terça-feira, 17 de setembro de 2013

Norte a dois

Saíram da vila pela estrada que serpenteava em direcção ao norte e à fronteira. Cada curva parecia ter sido desenhada para os fazer cair na ravina. Alternando entre a segunda e a terceira mudança o carro foi subindo lentamente por entre túneis de vegetação. Pelos vidros abertos o calor do fim da manhã entrava trazendo o aroma dos pinheiros e dos eucaliptos. No fundo do vale, para a esquerda, as lagoas das barragens reflectiam o sol em explosões de luz que ofuscavam a vista. A faixa cinzenta da estrada subia íngreme por entre maciços de arvores, entrecortados aqui e além por campos cultivados. Nas bermas erguiam-se por vezes escarpas de granito que faziam pensar em sentinelas gigantes daquele mundo onde estavam prestes a entrar. À medida que as últimas povoações foram ficando para trás, a paisagem tornou-se mais selvagem. As copas das arvores fechavam-se por cima deles, engolindo tudo num fascínio de verde. Os escassos raios de sol que conseguiam atravessar a folhagem davam à mata um toque de magia, como algo saído de um conto de fadas. Lara sentiu um arrepio e reparou que o termómetro do painel de instrumentos tinha descido alguns graus. O calor que se fazia sentir no vale era agora substituído por uma aragem fresca que lhe fez os mamilos ficarem erectos sob o tecido fino da blusa. A seu lado Charlie conduzia devagar, em parte para absorverem toda a beleza em que se sentiam imersos, mas também porque as constantes curvas apertadas não permitiam maior velocidade. De quando em quando ela olhava-o com um misto de ternura e desejo. Concentrado na condução, a mão direita movendo-se entre o volante e alavanca de mudanças, quando se apercebia do seu olhar retribuía-lho com um sorriso. Usava uma t-shirt azul e calções beijes e nos pés trazia umas sandálias velhas. Ela colocou-lhe a mão na coxa e acariciou-a sentindo-lhe o calor da pele. Fechou os olhos e deixou-se embalar pelos balanços do carro. Pela mente foram-lhe passando recordações de algumas coisas que haviam feito juntos. Amavam-se profundamente e este amor era acompanhado por uma cumplicidade muito grande. Juntos havia pouco mais de quatro anos, desde o inicio da relação que ambos sabiam e respeitavam as fantasias um do outro. Ambos tinham passados que não deixavam grandes saudades. Um no outro tinham encontrado a alma gémea, o companheiro de vida, o amigo dedicado e certamente o amante ideal. Juntos tinham explorado caminhos que nunca teriam tido coragem de aflorar com outras pessoas. Tinham decidido passar este dia no meio da natureza e Lara esperava que encontrassem um sitio bonito e deserto onde pudessem estar juntos, relaxar e fazer amor. Ambos gostavam dessas pequenas aventuras em que ao prazer do sexo se juntava a adrenalina do risco. Num passado recente tinham tido desses momentos extremamente intensos. Algumas vezes sabiam que estavam a ser observados e isso era algo que os excitava a ambos. Uma ou outra vez tinham mesmo permitido que um observador mais afoito se juntasse a eles. Haviam assim concretizado fantasias que eram dos dois. Lara recordou a primeira vez que tinha estado com dois homens, uma surpresa que Charlie lhe tinha feito. Recordou a vergonha que tinha sentido nos primeiros momentos e que depois se tinha transformado na descoberta de prazeres que não suspeitara. Estas e outras recordações foram desfilando por trás das suas pálpebras cerradas e ela sentiu um calor vindo de dentro invadir-lhe o corpo. A sua mão subiu pela coxa de Charlie e os dedos introduziram-se pela perna dos calções. Ele olhou para ela e viu-a recostada no banco. As pernas semi-abertas revelavam por baixo da malha justa das leggings o volume dos grandes lábios deixando perceber a fenda que os separava. Esta visão juntamente com o contacto da mão de Lara na sua virilha provocaram-lhe um principio de erecção e instintivamente diminuiu a pressão no pedal do acelerador. Continuou a conduzir devagar pela estrada que passava agora numa zona mais ensolarada. Sentiu o pénis ficar mais duro à medida que as pontas dos