sábado, 23 de junho de 2012

3º dia na Sauna

O Charlie insistiu para que fosse eu a escrever o relato da nossa terceira (e até agora última) ida à sauna. Bem… então aqui fica.





Depois de termos estado na sauna Apolo 56 por duas vezes e apenas com um dia de intervalo, pensamos deixar passar algum tempo antes de lá voltar. Pela minha parte tinha adorado. A sensação de poder fazer o que quisesse sem ter de me preocupar com o que alguém viesse a pensar de mim, de me sentir liberta de tabus, de ter à minha volta vários homens excitados e saber que era apenas questão de eu deixar, ou de lhes fazer um sinal e eles estavam prontos a comer-me, tudo isso me fez entrar num estado de excitação, de tesão muito intenso. Ali, passado o nervosismo inicial, senti que podia estar à vontade. Que podia libertar aquele meu eu secreto que, como em toda a gente, se mantém oculto e que apenas o meu marido me conhece. Da parte dele sabia também que tinha toda a confiança e apoio. Aquilo que nos une é muito superior a estas brincadeiras e o ciúme para nós tem apenas a ver com os sentimentos e não com o prazer do corpo. Ele sabe que o meu amor apenas a ele pertence. Tal como eu sei o inverso. Além disso desde há muito que sabemos as fantasias um do outro. Elas completam-se, complementam-se, encaixam-se com a mesma perfeição com que se encaixam os nossos corpos. Assim a minha fantasia (já algumas vezes realizada) de ter dois homens, de os sentir em mim, de sentir a sua tesão pelo meu corpo, de me sentir usada por eles, tem a sua contrapartida no prazer que lhe dá observar-me, ver a sua Lara a gozar e a fazer gozar outros homens. Tivéramos já algumas experiências com casais e com singles masculinos. Já tínhamos estado em clubes de swing, já o tínhamos feito na praia com a participação de outro homem e também apenas entre nós mas sendo observados. Todas essas experiências nos tinham dado prazer. O prazer do proibido. O prazer de juntar á nossa tesão a tesão de outra ou outras pessoas. Em nenhuma destas ocasiões experimentamos ciúme. Pelo contrario. Fizeram sempre com que nos amassemos ainda mais. Com que aumentasse a confiança e a cumplicidade entre nós. Mas para mim, as duas vezes que tínhamos ido à sauna, superaram tudo isso. Há ali um clima diferente. Por um lado não existe a preocupação da segurança nem de podermos inadvertidamente chocar alguém como pode acontecer numa praia ou num local público por mais recatado seja e por mais cuidados que tenhamos. Além disso todo o ambiente convida ao sexo. Respira-se uma atmosfera de erotismo, de tensão sexual, enfim… de tesão. Como o Charlie contou no primeiro relato, descobrimos a sauna quase por acaso, um dia que éramos para ir a um clube e que este se encontrava fechado, contactamos com um casal que apenas conhecíamos do MSN e eles indicaram-nos o espaço da Luciano Cordeiro. Depois da nossa primeira visita, voltei a contactar pelo telefone com a esposa do casal, a amiga F, para agradecer e contar resumidamente como tinha corrido a nossa noite. Desta conversa ficou no ar a possibilidade de virmos a tomar um café, os quatro, para nos conhecermos. Os dias foram passando e embora tivéssemos planeado fazer um intervalo nas nossas brincadeiras, a ideia e as recordações daquelas duas noites não me saiam da cabeça. É claro que estas recordações alimentaram a minha libido durante esses dias. Sou já de mim uma mulher sexualmente bastante activa, mas agora sentia ainda mais necessidade de ter sexo. Durante o dia dava por mim a pensar em alguns momentos que me tinham ficado gravados na memoria. Invariavelmente quando me deixava arrastar pela imaginação ficava molhada entre as pernas. Algumas vezes, não conseguindo afastar da mente esses pensamentos, interrompi o trabalho para, fechada na casa de banho, de dentes serrados para que um gemido não me traísse, me tocar e acalmar assim o fogo que me consumia. Se calhava acordar a meio da noite era certo que aquelas imagens me começavam a dançar na cabeça e não conseguia voltar a adormecer. Então acordava o Charlie com carícias ou algumas vezes procurava o seu sexo com a boca e chupava-o até ele estar suficientemente desperto para me comer. Só então adormecia cansada e satisfeita. De vez em quando falávamos sobre o assunto e eu percebia que também ele continuava a pensar no que acontecera e no que poderia ter acontecido. Não me recordo já de qual de nós partiu a sugestão, mas decidimos voltar à sauna. Cerca de duas semanas depois da ultima visita combinamos o tal café com o casal F e L. Planeamos estar um bocado com eles, conversar de modo a que nos conhecêssemos todos um pouco melhor, e por volta das onze arrancarmos e irmos à sauna. Das diversas vezes que tinha contactado com F, primeiro pelo messenger e depois por telemóvel, tinha-a achado sempre uma pessoa educada e muito simpática. Esta impressão veio a confirmar-se no momento em que os conhecemos. Combinamos encontrar-nos num café perto da praia por volta das nove da noite. Nós chegamos um pouco atrasados. Quando entramos no café estavam algumas mesas ocupadas por casais. Por momentos ficamos indecisos sobre qual dos casais seria a F e o L. Esta dúvida foi resolvida com recurso mais uma vez ao telemóvel. Quem já passou por estes momentos sabe que há sempre um certo nervosismo. Feitas as apresentações e pedidos um café para mim e um descafeinado para o Charlie, a conversa fico como que em suspenso. Eu, por natureza tímida, olhava para o meu marido à espera que ele dissesse alguma coisa. Ele, que também nunca foi muito expansivo, brincava com um isqueiro tentando disfarçar a falta de à vontade. Em nosso socorro veio a simpatia da F. Com naturalidade, ela foi introduzindo a conversa. Ao fim de poucos minutos já nos sentíamos mais descontraídos. Acabamos por estar cerca de duas horas com eles no café a conversar sobre inúmeros assuntos. Desde a crise em que este nosso país está mergulhado, passando pelos trabalhos de cada um de nós, até, claro, o tema do swing e da sauna. Quando já nos preparávamos para sair, eles perguntaram se íamos para casa, ao que respondemos que não, que tínhamos planeado voltar essa noite à sauna. Em tom de brincadeira perguntamos se não nos queriam acompanhar. Eles pegaram a deixa e, após alguns momentos de indecisão (a F tinha que se levantar cedo para ir trabalhar no dia seguinte), aceitaram o convite. Como o Charlie não conhecesse bem aquela zona, a F foi connosco no carro até ao ponto onde ele tinham o deles estacionado. A partir daí seguimos cada casal em seu carro rumo a Lisboa e à rua Luciano Cordeiro. Durante a viagem eu e Charlie trocamos impressões sobre os nossos novos amigos e chegamos à conclusão que ambos simpatizávamos com eles. Eram de facto pessoas bastante educadas, atraentes, simples no trato e tinham mais alguma experiência do que nós nestas andanças. Entretidos com esta conversa rapidamente chegamos ao nosso destino. Naquela zona é difícil encontrar lugar para estacionar, de modo que depois de encontrarmos um lugar para deixar o nosso carro, ficamos