção algo concupiscente. O carro estava agora ao sol e lá dentro escaldava. Quando me sentei, senti, através do tecido da saia, o banco quente quase a queimar-me o rabo. Apressei-me a abrir os vidros e arranquei pela estrada que conduz á serra. Andados os primeiros quilómetros, comecei a sentir a frescura que emanava de todo aquele verde. À minha frente a estrada serpenteava em curvas apertadas por baixo de um túnel de arvoredo. De cada lado, muros de pedra antiga, cobertos de musgo e líquenes, pareciam querer fechar-se e apagar de vez aquela tira de alcatrão, qual cicatriz de engenho humano rasgada neste mundo vegetal. Aqui e além, casas senhoriais mostravam em ornamentos de pedra esculpida, nobrezas antigas. Ali, invadia-me a sensação de estar num outro mundo e era fácil esquecer que a poucos quilómetros, a vida quotidiana e a civilização continuavam nos seus ritmos frenéticos. Passei a Regaleira e pouco depois Seteais. Lembrei-me que estava perto de Monserrate, e da última vez que tinha estado ali com o meu marido. O jardim era magnífico e deixara-me muito boas recordações. Tínhamos ali passado uma tarde no Verão anterior. As recordações dessa tarde desfilaram-me pela memória e fizeram-me de novo sentir carente dos seus beijos, das suas carícias, das suas mãos no meu corpo, enfim de o sentir em mim. Pensei que poderia ser um sítio agradável para passar o resto da tarde. Ao chegar ao parque de estacionamento em frente ao portão, vi que apenas alguns carros se encontravam ali estacionados. Isto queria dizer que havia poucos visitantes. Exactamente o que me agradava naquele momento. Decidi-me então a visitar de novo o jardim. Desta vez não tinha a companhia de Charlie e sentia a nostalgia dessa outra visita, mas iria certamente desfrutar de toda aquela beleza e calma. Com estes pensamentos na cabeça estacionei o carro e atravessei a estrada em direcção à entrada. Junto com o bilhete entregaram-se um folheto com uma breve história do jardim e com um mapa. Comecei a minha visita descendo pele vereda florida. Os únicos sons que se ouviam eram o soprar da brisa amena e o coro de aves que parecia vir de várias direcções ao mesmo tempo, ou por vezes o murmúrio de regatos que cantarolavam em pequenas cascatas. Caminhava lentamente como se os meus passos na gravilha dos caminhos profanassem aquela harmonia. Embrenhei-me pelos estreitos carreiros que desciam por entre sombras de fetos gigantes e de acácias mimosas, sempre surpreendida por uma nova visão de beleza que a cada curva me enchia de calma e de paz interior. Caminhei ao acaso esquecida do mapa. Não pretendia ver nada em concreto, apenas apreciar tudo o que me rodeava. Encher-me de todo aquele verde que cheirava a natureza. Por fim encontrei um sítio que me agradou e decidi sentar-me um pouco a descansar. Um pouco desviada do caminho, esta clareira estava separada dele por uma muralha de fetos. A um lado havia um banco talhado em pedra de onde se avistava o relvado principal que descia do pavilhão de caça. No meio do relvado via-se a centenária e imponente araucária que era a árvore mais alta de todo o parque. Sentei-me e fiquei a contemplar a paisagem irreal, comovida por tanta beleza. O Sol filtrava-se por entre os ramos das árvores e os seus raios desenhavam no chão manchas de claro e escuro num padrão em constante mudança. Recostei-me no banco e fiquei a saborear o momento. Ao fim de algum tempo fechei os olhos e aos poucos senti o corpo a relaxar. Na minha imaginação revivi os beijos que tinha trocado com Charlie por entre aqueles fetos. O toque das suas mãos na minha carne quando me encostara aquelas pedras e levantando-me a saia procurara as minhas coxas. Relembrei o arrepio de volúpia que sentira quando, ali perto, à beira de um regato que corria ligeiro e rumorejante, me descobrira os seios e entre beijos e lambidelas brincara com eles deixando-me os mamilos erectos. Relembrei o momento em que na antiga capela em ruínas, onde as raízes cresciam por sobre o granito das antigas paredes, a ele me tinha oferecido, inclinada por sobre uma peanha, impudica no meu desejo e por ele tinha sido possuída. Fui-me deixando levar embalada por estes pensamentos meia olvidada de tudo o que me rodeava. Sentia-me acesa e se por um lado sabia que devia reagir e afastar da mente a lascívia que me invadia, por outro lado sabia-me bem o calor que aqueles pensamentos provocavam entre as minhas pernas . O meu corpo rescendia de desejo. Tinha falta do carinho e das carícias de Charlie. Tinha fome dele. Naquele momento sentia toda a minha fome de amor, toda a sede de prazer que em mim se acumulava desde que Charlie partira. Tinha fome e sede de homem. Coloquei um pé sobre o extremo do banco ficando assim com as pernas abertas. Senti a frescura do ar da floresta entre as minhas coxas transpiradas e soube-me bem. A leve carícia da brisa no púbis não acalmou a minha excitação crescente, antes me fez afastar mais as pernas para a sentir fresca nos lábios da vulva. Aos poucos e como que animada de vontade própria, a minha mão foi escorregando por baixo da saia até encontrar os lábios inchados da minha vagina. Com a outra mão afastei o decote e senti entre os dedos a carne macia dos seios. A sensação de me encontrar sozinha no meio de um cenário de tão pujante beleza associada ao risco, ainda que improvável, de poder ser vista por alguém, aumentava a excitação que sentia e fazia-me perder o controlo e o natural pudor que fazem parte da minha maneira de ser. Nesta pose de abandono, com os dedos lubrificados pelo fluido que a minha ratinha produzia fui massajando o clítoris, enquanto sentia a aragem acariciar-me as mamas que, os botões desapertados do vestido, tinham deixado a descoberto. Dentro de mim sentia crescer uma tesão enorme que me deixava alienada do local público, ainda que recatado, em que me encontrava. Enquanto os meus dedos tacteavam espalhando humidade em torno do meu grelinho ia imaginando como seria ter o meu marido ali, à minha frente, ajoelhado e sentir a sua boca no meu sexo. Sentir a sua língua a explorá-lo enquanto com um dedo brincava no meu ânus. Ali, abandonada na minha volúpia fiquei a reviver mentalmente essas e outras fantasias, até que um ruído fez com que, sobressaltada, voltasse à realidade. De olhos fechados não dera pelo passar do tempo nem me apercebera que já não me encontrava sozinha. O meu coração disparou de susto quando finalmente abri os olhos e vi a alguns metros um homem que, na curva do caminho, apoiado num parapeito de pedra, me observava. A minha primeira reacção foi puxar a saia para baixo, mas era obvio que ele se tinha inteirado do que eu estava a fazer. De onde estava tinha tido uma perfeita visão das minhas pernas abertas e da minha mão a masturbar-me. Atrapalhada meti os seios para dentro do vestido e tentei disfarçar. Passada a surpresa inicial, para meu espanto, verifiquei que era a mesma pessoa que no inicio da tarde estivera na esplanada em Sintra. Não entendia porque coincidência tinha de encontrar aquele homem duas vezes no mesmo dia. No meu sonhar acordada, não sabia quanto tempo teria passado e interroguei-me há quanto tempo ele estaria ali a olhar-me. Senti vergonha mas ao mesmo tempo também uma excitação enorme pelo sabor a fruto proibido da situação. Excitação que me fez ficar ainda mais molhada. Por um momento passou-me pela cabeça a ideia de provocar aquele estranho. A oportunidade faz o ladrão como se costuma dizer e aquela era sem duvida uma boa oportunidade para o fazer. Já no café em Sintra ele tinha dado o ar de quem não se importava de ter uma aventura e eu, no estado de carência e tesão em que me encontrava era o que mais me apetecia. Além do mais, ele era sem dúvida o tipo de homem que me agrada. O tipo de homem que me atrai o olhar e que nas minhas fantasias secretas vejo e sinto dentro de mim. Que me come, que me viola e que obriga a dar-lhe prazeres obscenos e que me trata como uma puta. O tipo de homem a quem na minha imaginação me entrego e ofereço despudorada quando sozinha na minha cama me toco até ao orgasmo. A recordação do leito de casal fez-me pensar em Charlie e na sua ausência. Não, eu não queria ter uma aventura com um