domingo, 15 de maio de 2016

Velhos amigos




A tarde ia para lá de meio. O sol caminhava para o horizonte onde dentro de poucas horas iria mergulhar no oceano. Sentada na esplanada, saboreava a minha chávena de chá enquanto contemplava os poucos banhistas que naquele início de primavera se aventuravam na praia. Algumas mesas à minha volta encontravam-se ocupadas. Vozes cruzavam-se com risos de crianças e com o tilintar de copos, todos estes sons sobrepondo-se ao rumor constante da rebentação. Aquecida pelos últimos raios de sol deixei a mente vaguear.

Havia já três semanas que Charlie estava ausente em viagem. Provavelmente passariam ainda outras tantas antes do seu regresso. Sentia-lhe a falta. A bem dizer sentia-lhe duplamente a falta, como se o meu corpo por si próprio e independentemente da minha consciência lhe sentisse também a ausência. Pensei na última noite que tínhamos passado juntos. Tínhamos feito amor antes de adormecer. Tínhamos feito amor longa e pausadamente, com a calma de um casal que se conhece há já sete anos. Que sabe cada um dos pontos, cada um dos gestos, cada um dos toques que fazem o outro vibrar. No fim adormecemos satisfeitos. Mas talvez pela eminente separação a noite foi agitada por estranhos sonhos. Num desses sonhos eu estava nua na margem de um lago e uma estranha criatura alada possuía-me. Eu tentava debater-me mas o corpo não me obedecia. Dentro do próprio sonho recordei a história de Leda e do cisne. Júpiter envolvia-me nas suas asas de penas brancas e aos poucos forçava a entrada em mim. Acordei estremunhada sentindo na vagina o pénis entesado do meu marido. Voltamos a fazer amor e quando, já dia claro, me levantei senti que pelas coxas me escorria a sua semente. Esta fora a última vez que tinha tido relações e poucas horas depois Charlie partia para mais uma das suas viagens.

Desde aí, e com o passar do tempo, aumentava a saudade. Aumentava a saudade e crescia o desejo. Durante o dia mantinha-me ocupada, mas quando chegava a noite sentia que dentro de mim um fogo me consumia. À medida que os dias se escoavam as minhas incursões por sites da net de conteúdo adulto iam aumentando. Dava por mim esquecida do tempo enquanto no ecrã do computador alguma beldade de grandes mamas era possuída por dois ou três apolos de pele bronzeada e músculos torneados. Geralmente eram vídeos em que havia alguma dose de violência ou pelo menos de sexo forçado quando não de fantasiadas violações. Sem que me apercebesse começava a massajar os seios fazendo estalar algum botão da blusa. Invariavelmente a minha mão deslizava por dentro das calças ou levantava a saia e procurava aquele ponto de onde o desejo me escorria. Por fim satisfeita a vontade imediata desligava o computador sabendo que aquela não seria a última vez. Dias havia em que este alívio não durava mais que umas horas e ao deitar procurava na mesa-de-cabeceira o meu infalível e sempre ereto companheiro de silicone e de novo o fazia deslizar para dentro de mim. Mas estas minhas sessões de sexo solitário mais não eram que uma magra satisfação do desejo sempre crescente. O que saudosamente ansiava eram as carícias, o toque das mãos e o sentir de um pénis verdadeiro, quente e teso dentro de mim.

Quase todos os dias falava com o meu marido pelo telefone. Regra geral não falávamos de sexo embora ambos soubéssemos que esse assunto estava sempre presente na mente do outro. Por algum estranho pudor as palavras não tomavam esse caminho. Era em conversas mudas por mensagem que passávamos por vezes horas a picar-nos mutuamente. Eu sabia que ele sentia tanto a minha falta como eu a dele. E sabia que nos dias em que essas mensagens eróticas cruzavam o éter entre nós, ele acabava tão excitado quanto eu. Imaginava-o então a tocar-se, sabendo que as fantasias que trocáramos que lhe coloriam a imaginação.

De certo modo tinha sido desta troca de mensagens que nascera a ideia do que viria a passar-se no fim deste dia. Desde o início do nosso namoro Charlie tinha manifestado sempre o desejo de me ver com outros homens. Embora isto possa parecer estranho a muitas pessoas, tal como ao princípio me pareceu a mim, sei hoje que é uma fantasia muito comum. Eu, pelo meu lado, gostei sempre muito de sexo e as ideias de Charlie faziam eco nas minhas próprias fantasias. Estar com um desconhecido, ser forçada ou ter vários homens simultaneamente foram sempre situações que durante muito tempo imaginei sem que alguma vez pensasse que poderiam vir a tornar-se realidade. A primeira vez que estive com dois homens foi com o meu marido e um amigo. Foi com ele que compreendi que não havia nisso imoralidade ou traição. Foi com ele que aprendi a deixar o falso pudor do lado de fora da alcova. Assim, ao longo dos sete anos em que estávamos juntos tínhamos tido algumas aventuras ou brincadeiras como gostamos de lhes chamar. Estas brincadeiras foram quase sempre tidas por ambos, em conjunto. As poucas exceções, as vezes em que eu estive sozinha com outros parceiros sexuais, foram com o seu conhecimento e por sua incitação.

Não que por vezes eu não tivesse vontade de me deixar seduzir. Com os meus quarenta e três anos posso dizer sem vaidade que sou uma mulher atraente. Os meus seios volumosos atraem para o decote os olhares masculinos e as leggings justas fazem virar muitas cabeças quando passo. Direta ou indiretamente tenho recebido propostas e algumas vezes tive que fazer um esforço para as não aceitar. Mas, salvo uma vez em que, num parque da serra de Sintra, não resisti aos avanços de um estranho, tenho conseguido manter-me casta e fiel a Charlie.