no interior à espera deles que tiveram que ir estacionar mais longe. De novo reunidos encaminhamo-nos para a Apolo. Dispenso-me de contar a rotina da entrada pois os nossos relatos anteriores já a descrevem em pormenor. Chegados aos vestiários, mais uma vez não me senti suficientemente à vontade para me despir ali e fui à casa de banho de onde vim enrolada na toalha. Eles já estavam prontos e os quatro juntos entramos no corredor escuro. Tal como das outras vezes pequenos grupos de dois ou três homens espalhavam-se pelas diversas zonas. Andamos por ali até decidir onde irmos primeiro. Por sugestão do L entramos na sauna seca. Embora nas nossas visitas anteriores tivéssemos espreitado para este compartimento, ainda não tínhamos lá entrado. De pequenas dimensões, permite alojar confortavelmente quatro pessoas. Aqui existem duas correntezas perpendiculares com dois degraus cada uma. Eu e a F deitamo-nos nos degraus superiores da bancada de modo que as nossas cabeças ficaram próximas e as nossas pernas afastadas como os ponteiros do relógio às três da tarde. Eles sentaram-se, Charlie aos meus pés e L junto da F. Fechei os olhos e aos poucos comecei a sentir o calor. Charlie massajava-me as pernas e as suas mãos procuravam subir pelas minhas coxas. Não me sentindo ainda suficientemente descontraída, fechei as pernas impedindo-o de chegar onde ele queria. Pequenas gotas de transpiração formavam-se na minha pele e escorriam por entre os seios. Embora para mim o ambiente fosse um pouco desconfortável devido ao calor, deixei-me estar visto que os outros parecia estarem a apreciar. Um gemido da F fez-me abrir os olhos. Ela continuava deitada de costas no banco a meu lado. A toalha estava aberta deixando-a completamente nua. Tinha os joelhos dobrados e as pernas abertas. L debruçado sobre ela tinha a cabeça entre as suas coxas e fazia-lhe oral. Olhei para o meu marido e vi que ele os fixava atentamente. Charlie tentou abrir a minha toalha, mas eu ainda não estava preparada e resisti. Com um olhar que ele entendeu incitei-o a juntar-se a eles. Depois de alguma hesitação ele ajoelhou ao lado da F e ficou a assistir. Eu continuei de olhos fechados ouvindo junto a mim os murmúrios de prazer dela. Senti uma mão acariciar-me as mamas por cima da toalha. Na posição em que estávamos só podia ser do meu marido. Aos poucos esta mão foi-se introduzindo entre o tecido e a minha pele. O contacto dos lábios de Charlie no meus levou-me a abrir os olhos. Enquanto me beijava, tinha uma mão nos meus seios e com a outra percorria o corpo de F. Mudei um pouco de posição de modo a ficar de lado apoiada no cotovelo e assim poder observar o que se passava entre eles os três. L continuava a chupar a mulher ao mesmo tempo que se masturbava lentamente. As mãos de Charlie alternavam entras as mamas da F e as minhas. Vi-o descer sobre ela e começar a beijar-lhe os mamilos. Permanecemos assim durante algum tempo, mas para mim estava a tornar-se desconfortável aquele calor. Disse ao Charlie que queria sair. Levantamo-nos e saímos, logo seguidos pelos nossos amigos. Depois de algumas voltas pelos corredores pensando onde nos havíamos de dirigir reparamos num pequeno compartimento que eu não notara nas visitas anteriores. Uma sala sobre o comprido com alguns oito orifícios circulares numa das paredes. Estes orifícios com aproximadamente dez centímetros de diâmetro estavam a cerca de oitenta centímetros do chão e sua finalidade era obvia. Vim depois a saber que era conhecida como a sala dos buracos, ou “glory holes” para usar um estrangeirismo. Movida pela curiosidade insisti com os outros para que entrássemos. Tentando disfarçar algum nervosismo gracejei com a F sobre estes buracos e o que se poderia fazer com eles. Enquanto nós as duas riamos e trocávamos piadas uma com a outra a meia voz, os nossos maridos olhavam-nos e olhavam um para o outro sem saberem bem o que fazer e obviamente pouco à vontade, pois no seu entender estavam do lado errado da parede dos buracos. Estávamos ambas nesta galhofa não havia muito quando reparo que alguns dos buracos já não deixavam passar a ténue luminosidade da sala contigua. Alguém se tinha encostado á parede e introduzido o pénis pelo orifício. Chamei a atenção da F. Aproximamo-nos e eu toquei-lhe ao de leve. Não estava ainda em erecção mas o facto de estar a mexer no pau de um estranho do qual não podia ver a face deixou-me subitamente excitada. Fechei os dedos em torno dele e senti-o a aumentar nitidamente de volume. Delicadamente fiz deslizar a pele para trás deixando a descoberto a glande e ao fim de pouco tempo tinha na minha mão um membro duro. Provavelmente atraídos pela acção que ali se desenrolava, outros saunistas vieram oferecer os seus sexos através da parede de buracos e não tardou que mais de metade dos orifícios estivessem ocupados. A F resolveu imitar-me e começou a brincar com os dois que estavam mais próximo dela. Sentia-me ao mesmo tempo divertida e excitada pela situação. Brincando L disse que se ia por também do outro lado da parede para ver se a sua esposa conseguia distinguir qual era o seu pau. Ao nosso lado Charlie tocava-se com uma mão enquanto com a outra me apalpava. Eu ia alternadamente masturbando dois ou três membros que espreitavam nos buracos mais perto de mim. Nunca saberei se algum deles era o do marido da F. Senti a mão do meu marido a insinuar-se entre as minhas nádegas e pelo canto do olho, apesar da obscuridade, pude ver que com a outra ele apalpava o rabo da minha amiga. As minhas mãos sentiam os vários graus de erecção à medida que iam saltando de um pénis para outro. Um deles, o primeiro em que comecei a mexer, estava mais teso do que todos os outros e começava a deixar-me os dedos molhados. Comentei isto com a F que olhou para mim sem responder, ocupada que estava com um pau em cada mão. Charlie segredou-me ao ouvido que o masturbasse até ele se vir. Continuando com a mão esquerda a brincar com os do lado, concentrei-me com a direita em manusear aquele. O fluido que lhe saia da cabecinha deixava a minha mão encharcada e lubrificava o movimento dos meus dedos. Não tardou que lhe sentisse as contracções do orgasmo. Na minha perna senti o primeiro jacto quente de esperma que me escorreu pela coxa e pelo joelho até ao tornozelo. Aparando os seguintes fiquei com a mão toda molhada daquele liquido viscoso. Inesperadamente para mim própria senti que também eu estava molhada entre as pernas. Continuei a acariciar-lhe o pau enquanto o sentia perder lentamente a erecção. Por fim, satisfeito com o gozo que lhe dera uma desconhecida, retirou-se deixando vago o buraco que logo foi ocupado por outro. Mas para mim a brincadeira tinha acabado e queria ir-me lavar, pois passado o momento de excitação, a sensação pegajosa do esperma na minha perna tornava-se desagradável. Saí da sala dos “glory holes” e dirigi-me para os chuveiros perto da entrada do banho turco. Já mais afoita que das primeiras vezes nem me passou pela cabeça colocar a toalha em volta do corpo. Debaixo