dedos dela lhe acariciavam os testículos. Pelo canto do olho viu que Lara tinha introduzido a outra mão dentro das calças e que se acariciava lentamente. Através do tecido da blusa notavam-se os seus mamilos salientes e ele percebeu que ela estava a ficar excitada. O dia que tinham planeado prometia ser cheio de prazer e erotismo. Também ele se recordava das vezes que tinham realizado as suas pequenas loucuras. Contrariamente ao que acontecia com outros casais, entre eles não havia ciúme. Pelo menos a nível físico. Das vezes que tinha partilhado o corpo de Lara com outros homens, isso dera-lhe um prazer enorme. Na sauna ou na praia, algumas vezes em casa ou no motel, tinham juntado outros parceiros às suas brincadeiras amorosas. Ele sabia que, embora fosse algo que faziam esporadicamente, o sal e a emoção que isso trazia à relação, os tornava mais unidos, mais confiantes um no outro e em si próprios. Enquanto pensava em tudo isto apercebeu-se que se estavam a aproximar do seu destino. Finalmente passaram a ponte que atravessava o rio. Não era permitido estacionar naquele sitio e assim subiram durante mais dois quilómetros e estacionaram junto ao pequeno aglomerado de edifícios junto à fronteira espanhola. Lara endireitou-se no banco e olhando para ele perguntou se já tinham chegado. Saíram do carro, pegaram nas mochilas iniciaram a descida pelo mesmo caminho, mas agora a pé. Ao fim de quinze minutos estavam na ponte. Em baixo, o rio formava uma pequena lagoa de água límpida e azulada onde várias pessoas tomavam banho. Crianças nadavam ou brincavam nas quedas de água. O local era de uma beleza espectacular. Apenas a presença de gente destoava. De mãos dadas, comentaram entre eles como seria um local ideal para fazerem amor se não se encontrasse “poluído” pela presença humana. Charlie que conhecia a zona assegurou-lhe que não iam ficar naquele sitio. Ao longo da margem direita do rio havia um caminho que subia pela montanha e ele garantiu-lhe que andando um pouco encontrariam locais acessíveis onde ninguém se aventurava. A mole de turistas e veraneantes contentava-se em ficar naquele sitio em vez de se darem à canseira de subir dois ou três quilómetros por um caminho que os invernos com as chuvas e os nevões tinham tornado difícil. Durante algum tempo ficaram a contemplar a paisagem magnífica. Por fim, colocadas de novo as mochilas às costas, iniciaram a caminhada. Ao fim de pouco tempo tinham deixado para trás a confusão e os gritos das crianças. Caminhavam por uma estrada de terra batida que, passados os primeiros duzentos metros, deixava de merecer o nome de estrada. O piso irregular, juncado de pedras, atravessado por raízes, tornava difícil o andamento. Este era o caminho que conduzia às antigas minas de volfrâmio, havia muitas décadas encerradas. Ladeado de um lado pelo vale, onde de quando em quando se entrevia o rio, e pelo outro lado pela montanha que subia íngreme em desfiladeiros de granito, o trilho subia sempre. A acompanhá-los, o murmúrio das pequenas quedas de água fazia-se ouvir mais ou menos intenso, consoante as curvas do caminho se aproximavam ou afastavam do rio. Nos troços em que não havia árvores, sentiam o sol queimar e pequenas gotas de transpiração escorriam-lhes pelas têmporas. Mas logo mais à frente, uma sombra refrescante os acolhia. Então paravam para descansar e beber água. Caminharam durante cerca de uma hora até encontrarem um local onde lhes pareceu que era possível descer. Ali, por trás do tronco retorcido de um pinheiro, um carreiro descia em direcção à torrente. Com alguma dificuldade, apoiando-se nas raízes e evitando as pedras soltas, desceram por entre o emaranhado de ramos e folhas. A aspereza da descida foi compensada pela visão deslumbrante de uma natureza aparentemente intocada. O fundo do vale era de uma beleza selvagem e ao mesmo tempo grandiosa, que os fez sentir como Adão e Eva antes de serem expulsos do Éden. De um lado ao outro, grandes blocos de granito arredondados pelas torrentes de mil invernos, amontoavam-se ao acaso. À distância viam-se as montanhas