sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Uma fantasia

O que vou contar passou-se num dia de fim de verão, principio de outono. Pelo meio da tarde decidimos ir dar um passeio. Caminhar, ver o mar do alto das falésias, respirar o aroma salgado. Charlie conduziu pela estrada que levava para norte até encontrar o desvio de terra batida que levava ao acesso á praia. Estas praias para norte da vila eram menos frequentadas pelos turistas e veraneantes e eram, desde que nos conhecemos, um sítio preferido para os nossos passeios. Eu ia de vestido de verão, branco com flores estampadas. Tinha-o comprado no inicio do Verão. Nos pés sandálias abertas. Charlie ia de t-shirt preta como de costume, calções e as chanatas velhas que se recusava a largar durante todo o tempo quente.

Depois de percorrer os solavancos do caminho mal cuidado acabamos por parar junto de uma mata de pinheiros, deixando o carro ao abrigo da sombra. Saímos e fomos caminhando por entre as árvores em direcção ás dunas. Saímos do pinhal e percorremos algumas dezenas de metros pelo solo arenoso. Para oeste podíamos ver o espelho azul esverdeado do mar. O sol ainda estava quente mas já não abrasador como umas horas antes. Corria uma leve brisa que nos trazia o rumorejar das ondas a rebentarem no areal extenso e que fazia ondular as pregas do meu vestido. Sentia o ar tépido acariciar-me a face, sentia-o nas minhas pernas, nos braços. Uma carícia que me lembrou as mãos do meu namorado. Virei-me para ele e beijei-o nos lábios. Ele retribuiu e envolveu-me num abraço, o seu corpo colado a mim por sobre o tecido leve. Senti um arrepio e tive vontade de fazer amor. Ele como que me adivinhou os pensamentos. Pegou-me na mão e dirigimo-nos para uma zona onde a vegetação se tornava um pouco mais alta. Há algum tempo tínhamos estado ali e tínhamos feito amor. Com a recordação desses momentos fui caminhando por entre os espinheiros e as giestas, embrenhando-me na zona mais densa da vegetação. Quando olhei para trás não vi o Charlie. Dei alguns passos mais e parei á espera dele. Não estranhei pois era frequente ele distrair-se a observar alguma planta ou algum bicharoco que lhe despertasse a curiosidade. Passados alguns minutos, como ele continuasse fora da minha vista, chamei. Estranhamente não obtive resposta. Voltei para trás, mas logo me apercebi que não conseguia reconstituir o caminho que tínhamos percorrido. Não havia propriamente um trilho, apenas espaços de areia entre os maciços de vegetação. Dei mais algumas voltas por entre aquele emaranhado de ramos e folhas tentando descortinar a sua figura, nada. De repente fiquei apreensiva. Não que me sentisse de algum modo em perigo, mas não gostava de estar ali, num sitio deserto sozinha. chamei por ele varias vezes, de cada vez elevando mais a voz, mas continuei sem resposta. Não entendia o que se estava a passar. Parei e tentei raciocinar. A verdade é que não sabia exactamente o momento em que tinha deixado de o ver. A ultima vez que o vira, ele caminhava atrás de mim. Uma sensação desagradável começou a apoderar-se de mim. Tentei acalmar-me mas apesar da brisa quente senti frio. Sem querer comecei a andar mais rápido, mas quanto mais andava mais me embrenhava naquele labirinto de vegetação. Os pinheiros mansos e as giestas, embora não muito altos, eram o suficiente para não me deixar ver mais que alguns metros. Já não sabia onde estava, a pouca calma e sangue frio abandonaram-me por completo. Comecei a correr tropeçando aqui e alem nos espinheiros e nas raízes. De repente pareceu-me ver um vulto por entre os ramos. Só podia ser ele. Suspirando de alivio dirigi-me para lá. Desemboquei numa pequena clareira completamente rodeada de matagal com talvez cinco ou seis metros de chão de areia onde quase não havia vegetação. Para meu espanto o vulto que vira não era o Charlie. A pouca distancia de mim estavam dois indivíduos. Tinham com eles uns sacos e canas de pesca. Era óbvio que tinham vindo da praia ou das rochas onde era habitual estarem algumas pessoas a pescar. Um deles era bastante alto e entroncado, cerca de quarenta ou quarenta e cinco anos, barba por fazer, uma camisa suja e desbotada aberta mostrava o peito bronzeado. No cabelo curto notavam-se alguns fios a começar a branquear. O outro teria talvez trinta e poucos anos, um pouco mais baixo de troco nu mostrava braços musculados, a cara com feições angulosas, como que talhada toscamente, lábios grossos davam-lhe um ar cruel. Ambos tinham um ar rude, nada agradável, que me fez sentir repulsa. Estaquei surpresa sem saber ao certo o que fazer, dar meia volta ou pedir ajuda. Eles olharam para mim com um ar interrogativo, certamente estranharam uma mulher sozinha por ali perdida. Ainda paralisada pela surpresa e indecisa quanto ao que fazer, vi-os trocar um olhar cúmplice:

- “Olha o que nós temos por aqui…” - Soou a voz rouca do mais velho dirigindo-se para mim. Uma sensação aguda de medo fez-me dar a volta e fugir, mas antes de ter dado três passos senti uma mão forte agarrar-me pelo braço. Com puxão violento fez-me perder o equilíbrio e caí desamparada na areia. Antes de me poder levantar estavam os dois de volta de mim. Gritei por Charlie, mas um estalo violento cortou o meu grito.

- “Cala-te puta!”

- “Era mesmo o que estávamos a precisar, uma boazona oferecida a cair-nos do céu”

- “Não, deixem-me” – Nova bofetada fez-me calar.

Tentei libertar-me das mãos deles e por um momento quase o consegui. Mas de novo fui agarrada, desta vez pelos dois. Enquanto me debatia, senti as costuras do vestido esgaçarem. Tinha perdido uma sandália e sentia as pernas arranharem nos espinheiros enquanto me arrastavam. O meu coração batia descompassadamente. Mal eu sabia ainda o que iria passar-se. Depois de mais alguns estalos desisti de gritar. Sentia as lágrimas correr misturadas com a sombra dos olhos. O mais novo torceu-me o braço e puxando-me pelos cabelos fez-me inclinar a cabeça para trás.

- “Agora vais-nos aviar aos dois”

Eu tremia, mesmo lutando com todas as minhas forças para não o demonstrar, sabia que eles podiam ler o medo estampado no meu rosto, podiam cheirar a minha angustia.

- “Vamos-te comer, vadia. Se te portares bem, pode ser que no fim te deixemos ir”

O mais velho agarrou-me com uma mão pelo pescoço. Senti os dedos apertarem-me a garganta, quase a sufocarem-me. Aproximando de mim a sua carantonha má, a pontos de lhe sentir o hálito, disse:

- “Ora vamos lá ver o que é que esta gaja tem para nos oferecer”

Deitou-me a outra mão ao decote do vestido e com um gesto brusco rasgou-o ate á cintura.

- “Vamos lá ver as mamas desta putinha”

Mais um puxão e senti as alças do soutien rebentarem. Os meus seios saltaram para fora ficando expostos ao seu olhar lúbrico.

- “Belas tetas… belas tetas tem esta vaca. Olha-me só para estes bicos…parecem dois pipos inchados”