desconhecido, ainda que soubesse que o meu marido compreenderia e que provavelmente até me aconselharia a fazê-lo. Durante momentos lutei comigo própria. Sentia-me quente. O meu corpo devasso lutava com a minha mente casta. Tive consciência que os meus mamilos estavam erectos pelo roçar do vestido e involuntariamente a minha vagina contraia-se molhando-me o interior das coxas. Sentia a boca seca. Finalmente reagi e inspirando profundamente o ar perfumado decidi que tinha de sair dali e afastar-me da tentação. Corri o olhar em redor procurando outro caminho e verifiquei que o único meio de sair daquele espaço era por onde tinha vindo, o que significava que tinha que passar por ele. Ele parecia olhar distraído a paisagem mas eu sabia que a sua atenção estava concentrada em mim. Ainda hesitei durante algum tempo na esperança que ele seguisse o seu caminho e assim não tivesse que passar mesmo à frente dele, pois apesar das minhas fantasias, sabia que me ia sentir extremamente envergonhada. No entanto ele não parecia querer abandonar aquele local e como a situação se estava a tornar algo incomoda acabei por ganhar coragem e decidir-me. Levantei-me, compus o vestido e pegando na mala subi os três ou quatro degraus que conduziam a vereda por onde tinha descido. Ele teve a delicadeza de não olhar enquanto eu me aproximava, mas no momento em que me cruzei com ele, olhou-me directamente nos olhos e sorriu. Um sorriso simpático e ao mesmo tempo convidativo. Involuntariamente sorri de volta, talvez por um momento mais do que seria necessário. Com o coração a bater acelerado caminhei pelo túnel de vegetação que descia em direcção ao lago, sentindo o seu olhar cravado nas minhas ancas. Tentando não pensar no que se tinha passado, continuei a caminhar sentindo a cara afogueada não sei se pela vergonha se pela tesão. Aos poucos fui-me acalmando enquanto percorria ao acaso aquele labirinto de caminhos e escadinhas, de socalcos e varandas, rodeados de espessa cortina de vegetação. Fui dar a uma espécie de gruta escavada na encosta do monte. A um lado, num pequeno, lago viam-se nadar carpas vermelhas por entre os caules dos nenúfares. O tecto mostrava a pedra esculpida toscamente de onde pendiam algumas estalagmites, sinal que durante o inverno por ali escorria água. Aproximadamente no centro, uma mesa em granito ostentava a sua cobertura de líquenes. O ar era fresco e rescendia a humidade. Inspirei fundo e de olhos fechados fiquei a pensar no que tinha acontecido. Tudo isto era culpa da ausência do meu marido. Para alem da sua companhia e da sua presença, eu sentia a falta do seu corpo. Sabia que já não faltava muito para o seu regresso, mas era-me difícil manter-me fiel. Sentia-me carente, ardente de desejo. De súbito tive a sensação que havia outra presença na gruta. Não precisei de me voltar para adivinhar que atrás de mim se encontrava o desconhecido. Fiquei paralisada. Paralisada pelo medo e ao mesmo tempo pela vontade que fosse ele. Senti os passos que se aproximavam. O meu corpo tremia e tive que me apoiar no tampo de pedra, pois sentia faltarem-me as forças para me manter de pé. Durante um minuto que me pareceu uma eternidade ficamos ambos imóveis. Sentia-o por trás de mim, adivinhava-lhe a respiração e no entanto não tinha reacção para me voltar e encará-lo, ou para fugir dali para fora. Finalmente senti uma mão pousar-me na anca. Toda eu estremeci com aquele toque. Incapaz de me mover, incapaz de reagir, deixei-me envolver pelos seus braços. Contra a minha vontade o meu corpo reagia ao contacto do dele. Quando as suas mãos me envolveram os seios, puxando-me de encontro a si, pude sentir nas nádegas o volume do seu sexo. Eu morria de vergonha misturada com desejo. Senti uma mão introduzir-se pelo decote do vestido enquanto a outra, descendo pelo meu peito e pela minha cintura me ia apalpando. Entre os seus dedos os meus mamilos endureceram. As suas mãos eram macias mas a carícia vigorosa. O contacto dos seus lábios no meu pescoço enviou um arrepio que me percorreu todo o corpo. Beijando e mordendo foi subindo até ao lóbulo da minha orelha. Sentia-me derreter por dentro e entre as coxas estava cada vez mais molhada. Quando me levantou a saia e senti a sua mão agarrar com força as minhas nádegas tive um ultimo resquício de bom senso e, virando-me para ele, empurrei-o e fiz menção de fugir. Como se estivesse á espera disso, agarrou-se por um pulso e puxou-me de encontro ele. Tentei resistir-lhe mas nem a minha força física nem a minha vontade estavam à altura da sua determinação. Lutando contra o amplexo em que os seus braços me aprisionavam, sabia que não ia ter forças para lhe resistir. A sua boca colava-se no meu pescoço e nos meus ombros, sentia-lhe os lábios e os dentes na minha carne. Aos poucos fui deixando de oferecer resistência, vencida mais pela minha própria urgência que pelos seus avanços. Os seus lábios colaram-se aos meus e eu finalmente, sem poder mais resistir, correspondi ao seu beijo. Sôfrega, a minha boca recebeu a sua língua enquanto o meu corpo era pasto das sua mãos. Os botões do meu vestido foram cedendo e logo os meus seios ficaram expostos. Apoiada na mesa de pedra inclinei-me para trás enquanto ele mos lambia e chupava. Com as mãos envolvi-lhe a nuca e puxei-o para mim. Os meus mamilos não podiam estar mais erectos. Ele abocanhava ora um ora outro ao mesmo tempo que me ia puxando o vestido para cima. Senti a sua mão entre as coxas procurando a abertura do meu sexo encharcado. Deitei-me para trás ficando estendida sobre a superfície de pedra e empurrei-lhe a cabeça fazendo-a descer em direcção ao meu ventre. Ele ajoelhou-se no chão e começou a beijar-me as coxas. Naquele momento eu queria sentir a sua boca. Puxei o resto do vestido para cima e levantei as pernas oferecendo-me assim, toda aberta e semi nua à sua gula. Debaixo de mim sentia a pedra fria e imaginei-me como uma vitima sacrificial sobre a ara das oferendas. Só que a oferenda neste caso era de prazer e eu não era a vitima mas sim a deusa a quem esse prazer era oferecido. Com as mãos por trás dos joelhos segurei as pernas levantadas enquanto ele me beijava o púbis e as virilhas. A sua boca aproximou-se mais da minha ratinha e finalmente senti os seus lábios no meu clítoris. Aquele botão de carne, inchado de tesão, emitia vagas de prazer que me faziam vibrar. A sua língua percorria a minha fenda e ora se introduzia profundamente dentro dela, ora ficava brincando como que a saborear o licor que ela ia produzindo e que eu sentia já a escorrer misturado com a sua saliva. Por fim não aguentei mais e senti a explosão do orgasmo a formar-se no mais profundo de mim. pressionei-lhe a cabeça com força de encontro ao meu sexo enquanto sucessivas convulsões me percorriam os músculos. A sua boca manteve-se no meu clítoris enquanto eu era abalada por um orgasmo intenso. Finalmente, exausta pelo prazer sentido, fiquei inane contemplando o tecto da gruta, enquanto ele acompanhava os últimos espasmos do meu corpo com beijos e mordidelas suaves nas minhas coxas. Esquecida de onde me encontrava permaneci deitada por longos momentos, o corpo invadido pela lassidão que sobrevém ao clímax. Aquele homem de quem eu nem o nome sabia e que acabara de me fazer vir com um oral sublime, levantou-se e puxou-me para si. Sem coragem para o fitar eu evitava os seus olhos, mas ele segurando-me a face entre as suas mãos fortes fez-me encará-lo. O seu olhar era profundo e firme. Puxou-me para si e as nossas bocas uniram-se de novo num beijo. Os meus seios que continuavam descobertos voltaram a sentir as mãos. Senti o meu corpo vibrar a este toque enquanto as nossas línguas se enrolavam numa dança de paixão. Embora tendo acabado de vir, talvez pelo longo jejum de homem a que a ausência de Charlie me forçava, sentia novamente o desejo a despertar dentro de mim. As minhas mãos procuraram nervosas o seu sexo. Por cima das calças apertei-o entre os dedos sentindo-o duro. Com nervosismo lutei com a fivela de um cinto de cabedal e depois de alguma atrapalhação consegui desaperta-lhe as calças. Dentro de uns boxers justos onde se notava já uma mancha de humidade, adivinhava-se o volume de um pénis erecto. Por