altíssimas, cobertas por manchas de vegetação entrecortadas por zonas de pedra nua. Por entre as pedras cresciam ao acaso pinheiros e salgueiros, tufos de urze e de juncos. O ar rescindia a rosmaninho e alecrim. Atentos onde pisavam para evitar uma queda, foram saltando por cima das pedras guiados pelo som sempre presente da corrente. Charlie, mais habituado a este tipo de terreno, ia à frente. Lara seguia-o, sempre a pedir-lhe que esperasse por ela, e não querendo revelar o receio que sentia do aparecimento de alguma cobra, lagarto ou bicho quejando. Quando por fim alcançaram um local onde a superfície da rocha era plana e espaçosa, suspirou de alivio e pousando a carga ficou a contemplar a imensidão do espaço que os rodeava. Nada á sua volta sugeria a presença de gente. O caminho por onde tinham subido encontrava-se cem metros mais acima, do lado da margem esquerda do rio e completamente oculto por trás de uma cortina de arvoredo. A alguns passos a rocha formava um declive suave que se prolongava debaixo de água. Dois enormes blocos de granito tapavam completamente a visão de quem se aproximasse vindo do lado do carreiro e uma pequena moita proporcionava alguma sombra. Charlie com o seu sentido prático, tratava já de tirar as toalhas de dentro das mochilas, de colocar as garrafas de água entre as pedras da corrente a fim de as manter frescas, de pôr a bolsa com a merenda à sombra… em suma de estabelecer o acampamento. Depois de tudo devidamente arrumado, ela viu-o descalçar-se e despir a camisola e deixar-se escorregar para dentro de água. O fundo do rio era constituído de pedras roladas que alternavam entre vários tons de cinzento, rosa e alaranjado. Com água pelas coxas Charlie chamava-a e acenava-lhe para que se juntasse a ele. Depois da caminhada e do calor do meio dia, a frescura de um banho era certamente convidativa. Lara certificou-se que não havia ninguém nas imediações despiu-se e vestiu o bikini preto que tirou de dentro de uma das mochilas. Cuidadosamente deslizou pela superfície escorregadia para dentro de água. Um arrepio fez-lhe estremecer o corpo. Aproximou-se de Charlie e encostou-se a ele. Ele por sua vez abraçou-a e ela sentiu novo arrepio ao contacto dos seus corpos. Ao fim de uns minutos a água já não parecia tão fria. Sentiu a mão molhada de Charlie nos ombros quentes e soube-lhe bem. Sozinhos no meio de uma paisagem idílica ficaram a saborear o momento ouvindo o marulhar da corrente, o canto de uma cigarra e longínquo arfar da brisa na copa dos pinheiros. Aos poucos as suas mentes esvaziaram-se de tudo o que não fossem eles próprios, o seu amor recíproco e a calma daquele vale paradisíaco. Na pele sentiam a força do sol que àquela hora se encontrava quase a pino. Charlie mergulhou na água para se refrescar e Lara, ao fim de alguma hesitação, imitou-o. Entre beijos e carícias deixaram-se estar com o corpo imerso. Ele olhou-lhe os cabelos molhados que desenhavam caracóis negros na brancura da sua pele e pensou como era bom estar ali com ela. Por fim, de mãos entrelaçadas, subiram para a plataforma que lhes servia de poiso e Lara estendeu-se na toalha. Charlie, que havia tomado banho com os calções que trazia vestidos, despiu-os e estendeu-os num ramo de salgueiro para secaram. Depois estendeu a toalha e deitou-se nu a seu lado. Lara sentia no corpo a suave carícia da brisa juntamente com o calor do sol. Aos poucos foi resvalando para um estado de sonolência enquanto pelo pensamento lhe voltavam as recordações de outros momentos de desejo e sensualidade vividos na companhia do marido. Meia desperta apercebeu-se que Charlie se levantara e pouco depois sentiu na pele as suas mãos que espalhavam protector solar. De olhos fechados abandonou-se às suas carícias. Sentiu-as percorrerem-lhe os ombros e as omoplatas. Em movimentos lentos ele aplicava o creme enquanto ia massajando. Sentiu quando as pontas dos seus dedos lhe desapertaram os laços do soutien, sentiu-o afastar-lhe o cabelo ainda molhado do pescoço e arrepiou-se quando ele lhe depositou um beijo no pescoço. Os dedos dele