do chuveiro ensaboei-me com o gel disponível enquanto num chuveiro próximo um outro homem me olhava disfarçadamente. Perguntei a mim própria se teria sido aquele que eu acabara de masturbar. Pouco depois Charlie e F juntavam-se a mim logo seguidos de L que gracejava com a esposa sobre se ela teria ou não sabido distinguir o seu pau entre os outros que se lhe ofereceram. Depois do duche entramos os quatro no banho turco onde estivemos a relaxar durante algum tempo. Charlie e L de vez em quando usavam um chuveiro amovível de agua fria. Por muito que insistissem connosco dizendo-nos que a sensação era óptima, nem eu nem a F quisemos experimentar. Como o calor apertasse, deixei-os a transpirar naquele ambiente saturado de vapor e fui ao bar buscar uma garrafa de água. Nos homens com quem me cruzava via uma expressão que variava entre o olhar disfarçado e a lubricidade de quem come com os olhos. Quando me debrucei sobre o balcão para pedir ao empregado a garrafa de água, sabia que a toalha deixava metade das minhas nádegas à mostra e sentia nelas, cravados, os olhares dos ocupantes das mesas do bar. Mas a humidade que sentia dentro de mim deixava-me acesa e com vontade de provocar. Sentei-me numa mesa um pouco afastada das restantes enquanto bebia a minha água. Propositadamente deixei as pernas entreabertas, mostrando assim, a quem quisesse ver, os lábios da minha ratinha por entre o tufo aparado de pelos púbicos. Terminada a água e, restabelecida da sede, levantei-me e dirigi-me para onde tinha deixado o meu marido e os nossos amigos, sabendo que olhares de desejo me seguiam. Quando cheguei à zona dos chuveiros estavam eles a sair do banho turco. Charlie beijou-me demoradamente. Um beijo em que as nossas línguas se envolviam e as nossa bocas falavam, entre si e sem palavras, de amor e desejo. L e F interrogavam-se sobre onde nos dirigirmos a seguir. Perante a indecisão dos restantes Charlie sugeriu que nos fossemos sentar no mesmo cantinho onde dias antes tínhamos estado os dois. Quem leu os nossos relatos anteriores conhece a sauna, sabe a que sitio me refiro. Passando por uma zona mais espaçosa onde se encontra um divã redondo e que é afinal a parte de trás da parede dos buracos, chega-se a um recanto mais ou menos escondido. Aí nos fomos sentar, eu mais perto da parede com o meu marido a meu lado, depois a F e ao lado dela o L. Meia deitada sobre o colo de Charlie e, enquanto ele me beijava o pescoço e os ombros provocando-me arrepios, observava as carícias do casal. A F tinha a toalha aberta e segurava o sexo do marido enquanto ele lhe acariciava os seios. Aos poucos vi-a descer com a boca pelo peito dele beijando e mordendo. Ele, reclinado para trás, guiou-lhe a cabeça até ao pénis erecto, que aos poucos desapareceu entre os seus lábios. Charlie observava também ao mesmo tempo que, continuando a acariciar-me, se ia tocando a si próprio. Adivinhando-lhe as vontades e porque a mim também me apetecia, debrucei-me e ao de leve comecei a lamber a cabeça do seu pau. Na língua senti o gosto meio salgado das gotas de tesão que ele ia produzindo. Ao mesmo tempo que lhe lambia a glande e a zona por baixo desta, que eu sei que é onde ele mais gosta de sentir a minha boca, com a mão ia fazendo um lento movimento de vai vem ao longo do tronco. Senti a sua mão deslizar pelas minhas costas e procurar entre as minhas nádegas. Na posição em que me encontrava o meu rabo estava aberto e estremeci quando senti um dedo tocar-me no ânus. Lubrificado pelos meus próprios fluidos entrou facilmente provocando-me uma onda de tesão. De uma só vez engoli o pau que se me oferecia. Um gemido surdo fez-me olhar para cima. Nos seus olhos e vi o brilho do desejo misturado com tudo o mais que aquele olhar mudo me dizia. Chupei-o com sofreguidão sentindo os dedos dele a entrarem e saírem de dentro de mim. Tal como da outra vez que ali tínhamos estado, alguns homens foram-se aproximando, aos poucos, na expectativa de observarem ou eventualmente de terem direito a algo mais. Charlie levantou-se e colocou-se á minha frente. O pénis em riste e brilhante da minha saliva apontava para mim numa linha ascendente. As suas mãos envolveram-me a cabeça e puxaram-me para ele. Sabendo como eu às vezes gosto que me trate com brutalidade, enfiou-mo na boca e sem gentileza começou a penetrar-me até á garganta, tendo o cuidado de se pôr um pouco de lado para permitir uma boa visão aos vários espectadores que se tocavam despudoradamente cada vez mais perto de nós. Ao meu lado via o movimento da cabeça de F a fazer oral ao marido. Não tardou que estivéssemos rodeados de cinco ou seis homens a masturbarem-se. Continuei a chupar o Charlie, cada vez mais excitada pelo facto de estar a ser observada. Por fim, não resistindo à tentação e sabendo que meu marido adorava ver-me, agarrei no pau do que estava mais perto e comecei a masturbá-lo. Com um pau na boca e outro na mão ainda consegui ver que a F estava a chupar um enquanto tocava outros dois. L a seu lado observava sem tirar os olhos e manuseava lentamente o seu próprio membro. Senti abrirem-me a toalha e logo uma mão me começou a apalpar as mamas. Charlie a meia voz disse ao tipo que eu masturbava para colocar um preservativo. Rapidamente, saída não sei de onde, surgiu-lhe na mão uma camisinha que ele colocou com a minha ajuda. Comecei então a chupar alternadamente este desconhecido e o meu marido. Por vezes, e pelo gozo que me dava senti-los a usarem a minha boca, lambia ao mesmo tempo as duas cabeças inchadas e sentia na ponta da língua a sua textura diferenciada; uma envolvida pela fina película do preservativo, a outra na maciez nua da pele delicada. Na boca sentia-lhes as diferente formas e pensei para comigo que mesmo que não visse o homem por trás do pénis, seria capaz de identificar Charlie pela forma da glande e pela sensação que me provocava tê-lo na boca. Fazer sexo oral a um homem foi sempre algo que me deixou excitada. A sensação de que me usam para seu prazer, de a minha boca ser o túnel quente e molhado onde o falo procura um prazer diferente, de sentir nos lábios e na língua aquele pedaço de carne túrgida que mistura na minha saliva a sua baba, deixa-me invariavelmente com este outro túnel entra as minhas pernas molhado. Charlie, que me conhece melhor que ninguém nesta minha personalidade secreta, afastou-se um pouco e eu continuei com todo o entusiasmo a chupar aquele desconhecido. No meu corpo sentia várias mãos que não sabia nem me preocupava de quem eram. Ao meu lado alguém ajoelhou e começou a chupar-me um mamilo. Senti que uma mão avançava entre as minhas coxas e, perdida na minha excitação, afastei-as dando-lhe acesso à minha vulva. Dedos penetravam-me e brincavam com o meu clítoris inchado. Algo que não pensei que pudesse acontecer mas que naquele momento me estava a dar um tesão enorme. Do meu lado esquerdo Charlie tocava-se lentamente com o olhar fixo na minha boca e no pau que ma enchia. A sua mão acariciou-me o ombro, depois subiu pela face até tocar nos meus lábios. Os