Sinto que estou a dispersar-me nesta narrativa, mas vou tentar voltar ao fio da meada, como se costuma dizer. Voltemos pois à esplanada naquele fim de tarde. Enquanto beberricava o chá já morno tirei o telemóvel de dentro da mala e pus-me a ler as mensagens que tinham dado origem ao que quero contar. Há muito tempo que Charlie insistia comigo para eu convidar algum dos singles que tínhamos conhecido nas nossas aventuras para se encontrar comigo. “Encontrar-se comigo” é um eufemismo para “ter sexo” ou mais precisamente para “foder”. Sei que esta insistência dele era em parte motivada por se preocupar comigo. Por querer que eu tivesse a minha dose de prazer que, pela ausência, ele não me podia dar. Mas também sei que, por outro lado, isso era algo que ele próprio desejava. Algo que o excitava. As primeiras vezes que ele sugeriu isso eu recusei perentoriamente. Embora andasse acesa e com “fome” de sexo, não queria transpor essa barreira, atravessar esse Rubicão. Por muito tempo fui inventando razões e arranjando desculpas para não o fazer. Mas a ideia tinha sido semeada e aos poucos, regada pelas suas conversas, foi germinando e crescendo no terreno fértil da minha imaginação. Por fim, num dia em que, ao contrário do habitual, tivemos uma conversa telefónica sobre este assunto acabei por concordar. Escusado será dizer que esta conversa telefónica terminou com cada um de nós a tocar-se até um orgasmo estonteante.

Depois desse dia voltamos a trocar mensagens sobre o assunto. Nessas mensagens fomos acertando os pormenores de como eu havia de realizar esta sua (nossa) fantasia. Acabamos por acordar que seria com um dos amigos que há muito tempo não víamos e que tinham sido dos primeiros homens com quem tínhamos partilhado a nossa intimidade. Charlie deixava inteiramente á minha escolha a eleição de qual deles haveria de ser. Estas pessoas eram o Henrique, que tínhamos conhecido num hotel em Lisboa num encontro que já foi também aqui relatado (ver: “O meu namorado fez-me uma surpresa”) e que depois disso foi algumas vezes visita de nossa casa, e o Paulo que conhecemos primeiro pela internet e mais tarde pessoalmente num café em Sintra e que foi o primeiro homem com quem eu estive sozinha depois de estar casada com Charlie. Também ele veio a estar algumas vezes na cama comigo e com o meu marido. Charlie quase todos os dias e sempre por mensagem perguntava-me se eu já tinha tomado uma decisão, se já tinha contactado algum deles ou marcado um encontro. Eu hesitava e ia adiando. De cada vez que me dispunha a pegar no telefone para ligar a Paulo acabava por perder a coragem. Outras vezes, depois de um dia em que sentia particularmente acesa e lembrando-me de momentos que tinha passado enrolada com Henrique e com o meu marido, decidia contactá-lo, mas no último momento perdia a coragem. Durante mais de duas semanas fui oscilando entre o desejo de entrar nesta aventura e alguma vergonha em fazer uma proposta deste tipo a alguém com quem havia muito não falava.

Charlie continuava a instar-me a que o fizesse ainda que com alusões por vezes veladas, outras mais diretas. Foi por fim quando ele deixou de falar no assunto, provavelmente convencido que eu nunca o faria, que ganhei a coragem e tomei uma decisão. E a decisão que tomei foi de contactar ambos. Se era para entrar nesta loucura então iria fazê-lo em grande. A partir do momento em que me resolvi a juntar estes dois antigos amantes, tudo se precipitou. Henrique era casado e por isso teria de se encontrar um dia em que ele pudesse passar umas horas longe de casa e longe do trabalho. Assim foi ele o primeiro que contactei. Ao telefone manifestou alguma surpresa por, ao fim de tanto tempo, eu lhe estar a ligar, mas quando lhe expus o que pretendia ficou encantado. Pediu-me que lhe desse algum tempo para agendar uma ocasião em que pudesse iludir a rotina familiar. No dia seguinte ligou-me e combinamos que em princípio seria dali a três dias e que viria ter a minha casa ao fim do dia. Depois foi a vez de Paulo, que estava divorciado, pelo que lhe era mais fácil arranjar disponibilidade. Também ele se mostrou surpreso mas de imediato se prontificou a aparecer em qualquer dia e a qualquer hora que eu quisesse. Devo acrescentar que, maliciosamente, não informei nenhum deles sobre a presença do outro, embora tenha dito a ambos que o meu marido não ia participar. Sabia que nenhum deles teria qualquer problema em me partilhar e pela experiência dos encontros que eu e Charlie tínhamos tido tanto com um como com o outro, sabia que ambos tinham uma maior ou menor pendência para o bi. Quis assim acrescentar à adrenalina do encontro mais esta nota de imprevisto.

Aos poucos o plano que traçara foi tomando contornos mais nítidos. Não queria que chegassem os dois ao mesmo tempo, pois me parecia que seria algo embaraçoso. Deste modo combinei com Paulo encontrarmo-nos na esplanada junto à praia para tomar uma bebida e depois seguirmos para minha casa. Aí ou esperávamos por Henrique ou, se o ambiente aquecesse, começaríamos nós e ele quando chegasse juntava-se à brincadeira.

Os três dias foram passados entre o nervosismo, a antecipação e o imaginar dos mil e um pormenores do que iria passar-se. Queria que fosses momentos perfeitos e intensos. Pelo telefone disse a Charlie que tinha tomado uma decisão e que ia finalmente realizar esta nossa fantasia. Quando ele me perguntou quem tinha sido o escolhido não lhe disse que tinham sido ambos. Perante a sua curiosidade insistente disse-lhe apenas que quando estivéssemos juntos lhe respondia. Ele reafirmou-me o seu amor e fez-me prometer que depois lhe contaria todos os detalhes.

O dia tinha finalmente chegado. Durante a manhã coloquei lençóis escuros na cama, dispus algumas velas no quarto e na casa de banho e acendi um pauzinho de incenso de lavanda na sala. Deixei preparados copos e ingredientes para fazer caipirinhas, verifiquei que tinha preservativos em abundância e que sobre a mesa-de-cabeceira havia um frasco de óleo de massagens. Entre estes preparativos e um almoço ligeiro passou-se uma boa parte do dia. Eu sentia a excitação crescer dentro de mim à medida que a hora se aproximava.