deslizavam-lhe pela nuca, pela coluna e pelas ancas. Sabia-lhe bem o contacto das suas mãos. Charlie sentou-se em cima do rabo dela, com um joelho de cada lado, e continuou a massajar-lhe o corpo. Ora lhe acariciava a parte superior das costas e descia até às ancas, ora num movimento ascendente lhe percorria a cintura subindo depois pelos lados do corpo e acariciando as base dos seios. Debruçado sobre ela sentia o pénis roçar-lhe no fato de banho e por baixo deste o volume farto do rabo. Continuou a massagem em silencio. Palavras não eram necessárias pois sabia que a ela lhe estava a saber bem e adivinhava que a estava a deixar excitada. Chegou-se mais para baixo e com a ponta dos dedos começou a puxar a parte de baixo do bikini sem que da parte dela houvesse qualquer protesto. Duas belas nádegas rosadas foram aparecendo separadas por aquela fenda que tanto o excitava. Charlie deitou-se em cima dela e sentiu o pau encaixar-se naquele vale quente. Enquanto lhe beijava a nuca e os lóbulos das orelhas foi-se roçando nela. Ela suspirou e soltou um gemido ténue mas continuou imóvel de olhos fechados. No entanto ele sabia que ela não dormia. Sabia que estava a gostar tanto como ele. Lara sentia o corpo do marido mover-se colado às suas costas. Sentia os seus lábios percorrerem-lhe os ombros e a boca dar-lhe pequenas dentadas carinhosas na nuca. Sentia ainda entre as nádegas o volume do pénis erecto que lhe roçava o ânus. Involuntariamente empinou rabo de modo a sentir melhor a pressão e percebeu que a tinha a vagina molhada. Debaixo de si, através da toalha, sentia nas mamas o relevo áspero da pedra. Pelo modo como o pau de Charlie deslizava entre as suas nádegas percebeu que ele também estava molhado, pois sentia-lhe a glande lubrificada cada vez que esta lhe roçava o ânus. Afastou mais as pernas e ficou a gozar a sensação antecipando o momento em que sabia que ele a iria penetrar. De facto, pouco depois o membro de Charlie num movimento mais longo desceu e encontrou os lábios abertos da sua ratinha. Esta, lubrificada como se encontrava, recebeu-o e engoliu-o de uma vez. Lara sentiu-o dentro de si, teso, cheio, a preenchê-la. Ficaram um momento imóveis enquanto ambos absorviam todo o prazer da união dos seus corpos. Por incontáveis vezes que tinham feito amor, o prazer e a emoção deste momento eram sempre renovados. Lara apoiou-se nos cotovelos e as mãos dele envolveram-lhe as mamas. Os seus mamilos estavam rijos entre aqueles dedos os apertavam. Pôs-se de gatas com a cabeça apoiada nas mãos e ele começou então a mover-se lentamente dentro dela. As paredes da sua vagina sugavam-no para dentro de si. Ele enterrava-se profundamente nela e ela correspondia a estes movimentos empurrando o rabo para trás a cada uma das suas estocadas. Charlie agarrava-a pelas ancas e puxava-a de encontro a si. Com uma mão procurou por baixo dela e sentiu-lhe o grelinho inchado. Toda a zona dos lábios vaginais se encontrava encharcada e fluido escorria-lhe pelo interior das coxas. Ambos sabiam que não iria demorar muito a atingirem o orgasmo mas ambos queriam prolongar o prazer. Foi Lara quem pediu para parar. Ainda tinham o dia todo pela frente e ela queria manter-se e mantê-lo a ele naquele estado de tesão. Algo contrafeito, Charlie, depois de um último arremesso em que permaneceu longos segundos imóvel dentro dela, afastou-se com o pénis erecto brilhando ao sol. Lara deixou-se cair na toalha cansada e rolou ficando deitada de costas. Ele ajoelhou a seu lado e contemplou a magnificência do seu corpo, a brancura dos seios de grandes aureolas rosadas, a curva cheia das ancas, as coxas voluptuosas encimadas pelo tufo aparado de pelos púbicos, a vulva de lábios abertos oferecendo o seu interior molhado, convidativo, com o pequeno botão inchado do clítoris. Debruçando-se sobre ela beijou-a na boca e enquanto as suas mãos lhe percorriam o corpo ia-lhe sussurrando palavras de amor ao ouvido. Lara abandonou-se aos beijos e ás carícias das mãos que a apalpavam. Aos poucos a boca de Charlie desceu-lhe pelo peito, demorou-se chupando cada um