seus dedos, roçando-os, fecharam-se em torno do pénis do desconhecido e durante algum tempo acompanharam o deslizar dele na minha boca. Sorri interiormente deste seu atrevimento. Com a mão livre procurei a dele e guiei-a para os testículos do individuo. Charlie não resistiu e o outro pareceu gostar pois começou a foder a minha boca com mais ímpeto. Não tardou que lhe sentisse aproximar o orgasmo anunciado por movimentos convulsos. Puxando a minha cabeça de encontro a ele enterrou-me o pénis até eu o sentir tocar na garganta. Em golfadas sucessivas senti a camisa de vénus encher-se como um balão. Ele dobrou-se por cima de mim apoiando a cabeça na parede e durante longos segundos ficou imóvel. Eu sentia a boca completamente cheia pelo volume do pénis acrescido do liquido que inundara o preservativo e por momentos receei que este se rompesse, ao mesmo tempo que imaginava como seria sentir na boca e engolir todo aquele sémen. Por fim, e caindo na realidade, apertei os dedos em volta do tronco de modo a segurar a bainha do preservativo e lentamente retirei-o da boca. Ele murmurou um agradecimento e meio cambaleante afastou-se. Só nesse momento me apercebi que a F e o L tinham estado a observar atentamente a minha actuação. Um pouco envergonhada, mas orgulhosa e, sem duvida, muito excitada abracei Charlie que continuava de pé. Senti de encontro a mim a sua erecção. Quis que ele soubesse como me sentia. Peguei-lhe na mão e levei-a entre as minhas pernas. Não só a minha ratinha estava encharcada, mas toda a zona à volta dela e o interior das coxas estavam também molhados. Ele, apercebendo-se, sugeriu-me a meia voz, mas de modo a que o a F e o L ouvissem, que escolhesse um dos tipos e que fosse com ele. Eu repliquei-lhe meia a brincar que era bem capaz de o fazer. Os nossos amigos que apenas me conheciam à umas horas olhavam sem saberem se eu estava a falar a sério ou não. Olhei interrogativamente para Charlie, que me encorajou com um aceno de cabeça. Percorri com o olhar os cinco ou seis homens que se conservavam na expectativa a curta distancia e decidi-me por dois deles. Não sei bem o que na minha mente guiou esta escolha, mas como o objectivo era apenas gozar, penso que foi algo nas suas formas físicas que me agradou. Peguei na toalha e segurando-os pela mão afastei-me. O meu marido e os nossos amigos viram-me sair da sala rebocando dois homens espantados com a sorte que lhes tinha calhado. Só mais tarde, já em casa, soube que Charlie tinha ajoelhado em frente das pernas abertas da F e sob o olhar excitado do marido a tinha estado a comer com a boca. Ignorando na altura esta peripécia, atravessei a sala do divã e já a chegar ao corredor por pouco não esbarrava com um terceiro individuo entrava. Algo no seu olhar fez-me pensar: perdida por dois, perdida por três. Sem hesitar pedi-lhe para nos seguir. Devo dizer a quem me estiver a ler, que este modo de proceder nada tem a ver com a minha postura do dia a dia. Sou por natureza tímida e reservada e absolutamente incapaz de enganar o meu marido em qualquer outra situação. Mas ali, num ambiente em que se respira sexo, depois do que até então acontecera e sabendo da concordância cúmplice de Charlie, eu era outra pessoa. Os meus diabinhos interiores traziam ao de cima a tesão e a vontade de gozar liberta de tabus e de todas as condicionantes que nos fazem pessoas socialmente bem comportadas. Assim, entrei com eles num dos privados e fechei a porta atrás de mim mas sem a trancar para que o meu marido e o casal nosso companheiro desta aventura pudessem em qualquer momento entrar. Atirei a minha toalha para cima do colchão de napa e fiquei nua na frente daqueles três homens. Imediatamente eles me rodearam agarrando-me e roçando-se em mim. Um deles abraçou-me por trás, as mãos tentando envolver os meus peitos demasiado grandes para caber nelas. Sentia o seu pau teso a esfregar-se nas minhas nádegas. Outro encostou-se a mim pela frente e beijou-me introduzindo a língua na minha boca enquanto com um mão procurava a minha ratinha. Afastei ligeiramente as pernas e puxei-o de encontro a mim. Sentia a cabeça do seu pau a tocar os meus lábios inchados. Com a mão agarrei o pénis do terceiro e comecei a masturbá-lo. Ali estava eu num paraíso de sensações. Como que uma sanduíche feita de três corpos em que eu era o centro. Apertada entre eles sentia-os roçarem em mim a sua tesão, que fazia aumentar a minha. As minhas mamas e as minhas ancas, as minhas nádegas e a minha vagina, todo o meu corpo, era pasto das suas mãos ávidas. Ser o centro daquele vórtice erótico deu-me uma sensação enorme de poder. Saber que eles me queriam, me desejavam, que me queriam comer de todas as maneiras que eu deixasse faziam com que ao mesmo tempo me sentisse uma Vénus e uma puta. Esta sensação fazia nascer dentro de mim uma vontade enorme se sexo, de me entregar, de gozar e de lhes dar gozo. Pedi-lhes que colocassem os preservativos, pedido que eles prontamente atenderam. Debruçando-me para um deles, apoiei-me com uma mão na sua cintura e comecei a chupá-lo. Nesta posição, curvada para a frente, de pernas abertas sabia que me estava a oferecer aos outros. Não tardou que sentisse um deles (confesso que não sei qual) a passar o pau entre as minhas nádegas. Passei a mão livre por entre as pernas para o guiar para dentro de mim mas também para me certificar que tinha a camisinha colocada. Molhada como eu me encontrava penetrou em mim sem dificuldade. Sentia nas ancas as suas mãos a puxarem-me de encontro a ele. A cada estocada sentia-o enterrar-se em mim. Por sua vez, na minha frente, o outro afastava-me os cabelos de modo a ver o seu pau entrar e sair da minha boca. À mistura com os seus gemidos ouvia alguns palavrões que me incitavam a mamar, que me chamavam puta e que diziam o gozo que a minha boca e a minha cona lhes estavam a dar. Como já disse antes, ser usada é algo que deixa super excitada. Ali, com dois paus a comerem-me na boca e na ratinha e um terceiro a tocar-se enquanto me apalpava o rabo e as mamas, sentia-me derreter de gozo. Gotas de prazer escorriam-me pelas coxas. O que me comia por trás, retirou o pau da minha coninha dizendo que se queria vir na minha boca. Sentei-me na borda da cama e preparava-me para o chupar quando a porta se abriu e o meu marido entrou acompanhado pela F e pelo L. A presença de Charlie e do casal a observarem ainda potenciou mais a minha excitação. Puxei para mim o desconhecido recomecei o que havia interrompido momentos antes. Chupei com gosto aquele pau teso e ao mesmo tempo acariciei entre os dedos suas bolas depiladas. Não tardou veio-se na minha boca em jactos que eu sentia quentes através do látex da camisinha. Segurando-me pela nuca manteve-se na minha boca enquanto a erecção se desvanecia. Por fim, beijando-me com meiguice retirou-se com um sorriso feliz. Olhei para o lado e vi a L encostada à parede ladeada pelo marido dela e pelo meu. Eles apalpavam-lhe as mamas enquanto ela com um pau em cada mão os masturbava. A visão do meu marido a receber