momentos fiquei a acariciá-lo através do tecido. Os meus olhos que até então tinham estado como que hipnotizados pelos seus, desviaram-se para contemplar o que a minha mão sentia. Lentamente puxei o elástico das cuecas para baixo e vi surgir a glande púrpura e intumescida. À medida que lhe ia descendo as cuecas e que o tronco do pénis ia ficando visível não pude deixar de reparar como era belo. De um diâmetro que os meus dedos mal conseguiam envolver, sulcado de veias salientes, era coroado por uma cabeça cuja pele delicada se encontrava retesada devido à erecção. Ao longo da minha vida tive relações com vários homens, tanto antes de casada como depois, e o pénis é uma parte da anatomia masculina que sempre me fascinou. E aquele era sem duvida um pénis soberbo. Liberto dos boxers, apontava para mim num ângulo empinado. Apertei-o entre os dedos e comecei a masturbá-lo enquanto com a outra mão procurei os testículos entre as suas pernas. A cada movimento da minha mão, gotas de liquido transparente apareciam na pequena fenda da glande. Com uma pressão no meu ombro ele fez-me baixar, ficando assim com o seu sexo ao nível dos meus olhos. De perto, aquele pau duro apresentava-se-me como um convite. Continuei a manuseá-lo agachada na sua frente. Na minha mão esquerda sentia as duas bolas cheias dentro do seu saco de pele. Fui-me aproximando até ter a glande a poucos centímetros dos meus lábios. Então ergui o olhar para ele e vendo a sua expressão de prazer, com a ponta da língua comecei a lamber-lhe o pénis. Senti na boca o sabor ligeiramente salgado daquelas primeiras gotas de sémen e instantaneamente fiquei de novo molhada. Sempre adorei observar a expressão na cara do homem enquanto faço oral. E expressão dele reflectia para mim o prazer que eu lhe estava a dar. Depois de varias lambidelas desde a cabeça ate à base do tronco, coloquei-o na boca e fiquei por momentos com os lábios em volta da glande, brincando com a língua na parte inferior desta. Ele então com uma mão empurrou-me a cabeça e todo o seu membro deslizou para dentro da minha boca. Chupei-o em movimentos alternados, ora introduzindo-o até o sentir tocar na garganta, ora ficando só com a ponta entre os lábios. As suas mãos na minha face acompanhavam estes movimentos, guiando-os ao ritmo do seu prazer. Enquanto ele me penetrava na boca, eu, de cócoras e com os joelhos afastados sentia a minha coninha aberta a ficar encharcada. Continuando a chupá-lo comecei a tocar-me. Excita-me imenso fazer oral a um homem. A sensação de ser usada de um modo algo perverso, de saber a tesão que estou a proporcionar deu-me sempre um prazer enorme. Ao fim de algum tempo ele agarrou no pénis e afastando-se um pouco retirou-o de entre os meus lábios. Na luz mortiça da gruta vi-lhe o pau brilhante da minha saliva enquanto ele me esfregava a glande nas mamas e na cara. As suas mãos fortes ergueram-me da posição em que me encontrava e obrigaram-me a ficar de costas para ele. Contrariando a minha fraca resistência, dobrou-me para cima da mesa e levantou-me o vestido. Sabia que ele ia querer penetrar-me e pensei como isto seria uma infidelidade para com o meu marido. Se bem que estivesse imensamente excitada e disposta a retribuir o prazer que ele me tinha proporcionado, não queria dar este último passo. Tinha pensado fazer-lhe sexo oral até ele se vir e receber na minha boca a sua carga de esperma. Em vão tentei debater-me mas a minha oposição não estava à altura da sua força. Inebriado pela tesão, nada o ia impedir de colher o prazer porque ansiava. Com uma mão pressionou-me a nuca obrigando-me a apoiar o tronco sobre a pedra da mesa. Com a outra senti-o afastar as minhas nádegas ao mesmo tempo que com um pé me obrigava a abrir as pernas. Senti que nada podia fazer para lhe resistir. Pedi em vão que não me penetrasse, que faria o que ele quisesse, que se podia vir na minha boca, mas que poupasse a minha vagina. Indiferente aos meus apelos encostou o pau ao meu rabo e senti-o molhado a roçar entre as minhas nádegas. Ao mesmo tempo que me revoltava sentia em mim fraquejar a vontade de resistir. A cabeça dizia-me que não, mas o meu corpo ansiava por sentir aquele pau enterrar-se em mim. Sem dificuldade ele encostou a glande aos lábios da minha ratinha e começou a roçá-la entre eles. Quando se encostava ao meu rabo o sem membro deslizava entre as minhas coxas e tocava-me no clítoris aumentando a minha excitação. Não tardou a que o sentisse forçar a entrada da minha vagina. Molhada como eu me encontrava, enterrou-se em mim sem resistência. Algum resto de oposição e de pudor da minha parte esvaiu-se ao sentir dentro de mim o seu membro grosso e erecto. Deixei de me debater, rendida ao prazer que me inundava. Debruçada sobre a mesa de granito e sentindo nos seios nus a textura áspera do musgo que a cobria, sabia que as minhas nádegas abertas lhe davam uma visão perfeita meu rabo. Sentir-me assim exposta fazia crescer dentro de mim a tesão. Abri mais as pernas e empinei o rabo na ânsia de o sentir mais fundo. Enquanto recebia por trás as suas estocadas a minha mão procurou entre as minhas coxas e com dois dedos comecei a esfregar o clítoris. Ele agarrava as minhas ancas com força e puxava-me de encontro a si e eu respondia a cada uma das suas investidas empurrando o rabo para trás até sentir o seu púbis colado ao reguinho que separa as minhas nádegas. Pelo interior das coxas sentia correr o sumo que transbordava da minha ratinha. Estiquei o braço para trás e com o dedo médio comecei a tocar-me no ânus. Vendo isto ele afastou-me mais as nádegas e pouco depois senti os seus dedos a procurarem aquele meu orifício. Lubrificado pelo meu fluido vaginal senti o seu dedo aos poucos penetrar-me no rabo. Sou muito sensível nessa zona e com o Charlie adoro fazer sexo anal. Dá-me um prazer imenso sentir o ânus a ser aberto, sentir uns dedos ou um pénis com tesão a pressionar e aos poucos a enterrar-se-me no rabo. Ali, no interior daquela gruta, os dedos daquele homem a explorar e a abrirem o meu cuzinho enquanto ele me comia, faziam-me sentir um prazer indescritível. O seu ritmo foi aumentando e eu sentia que ele não ia demorar muito a vir-se. O vaivém do seu pau dentro de mim e a sensação provocada por dois ou três dedos enterrados no meu rabo, juntamente com a massagem frenética com que eu me masturbava fizeram-me aproximar rapidamente do segundo orgasmo. Partindo do interior profundo da vagina, senti as ondas de prazer que me percorriam e se avolumavam e que me provocavam espasmos que eu não conseguia nem pensava em controlar. Os meus músculos contraíram-se e as paredes interiores do meu sexo sugaram o seu pau. O meu ânus apertou-se em torno dos seus dedos provocando-me como que um reflexo deste orgasmo intenso. Antes que a minha explosão de prazer acalmasse completamente, ele imobilizou-se todo enterrado dentro de mim e um segundo depois senti dentro da vagina o seu pénis contrair-se e o jorro quente do seu leite inundar-me. Como uma fonte inesgotável, o seu membro continuou em bombadas sucessivas a encher a minha ratinha de esperma. Durante algum tempo continuou dentro de mim sem perder a erecção, até que aos poucos, o pénis foi perdendo volume e eu senti-o escorregar para fora da vagina. Continuei apoiada sobre a mesa de pedra, drenada de toda a energia e sentindo escorrer pelas coxas o leite deste desconhecido. Ele debruçou-se sobre mim e beijou-me o pescoço e os ombros mas eu estava demasiado exausta para corresponder ás suas carícias. Sem alento para me levantar deixei-me ficar como estava enquanto sentia os seus passos afastarem-se para fora da gruta. Quando finalmente consegui reunir forças para me erguer apercebi-me que a tarde já ia avançada e que tinha que me apressar para chegar ao portão do parque antes da hora do fecho. Alisei o vestido conforme pude e meti os seios para dentro do decote. Dois botões tinham desaparecido e estava sujo de pó e de musgo em vários sítios. Tentei dar um ar mais composto ao cabelo e caminhei para a saída do jardim de Monserrate. Enquanto subia a vereda ladeada de vegetação sentia o liquido viscoso que me escorria entre as pernas e pensava feliz na aventura que acabara de viver.




quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Continuação da aventura na praia


Continuação de um conto anterior…

Durante algum tempo ficamos a modorrar ao sol. O calor, a brisa suave, o marulhar das ondas, enfim tudo isso nos dava uma calma e uma tranquilidade em que nos deixámos arrastar para a sonolência.


Passado algum tempo acordei e olhando na direcção do estranho reparei que ele se havia virado para o nosso lado. De vez em quando levantava a cabeça na nossa direcção, olhava com alguma atenção e voltava a olhar para o jornal. Mas eu fiquei com a sensação que mesmo quando parecia ler, na verdade espiava-nos disfarçadamente. Só depois reparei que a meu lado a Lara tinha adormecido com as coxas semi abertas e que de onde ele estava tinha uma boa visão das suas partes intimas. Não admira que ele tivesse dificuldade em se concentrar na leitura do jornal. Alheia ao quadro que oferecia à vista do desconhecido, a minha mulher, de olhos fechados respirava tranquilamente. Os seus seios de mamilos protuberantes subiam e desciam ao ritmo da respiração. Por entre eles uma gota de transpiração escorreu-lhe até ao umbigo. Na anca um pouco de areia tinha-se colado à humidade da pele. Com uma carícia suave a minha mão sacudiu-a. Neste gesto afastei-lhe um pouco mais as coxas, atento à reacção do nosso observador. Enquanto nos olhava, ou antes, olhava o corpo exposto da Lara, vi-o levar a mão ao ventre e pareceu-me que afagou o pénis. Debaixo do sol senti um ligeiro endurecimento do meu próprio pénis. Alcancei o protector solar que estava nas nossas mochilas e comecei a aplica-lo no ventre da Lara. A sua pele adquiria um leve tom ruborizado que precede o verdadeiro bronzeado. O creme ao contacto com a pele quente tornava-se mais fluido e a minha mão deslizava com facilidade. Via entreabrir os lábios mas não chegou a dizer nada, apenas os molhou com a língua. Metodicamente espalhei o filtro pelo seu peito, pelas ancas, ventre e seios. Nestes sentia os mamilos já de si grandes, ficarem empinados. Dois lindos pipinhos rosados no centro de enormes aureolas igualmente rosadas que coroavam o volume da mama. Ela continuava adormecida ou quase. Apenas de vez em quando parecia inspirar mais profundamente. Por vezes alongava a minha carícia até ao interior da coxa. Apoiado no meu braço esquerdo, quando a minha mão direita avançava quase até ao joelho dela, sentia roçar a face por estas tenras partes da minha fêmea. Os meus lábios iam-lhe beijando a pele, os seios, a barriga, o umbigo. No caminho de regresso, o inverso. Novamente o umbigo, o ventre, as mamas, a boca. Por entre os joelhos entreabertos dela, via ao fundo o nosso vizinho de praia, que mal conseguia tirar os olhos de nós. Estava deitado na toalha, mal coberto pela sombra do chapéu de sol, numa linha perpendicular ao nosso plano de visão. Como já tínhamos visto anteriormente, estava nu. Mas agora aparecia noutra posição. Deitado sobre o lado direito, apoiado na ligeira inclinação da duna, olhava um pouco mais descaradamente. Mais que uma vez vi-o passar a mão entre as pernas, como que a acariciar os testículos. Embora não desse para ver bem, tinha a certeza de ver por vezes o pau aparecer entre os seus dedos. Sem dúvida que me dava alguma tesão saber que aquele estranho observava…


…Perdi um pouco a noção do tempo enquanto ia passando do estado de vigília para um semi adormecimento. Ia-me deixando embalar pelo som das vagas, pelo calor do sol no meu corpo nu, pela carícia da brisa. Senti a mão do Charlie a espalhar protector em mim. No abdómen, nos braços no peito, o suave absorver do creme na minha pele. Uma vez e outra um toque que se prolongava mais até ao ventre, trazia-me de novo à tona da consciência. Neste meu flutuar sonolento, uma vaga ideia, apenas uma fagulha no fundo da mente, de que alguém nos observava. Pensamento que sem estar completamente presente, me deixava no entanto algo acesa. Aquele estado que sobretudo as leitoras saberão tão bem reconhecer de nos sentirmos extremamente sensíveis ao toque e às carícias. Não é a excitação de ficarmos todas molhadas, mas uma lânguida maciez dos sentidos. Uma vaga, mas agradável sensação que nasce dentro de nós e que se nos abandonarmos a ela nos conduz a mais vontades. E a situação era de todo propícia ao abandono. Assim, enquanto sentia o sol aquecer as partes do meu corpo que normalmente o bikini tapava e as mãos do meu marido me massajavam passando cada vez mais perto das minhas coxas, das minhas virilhas, dos lábios da minha coninha, eu sentia-me a ficar menos sonolenta e mais acesa. Um toque breve dos seus lábios no meu mamilo, fez-me estremecer e entreabrir os olhos. O brilho do sol na areia clara obrigou-me a pestanejar. Recordei onde estava e instintivamente olhei ao redor. Um pouco mais perto do que antes (segundo me pareceu) o desconhecido olhava-nos. A vaga sensação que se me introduzira sub-repticiamente no pensamento tornou-se saber certo, de cabeça acordada. Ao mesmo tempo aquele langor voluptuoso da semi consciência, transformou-se em súbita excitação. Fechei de novo os olhos e foquei a minha atenção na carícia da mão de Charlie. Quando os reabri fixei a imagem de um homem a cerca de vinte metros, meio oculto por uma das grandes pedras que juncavam a parte superior da praia junto à base da falésia. Aparentando quarenta e poucos anos, de estatura média tinha o corpo harmonioso bronzeado. Continuei acordada mas a preguiçar, imóvel a sentir o calor do sol. Mais para a direita e para perto do mar, o desconhecido que nos tinha observado olhava mal disfarçadamente para nós. Nu, deitado sobre o flanco direito com um joelho flectido e apoiado no cotovelo parecia exibir para nosso beneficio o pénis em erecção. Percebi que na linha em que estava tinha uma boa visão das minhas coxas entreabertas. Certamente era isso que lhe provocava aquele estado. E claro que o meu marido já se tinha apercebido. Este pensamento fez-me sentir subitamente molhada. Sabia perfeitamente as fantasias dele. Essas, há muito tema de nossas conversas de amor, passaram-me pela cabeça. Bem como recordações de algumas das coisas daquele género e de outros que já fizéramos. A mão de Charlie, numa carícia, baixou-me um pouco a perna direita. Reagindo á sua não explicita sugestão, fiz o mesmo com a outra perna. A nuca apoiada na mochila, dava-me uma ligeira inclinação à cabeça de modo que podia ver o areal para sul. Sentia nos pés a textura da areia. Por entra os meus joelhos afastados tinha uma perfeita visão do estranho. A sua mão de vez em