dos mamilos, continuou pelo ventre brincando com a língua no umbigo, até chegar à fenda entre as suas pernas que se abria para a receber. Os lábios dele percorreram-lhe o púbis e as virilhas demoradamente, brincaram em torno do grelinho e por fim sentiu-os beijarem-no, sugarem-no, apertarem-no entre eles. Abriu mais as pernas para se oferecer à sua gula e ele lambeu-a com vontade. De cada vez que sentia a língua percorrer a sua coninha uma onda de prazer percorria-lhe o corpo. Com as mãos Charlie afastava-lhe os lábios vaginais e lambia-lhe o interior rosado. Ou então brincando com a língua em torno do clítoris introduzia-lhe um dedo no ânus lubrificado pelo fluido lhe que corria abundante da vagina e ficava a masturbar-lhe este orifício onde ela tanto gostava de o sentir. Enquanto estas sensações a faziam vibrar por dentro, via a poucos centímetros da sua cara balouçar-se o pénis intumescido e ainda brilhante dos seus próprios líquidos. Querendo retribuir o prazer que recebia agarrou-o e começou a manuseá-lo. Entre os dedos sentia a erecção do marido. Gostava de o sentir assim grande, duro, teso. De sentir as veias que lhe percorriam o tronco, de puxar a pele para trás e ficar a ver a cabeça púrpura de tesão. Gostava de o ver ejacular, de o ver deitar aqueles jactos de esperma que logo lhe caiam quentes na pele. De olhos fixos na glande inchada, masturbava-o com movimentos ritmados. Vendo aparecer uma gota de liquido na pequena fenda não resistiu e colheu-a com a ponta da língua. Depois continuou a lamber em torno da cabeça, ao longo do tronco, pela base, até às duas bolas que pendiam inchadas por baixo dele. Charlie sentiu os lábios da esposa fecharem-se-lhe em volta da cabeça do pénis. Sentiu-se sugado para dentro daquela boca quente e molhada. Sentiu a ponta da língua que lhe brincava torno da glande. Arrebatado pela tesão que isto lhe proporcionava, continuou a lamber a ratinha dela com vontade. Lara tão depressa tinha apenas a ponta do pau na boca como de uma vez o engolia todo até o sentir tocar-lhe na garganta. Gostava sem dúvida do que Charlie lhe fazia, mas adorava a sensação de ter um pau na boca. Embora não o confessasse a ninguém sentia um certo orgulho misturado com tesão pois todos os homens com quem tinha estado sempre lhe tinham dito que fazia um oral maravilhoso. E Charlie não era excepção. Lara sabia de facto fazer um broche maravilhoso. Ela sabia o prazer que lhe proporcionava e compartilhava esse prazer quando ele se vinha na sua boca. Mesmo sem outro estimulo quantas vezes não se sentira já molhada no momento em que sentia um pénis ejacular entre os seus lábios, em que sentia o gosto estranho do sémen na língua, em que engolia aqueles jorros de leite e os sentia levemente ardentes na garganta. Mas agora não queria que ele se viesse ainda. Queria voltar a senti-lo dentro de si. Queria senti-lo a penetrá-la, a abrir-lhe as paredes da coninha. Sentir a sua tesão. Queria ser comida até se vir. Com uma ultima chupadela deixou o membro erecto deslizar para fora da boca e puxando Charlie para si disse-lhe que o queria dentro dela. A boca de Charlie ainda molhada do seu fluido vaginal uniu-se à sua e ela sentiu nos lábios o seu próprio sabor. Deitou-se de lado, de costas viradas para ele. Ele, percebendo a intenção, abraçou-a por trás. Esta era uma das posições preferidas de Lara e Charlie sabia-o. Deitada sobre o flanco esquerdo dobrou a perna direita oferecendo assim o traseiro. Charlie deitou-se por trás dela e sem dificuldade guiou a cabeça do pénis para a sua entrada húmida. Ela sentiu o pau enterrar-se de uma vez dentro da sua cona molhada. Charlie começou então a penetrá-la em movimentos espaçados mas profundos. Lara abria-se para o receber e no mais intimo do seu corpo sentia cada nervo vibrar de tesão. Sentia a mão dele na sua anca, no ventre, nas mamas, a apalpar, a agarrá-la com força e com paixão. Sentia-lhe a boca morder os ombros e o pescoço, a beijar a nuca e os ouvidos. Com a mão direita afastou a sua própria nádega. Excitava-a sentir-se assim, aberta, oferecer-se à sua