Antes de sair de casa tomei um duche rápido. Enquanto me limpava olhei o meu reflexo no espelho sabendo que dali a poucas horas aqueles seios iam sentir outras mãos que não as do meu marido. Com estes pensamentos fui-me arranjando. Apliquei apenas um pouco de sombra nas pálpebras e o batom vermelho escuro (a minha cor preferida) nos lábios. Não queria um excesso de maquilhagem que pudesse ficar esborratado com os beijos. Completada esta parte vesti um conjunto de lingerie que Charlie encomendara para mim numa sex-shop online e que consistia em sutiã e tanga pretos. A tanga rendada deixava ver à transparência o triângulo do púbis aparado dias antes. Na parte de trás, uma tira estreita alojava-se-me entre as nádegas. O sutiã tinha caixas abertas de modo que amparava apenas a parte inferior dos seios levantando-os e deixando o mamilo e a auréola descobertos. A cor preta contrastava com a brancura da minha pele e realçava-me as formas. Por cima vesti uma blusa branca com pequenas flores coloridas que me dava um ar primaveril. Uma saia rodada a condizer e sandálias de tiras completavam a toilete. Um pouco de perfume e uma rápida inspeção ao espelho deixaram-me confiante sobre a impressão que iria causar.

O percurso de carro desde casa até à praia não demorou mais que dez minutos. Como era ainda cedo para a hora que tinha combinado com Paulo estacionei o carro num local um pouco mais afastado e dei um passeio ao longo da calçada que bordejava o areal. Uma ligeira brisa fez-me arrepiar e senti que os mamilos se contraíam fazendo duas protuberâncias no fino tecido da blusa. Pensei para comigo própria que seria esta a razão dos olhares com que os passantes masculinos me brindavam.

Agora ali estava eu sentada a ver o mar e a saborear o sol poente, esperando por Paulo. O bordo inferior do disco solar começava a beijar a linha do horizonte quando lhe vejo o vulto aproximar-se por entre as mesas. Paulo era militar na reserva o que transparecia pela sua postura. Com perto de um metro e oitenta, tinha ombros largos e braços musculados que apareciam por baixo das mangas da T-shirt. O cabelo curto e a face bronzeada, onde dois olhos castanhos tinham um brilho inquiridor, dava-lhe um ar másculo que era amenizado por uma boca de lábios cheios e sorridentes. No todo era um homem atraente. Quando chegou perto de mim colocou-me familiarmente a mão na cintura e cumprimentou-me com dois beijos nas faces. Ficámos a conversar enquanto assistíamos ao deslumbrante espetáculo do pôs do sol. Havia cerca de três anos que não via Paulo e ele contou-me as circunstâncias do seu recente divórcio. Quando a conversa esmoreceu, ficámos algum tempo em silêncio. Tínhamos estado a conversar como dois bons velhos amigos, nada de sexo. O momento tinha chegado mas eu não sabia como avançar. Pensei para comigo que seria melhor esperar que ele desse algum sinal. Mas Paulo que tinha obviamente a mesma ideia também não devia saber como sair do impasse. Parecia que nenhum de nós queria verbalizar o pensamento que ambos tínhamos na mente.

 Com o aproximar do crepúsculo o tempo arrefecera e eu senti frio. Paulo apercebeu-se e esta foi como que a deixa para nos levantarmos e abandonarmos a esplanada. Como o meu carro estava longe, fomos no dele até onde eu o tinha deixado e seguimos depois cada um em seu. Enquanto verificava pelo espelho que ele me seguia, ia pensando em como agir ao chegar a casa. Envergonhada como sou, não me estava a ver a ser eu a tomar a iniciativa. Depois de estacionar fiquei por momentos dentro do carro fingindo que arrumava alguma coisa na mala para dar tempo a que ele saísse do dele. Ele veio e gentilmente abriu-me a porta. Já em casa e para quebrar o gelo perguntei-lhe se queria tomar alguma coisa ou se tinha fome. Ele respondeu que não, não queria beber nada e que fome, apenas tinha de mim. O subentendido da resposta fez-me sorrir. Ainda que sentisse o coração acelerado de antecipação não sabia o que fazer. Com algum nervosismo pus-me a arrumar a mala, a ver se tinha mensagens no telemóvel, enfim a procurar pretextos para não o olhar de frente.

No momento em que me debruçava para mudar ligeiramente a posição de um qualquer bibelô senti que ele se encostava a mim. Fiquei imóvel enquanto os seus braços me envolviam. Com as mãos nas minhas ancas puxou-me para si e eu senti-lhe o calor do corpo. Ergui-me e as suas mãos deslizaram-me pela cintura até aos seios. Senti-lhe a respiração na nuca e logo os lábios que me beijavam o pescoço. É uma zona em que sou sensível e Paulo sabia-o instintivamente. O toque dos seus dedos por cima do tecido da blusa fez com que os meus mamilos ficasses rijos. Arrepiei-me com as pequenas dentadas que me dava no lóbulo da orelha. Lentamente virei-me de frente para ele. Ainda com alguma timidez em o encarar coloquei a mão no seu peito e afaguei aquele triângulo de pele bronzeada que o V da T-shirt deixava a descoberto. Ele levantou-me o queixo e as nossas bocas aproximaram-se. Quando os nossos lábios se tocaram senti a macieza dos seus. Primeiro foi apenas um leve roçar, que aos poucos se transformou num beijo ardente. Deixei que a sua língua penetrasse na minha boca e rendi-me ao calor que me invadia. Foi um beijo longo, molhado, saboroso e excitante. Paulo segurava-me de encontro a si com uma mão e com a outra procurou de novo o meu peito. Senti que os botões da blusa iam cedendo um a um. Quando esta estava completamente aberta, afastou-se um pouco e ficou alguns momentos a contemplar os meus seios. Por cima do rendado do sutiã os mamilos eretos apontavam para ele como duas pequenas tâmaras rosadas. Sentir-me assim exposta fez-me corar e instintivamente desviei os olhos. Aquela situação juntamente com as recordações dos momentos que tinha partilhado com ele e com Charlie estavam a deixar-me excitada. No meio de beijos e caricias a minha blusa caiu ao chão, seguida pouco depois pela saia. Um pouco desajeitadamente comecei a desapertar-lhe o cinto. Paulo, vendo a minha dificuldade ajudou-me e não tardou a que o volume do pénis aparecesse por baixo dos boxers. Enquanto ele despia a t-shirt não resisti a tocá-lo. Primeiro com a parte de trás dos dedos, muito ao de leve. Paulo estava já com uma meia ereção que cresceu a olhos vistos ao meu contacto. Introduzi um dedo pelo elástico. Depois dois e finalmente a minha mão encontrava-se no interior das suas cuecas. Tateei a glande e o relevo que corre na parte inferior do tronco. Na base podia sentir um tufo ralo de pelos e percebi que tinha o púbis aparado mas não rapado. Confesso que embora não goste de homens peludos também não acho estética a zona genital completamente rapada. Eu própria gosto de deixar um pequeno triangulo de pelos por cima da vagina.