Eu morria de vergonha. Quando ele me largou o pescoço pude respirar, mas senti as suas mãos ásperas agarrarem-me os seios. Os dedos apertavam-me os mamilos até fazer doer. Naquele momento desejei não ter estes seios grandes nem estes mamilos desenvolvidos que nas mãos e na boca de Charlie me davam tanto prazer. O pensamento de Charlie ainda aumentou mais a minha vergonha. O que ia ele pensar de tudo isto. E porque não aparecia ele para me tirar daquela situação, para me salvar daquela angustia. O energúmeno então começou a beijar, ou melhor, a chafurdar nas minhas maminhas. Sentia a sua boca a morder e a chupar. Com os dentes puxava-me os mamilos, mordia a carne branca dos meus seios. Estranhamente senti-me percorrida por um arrepio e soube instantaneamente que estava molhada. Ainda mais vergonha senti. Aquilo não podia estar a acontecer. Que sensação era esta, nojo, repulsa, vergonha… mas ao mesmo tempo senti-me excitada. Sentia os mamilos, já de si grandes entesarem-se. Isto não tinha nada a ver com o que quer que tivesse feito antes. Lembrei-me dos doces momentos com Charlie. Lembrei-me de outros momentos de prazer com outros homens que passaram na vida. Mas isto era abjecto, sujo. A voz áspera do meu carrasco fez-me voltar a realidade.

- “Para baixo, puta, agora vais-me mamar! Vá, obriga a gaja a ajoelhar-se” – disse para o outro.
Sem forças para resistir, obrigaram-me a ajoelhar. O que estava por trás de mim, com um braço em volta do meu pescoço, aproveitou para me apalpar também. Eu, de joelhos na areia, sentia o corpo dele a roçar-se em mim. Meteu-me a outra mão entre as pernas, procurando por cima das cuecas, enquanto me puxava de encontro a ele. Sentia-o roçar nas minhas nádegas e percebi que estava com uma erecção. Chorando de vergonha senti os seus dedos meterem-se por dentro das cuecas. Mais vergonha ainda por me sentir molhada.

- “A gaja está toda molhada! Tem a cona toda molhada!”

- “Hehehe, ‘tás a ver, esta puta gosta. Vamos fodê-la toda”

- “Vais ter um tratamento como nunca tiveste, cabra. Vamos-te mostrar como tratamos as putas como tu…”

- “Isso, apalpa-lhe a cona, enfia-lhe os dedos! Gostas, ah? Vou-te foder a boca, sua puta”

Dizendo isto, desapertou as calças e tirou o pénis para fora. Era evidente que tudo aquilo o excitava, pois estava completamente erecto. Á minha frente via um membro bastante grande, dos maiores que já vira. A glande saliente, em forma de morango, com a pele toda puxada para trás… o tronco do pénis percorrido por grossas veias. Na ponta o brilho do liquido que começava a aparecer. Tentou meter-mo na boca mas eu desviei a cara. Um resto de dignidade impelia-me a lutar. Resto de dignidade que me foi arrancado por um violento estalo.

- “Chupa sua vaca, chupa o meu caralho ou parto-te a cara á porrada”