prazer da L deixou-me feliz. Afinal tinha sido para isso que ali tínhamos vindo. Para ter algo diferente. Sentir outros corpos e outras mãos e outras bocas e outros paus. Juntos, sem ciúme e bebendo com os olhos o prazer um do outro. À minha frente os outros dois tipos continuavam a tocar-se. Os seus paus erectos apontavam para mim numa oferta à minha gula sexual. Agarrei um em cada mão e comecei a tocá-los. Entre os dedos sentia-os inchados e duros de tesão. Fui-os chupando à vez até sentir que um deles estava próximo do fim. Preparava-me para o sentir ejacular quando, num movimento mais brusco da minha mão, o preservativo deslizou deixou a glande a descoberto. À beira de se vir não dava já para lhe colocar outra camisinha, mas também não podia deixar que se viesse na minha boca ao natural. Estas brincadeiras são uma tesão muito grande, mas há que ter a cabeça no seu lugar e pensar que certos riscos que não merecem a pena ser corridos. Sem pensar duas vezes afastei-me um pouco para trás e agarrando-lhe o pénis pela zona logo atrás da glande apenas com dois dedos fiz a pele deslizar rapidamente para trás e para a frente. Provocado provavelmente pelo contacto directo dos meus dedos, o orgasmo veio rápido. O primeiro fluxo de esperma saiu como um disparo e atingiu-me no pescoço escorrendo pelo ombro. Outros se seguiram que senti caírem nas minhas mamas. Envolvi-lhe a glande com os dedos e ele acabou de ejacular na minha mão. Alguns homens vêm-se mais abundantemente que outros. Este, inundou-me os seios com uma quantidade muito generosa de leite. Continuei manuseá-lo enquanto o sentia lentamente murchar entre os meus dedos. Ele debruçou-se para mim e beijou-me enquanto com a mão me acariciava os seios espalhando neles a sua semente derramada. Agarrei uma das toalhas que ali estavam e limpei-me, pois antes de ir tomar banho ainda tinha o ultimo dos meus escolhidos que pacientemente aguardava a sua vez. De pé enquanto me limpava observei a F que sentada de lado no divã tinha na boca o pau de Charlie. Este olhou-me com uma expressão de ternura e ao mesmo tempo com um brilho nos olhos que me dizia que estava a adorar o que ela lhe fazia. Sorri-lhe e com os lábios fiz o gesto de lhe enviar um beijo. O meu terceiro elemento aproveitou o momento em que eu, de costas para ele, olhava para o meu marido a ser chupado pela F, e encostou-se a mim fazendo-me sentir nas nádegas o volume da sua erecção. Excitada pelo toque inclinei-me para a frente e senti-o roçar entre as minhas coxas. Com a mão agarrei-lhe o pau por trás de mim certificando-me que o preservativo estava no seu lugar e comecei a passa-lo entre as pernas. A sua cabeça intumescida roçava os lábios da minha vagina e tentava abrir caminho entre eles. Sentia-lhe as mãos que me apalpavam as mamas. Os meus mamilos estava rijos e inchados entre os seus dedos. Perdida de tesão eu queria-o sentir dentro de mim. Queria que ele me comesse ali, em frente dos nossos amigos e sobretudo em frente de Charlie. Subi para cima do divã e pus-me de gatas em cima da tolha estendida. De pernas afastadas, apoiada nos cotovelos, completamente aberta, oferecia-me assim para que me penetrasse. Ele encostou-se ao meu rabo e ficou a esfregar a glande entre as minhas nádegas. De cada fez que a sentia tocar-me no ânus, uma onda de prazer percorria-me todo o corpo. Sou extremamente sensível nessa zona e desde sempre gostei de sexo anal. Com Charlie é frequente vir-me enquanto ele me come assim. A sensação do pénis a abrir-me o ânus, o esfíncter a ser lentamente dilatado, a cabeça a entrar depois de vencida a resistência inicial e por fim sentir todo o membro erecto dentro do rabo, é algo que me faz transbordar de prazer. Mas por outro lado e por uma questão muito intima, a penetração anal é coisa que reservo para o meu marido. Por muito que me apetecesse ser enrabada ali e naquele momento, isso era algo que estava fora do que eu me sentia capaz de fazer. Com dois dedos afastei os lábios vaginais para lhe dar um sinal de onde o que queria sentir. Ele percebeu a minha intenção e apontou-o à minha gruta que se lhe oferecia aberta. Senti a cabeça inchado do seu membro tocar-me entre os lábios. Por momentos penetrou-me apenas com a ponta do pénis, brincando com ela na minha entrada húmida, tirando-a de novo para fora e fazendo-a roçar no meu grelinho, voltando a meter, deixando-me desesperada por o sentir todo dentro de mim. Não podendo mais, atirei o corpo para trás e senti de uma vez todo aquele volume enterrar-se profundamente dentro de mim. As suas mãos agarraram-me pelas ancas e puxavam-me de encontro a ele. A minha vulva engolia-o até à base e sentia-lhe os testículos baterem-me no clítoris a cada estocada. Comeu-me com movimentos violentos que faziam todo o meu corpo tremer. Os meus seios balouçavam ao ritmo das suas investidas, e eu sentia o roçar da toalha nos mamilos erectos. Naquela posição adivinhava o seu olhar no meu rabo aberto. Alcancei com a mão por trás das costas e passei um dedo entre as nádegas afastadas. Comecei a tocar-me no ânus e por fim introduzi o dedo médio tão fundo quanto consegui. Excitado por esta minha atitude, aumentou a violência da penetração e percebi que não ia tardar muito a vir-se. E de facto pouco depois anunciou-me que ia atingir o clímax. Com receio de algum percalço com a camisinha, desviei-me e virando-me para ele abocanhei-lhe o pénis. Assim que se sentiu na minha boca começou imediatamente a vir-se. Uma vez mais senti um pau a descarregar entre os meus lábios, na minha língua e na minha garganta a sua carga de esperma. Com a ponta da língua pressionada contra a fenda da glande senti o leite a sair no interior do preservativo numa sucessão de descargas que parecia não ter fim. Por fim, já esvaziado de sémen, o membro continuou a latejar na minha boca, perdendo lentamente a rigidez e o volume. Ele então debruçou-se sobre mim e beijou-me prolongadamente como que agradecendo o prazer recebido. Só então me apercebi que a meu lado a F era penetrada pelo marido enquanto Charlie a acariciava. Um cansaço lânguido apoderava-se de mim. Com os cabelo em desalinho, o corpo transpirado, o interior das coxas molhado de um desejo ainda não consumado deixei-me estar deitada a vê-los consumarem o seu desejo. Agora queria Charlie para me dar o que me faltava. Depois de uma noite de orgia, de sexo desenfreado com desconhecidos, da excitação de ter sido a fêmea comida e usada para o prazer de vários machos, queria chegar a casa e fazer amor calma e prolongadamente com ele. Era com o meu marido amado que queria ter o meu orgasmo. Era cavalgando-o que queria sentir o culminar da tesão acumulada nestas horas. Sentar-me em cima do seu sexo. Senti-lo vir-se dentro de mim e vir-me sobre ele. Deixá-lo inundado com o sumo do meu prazer. Mas esta é uma história que não vou contar aqui pois faz parte de outro mundo. De um universo fechado onde apenas há lugar para nós e para a nossa intimidade.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Uma tarde de praia...