Paulo voltou a beijar-me. Não sei se era a sensação que este beijo me provocava ou se era o toque dos seus dedos nos meus mamilos, ou possivelmente ambas as coisas, mas a verdade é me sentia cada vez mais molhada. Com a mão envolvi-lhe o sexo e lentamente comecei a masturbá-lo. Sem que as nossas bocas se descolassem, Paulo, com uma mão apalpava-me as mamas e com a outra procurou o meu monte de vénus. Enquanto nos beijávamos com uma vontade sempre crescente, senti os seus dedos afagarem por cima do triângulo que tapava aquele resto da minha nudez. Desceram um pouco mais e afastaram o tule da cuequinha. Estremeci quando por fim alcançaram os lábios da minha ratinha e eu afastei um pouco as pernas para lhe facilitar o acesso. Havia muito tempo que ninguém para além do meu marido me fazia aquilo. A sensação de uma mão diferente a tocar-me deixava-me cada vez mais acesa. Querendo retribuir, retirei o pénis para fora dos boxers e comecei a manuseá-lo. Com movimentos lentos fazia a pele que cobre a glande deslizar para trás e para frente. Entre os dedos sentia-lhe a dureza, a virilidade. Empurrei-o até ele se encostar á parede e baixei-me à sua frente. Tinha agora aquele membro teso mesmo à minha frente. Eu estava de cócoras e com os joelhos afastados. Sentia-me aberta e isso aumentava a minha tesão. Continuei a masturbá-lo devagarinho, observando com deleite que uma primeira gota surgia tímida na rachinha da cabeça. Acariciei os testículos e pressionei a zona entre as coxas. Fiz deslizar o polegar pela parte inferior do tronco e aquela pequena gota cresceu até se alongar numa lágrima brilhante que colhi com a ponta da língua. Olhei para Paulo e vi que ele me fitava como que hipnotizado. Sei que o prazer que o homem sente advém em parte do estímulo visual. Também eu, além de gostar de fazer sexo oral, adoro ver a expressão dos homens quando estão a ser chupados.

Mantive o contacto visual e fiz a glande roçar-me nos lábios que aos poucos foram ficando molhados do seu líquido pré-seminal. Entre lambidelas e chupões fui brincando com o pau de Paulo. Involuntariamente a minha outra mão dirigiu-se para o meu sexo. Com os dedos fui fazendo festas nos pequenos lábios, percorrendo-os por dentro e por fora. Toquei ao de leve em volta do ânus e massajei o clitóris. Esta minha cereja estava inchada e sensível, depois das carícias que Paulo lhe havia dispensado. Enquanto me tocava sob o seu olhar atento, ele colocou uma mão na minha nuca e com uma ligeira pressão puxou-me para si. Entreabri os lábios e deixei que a glande me entrasse na boca.

Li algures que fazer um broxe é como chupar um gelado. Nada de mais errado, pelo menos na minha opinião, e creio que também na de alguns homens a quem fiz sexo oral, incluindo o meu marido. Um gelado é frio e doce. Um pénis é quente e o sabor que derrama é ligeiramente amargo. Tenho que confessar que é algo que eu gosto de fazer. Gosto da situação, de saber o prazer que estou a dar, da excitação que a mim própria proporciona. Lambê-lo, passar a língua pela glande tumefacta, ficar um momento com os lábios em torno dela, a ponta da língua a titilar em volta do freio e por fim deixá-la escorregar lentamente para fora da boca. Depois ficar a comtemplá-lo brilhante da minha própria saliva, senti-lo quente, deixando-me um rasto molhado pelas faces e finalmente engoli-lo até me tocar na garganta. Gosto daquele momento em que sinto o homem contrair-se antes do orgasmo, de o sentir ejacular, de saciar-me com o sémen, senti-lo queimar-me o céu-da-boca ou escorrer-me pela cara e pelos seios. Desde muito nova em fiz pela primeira vez sexo oral a um namorado de adolescência fiquei sempre com este fetiche, se é que pode assim chamar-se. Ver um pénis a vir-se, sentir na pele o contacto do esperma quente ou na boca o seu sabor acre, são coisas que me deixam terrivelmente excitada.

Mas este ainda não era o momento. Não queria de modo algum que Paulo se viesse. Queria esperar por Henrique que não devia tardar. Queria tê-los a ambo cheios de energia, de estamina, fortes e potentes para satisfazerem aquela fome que me consumia. Assim, com um último beijo ao de leve na cabeça do pénis, levantei-me e puxei Paulo pela mão na direção das escadas. Enquanto subia os degraus, as suas mãos, como tentáculos de um polvo, não largavam as minhas nádegas. De acordo com o meu plano inicial propus-lhe um banho a dois. A sua expressão fez-me lembrar a de uma criança a quem tivessem perguntado se queria um doce.