quando agarrava o pénis e fazia uns quantos movimentos, deixando-o depois a apontar, como uma flecha pronta a disparar para as nuvens. De onde estava, tinha certamente uma tão boa visão das minhas pernas abertas, do interior das minhas coxas, da minha ratinha entreaberta, com o tufozinho de pelos que a coroam, e até quando eu me mexia, do meu rabinho. Ainda que um pouco envergonhada como eu sou nestas situações, sentia o stress agradável da excitação. Sabia que Charlie estava ciente que o estranho me estava a observar. E que não era por acaso que parecia fazer as carícias no meu corpo de modo a mostrar mais de mim. Ele sabia que me excitava e eu sabia que ele também estava excitado. E sabia que tinha a cumplicidade dele. Já tínhamos tido algumas situações de ser observados enquanto nos acariciávamos ou mesmo enquanto ele brincava e expunha as minhas mamas. Essas situações deixavam-nos sempre muito excitados a ambos, e fosse nalgum sitio mais escondido ou fosse depois em casa, acabavam sempre com sessões de delicioso sexo, por vezes violento, outras carinhoso, geralmente ambos. Naquela posição exposta, com os dedos do meu marido a passarem perigosamente perto do meu sexo, sentia este a ficar molhado. Olhei em volta para ver se mais ninguém estava a observar. Era bom e erótico sentir o desconhecido a olhar e a tocar-se, mas não queria mais mirones a espreitarem. Olhei de novo na direcção onde tinha visto o segundo homem. Não estava no mesmo sitio, mas vi-o um pouco mais abaixo por trás de alguns juncos que orlavam os grandes blocos de pedra. Ligeiramente mais perto agora, não deixei de reparar que também ele estava com uma erecção. Pensei para comigo que devia também ter estado a masturbar-se. Senti a boca seca e procurei a garrafa de agua. Ao fazer isto, ergui-me e sentada ao lado de Charlie, bebi sofregamente. Alguma agua escorreu-me pelo canto da boca e provocou-me um arrepio ao senti-la correr fria pelos seios. Olhei e sem surpresa notei os mamilos erectos. Para quem não me conhece, eu sou uma mulher alta, pele clara, cabelo castanho, ondulado, pelos ombros e… mamocas grandinhas (o meu marido gosta sobretudo dos meus mamilos). Ao meu lado notei que Charlie estava com uma erecção. Era claro que tinha estado a apreciar a situação. Temos uma cumplicidade muito grande e eu sabia o que lhe ia na cabeça. Apoiei a mão no seu peito. Tinha a pele quente do sol. Ele deitou-se para trás e eu rolei na toalha e fiquei encostada a ele. Soube-me bem sentir o seu corpo quente encostado ao meu. Os nossos tons de pele formavam um contraste marcado. Ele escuro, moreno e bronzeado. Eu de pele clara que apenas começava agora a adquirir um bronzeado pálido. Uma linha definida onde os nossos corpos se tocavam. O meu braço sobre o seu peito, a curva do meu seio apoiada no seu ombro, os nossos corpos juntos. Ele fechou os olhos e comecei-lhe a beijar a face. As pálpebras, o nariz. Tocando apenas aos de leve com os lábios nos dele. Entretanto a minha mão, como por vontade própria, foi descendo, brincando com os pêlos ralos, sentindo os relevos do ventre. Chegando ao inicio dos pêlos púbicos numa leve carícia. Verifiquei que estávamos alinhados pouco mais ou menos, com o nosso desconhecido observador. Este, cada vez mais descaradamente, olhava-nos. Já não fazia menção nenhuma de ocultar que se masturbava. Observei o pénis do meu marido que com o aproximar das minhas festas àquela zona se começava a erguer para o sol. Debrucei-me sobre Charlie e os meus mamilos tocaram na sua pele quente. Senti como que um choque. Um choque que partiu dos bicos endurecidos das minhas mamas e percorrendo todo o meu corpo, se foi focar na parede anterior da minha cona…


… a Lara estava agora acordada. Eu sabia, e ela sabia que eu sabia, e …, que ela estava excitada com a situação. Tenho a capacidade, fruto de nos compreendermos um ao outro sem palavras, de notar a mudança de modo nela. Ainda que profissionalmente lide com muitas pessoas, ela é no particular reservada e algo envergonhada. No entanto, quando fica acesa transforma-se. Quem a conhece apenas do dia a dia, nunca seria capaz de  imaginar algumas situações em que estivemos juntos. “Juntos” é a nossa palavra importante. Todas estas nossas brincadeiras serviram sempre para reforçar esse “juntos”. Bem, adiante… Deitei-me para trás na toalha. Na minha frente podia ver o nosso companheiro de praia, sempre interessado no que fazíamos. Umas vezes deitado de costas, outras de lado virado para nós, mexia no pau sem tentar disfarçar. Dir-se-ia antes, que o empunhava orgulhoso, como a oferecê-lo para nosso beneficio ou para beneficio da Lara. Mais acima, outro tipo que eu também já vira antes mas mais afastado, veio-se sentar na toalha próximo de nós. Também estava despido e apenas trazia com ele a toalha. Presumi que estava com as coisas dele noutra zona da praia. Devia andar por ali a caminhar na praia, ter visto que estava ali uma mulher nua e ter vindo espreitar. Alto, com bom aspecto, o corpo bronzeado por igual dizia que fazia nudismo, provavelmente era um habitual daquela praia. Enquanto caminhava via-se à sua frente o pau a balouçar. Sem duvida que estivera a espreitar e percebendo que não nos importávamos, resolveu aproximar-se para ver melhor. Fechei os olhos e senti a Lara beijar-me. Os seus lábios frescos, beijaram-se a cara, os olhos e a boca. Sentia a sua mão percorrer-me o peito e o tronco. Sabia que aos poucos a carícia se ia aproximar do meu pau. Esperei pacientemente saboreando o toque suave e carinhoso dos seus dedos. Estes foram-se de facto aproximando daquela zona sensível, mas num ultimo desvio em cada viagem da mão, evitavam a base do meu pénis e deslizavam-me pelo interior da coxa ou pela virilha ate tocarem nos meus testículos. Quando ela se inclinava para chegar mais longe, sentia-lhe as mamas roçarem-me a barriga, o peito, por vezes a cara. A Lara tem (perdoem o vulgar da expressão) um belíssimo par de mamas. Grandes sem serem exageradas, com a inclinação certa, os dois mamilos maiores que eu já vi no topo de dois enormes círculos rosados que se salientam ligeiramente da superfície perfeita da mama. Amo a Lara por muitas coisas, mas não deixo por vezes de pensar em como tenho a dupla felicidade de ter uma companheira que me completa e que ainda por cima tem o tipo de corpo que me atrai. Voltando ao relato… a Lara, estava deitada de lado encostada a mim, de modo que tinha as costas e o rabo virados para o nosso segundo visitante. Provavelmente já se teria apercebido da sua presença. Sendo assim