Saímos de casa por volta das três da tarde. Planeávamos chegar á praia depois de passada a hora de maior calor. Embora houvesse várias praias mais perto de nossa casa, nesse dia resolvêramos ir a à praia de S. Julião. Esta praia fica alguns quilómetros a sul da Ericeira. Uma longa faixa de areia estende-se, desde a entrada norte onde fica o parque de estacionamento, para sul, encaixada entre as arribas e o mar. A zona norte é frequentada por muita gente, mas mais para sul vão escasseando as pessoas e pode-se estar à vontade. Por vezes nem sequer há ninguém à vista. Pretendiamos algum sossego e uma tarde agradável de namoro com sol e mar e apenas a companhia das gaivotas e o marulhar das ondas. Por isso, em vez de nos dirigirmos para o acesso principal da praia fomos pela estrada de terra batida que conduz pelo meio dos pinhais. O ultimo troço da estrada encontrava-se em muito mau estado devido às chuvas do inverno anterior. Lentamente e evitando os sulcos mais profundos Charlie foi conduzindo até chegarmos ao pequeno largo onde tivemos que deixar o carro. Depois de esperar que a nuvem de poeira que nos seguia assentasse, saímos do carro e pegando nas mochilas e no chapéu de sol dirigimo-nos para a falésia. Da beira do abismo a vista era fantástica. Para norte, ao longe, via-se a Ericeira. Em baixo o areal estendia-se deserto para ambos os lados. No parque havia um outro carro estacionado, mas em baixo, na praia, não avistámos ninguém. Para quem conhece, existem alguns pontos por onde é possível descer, estreitos trilhos que serpenteiam pela falésia abaixo. De mãos dadas iniciamos a descida por um destes trilhos. Inicialmente o caminho era aceitável, mas aos poucos foi-se tornando mais íngreme de modo que em alguns sítios tínhamos que descer com as mãos apoiadas no chão. Alguém, provavelmente pescadores, tinha talhado uns degraus toscos que aos poucos se iam desfazendo com a erosão e a intempérie. Pedras soltas e raízes tornavam ainda mais difícil a descida. Por fim chegamos aos grandes blocos de pedra que se acumulavam na base da arriba e destes saltamos para a areia. O vento que se fazia sentir lá em cima, aqui não era mais que uma ligeira brisa. Depois de descansar um pouco e contemplar a beleza aparentemente intocada daquela praia caminhamos para sul numa direcção obliqua à linha de água. Assim, enquanto nos afastávamos do ponto onde termináramos a descida, fomo-nos aproximando desta. Uns metros á minha frente, Charlie parou para tirar a roupa. Aproveitei e despi-me também ficando em fato de banho. Debaixo dos pés sentia a areia quente. Retirámos as nossas coisas das mochilas; garrafa de água, protector, livro, etc. Rapidamente estendemos as toalhas e como o calor apertasse dirigimo-nos para a rebentação. Esta praia obviamente não é vigiada e o mar é perigoso, mas estando maré vazia ou próximo disso, existiam algumas pequenas enseadas formadas pelos esporões de rocha que penetram mar dentro, onde era possível tomar banho. Caminhamos junto à agua de mãos dadas apreciando o momento. Sabia-me bem sentir a frescura dos salpicos trazidos pelo vento. As ondas depois de rebentarem, vinham morrer a nossos pés em rendilhados de espuma. Aos poucos fomo-nos molhando. Mais para a nossa direita havia uma zona em que as ondas eram amortecidas por algumas rochas formando como que uma pequena lagoa de águas mais calmas. Aí entramos no mar até termos água pela cintura. Sentia um arrepio de cada vez que uma onda molhava um pouco mais da minha pele aquecida pelo sol. Charlie já tinha mergulhado e ameaçava atirar-me com borrifos de água. Perante isto não tive outra alternativa senão molhar-me também. Quando emergi a leve brisa no corpo molhado fez-me sentir frio. Charlie veio até mim e abraçou-me. Durante um bocado ficamos assim abraçados, a sentir o calor um do outro. Charlie aproximou a boca dos meus lábios. Primeiro foi apenas um toque, um roçar suave que aos poucos se transformou num beijo. As nossas bocas sabiam a sal. Entreabri os lábios e deixei a que a sua língua tocasse a minha. Senti-me percorrer por um tremor, não sabia se provocado pela brisa ou pelo toque das suas mãos no meu corpo. Puxei-o com força de encontro a mim. Os nossos corpos molhados estavam colados e senti-me aquecer por dentro. Nos seios sentia o contacto do seu peito e isto ou talvez o frio fez os meus mamilos ficarem rijos. Ele começou a beijar-me o pescoço e o ouvido. Com as mãos acariciava-me os ombros, as costas, a cintura, descia pelas ancas. Senti-o afastar o elástico do bikini e agarrar-me as nádegas. Abandonei-me às suas carícias sentindo de encontro ao ventre um volume que crescia. Instintivamente a minha mão procurou entre os nossos corpos. Metendo a mão por dentro dos calções encontrei aquele pedaço dele de que tanto gosto. Ainda sem estar completamente erecto senti-o crescer-me na mão. Ao tacto podia sentir os pormenores da sua forma. A glande em forma de morango, com a pele esticada. O tronco com a veia saliente de lado. Tacteei cada detalhe com a ponta dos dedos. Beijando-me sofregamente, subiu as mãos pelo meu corpo e sem oposição da minha parte desapertou-me o laço do soutien. Com um movimento deixou-o apenas pendurado pelos cordões que passavam em volta do pescoço. Os meus seios ficaram expostos ao seu olhar. Na sua expressão vi aquela mistura tão doce de carinho e desejo. A sua boca foi percorrendo na minha pele um caminho que aos poucos se aproximava dos meus mamilos. Sentia cada toque, cada afago dos seus lábios, cada pequena mordidela. Um após outro, chupou-os, deixando-os se possível ainda mais tesos. Eu, de olhos fechados, a cabeça inclinada para trás, oferecia-lhe os seios para seu e meu deleite. Senti uma mão introduzir-se pela parte da frente do meu fato de banho e procurar a minha ratinha. Abri um pouco as pernas de modo a facilitar-lhe o movimento e os seus dedos avançaram até se colocarem sobre os lábios que eu sentia estarem inchados. Continuamos nestas brincadeiras até sentirmos frio. Então resolvemos sair para nos aquecermos ao sol. Caminhamos ao longo da praia. Charlie com o braço em torno da minha cintura puxava-me para ele. De vez em quando a sua mão descia e apalpava-me o rabo. Entre beijos e carícias fomo-nos aproximando das rochas cobertas de algas e de mexilhões. Os nossos pés enterravam-se na areia molhada. Sentia o cheiro do mar e o sol secava