Ao entrar no meu quarto tratei de acender as velas e um novo pauzinho de incenso e disse a Paulo para me esperar no banho. As pequenas chamas providenciavam a única iluminação, uma luz difusa, quente e alaranjada que projetava nas paredes sombras ondulantes. Quando transpus a porta da casa de banho Paulo estava sentado, recostado sobre o topo da banheira. A água cobria-lhe as pernas e uma parte do tronco. Parei um momento frente a ele. A minha pele banhada pela luz das velas adquiria um tom dourado. Paulo olhou-me da cabeça aos pés e eu vi-lhe o desejo nesse olhar. Com movimentos propositadamente lentos juntei-me a ele ficando de pé. Na posição em que nos encontrávamos ele via-me de baixo para cima. Com um pé de cada lado do seu corpo, as minas pernas ficavam suficientemente afastadas para que ele pudesse ver os lábios abertos da minha vagina. Num rasgo de tesão, coloquei as mãos nas virilhas e afastei-os para lhe mostrar como estava molhada. Sentir o seu olhar ali fixado dava-me uma sensação simultaneamente de poder e de submissão. De poder porque percebia o quanto ele queria de mim. De submissão porque me ia entregar sem pudor a esse querer. Ele colocou uma mão por trás de cada uma das minhas coxas e soergueu-se até ficar com a face no meu ventre. Fechei os olhos deixei-o saborear a minha cona. Senti-lhe a língua penetrar-me, senti-lhe a boca colada naquela minha gruta, os lábios sugarem delicadamente o meu pequeno botão inchado. Apoiei-lhe as mãos na cabeça e puxei-a de encontro a mim. Não sei quanto tempo durou aquele minete, mas eu sentia que no meu interior um vulcão ameaçava explodir. Não o deixei continuar pois queria tê-lo dentro de mim. Quando ele se encostou para trás pude ver-lhe o membro em gloriosa ereção. Apoiada nas suas mãos, os nossos dedos entrelaçados, baixei-me até o sentir tocar-me na entrada da ratinha. De cócoras deixei-me ficar assim, sentindo-o roçar ao de leve nos lábios e no clitóris. Ele agarrou-me as mamas e apalpou-as com firmeza. Os meus mamilos sobressaiam tesos entre os seus dedos. Agarrei-lhe no pénis e, repetidamente, fiz deslizar a glande pelos pequenos lábios pressionando-a com força de encontro ao clitóris. Cada vez me sentia mais molhada, até que, não aguentando mais, de uma só vez, dobrei os joelhos e o pénis enterrou-se profundamente em mim. Senti-me cheia, preenchida. Uma onda de prazer e felicidade varreu-me a alma. As paredes da vulva contraíram-se involuntariamente em torno do membro de Paulo sentindo-lhe cada relevo, cada protuberância. Com os antebraços amparei-me nas bordas da banheira e comecei a cavalgá-lo. Apoiada nos pés e nas mãos movi-me para cima e para baixo, o seu pau deslizando lubrificado, a abrir-me, a preencher-me e a encher-me gozo. Enquanto ele me apertava os seios entre as suas mãos fortes, deixei-me descair para a frente e fiquei com um joelho de cada lado da sua cintura. Nesta posição, o pénis enterrava-se-me fundo e eu sentia o grelinho roçar-lhe na base. Esta é sem dúvida uma das posições que me levam mais rapidamente ao orgasmo. E naquele momento não conseguia pensar em mais nada. Queria vir-me. Queria foder até me vir. Não tardou que dentro de mim se formasse aquela deliciosa sensação que precede a explosão final. De olhos fixos nos dele murmurei a palavra “venho-me”. Murmurei-a três ou quatro vezes até que entre os meus lábios o som se transformou num longo gemido de prazer. Não sei quanto tempo durou o meu clímax pois nesses momentos o tempo passa de modo diferente. Para mim deixa de haver tempo. Deixa de haver mundo. Tudo se dissolve num intenso caleidoscópio de sensações. Sei que gozei. Que gozei muito. Talvez pela longa privação em que apenas os meus dedos e um pedaço de silicone me davam algum consolo, aquele foi um orgasmo intenso. Mas, como tudo, também aquela vertigem de sentidos, aos poucos, se foi esbatendo. Quando readquiri a capacidade de pensar verifiquei que, dentro de mim, Paulo continuava ereto. Cansada mas resolvida a retribuir, propus que passássemos para minha cama.

Paulo já tinha saído da casa de banho e estava a acender mais algumas velas para substituir as que entretanto se tinham consumido. Eu tinha ficado para trás a enxugar o corpo e dar um jeito no cabelo desalinhado, quando, com um sobressalto, ouvi o som da campainha da porta. Só podia ser Henrique pois não esperava mais ninguém. Acho que na última hora, tão agradavelmente passada, tinha-me esquecido completamente dele. Paulo levantou-se da cama e com um ar espantado perguntou-me se eu esperava alguém. A sua atrapalhação deu-me vontade de rir. Virei-me para ele e com um sorriso maroto perguntei se, no caso de esperar mais alguma visita, isso constituiria um problema. Olhou-me com ar interrogativo e, quando eu repeti a pergunta num tom mais sério, respondeu que não, claro que não era problema nenhum. Ia sair do quarto quando me lembrei que estava completamente nua. Ao voltar atrás para vestir alguma coisa a campainha soou de novo. Para não perder mais tempo enverguei um roupão do meu marido e, deixando Paulo com a sua perplexidade, apressei-me para fora do quarto.

Enquanto desci a escada, um novo toque fez-me apressar e quase tropeçava. Por uma fresta da portada certifiquei-me que era de facto Henrique, pois não queria abrir a porta a mais ninguém no estado de semi nudez em que me encontrava. Depois de verificar que era de facto ele, abri a porta e convidei-o a entrar. Henrique era um homem grande. Perto dos cinquenta anos, alto, apenas ligeiramente acima do peso ideal, de pele crestada pelo sol e olhos castanhos-claros era ainda um homem interessante. Um ar um pouco inseguro dava a entender que ainda não acreditava bem na sorte que lhe calhara depois de tanto tempo sem ter contacto comigo e com Charlie. Com a mão direita estendia-me uma orquídea de tom azulado com pequenos veios purpura. A flor parecia tremer entre os seus dedos grossos, certamente não acostumados a segurar algo tão delicado. Achei aquela pequena atenção comovente, era sem dúvida um gesto querido. Cumprimentámo-nos com dois beijos que ele teve o cuidado de colocar nos cantos da minha boca. Convidei-o a sentar e ficamos alguns minutos a conversar. Enquanto pensava em como iria juntar aqueles dois, em quais seriam as suas reações ao encontrarem outro homem quando pensavam cada qual que me iria ter só para si, ouvia distraída Henrique dizer como havia muito tempo que fantasiava sobre um encontro comigo e com Charlie e como por vezes, às escondidas da esposa, se masturbava com a recordação dos momentos que passara connosco. Os olhares mal disfarçados que lançava ao meu peito fizeram-me reparar que o roupão se tinha aberto deixando-me os seios a descoberto. A minha reação instintiva foi tapá-las mas Henrique apressou-se a dizer que não fazia mal, antes pelo contrário. Claro que não fazia mal, desejoso de as ver e de lhes tocar estava ele. E eu também, diga-se de passagem. Ri-me da graça com que ele disse aquilo e virando-me de frente para ele abri completamente as abas do robe, de modo a que ele pudesse ver, não apenas os seios, mas todo o meu corpo. Vi-o engolir em seco e fitar-me de alto a baixo. A minha pele estava ainda rosada pelo calor do banho e a pequena faixa de pelos acastanhados no baixo-ventre desenhava um triângulo invertido como que indicando o caminho para uma delícia oculta. Tenho a felicidade de ter mamas grandes o que agrada à maioria dos homens. Dois globos simétricos coroados por largos círculos rosados de onde despontam mamilos protuberantes, fazem as delícias do meu marido (e não só). Embora seja de um modo geral recatada e até um pouco envergonhada, momentos há, como aquele, em me agrada exibi-las. Deixei pois que me mirasse assim desnuda por alguns instantes e voltei a fechar o roupão. Era chegado o momento de lhe dizer que não estávamos sós, mas não sabia bem como. Por fim optei por deixar que ele descobrisse por si próprio. Sem uma palavra afastei-me e nos primeiros degraus voltei-me para ele e, num convite mudo, deixei cair o roupão. Subi o resto da escada nua sem olhar para trás. No quarto Paulo continuava nu deitado na cama. Tinha o pénis na mão e manuseava-o devagar para manter a ereção. Tinha ouvido as nossas vozes e com uma expressão grave perguntou-me o de quem se tratava. Limitei-me a levar um dedo aos lábios em sinal de silêncio e subi para junto dele. Era óbvio que não percebia o que se estava a passar, mas os seus protestos evaporaram-se quando me coloquei de gatas entre as suas pernas e sem mais palavras lhe comecei a fazer um broxe.