não se importava de ter um segundo espectador. O saber como ela nestas ocasiões gostava de ser observada, do seu exibicionismo normalmente oculto, dava-me uma tesão enorme. Eu, de vez em quando, entreabria os olhos para ver o que se passava à nossa volta. Aos poucos a Lara foi procurando entre as minhas pernas até ter o saco dos meus testículos na mão. Senti-a acaricia-los com os dedos. Agarrar uma bolinha e depois a outra. Escusado será dizer que o meu pau, já erecto, se entesou ainda mais. Ela, com a cabeça apoiada no meu peito, beijava e eu sentia na pele quente o toque dos seus lábios. Com a mão agarrou finalmente o meu pénis. Os dedos envolveram-no pela base foram apertando até à glande fazendo aparecer nesta algumas gotas de liquido cristalino. Ficou assim com ele na mão ficou, quase imóvel. Apenas a ponta do indicador se movia em torno de uma pequena saliência da pele logo atrás da parte de baixo da cabeça. Sentia a sua face apoiada no meu ventre. Com a mão esquerda afaguei-lhe os cabelos revoltos pela brisa. Não lhe via a cara, mas sabia que olhava fixamente para a minha erecção. Ou talvez olhasse para um ou outro dos desconhecidos que se masturbavam abertamente. Na posição em que estávamos, o nosso primeiro voyeur podia ver perfeitamente a minha mulher a mexer no meu pau, tal como ela o podia ver a ele a tocar-se. Pensei se ela estaria a olhar directamente para ele enquanto me fazia aquilo. Sabendo que ela também devia estar muito acesa, achei que era bem capaz de estar a fitar o estranho nos olhos, a dar-me o prazer a mim e o espectáculo a ele. Deitada perpendicularmente a mim, com uma perna estendida para fora da toalha e a outra dobrada, devia estar a oferecer ao outro forasteiro um amplo panorama das suas nádegas. Sim, o tipo que se sentara um pouco mais acima, talvez a uns cinco ou sei metros, tinha o rabo da minha mulher virado para ele. Pousei-lhe a mão no quadril e fui-a apalpando. Os meus dedos apertaram-lhe a bochecha carnuda do rabo. afastando-a um pouco sabia que a estava a deixar toda aberta perante o olhar do desconhecido. Ela então soergueu-se e ficou ajoelhada a meu lado. De joelhos afastados a meu lado continuou a masturbar-me. Entre os dedos fazia deslizar a pele do meu pénis para cima e para baixo e eu sentia que estava cada vez mais molhado….


… continuei a beijar-lhe o peito e a barriga. Brinquei-lhe com a língua no umbigo. A minha mão deixou o saco das suas bolinhas e devagar foi subindo até agarrar no pénis. Adoro a sensação de o sentir duro na minha mão. Comecei a manuseá-lo lentamente. Um pouco de liquido transparente brotou da fendazinha e escorreu-me pelos dedos. Levei-os à boca e senti-lhe o sabor salgado. Sempre gostei de fazer oral e contrariamente ao que sei de algumas amigas, não me faz nenhuma impressão o esperma na boca. Com o meu marido, e também com alguns relacionamentos que tive antes, gostei sempre do momento em que um pau se vem na minha boca. Nem a textura nem o sabor me são desagradáveis, antes pelo contrário. Mas este liquido  tem um sabor e uma textura diferentes. Mais fluido, menos viscoso, mais salgado do que acre, essas gotas que a tesão dele me oferece são para mim como um licor que me deixa ainda mais excitada. À medida que o ia acariciando, entre masturbá-lo devagarinho e brincar com a mão nos seus testículos, ou com as pontas dos dedos na cabecinha inchada, mais gotas de liquido ele ia produzindo. Sentia na veia que percorre o tronco do membro o pulsar do seu coração. Atrás de mim adivinhava os olhos de um desconhecido postos no meu rabo. Com a perna esquerda flectida sentia-me aberta e sabia que ele podia ver o meu rabo e os lábios da minha ratinha entreabertos. A mão do Charlie apalpava-me as nádegas e sentia-a afastá-las. Percebendo que a intenção dele era expor-me, resolvi mudar de posição de modo a provoca-lo e a provocar o desconhecido. O calor da situação deixava-me molhada e inebriava-me. De outro modo não seria capaz daquela ousadia. Ajoelhei-me ao lado dele com o cuidado de ficar com as pernas um pouco abertas. Sabia que assim, quando me debruçasse sobre o meu marido ia deixar ao nosso entesado espectador a plena vista de todo o meu traseiro. Enquanto a minha mão continuava o vaivém no pau de Charlie, fui-me aproximando até sentir aquela cabecinha púrpura e brilhante tocar as minhas mamas. Balouçando-as por cima dele entretive-me a tocar-lhe com os bicos dos seios e a vê-los ficarem molhados. De gatas, com o rabo empinado, aproximei-me até o ter a poucos centímetros dos lábios. Com a mão esquerda pressionei entre as suas pernas, entre os testículos e o ânus, e com a direita apertei-o desde a base até à cabeça. Um fio grosso de liquido nasceu e molhou a superfície em forma de morango. Avidamente lambi-o e de seguida fi-lo deslizar para dentro da minha boca. Os meus lábios em torno do tronco sentiam-no duro e a ponta da minha língua tacteava em torno da glande. Sempre gostei de fazer oral a um homem. A sensação de o ter na boca, duro, teso e saber que somos a causa disso. Que a nossa boca molhada de saliva é a causa e o proveito dessa tesão. Novamente esta sensação me invadiu. Fiquei assim a chupá-lo durante alguns minutos. O tempo, ou a passagem do tempo era algo de que perdera a noção. Sabia que o meu marido estava tão excitado com a situação como eu própria. Estar ali, ao sol, num areal infinito, a chupar o meu marido e sabendo que estava a ser observada por dois outros homens, deixava-me perdida de tesão. Baixei mais a cabeça até ter todo o seu membro na boca, sentindo-o tocar na garganta. Neste movimento empinei mais o rabo, sabia que assim ficava ainda mais exposta. Sentia-me toda molhada e imaginei o que o estranho estaria a pensar ao ver-me ali a mostrar-lhe a minha coninha e as minhas nádegas todas abertas. Estaria ele a interpretar aquilo como um convite? Pelo canto do olho vi à minha direita, o outro homem que cada vez mais perto de nós se masturbava. Ao mesmo tempo tive consciência do risco da situação. Dois desconhecidos que poderiam querer aproveitar-se de mim. Ainda que isso também me deixasse acesa, ou pelo menos correspondesse a alguma fantasia minha. Enquanto pensava nisto o tipo que estava mais perto de nós aproximou-se. Estava agora a dois passos da minha toalha. Pude confirmar que tinha uma boa figura. Teria cerca de um metro e oitenta, ombros largos, algum músculo mas não em demasia. A pele tinha um tom bronzeado mas não tão escuro como o de Charlie. Pêlos ralos e alourados provavelmente pelo sol, cobriam-na nas pernas e nos braços. O cabelo curto aparecia por cima de uma testa alta, e esta por cima de um par de olhos castanhos. De um modo geral, as feições, se não completamente bonitas, eram agradavelmente másculas. Na boca ostentava um sorriso simpático e cativante. Ao chegar junto de nós deu as boas tardes numa voz clara…