A minha face ardia, não sei se do estalo se da vergonha. Sem alternativa abri a boca. De um golpe enterrou-me o pénis ate a garganta. Senti o reflexo do vomito, senti-me engasgar. Com as mãos segurava-me a cabeça de modo a eu não me poder desviar, sentia-me asfixiar. Depois de uns segundos que me pareceram uma eternidade, tirou-o da minha boca. Enquanto eu tossia, engasgada, lutando para inspirar o ar que me faltava, ele, segurando-me pelos cabelos, esfregava-me o membro na cara. Depois, agarrando-me pelos cabelos, voltou novamente a meter-mo na boca. Sentia na língua e na garganta o vai vem da glande entumecida, enquanto pelos cantos da boca me escorria saliva que se misturava com as minhas lágrimas. Envergonhada comigo própria, humilhada por aquela situação, não conseguia deixar de sentir que a minha vagina estava cada vez mais molhada. Não percebia o que se passava comigo, como podia estar ao mesmo tempo a deplorar o que me faziam e sentir-me excitada com tudo aquilo. Depois de alguns minutos alternando entre meter-me o pénis na boca e esfregar-mo na cara, ajoelhou-se a minha frente puxando-me os cabelos de modo a deixar-me de gatas. Nesta posição agarrou a minha cabeça com ambas as mãos e novamente continuou a penetrar a minha boca. Por vezes sentia-me quase sufocar e a custo conseguia respirar. O outro aproveitou para levantar o que restava do meu vestido. Lembrei-me que tinha vestida uma tanguinha preta, presente de Charlie e que naquele momento ele devia ter uma visão extremamente provocante das minhas nádegas. Senti as suas mãos a agarrarem-me, a apalparem-me. Uma vez mais tentei desviar-me, debater-me, mas uma palmada aplicada com força fez-me ficar quieta. Manápulas grossas agarravam-me as nádegas, apertavam e afastavam-nas com brutalidade. Tentou baixar as minhas cuecas, mas como a posição não ajudasse ou a impaciência o atrapalhasse, arrancou-mas com um puxão. Senti os elásticos rebentarem e o rendilhado a magoar-me os lábios da vagina. E ali estava eu com o rabo no ar, completamente exposta ao olhar selvagem daquele homem. As suas mãos começaram então a percorrer cada pedaço da minha pele. Sentia os dedos calosos tactearem o vale entra as minhas nádegas, descerem até á minha ratinha. Uma mão, não consigo recordar de qual deles, apalpava-me os seios, apertava e puxava os mamilos. Os meus seios que tão docemente eram acariciados e beijados por Charlie estavam agora á mercê destas patas de animais. Sentia dedos a entrarem na vagina, a roçarem asperamente no meu clítoris, a forçarem a entrada do ânus. Numa reacção completamente desligada da minha vontade arqueei o corpo, empinando o rabo. Imediatamente senti as mãos dele a afastarem-me as nádegas, abrindo-as ate me fazer doer. Senti algo húmido entre elas e só passados momentos percebi que era a língua dele. Enquanto me penetrava a vagina com os dedos mantinha-me o rabo todo aberto e lambia sofregamente. Sentia a sua barba áspera a arranhar-me. A língua explorava-me o ânus alternando com dentadas que me magoavam. Por muito que me custasse sentia dentro de mim uma excitação a crescer, uma vontade suja que não conhecia em mim levava-me a querer que ele continuasse. Isso porem, não minorava a minha humilhação. Estranho sentimento que me dividia entre querer e não querer, entre a dignidade e a decadência. Sentia vergonha e ao mesmo tempo excitação. Apoiando-me apenas numa mão comecei com a outra a tocar os lábios vaginais. O interior das minhas coxas estava molhado. Sentia um polegar enterrado no ânus enquanto dois ou três dedos se introduziam na minha vagina fazendo movimentos violentos, magoando mas ao mesmo tempo acendendo mais o fogo que sentia dentro de mim. Entretanto o que estava á minha frente retirou o pénis da minha boca e começou a bater-me com ele na cara. Puxando-me pelos cabelos encostou a minha boca aos testículos.

- “Lambe, anda!”

Sem poder fazer nada comecei a beijar aquele saco peludo onde sentia o volume de duas bolas enormes. Chupei uma e outra enquanto ele se masturbava com gestos rápidos.

- “Vá, agora mama outra vez, puta! Mama, que vou-te encher a boca de leite”