Apesar do meu recente orgasmo, a chegada de Henrique e a perspetiva do que viria a seguir, tinham reacendido o meu desejo. De novo senti que a minha ratinha se molhava. A ideia que subitamente me assaltara de chupar o pau de Paulo e de que Henrique, que eu estava certa não tardaria a juntar-se a nós, me encontrasse naqueles propósitos, ocorreu-me num improviso ditado pela tesão. O prazer sexual advém não apenas do que fazemos ou do que nos fazem a nós, mas também das situações que criamos. Ver ao redor de mim pessoas envolvidas em atos sexuais é sem dúvida excitante, mas estar eu própria a praticá-los, sabendo que à minha volta há espetadores que se excitam, que se tocam, a quem a visão do meu corpo e do que faço deixa com tesão, não é menos. Isto pelo menos no meu ponto de vista, no meu sentir. Várias vezes no passado e em situações diversas, eu e Charlie, tivemos esta experiência. Na sauna, na praia, dentro do carro ou em algum recanto público mas pouco frequentado, ser comida por ele, ou fazer-lhe sexo oral percebendo que por trás de uma esquina ou despudoradamente a poucos metros algum vouyer se masturba inspirado pelo que vê, sempre multiplicou o nosso prazer.

Foi este meu lado um pouco exibicionista que me fez esquecer o pudor, natural em mim, e me levou a tomar tal atitude. Queria que Henrique ao entrar tivesse uma visão avassaladora. Que à surpresa de me encontrar com outro homem, se juntasse o erotismo do meu ato e da minha postura. Tive assim o cuidado de ficar com o traseiro ligeiramente virado para a porta. Quando ele entrasse, a primeira imagem com que se depararia seriam as minhas nádegas e as minhas coxas entreabertas. Apoiada nos joelhos e nos cotovelos chupei o pénis de Paulo movendo a cabeça para cima e para baixo energicamente. Com a mão direita acariciei-lhe a pele escanhoada e macia dos testículos. Aquelas bolas carnudas rolavam nos meus dedos como dois pequenos ovos e a glande deslizava-me entre os lábios lubrificada pela saliva. Pelo canto do olho apercebi-me do vulto de Henrique que entrara no quarto sem que nos apercebêssemos. Estava completamente nu e exibia numa mão o falo já ereto. Depreendi que, tendo-me eu desnudado à sua frente, interpretara esse gesto como um convite a que fizesse o mesmo. Se ficara surpreendido com o espetáculo que lhe proporcionávamos não o deu a entender. Sem uma palavra sentou-se na cama ao nosso lado e ficou a observar. Continuei a chupar Paulo com entusiasmo. Mais uma vez o meu exibicionismo vinha à tona. Excitava-me a forma lúbrica como Henrique nos olhava. Mantive o contacto visual com ele enquanto masturbava Paulo. Comprimi o pénis entre os dedos e uma gota de líquido transparente apareceu na cabeça. Lambi-a com a ponta da língua que em seguida passei pelos lábios. Sabia que o espetáculo que dava a Henrique era altamente erótico e isso deixava-me ainda mais acesa. Ele aproximou-se e ajoelhou-se junto a nós. Com o seu próprio pénis apontou na minha direção num convite evidente. Deixando temporariamente o sexo de Paulo agarrei no de Henrique e comecei a manuseá-lo. Embora não tão imponente como o do seu companheiro, era mais grosso e sulcado de veias. A pele repuxada para trás devido ao estado de ereção deixava à mostra uma glande em forma de coração que, entumecida pelo fluxo de sangue, adquiria um brilho sedoso e uma tonalidade de um rubro escuro. Aos primeiros movimentos senti a mão ficar molhada. Debrucei-me sobre ele e abocanhei-o com sofreguidão. Paulo virou-se para mim e começou a apalpar-me. As mãos de ambos percorriam-me o corpo, ora massajando-me os seios e o ventre, ora, descendo em festas que, pelas ancas e pela cintura, continuavam até às nádegas. Sentia os seus dedos explorarem-me intimamente entre as coxas, deslizando lubrificados pelo meu próprio fluido vaginal. Incendiada pelas suas carícias agarrei ambos os paus e comecei a mamá-los alternadamente. Enquanto chupava um masturbava o outro, procurando repartir por ambos o gozo que a minha boca lhes proporcionava. Por vezes juntava as duas glandes e roçava-as uma na outra. Depois tentava coloca-las na boca ao mesmo tempo ou passava-as pela face onde deixavam um rasto lambuzado.