… a Lara parecia estar cada vez mais acesa. A mim acendia-me toda aquela situação. E também o facto de saber que ela estava a gostar. Ou porque a posição se tornasse desconfortável, ou mais provavelmente porque, quebrada a barreira do racional, se quisesse oferecer à vista de quem nos observava, pôs-se de gatas e começou a brincar com o meu pau. Ia-me masturbando e espalhando o liquido pela cabeça do pénis com os dedos. De vez em quando sentia as suas mamas a tocarem-me e  isso provocava-me ondas de excitação que me percorriam o corpo. Outras vezes eram os seus lábios que afloravam a cabeça púrpura do meu sexo. Outras ainda fazia-o roçar suavemente pela face, desde a testa, pelas pálpebras, pelo nariz, boca, queixo e pescoço ate aos seios. Não deixei de me aperceber que ela se tinha colocado em posição tal que o seu rabo estava virado para um dos espectadores, precisamente aquele que antes eu tinha avistado entre os rochedos, e que agora se encontrava perto de nós. Também o outro estranho, sempre a olhar-nos e a tocar-se, tinha uma boa visão do seu corpo. Estando ela de gatas, ele via-a de perfil. O rabo empinado, debruçada sobre mim, as mamas a balouçarem enquanto a sua boca engolia ritmicamente o meu pau, oferecia-lhe como que uma cena de filme pornográfico. Só que ao vivo e a cores, como se costuma dizer. Toda estas situação fazia-nos correr a adrenalina nas veias, a mim e certamente também à Lara. Com uma mão acariciei-lhe os seios. Gosto de brincar com as mamas dela enquanto me faz oral. Senti-las cheias, grandes, os mamilos inchados entre os meus dedos. Na posição em que ela se encontrava os seios caiam-me na mão em taça como um fruto cheio e tenro. Com a outra mão afaguei-lhe os cachos de cabelo ainda um pouco húmido e salgado. Continuei o gesto numa festa pelo pescoço. Sei que ela é muito sensível ao toque nessa zona. Os meus dedos percorreram-lhe a nuca e o brincaram na sua orelha. De seguida, pela face até tocarem nos lábios. Senti-lhe o contorno destes enquanto deslizavam pelo tronco do meu membro. Abandonei-me ao prazer que a sua boca me dava. De olhos fechados saboreei o broche que a minha mulher me fazia no meio de uma praia banhada de sol e na presença de dois estranhos. Estranhos que estavam obviamente entusiasmados com o que viam. Sentia a sua boca engolir todo o meu pénis até os lábios tocarem na base. Durante alguns segundos ficava assim, com ele todo na boca. Depois, lentamente ia percorrendo o caminho inverso, até ficar apenas com a glande entre os lábios. Outras vezes tirando-o da boca, masturbava-o um pouco, ou apertava-o desde a base ate ao topo e ficava a ver gotas de fluido aparecerem na ponta, que ela prontamente lambia. Mais uma coisa que me agrada sexualmente na minha mulher é o facto de ela gostar de esperma. Algumas mulheres não gostam, outras suportam, mas a Lara ao longo do tempo acabou por me fazer acreditar que gosta. Imagino que não seja propriamente gostar do sabor, mas do prazer de sentir um pau a gozar, a vir-se, de sentir o líquido quente na língua e na garganta enquanto o engole, da tesão que isso lhe provoca. Naquele momento ia colhendo com a ponta da língua este lento mas continuo correr do meu prazer. De olhos fechados, não me apercebi da aproximação do estranho. Só quando ouvi o seu amigável “boa tarde” é que me apercebi da sua presença…


…continuando a manusear o pénis do meu marido olhei para o desconhecido. Perante o insólito da situação senti-me algo envergonhada mas ao mesmo tempo não conseguia largar o pedaço de tesão que tinha entre os dedos. Demonstrando algum à-vontade e exibindo um sorriso confiante, ele aproximou-se mais e ajoelhou-se quase a meu lado, continuando a tocar-se. Assim de perto, podia ver bem o seu pau erecto e já um pouco molhado na ponta. Tinha o pénis grosso e quando a pele corria para trás podia ver-lhe a cabeça inchada que parecia apontar para mim. Dei por mim a pensar como seria tocar-lhe, senti-lo na minha mão ou na minha boca, ou até senti-lo a penetrar-me. Ele olhava ora para mim, ora para a minha mão a masturbar o Charlie. O calor que me afogueava não era apenas do sol. Sentia-me quente por dentro. A minha vagina estava encharcada e a excitação não me deixava pensar racionalmente. Queria sentir algo dentro de mim. Queria ser comida. Rodando sobre mim própria, passei uma perna por cima do corpo do meu marido e fiquei com um joelho de cada lado dele. Continuando a segurar o seu pénis fi-lo tocar no meu clítoris. Durante momentos fiquei assim, soerguida sobre o Charlie, enquanto esfregava a cabecinha do seu pau no meu grelinho e nos lábios da minha ratinha. Aos poucos fui-me baixando e senti-o a entrar em mim. Lentamente a minha coninha foi engolindo toda a tesão do meu marido. Com as mãos apoiadas no seu peito, deixei-me ficar a senti-lo. Partindo da vagina, sentia como que uma onda de prazer que se propagava pelo meu corpo. Comecei a mover-me lentamente. A cada movimento sentia-o penetrar dentro de mim. As suas mãos percorriam-me o corpo, acariciavam-me, apalpavam-me. Sentia-as nas minhas ancas, nas minhas mamas, no meu rabo. Inclinei-me sobre ele e beijei-o. Os nossos lábios ficaram colados enquanto as nossas línguas brincavam uma com a outra. Ali estava eu, a fazer amor com o meu marido na frente de um desconhecido e sabendo que outro nos observava a pouca distância. Por um momento olhei para trás e confirmei que ele continuava a masturbar-se olhando para nós. Na posição em que me encontrava sabia que ele tinha uma perfeita visão das minhas nádegas e do pau do Charlie a entrar na minha ratinha molhada. À minha frente o nosso amigo voyeur continuava a tocar-se.  Tinha o pau completamente teso e já todo molhado. Senti uma vontade irresistível de lhe tocar. Olhei para o Charlie e percebi que ele me adivinhara o desejo. Perdendo um resto de vergonha, estendi o braço e agarrei-lhe no pau. Estava duro e deixou-me a mão molhada. Ele, entendendo isto como um aval para ir mais longe, chegou-se para mim e começou a acariciar-me. Enquanto eu continuava a cavalgar o meu marido, as suas mãos foram-me acariciando os seios. Senti uma delas descer pelas minhas costas até chegar ao meu rabo. Primeiro algo a medo, depois cada vez com maior confiança, foi-me apalpando toda….