Senti então algo quente encostado ao ânus. Temi pelo que iria seguir-se. E não sem razão. Uma dor aguda fez-me soltar um grito, abafado pelo pedaço de carne que me enchia a boca. De um só golpe e sem nenhuma preparação o outro enterrou todo o pénis no meu rabo. Novas lágrimas me correm pela face, senti-me desfalecer pela dor. Aquele cretino penetrava-me sem piedade. Agarrando-me pelas ancas enterrava-se todo dentro de mim. Durante alguns segundos ficou parado, encostado ás minhas nádegas. Sentia-me dilatada, o esfíncter a alargar lentamente. Aos poucos a dor inicial foi abrandando sem no entanto nunca desaparecer. Ele começou então a fazer movimentos de vai vem. Uma ou outra vez tirava-o completamente para fora para logo o enterrar de novo. De cada vez a dor renovava-se, um pouco mais atenuada, á medida que o meu ânus se dilatava. Sentia-o a entrar e sair e de cada vez que entrava em mim eu era empurrada e na boca o membro do outro entrava um pouco mais fundo, tocando-me na garganta e fazendo-me engasgar. Embora praticasse regularmente sexo anal com o Charlie, e mesmo antes dele com outras pessoas com quem tive relacionamentos, nunca tinha sido abusada daquele modo. A total indiferença pelo que eu podia estar a sofrer, o rebaixamento, a ignomínia e a humilhação doíam-me tanto como a dor física. No meio do sofrimento, mas também da excitação que involuntariamente sentia, dei por mim a pensar que ele devia ter um pénis enorme. Sentia o ânus completamente dilatado. Isto causava-me, juntamente com a dor, um prazer incrível. Á medida que ele me foi penetrando, a dor inicial foi-se esbatendo e comecei a sentir o gozo que me invadia. A cada investida uma vaga de volúpia percorria-me a espinha. Partindo daquele orifício sentia uma onda de prazer percorrer cada fibra dos meus nervos. Desejava ao mesmo tempo que tudo aquilo acabasse e que não parasse. A minha própria humilhação excitava-me. Sentia pelas minhas coxas um escorrer de líquidos. Comecei a esfregar o clítoris, primeiro lentamente, aos poucos com mais força. Sentia-me suja e queria sentir-me ainda mais. Já não conseguia pensar em Charlie, a vergonha por mim própria, por estranhamente estar a ter um gozo que não entendia mas que me repugnava, não me deixava pensar em mais nada. De novo ouvi as suas palavras ordinárias, os insultos…

- “Vou-te encher a boca, sua vaca! Vou-me esporrar na tua boca”

- “Anda puta, abre bem esse cu! Tu gostas, gostas de ser enrabada”

Estas palavras, que ouvia entrecortadas pelos grunhidos animalescos dos dois, faziam-me sentir ainda mais suja, como se eu fosse realmente aquilo que eles me chamavam. De facto era assim que me sentia, ali no meio de uma mata, com a roupa rasgada, os seios pendentes a abanarem ao ritmo das estocadas deles. Uma puta, uma cadela com cio.

- “Agora, minha puta, agora! Vou-me vir. Vou-te encher a boca de esporra, ordinária, puta!”
Dizendo isto enterrou o pénis com mais força na minha boca. Senti na garganta o primeiro jacto de esperma que me fez engasgar. Consegui por um momento afastar-me e o seguinte acertou-me na cara, mas logo ele me forçou a cabeça e de novo mo meteu na boca. Durante momentos que me pareceram intermináveis senti incontáveis jorros de esperma a encherem-me a boca. Meia engasgada, mal conseguindo respirar, engolia uma parte, enquanto o resto me escorria pelos cantos da boca, misturado com baba, lágrimas, ranho. Sem me conseguir compreender a mim própria, sem conseguir pensar, sentia dentro de mim o orgasmo a formar-se. Os meus dedos trabalhavam freneticamente no meu clítoris, inchado, teso, a latejar. Senti o outro enterrar-se mais fundo dentro de mim, percebi que se estava também a vir. O seu membro derramava a esperma dentro do meu rabo, enchia-me, inundava-me. Incapaz de me controlar senti explodir o meu próprio orgasmo. O ânus contraia-se em torno daquele pénis que me violava enquanto sentia pelas coxas correr abundantemente o fluido do meu prazer. Vim-me assim em contracções imparáveis, sentindo ainda os dois membros dentro da minha boca e do meu rabo. Perdi completamente a noção do tempo naquele orgasmo interminável. Senti-me desfalecer. Tenho uma vaga ideia de os sentir a saírem de dentro de mim, de ouvir palavras de gozo, mais alguns insultos. Depois acho que fiquei prostrada, sem saber onde estava nem quem era. Aos poucos fui recuperando. Sentia-me dorida, estava suja, meia nua. O que restava da minha roupa interior espalhado a minha volta. Esperma, baba e lágrimas escorriam-me pela face, pelo queixo e pelo pescoço. Nos seios, restos de sémen misturados com areia . A vergonha e a humilhação consumiam-me mas por outro lado sabia que nunca tinha tido um orgasmo tão violento.