Esta não era a primeira vez que tinha dois sexos duros e molhados à minha disposição. Na sauna, com o meu marido, tinha estado rodeada de uma meia dúzia de homens que disputavam os meus favores e que no fim me deixaram os seios cobertos de esperma. Algumas outras vezes tinha estado com ele e um ou outro amigo e em todas essas ocasiões a visão de membros cuja dureza sentia entre os dedos e entre os lábios faziam a minha ratinha escorrer de tesão. Sei o prazer que posso dar a um homem com a minha boca e sei também o prazer que isso me dá a mim. Estas reflexões faço-as agora à medida que escrevo estas linhas, pois no momento a minha mente era apenas preenchida por aquele ror de sensações, pelo gozo de me sentir assim usada.

Henrique tinha dois dedos sobre o meu clitóris e com o polegar desenhava círculos em torno do buraquinho do meu rabo. Senti-o pressionar e aos poucos o músculo em redor do ânus descontraiu-se franqueando-lhe a entrada. Aquela nova sensação fez-me soltar um gemido. Deixei descair a cabeça e o peito sobre uma almofada e empinei o rabo para me oferecer ao seu toque. Paulo ergueu-se e veio ajoelhar-se junto a mim do lado oposto a Henrique. Quatro mãos percorriam-me o corpo e apalpavam-me sem que eu soubesse a qual deles pertenciam. De olhos fechados podia ouvir a minha própria respiração ofegante bem como uma ou outra palavra, por vezes obscena, com que eles me incitavam. Não tardou a sentir que me afastavam os lábios da vagina e um pénis entesado me penetrava. Molhada como me encontrava deslizou sem dificuldade para dentro de mim. Ao início não percebi qual deles me penetrava, nem naquele momento me preocupei com isso. O gozo que me inundava e que me fazia responder empurrando o corpo para trás era mais que suficiente para focar toda a minha atenção. Ao fim de alguns minutos senti que aquele membro se retirava deixando um vazio na minha cona. Não tardou porém a que esse vazio fosse de novo preenchido por um pau diferente. Percebi que era Henrique que agora me comia. Ele agarrou-me pelas ancas e começou a foder-me com violência. Cada estocada com que se enterrava em mim fazia as minhas mamas balouçar e eu sentia os bicos tesos roçarem no lençol. Estava a adorar ser comida assim, com energia, com força, quase à bruta. Projetava-me para trás de encontro a ele para o sentir enterrar-se mais fundo. Por vezes algo tocava no meu grelinho e eu percebi que eram os seus testículos. A meu lado, Paulo masturbava-se com uma mão enquanto com a outra me apalpava as nádegas e brincava com um ou dois dedos no meu rabo. Por diversas vezes trocaram de posições e fui sendo comida à vez por um e pelo outro. Apercebi-me que Paulo se aproximava do orgasmo quis ver a expressão do seu rosto no moimento em que se vinha. Rapidamente mudei de posição ficando deitada de costas. Levantei as pernas o mais que podia e com as mãos enganchadas na cova da perna mantive-as assim. A minha ratinha oferecia-se aberta, o rosado do seu interior como gineceu que convida a abelha a saborear o néctar. Paulo, com o sexo ereto e latejante, contemplou por instantes aquela minha flor de carne. Agarrei-lhe o pénis e guiei-o para dentro de mim. Quando os nossos púbis se tocaram ele imobilizou-se um segundo. De seguida começou a mover-se fazendo o pénis deslizar para dentro e para fora da minha ratinha. Cada um dos seus impulsos propagava-se pelo meu corpo e fazia os meus seios abanar violentamente. Sentia a glande deslizar lubrificada e afastar as paredes da vulva. Pouco depois Paulo vinha-se inundando a minha coninha de esperma. Vi os seus olhos brilharem e ouvi o gemido gutural que lhe saía da garganta enquanto o seu membro continuava a descarregar dentro de mim uma torrente de lava. Embora não me tenha vindo naquele momento, o prazer que lia no seu semblante refletia-se em mim e eu gozei plenamente cada uma das suas investidas. Quando terminou, o seu corpo suado descaiu sobre mim comprimindo-me os seios de encontro ao peito. Deixei que ele recuperasse sentindo-o aos poucos perder a ereção. Quando o pénis flácido escorregou para fora da minha vagina, uma corrente de líquido viscoso escorreu-me por entre as coxas deixando uma mancha de humidade no lençol. Paulo, cansado e satisfeito rolou até ficar deitado a meu lado. Com a ponta dos dedos afastou uma madeixa de cabelo que se me colara à testa transpirada. Por entre a respiração entrecortada ouvi-lhe algumas palavras indistintas que entendi como um cumprimento.

Eu própria tinha ficado cansada, mas longe de estar satisfeita. Virei-me para Henrique que, de joelhos a meu lado, fora testemunha muda do nosso ato. Ele aproximou-se e colocou uma mão sobre o meu seio rolando o mamilo sensível entre os dedos. Olhei para ele e vi desejo incontido nos seus olhos. O pénis, que exibia a poucos centímetros da minha cara, estava teso e derramava uma gota que escorria ao longo do tronco. Puxei-o para mim e esfreguei-o delicadamente nas mamas. Os meus mamilos ficaram molhados e pequenos fios que brilhavam à luz das velas pendiam entres eles e a glande. O êxtase estampado no seu rosto mostrava-me o gozo que que isto lhe dava. Também estava a adorar a sensação do seu pau a roçar nos bicos tesos das minhas mamas. A cada movimento da minha mão, um pouco mais de líquido cristalino fluía da glande deixando os meus seios babados e escorregadios. Pedi-lhe que viesse para cima de mim pois queria senti-lo encaixado entre as mamas. Ele colocou um joelho de cada lado do meu corpo e com as mãos apoiadas na cabeceira da cama ficou debruçado sobre o meu peito. Com as pontas do polegar e do indicador segurei-lhe o pénis logo abaixo da cabeça comecei a masturbá-lo. Uma vez por outra fazia a glande tocar-me nos seios ou, levantando a cabeça, metia-a na boca e sentia-lhe o sabor salgado. Não demorou a aperceber-me que Henrique estava prestes a ejacular. Com ambas as mãos apertei-lhe as mamas em torno do pénis e movimentei-as para trás e para a frente fazendo-o deslizar entre elas. Como disse anteriormente acho terrivelmente excitante ver a expressão de um homem no momento em que se está a vir. Sem desviar os olhos dos seus senti que um jacto de sémen me atingia no queixo. A este seguiram-se outros que me acertaram na face e no cabelo. Não sei se devido á tesão acumulada ou por ser próprio da sua natureza, Henrique veio-se abundantemente. Quando finalmente o seu orgasmo cedeu à exaustão eu estava coberta de esperma. Durante alguns momentos ainda brinquei com o seu membro passando-o pelos lábios, lambendo-lhe a cabeça e chupando as últimas gotas de leite.