o sal na minha pele. Como não havia ninguém á vista no extenso areal, deixei os seios descobertos. Entretemo-nos a observar as pequenas poças que havia nos rochedos. Um colorido vivo cobria-os. As algas e os limos brilhavam em vários tos de verde, mas havia também anémonas e pequenos corais roxos e avermelhados. Aqui e além pequenos peixes e camarões fugiam assustados com as nossas sombras. Distraída a observar este pequeno mundo aquático, não me apercebi que Charlie tinha tirado os calções. Quando reparei, estava ele inclinado de costas para mim apoiado numa pedra e com a mão dentro de uma poça. Fiquei a olhá-lo sem que ele se apercebesse. Já moreno por natureza, a sua pele, apenas com alguns dias de sol, adquiria um bronzeado carregado. Contrastando com o resto do corpo, as nádegas tinham um tom mais claro. Lentamente e sem que ele se apercebesse aproximei-me por trás dele. Senti-o estremecer ao contacto das minhas mãos molhadas. Como ele continuasse debruçado sobre o que quer que fosse que estava a ver, abracei-me a ele. Sabia bem o contacto das suas costas aquecidas pelo sol nas minhas mamas. Mantendo-me colada ao seu corpo quente, fui-lhe beijando o pescoço e os ombros. Deixei as mãos percorrerem-lhe o peito e irem descendo pela barriga ate chegar perto do sexo. Quanto a mim, tinha ficado excitada com as brincadeiras dentro de água, queria mais, queria senti-lo em mim. Sempre com os lábios colados na sua pele, fui brincando com os dedos em torno do púbis. Ele tentava não reagir mas eu sabia que o excitava. Acariciei-lhe as coxas, primeiro pela parte exterior descendo desde as ancas até aos joelhos, depois, lentamente, subindo pelo interior até às virilhas. Deixando propositadamente de lado o pénis, brinquei com os testículos. Sentia cada um deles entre os meus dedos. Não precisei olhar para saber que ele estava já com uma erecção. Aos poucos a minha boca foi descendo pelas suas costas, deixando um rasto de saliva misturada com sal. Pequenos estremecimentos percorriam-lhe o corpo cada vez que eu mordia. Ele inclinou-se mais para a frente e empinou o rabo na minha direcção. Ajoelhei-me por trás dele e continuei a acariciá-lo. Aproximei a face e comecei a dar pequenas dentadas. As minhas mãos percorriam-lhe as nádegas em círculos, ora as afastava deixando ver a linha que as separava, ora as comprimia uma contra a outra. Percorri a zona entras as coxas, avançando até sentir os testículos na concha da minha mão. Mais um pouco e agarrei-lhe no pénis. Aos poucos fui-o manuseando, correndo a mão devagarinho ao longo do tronco. Na ponta dos dedos senti a cabecinha molhada. Lubrificada por este liquido que ele ia produzindo, a minha mão deslizava para trás e para a frente. A rigidez e o volume que apertava entre os dedos davam-me conta da tesão que lhe estava a provocar. Tesão que se reflectia entre as minhas pernas, pois sentia-me a mim própria cada vez mais molhada. Com a outra mão afastei-lhe as nádegas e passei os dedos entre elas. Como um sinal para continuar, ele inclinou-se mais para a frente deixando o rabo mais exposto ao meu olhar. Recomecei a beija-lo ao de leve. A cada beijo os meus lábios aproximavam-se mais daquela racha e eu via o ânus contrair-se numa reacção involuntária de tesão. Comecei a descrever pequenos círculos com a língua em torno dele. Continuando sempre a masturbá-lo fui lambendo em volta, por cima e por baixo, deixando para o fim a parte que eu sabia ser a mais gostosa para ele. Por fim colando-lhe os meus lábios em volta do ânus, brinquei com a língua mesmo no centro. Durante um bocado assim ficámos. Ele de pernas afastadas, inclinado para a frente apoiando-se na rocha e eu por trás, os meus joelhos a enterrarem-se na areia molhada, uma mão passada por entre as suas pernas a acariciar-lhe o sexo, a minha face entre as suas nádegas beijando e lambendo. O liquido que ia saindo da do seu pau e que me deixava os dedos cada vez mais molhados, mostrava-me o gozo que ele estava a ter. Pensando que ele ia acabar por se vir, quis que o fizesse na minha boca. Assim, parei com as lambidelas e pedi-lhe que se virasse para mim. Ele deu meia volta e apoiou as mãos rocha, ficando com o corpo ligeiramente arqueado para trás, oferecendo-me o pau babado. Continuando de joelhos contemplei por momentos o sexo erecto, antecipando a sensação de o ter entre os lábios. A pele repuxada, a glande intumescida e brilhante de liquido, as veias salientes ao longo do tronco, provocavam-me uma vontade enorme de o sentir dentro de mim. De cada vez que a minha mão o percorria desde a base até á cabeça, espessas gotas de fluido viscoso apareciam na ponta. Com a língua colhia-as e saboreava o seu gosto ligeiramente salgado. Coloquei os lábios em torno da glande e com uma mão procurei entre as suas nádegas. Percorrendo entre elas, procurei a entrada do ânus. Este, ainda lubrificado pela minha saliva, não ofereceu resistência à entrada dos meus dedos. Enterrando-os mais profundamente, puxei-o para mim. Enquanto os meus dedos o penetravam, engoli-lhe o pénis até sentir a glande tocar-me na garganta. Fiquei com ele na boca durante alguns segundos. Depois, lentamente, os meus lábios percorreram todos os relevos do tronco em sentido inverso. Como um reflexo do gozo que lhe estava a dar, sentia a minha vagina cada vez mais quente e molhada. Algumas vezes mais o fiz entrar e sair da minha boca. De cada vez que o engolia, pressionava com os dedos no seu rabo. Assim teria continuado até ele se vir, mas ele, com as mãos agarrou-me a cabeça e afastou-me. Um fio brilhante ficou pendente entre a ponta do seu sexo e os meus lábios. Ele puxou-me para cima e eu, já de pé, beijei-o dando-lhe na boca o sabor do seu próprio pénis. Enquanto nos beijávamos ele encostou-me às pedras e começou a puxar o meu bikini para baixo. As suas mãos afadigavam-se a remover a pequena peça de tecido. Ele ia beijando os meus peitos, ventre, púbis e finalmente a minha ratinha. Afastei as pernas e ele mergulhou no meio delas. Com os dedos afastava-me os lábios de modo a deixar o meu clítoris exposto. Alternando entre chupá-lo e lambê-lo foi-me deixando cada vez mais excitada. Sentia o meu grelinho teso entre os seus lábios enquanto dois dedos massajavam a parede anterior da minha vagina. Com as mãos agarrei-lhe a cabeça e puxei-a de encontro a mim. Queria sentir a sua boca. Queria sentir a sua