tesão, ao seu gozo. Sabia que ele podia ver o seu rabo todo aberto, num convite a que o penetrasse. Lara queria senti-lo aí. Queria ser enrabada. Aproveitando o momento em que, num movimento mais violento, o pau de Charlie saiu de dentro dela, agarrou-o e começou a roçá-lo entre as nádegas. Fez a glande percorrer repetidamente o rego entre elas. Depois fê-la deslizar pelos lábios da vagina e voltou a esfregá-la na entrada do ânus de modo a lubrificá-lo com o fluido que aquela produzia. Charlie, conhecendo a sua companheira, percebeu o que ela queria. Enquanto Lara com a mão mantinha as nádegas afastadas, ele segurou o pau, encostou-lhe a glande ao ânus e começou a pressionar. Aos poucos o rabo de Lara foi-se dilatando e a glande lubrificada foi desaparecendo engolida dentro dele. Durante algum tempo ficaram assim muito quietos. Lentamente todo o tronco do pénis foi entrando dentro dela. Lara sentia-se toda aberta. A sua expressão revelava o gozo e a tesão que sentia. A sua cona escorria e no cu sentia o volume do pau dele. Levantou um pouco a perna e tacteou o clítoris, estava inchado e saliente. Começou a masturbar-se enquanto por trás Charlie lhe comia o rabo. Involuntariamente o ânus contraia-se em torno do pau dele. Charlie com a mão levantou-lhe a perna e procurou os lábios da sua ratinha que, agora vazia, se abria como uma flor de carne rosada e brilhante de suco. Toda a zona em volta estava molhada e o liquido escorria-lhe por entre as nádegas ajudando a lubrificar o membro dele que deslizava suavemente para dentro e para fora do seu rabo. Ele introduziu-lhe dois dedos e começou-lhe a massajar o interior da vagina ao mesmo tempo que a enrabava. Lara tocava-se freneticamente e sabia que não ia resistir muito tempo. De cada vez que o pau de Charlie se enterrava dentro de si sentia-o deslizar pelo ânus e abrir-lhe o interior. Esta sensação deixava-a perdida de gozo e fazia correr abundantemente o sumo da sua vagina. Penetrada assim, alternadamente pelos dedos na ratinha e pelo pau no rabo, Lara sentiu aproximar-se o clímax e os seus dedos aumentaram a pressão no clítoris. De súbito Charlie inteiriçou-se, profundamente enterrado dentro dela, e ela sentiu o primeiro jorro de liquido quente inundá-la. O ânus contraiu-se-lhe e como que uma explosão de prazer espalhou-se-lhe pelo corpo. Com um espasmo de gozo sentiu que a vagina lhe transbordava derramando fluido pelo interior das coxas. Charlie vinha-se dentro dela, enchia-lhe o rabo de esperma, depositava nela o seu leite espesso. Abalada por um tumulto de emoções, o seu próprio orgasmo pereceu-lhe interminável. O corpo estremecia-lhe sem controle, sacudido por ondas sucessivas que, partindo do interior do ânus e do botão intumescido do clítoris, lhe percorriam cada uma das fibras nervosas. Charlie pelo seu lado, com o pénis enterrado até à raiz entre as nádegas abertas da sua querida esposa, descarregava dentro dela a tesão acumulada em jactos prolongados que ela sentia quentes dentro de si. Perdida toda a noção de tempo e de lugar, saborearam juntos o orgasmo simultâneo que parecia não mais terminar. Por fim as convulsões foram-se espaçando e diminuindo de intensidade e eles ficaram abraçados, imóveis, unidos por aquele pedaço dele que se prolongava dentro dela, não já dois seres disjuntos, mas apenas uma alma fundida no cadinho do amor e da paixão. Uma ou outra contracção tardia do membro de Charlie provocava ainda em Lara uma replica do sismo que os abalara. O tempo parou enquanto eles, desfalecidos, recuperavam da violência do coito e, de tudo o mais olvidados, deslizavam para a doce sonolência dos amantes satisfeitos, embalados pelo marulhar da água que corria indiferente. Não saberiam dizer quanto tempo ficaram ali deitados, os corpos transpirados e exalando o doce aroma do sexo, enquanto lentamente o pénis dele, perdendo a firmeza, ia escorregando para fora dela, e à sua volta a natureza readquiria realidade. Na margem do rio, empoleirada num ramo de salgueiro, uma cotovia soltou o seu piar agudo mas Charlie e Lara, adormecidos, não o ouviram.