… a Lara segurou o meu pénis e começou a roçá-lo nos lábios da vagina. Lubrificada pelos nossos líquidos, sentia a glande deslizar entre eles e isso dava-me um prazer enorme. Aos poucos a sua ratinha foi engolindo todo o meu pau. Esta é a posição que ela mais gosta. Por cima de mim ela tem o controle dos movimentos enquanto sente o vaivém do meu membro dentro de si. Muitas vezes é assim que ela se vem, sentindo o roçar do clítoris na base do meu pénis. Com ela debruçada sobre mim, as mamas balouçavam a poucos centímetros da minha cara. As minhas mãos em concha acariciaram-nas e procurei com a boca os seus mamilos. Ela continuava a cavalgar-me e eu sentia o sumo da sua coninha a escorrer pelos meus testículos e pelas minhas virilhas. Enquanto lhe beijava e chupava as mamas, via no seu rosto estampada a imagem da tesão. Por vezes agarrava-a pelas ancas e puxava-a de encontro a mim. Outras vezes as minhas mãos desciam até às suas nádegas e agarrando-as com força deixava-a toda aberta. Sabia que ela gosta de se sentir assim quando está a fazer amor por cima de mim. Sabia também que deste modo mostrava ao outro desconhecido o rabo da minha mulher, a sua cona onde o meu pau entrava e saía lubrificado e o seu ânus aberto, e isto deixava-me ainda mais excitado. Ao nosso lado o estranho masturbava-se e eu notei que a Lara não tirava os olhos do pau dele. Conhecendo-a e sabendo que o ponto para lá do qual ela perde todo o pudor tinha já sido ultrapassado, com um olhar incentivei-a a avançar na sua intenção. Via então estender a mão e com a ponta dos dedos tocar-lhe no pénis. Primeiro ao de leve foi espalhando o liquido que ele babava, depois envolveu-o com os dedos e começou a manuseá-lo lentamente. De cada vez que o percorria desde a base até à cabeça, uma gota de liquido translúcido aparecia na ponta e deixava-lhe a mão molhada. Vi as mãos dele procurarem-lhe as mamas e sem que ela fizesse qualquer gesto de recusa, começarem a percorrer-lhe o corpo. Talvez pareça estranho a quem nunca esteve numa situação semelhante, mas ver a Lara ser apalpada e apalpar o sexo de outro homem dá-me uma tesão fantástica. De certo modo fico contagiado pelo prazer dela. Por saber o quanto a excita sentir-se o objecto do desejo de outros homens, porque sei e sinto a tesão dela quando fazemos algo deste género, porque o fazemos juntos e por mil outras razões que me não ocorre explicar aqui, partilho do seu prazer e faço meu o seu gozo. Enquanto o masturbava foi-se deitando mais para cima de mim até eu sentir os seus seios tocarem o meu peito. Sem espanto, vi-a aproximar-se da glande intumescida. A sua expressão parecia indicar que estava como que hipnotizada pela visão do membro que se lhe oferecia. Sabia o que ia acontecer de seguida, sabia que ela não ia resistir. Durante alguns minutos ficou assim, com o pénis dele quase a tocar-lhe nos lábios. Então, de uma só vez abocanhou-o e começou a chupá-lo com sofreguidão. Enquanto o meu pénis se enterrava profundamente no interior da sua ratinha, o pau do estranho entrava-lhe e saia-lhe da boca, molhado de saliva e de fluido seminal. De vez em quando tirava-o da boca e lambia-o desde a base. Via a sua língua brincar em torno da glande, lamber a parte inferior e colher as gotas de liquido que se iam formando na ponta. Ficamos assim os três durante um bocado, ela a chupá-lo enquanto se enterrava no meu pau, eu a gozar a sensação de deslizar entre as paredes da sua cona . Movimentos coordenados faziam com que ela se sentisse penetrada alternadamente por mim na vagina e por ele na boca. De cada vez que se inclinava para a frente o membro dele desaparecia-lhe entre os lábios. Depois via-o sair novamente, molhado, até que só a glande lhe permanecia na boca. Entretanto o outro homem vendo que não nos importáramos com a companhia, perdeu finalmente o resto de vergonha e foi-se aproximando. A poucos passos de nós  parou e ficou a observar continuando a masturbar-se.


…sentia o pau do meu marido enterrar-se em mim a cada movimento. A minha ratinha estava encharcada. Uma vez mais a minha fantasia de estar com mais que um homem ao mesmo tempo estava a ser concretizada. Entre outras coisas que gosto no Charlie, esta cumplicidade e este partilhar do prazer é mais uma que nos une. As nossas fantasias e aquilo que nos excita complementam-se. Sabia que o que quer que fizesse, tinha a sua aprovação. Inclinei-me mais para o desconhecido  e ele percebendo a minha intenção e porque certamente estava desejoso de sentir a minha boca chegou-se mais para mim. Finalmente senti aquele pau entesado tocar-me nos lábios. Com a ponta da língua lambi-lhe a cabecinha inchada e senti o delicioso sabor do seu liquido. Algumas lambedelas e não resistindo mais coloquei-o na boca. Primeiro fiquei apenas com a glande entre os lábios, mas aos poucos fui-o engolindo todo. Senti-o por fim tocar-me na garganta quando os meus lábios se encostaram ao seu púbis. Como já disse antes é algo que adoro fazer. Gosto de chupar um pénis. A sensação de o ter duro e inchado na boca, de saber a tesão que lhe estou a dar, de saber que ele me usa para seu prazer, é algo que me deixa louca. Enquanto o chupava ele ia-se movimentando para trás e para a frente em sincronia comigo. O seu pénis penetrava-me na boca como se estivesse a fornicar uma vagina. Uma mão apoiava-se na minha nuca e acompanhava o vaivém da minha cabeça, enquanto eu sentia a outra procurar entre as minhas nádegas. Os seus dedos percorreram o rego entre elas e acariciaram-me o ânus. Depois desceram um pouco mais e senti-os nos lábios da minha vagina. Deslizando, lubrificados pelo meu fluido, tacteavam em torno deles à medida que o pénis do meu marido entrava e saía. A sensação de ser tocada aí enquanto o pau de Charlie me penetrava fazia-me sentir perigosamente próximo do orgasmo. Entretida como estava não me tinha apercebido da aproximação do outro estranho. Este tinha-se aproximado por trás de mim e estava a masturbar-se olhando a cena. Virei a cabeça na sua direcção e vi que pelos movimentos e pela expressão que estava quase a vir-se. Tendo estado a tocar-se desde que nos observava não era de estranhar. Ele aproximou-se um pouco mais e ajoelhando-se atrás de mim começou a esfregar o pau no meu rabo. Sentia-lhe a cabeça do pénis molhada a tocar entre as minhas nádegas enquanto se masturbava. Sou extremamente sensível na zona anal e com o meu marido é frequente vir-me enquanto ele me come no rabinho. Assim a somar a toda a tesão daquela tarde, tinha agora mais um pau a babar-se entre as minhas nádegas. Tinha a deliciosa sensação de estar a quebrar todos os tabus. De me estar a comportar como uma verdadeira putinha a ser usada e a usar aqueles três machos, um deles o meu marido, para meu gozo. Voltei a abocanhar o pau que tinha na frente e chupei-o com vontade. Não tardou muito que ouvisse uma exclamação rouca logo seguida de uma sensação quente e molhada entre no meu rabo. O desconhecido vinha-se para cima das minhas nádegas. Senti o seu leite cair-me na pele em vários jactos que me molharam as ancas e o fundo das costas. Senti-o escorrer pelo rego do rabo, pelo ânus. Uma ultima gota correu até aos lábios da minha coninha e molhou o pau do meu marido misturando-se com o meu fluido vaginal. Finalmente encostou-se a mim e agarrando-me pelas ancas ficou a esfregar o pénis no meu rabo enquanto ia perdendo a erecção. Quando recuperou do orgasmo, com uma ultima festa nas minhas coxas, levantou-se e afastou-se sem uma palavra. Pouco depois senti que o outro se ia vir. Tirei-o da boca e com a mão comecei a afagar-lhe os testículos. Ele segurou o pénis apontado para mim e com alguns movimentos rápidos começou a ejacular. A visão daquele pau grosso e teso a vir-se despoletou o meu próprio orgasmo. Completamente transtornada de tesão vim-me enquanto recebia na cara e nas mamas os jactos fortes do seu esperma. Do interior da minha vagina partiam espasmos que me percorriam toda. O meu corpo, sentia-o como que moldado em gelatina. Por momentos que pareciam não ter fim vim-me cavalgando o Charlie enquanto uma torrente deixava as minhas mamas, a minha cara e o meu cabelo inundados de leite. Perdidas as forças, os meus músculos não conseguiam suportar-me e caí meia desfalecida sobre o corpo do meu marido. Senti os seus braços envolveram-me num aperto cheio de carinho e de amor, enquanto dentro de mim sentia a sua tesão explodir e deixar-me por dentro cheia da sua semente. Enquanto sentia as ultimas contracções dele na minha ratinha percebi vagamente algumas palavras do estranho, um agradecimento ou talvez  uma despedida. Quando voltei a mim estávamos sozinhos, os nossos corpos transpirados encostados um ao outro, as minhas mamas sujas de esperma apoiadas no seu peito. Da minha coninha escorria o também o esperma de Charlie que se misturava com o de um desconhecido que nunca mais voltaríamos a ver.