língua em mim. Sabia que me estava a molhar cada vez mais e que ele ia bebendo o meu sumo. Mas queria mais. Queria sentir o seu pau. Queria que me comesse ali mesmo. Como que adivinhando o meu pensamento, Charlie levantou-se e abraçou-me. As nossas bocas uniram-se num beijo intenso, apaixonado e cheio de desejo. O seu sexo encaixava-se entre as minhas coxas ao encontro do meu, enquanto com as mãos me acariciava as mamas. Eu virei-me de costas para ele e apoiei as mãos na rocha. Por trás de mim ele começou a roçar o pau entre as minas nádegas. Sentia a cabeça percorrer o rego entre elas. Deslizar pelo meu rabo e pelos lábios da minha vagina para trás e para a frente. Afastei um pouco mais as pernas e empinei o rabo. As suas mãos abriram-me e senti a glande inchada entrar em mim. Durante alguns segundos ficamos imóveis. A minha ratinha contraia-se involuntariamente em torno do seu membro, libertando ondas de prazer que me percorriam o corpo. Senti as suas mãos apalparem-me. Subirem pelas ancas, pela cintura, pelo peito, até me envolverem os seios. Os meus mamilos inchados ficaram entre os seus dedos. Então, lentamente, senti o pénis penetrar-me centímetro a centímetro. A cabeça a afastar as paredes da minha vulva. Quando entrou todo, podia sentir o seu púbis encostado ao meu rabo. Novamente ficamos imóveis, o peito dele colado nas minhas costas, o sexo todo enterrado dentro de mim, a latejar. Agarrou-me pelas ancas e começou a comer-me com força, quase violentamente. Correspondendo aos seus movimentos eu empurrava para trás quando o sentia vir de encontro a mim. A cada estocada parecia penetrar mais fundo. Dominada pela tesão, já não me preocupava se alguém nos poderia estar a ver. Queria que ele me continuasse a comer até me fazer vir. Queria que ele se viesse dentro de mim, que me enchesse com o seu leite. Queria que me deixasse exausta, saciada. Queria sentir o esperma a escorrer pelas minhas coxas. Apoiando-me apenas com uma mão, levei a outra á ratinha e comecei a tocar-me. Com dois dedos fazia pressão no clítoris massajando-o ao ritmo que era penetrada. Coloquei um pé sobre uma saliência da rocha de modo a sentir-me mais aberta. Queria se possível senti-lo ainda mais fundo dentro de mim. As suas mãos apertavam-me a cintura, agarravam-me com força pelas ancas e puxavam-me contra ele. A cada investida sentia dentro de mim a sua tesão. Com a mão encharcada pelo meu próprio liquido continuava a masturbar-me. Sentia o clítoris inchado, como que um botão de carne, epicentro do meu gozo. De dentro do ventre senti o orgasmo a formar-se. Uma onda de calor que subia desde a vagina e que se espalhava por todo o meu corpo. Apercebendo-se que eu me estava a vir, agarrou-me as mamas e apertando-as com força, enterrou-se dentro de mim. O meu corpo retesou-se numa explosão de sensações. Contracções que começavam na vulva, espalhavam-se por todos os meus nervos, e faziam-me perder a noção de tudo. Durante alguns segundos nada mais existia. Apenas aquele pedaço de carne dentro de mim, fazendo-me estremecer. Aos poucos as convulsões foram-se espaçando, diminuindo de intensidade. E eu fui retornando á realidade. Colado a mim, Charlie acariciava-me, beijava-me os ombros e a nuca. As suas mãos afagavam-me os seios, o pescoço, a face. Um dedo brincou em volta da minha boca e eu, entreabrindo os lábios chupei-o. Sabia a sal. A erecção que continuava a sentir dentro de mim dizia-me que ele não tinha chegado ao orgasmo. Lentamente senti-o a sair de dentro de mim. O sumo da minha excitação escorria-me pelo interior das coxas. Virei-me de frente para ele. O seu pau teso e molhado brilhava ao sol, apontando para mim. Esta visão reacendeu o meu desejo. Não a tesão violenta e irreprimível que acabara de me consumir, mas uma vontade forte de lhe devolver, reflectido, o prazer que acabara de me dar. A minha mão, como que por vontade própria, avançou ao encontro do pénis. Os meus dedos envolveram-no e senti-lhe a dureza. Sem pensar, ajoelhei-me e meti-o na boca. Sabia que ele não podia estar muito longe do seu próprio orgasmo e dispunha-me a recebê-lo. Queria beber a sua semente. Receber na língua e na garganta o jorro quente do seu leite. Ele, com doçura, mas firmemente afastou-me e puxou por mim até eu ficar de novo em pé. Beijou-me e pediu-me para esperar. Tínhamos ainda uma boa parte da tarde e ele queria guardar para depois o culminar da excitação. Também sem que nos apercebêssemos, alheados que estivéramos a fazer amor, a maré tinha subido um pouco. Quando ali chegáramos a espuma das ondas apenas vinha lamber-nos os pés e agora estávamos com os joelhos dentro de água. Pegámos nos fatos de banho e, beijando-nos uma vez mais, começamos a caminhar na direcção do local onde deixáramos as nossas toalhas. Não tínhamos ainda dado três passos, quando um choque me fez estremecer. A cerca de cinquenta metros estava um homem. Sob um pequeno guarda sol, deitado de barriga para baixo numa toalha, apoiado sobre os cotovelos, olhava directamente na nossa direcção. Quando viu que tínhamos reparado nele, disfarçou erguendo um jornal. Àquela distância era impossível que não tivesse visto o que estivéramos a fazer. Por outro lado tinha ar de quem já ali estava havia algum tempo. Estava instalado, o guarda sol aberto e espetado na areia, ele deitado na toalha, ao lado uma mochila e uma garrafa de água. Decididamente não tinha acabado de chegar. Tão absorvidos estivéramos que não nos apercebemos que tínhamos companhia na praia. Algo envergonhada, abracei-me a Charlie e evitei olhar na direcção do estranho. Sabia que ele devia estar a espiar-nos pelo canto do olho, e a consciência da nossa nudez embaraçava-me. Por outro lado havia algo de excitante em saber que tínhamos sido vistos. O diabinho exibicionista dentro de mim acordou e deixou-me acesa. Chegados á toalhas achámos que, depois do que já havíamos inadvertidamente mostrado, não valia a pena vestir os fatos de banho. Fui buscar a garrafa de agua ao saco e ambos bebemos com sofreguidão. O sol, o calor e o sexo tinham-nos deixado sedentos. Deitei-me na toalha e fechei os olhos. Senti Charlie remexer na mochila e pouco depois as suas mãos espalhavam protector solar nos meus ombros. Embalada pelo barulho das ondas, sentindo no corpo o calor do sol e a carícia das mãos do meu marido deixei-me escorregar para um estado de semi consciência…