Aquela situação, digna do melhor filme pornográfico, mexeu profundamente comigo. Sentia-me como uma deliciosa putinha usada pelos dois. Esta sensação, tão diversa do meu modo de ser habitual, assalta-me nos raros momentos como aquele em que vivo experiências de um erotismo e prazer extremos. Estas experiências, normalmente vividas e partilhadas com Charlie, deixam uma memória que perdura durante muito tempo. Normalmente, nos dias que se seguem, ambos andamos num estado de exaltação sexual em que por vezes deixamos a meio uma qualquer tarefa para fazer amor.

Tanto Paulo como Henrique tinham acabado de se vir e eu sabia que precisavam de algum tempo para recuperar. Olhei o mostrador luminoso do relógio e vi que passava já das oito da noite. O tempo voa quando se está em boa companhia. Embora estivesse excitada, sentia também fome. Os meus dois amantes pareciam adormecidos e responderam apenas com uma negação quase inaudível quando lhes perguntei se queriam alguma coisa para comer. Retirei o braço que Paulo tinha por cima do meu peito e, descendo pelos pés da cama, saí do quarto. As velas entretanto tinham-se apagado e, para não acender a luz, desci a escada nua. Dirigi-me à cozinha e enquanto trincava uma maça pensei em tudo quanto acabara de acontecer. Pensei em Charlie e tive pena que ele não estivesse presente pois sei o quanto lhe agradam estas situações. Por outro lado talvez eu não me tivesse conseguido desinibir tanto na sua presença. Sabia que quando voltássemos a estar juntos ele ia querer saber todos os pormenores do que se passara. Eu, com alguma vergonha, iria fornecer-lhos, aos poucos, gota a gota. Sabia também que isso o iria deixar terrivelmente excitado. No fim ia comer-me como se não houvesse amanhã. Não sei se pela recordação do meu marido a montar-me ou por estar despida no espaço aberto da cozinha, senti um arrepio. A verdade é que continuava acesa. Passei a mão entre as pernas e verifiquei sem surpresa que estava molhada.

Quando voltei ao quarto Paulo e Henrique pareciam adormecidos. Seria possível que apenas eu quisesse mais? Desiludida deitei-me entre eles na esperança que pelo menos um acordasse e me desse aquela derradeira dose de prazer a que me sentia com direito. No mostrador avermelhado os minutos iam passando sem que nada acontecesse. Creio que, cansada pelas emoções do dia, devo ter dormitado. Quando dei acordo de mim, uma mão acariciava-me o traseiro. Eu estava deitada sobre o lado esquerdo virada para a janela, por isso, e a menos que eles tivessem trocado de posições, esta mão tinha que pertencer a Henrique. O maroto devia ter acordado e aproveitando-se do meu estado de inconsciência apalpava-me. Deixei-me ficar muito quieta fingindo dormir. Sentia-lhe a respiração na nuca e corpo encostado ao meu. Ele, vendo que eu não dava acordo, foi-se tornando mais atrevido. As suas festas foram-se alongando pelas nádegas e pelo interior das coxas, mas a minha posição não lhe facilitava o acesso ao que procurava. Eu não queria dar a entender que estava acordada pois achava aquele jogo excitante. Lentamente fui dobrando a perna direita até ficar com o joelho quase colado ao peito. Assim, a minha ratinha ficou acessível à sua exploração. Toda a minha atenção estava concentrada no toque dos seus dedos. Estes, em movimentos cautelosos, iam-me afagando as nádegas, percorrendo o rego entre elas, demorando-se no meu rabo. Depois desciam-me por entra as coxas e afloravam os lábios molhados da minha coninha. Uma onda de calor espalhou-se-me meu corpo e a respiração tornou-se-me mais acelerada. Continuei de olhos fechados sentindo a ponta dos seus dedos acariciar-me docemente desde o ânus até ao clitóris. A minha vagina estava cada vez mais molhada e ele certamente apercebia-se disso. Eu hesitava entre continuar a fingir-me adormecida ou virar-me para ele e pedir que me comesse. No estado em que me encontrava queria que ele parasse com aquela tortura e de uma vez por todas enterrasse o pau dentro da minha cona. A intensidade do meu desejo deve ter sido tão grande que lhe permitiu adivinhá-lo. Senti os seus dedos retirarem-se sendo imediatamente substituídos pela cabeça de um pénis entesado. Senti-a deslizar entre as nádegas, pelos lábios encharcados da vagina, roçar o meu grelo sensível. Umas quantas vezes repetiu este vai vem deixando-me tensa de antecipação. Por fim imobilizou-se um instante apontada à entrada do meu sexo. Lentamente, muito lentamente, foi abrindo caminho. Senti a glande penetrar-me abrindo aos poucos esta minha flor de carne. Centímetro a centímetro as paredes da vulva foram-se dilatando à medida que mais e mais daquele membro se ia introduzindo dentro de mim. Henrique tinha um pénis grosso. Mais grosso que o de Paulo e também mais grosso que o de Charlie. Fazia-me sentir cheia, totalmente preenchida. Lubrificada como me encontrava não teve dificuldade em deslizar para dentro e para fora do meu túnel do amor. Sempre com movimentos lentos sentia-o enterrar-se, fazer uma pausa como que para me dar tempo de saborear-lhe o volume, depois aos poucos retirar-se até quase sair de dentro de mim. Para dentro e para fora, sentia-lhe o relevo que separa a glande do tronco deslizar sem atrito provocando-me um gozo intenso. Involuntariamente levei a mão ao clitóris e senti-o saliente, a querer espreitar pra fora da tenra membrana que o cobre. Percebendo que eu já não estava a dormir, Henrique pôs de lado a cautela e aumentou o ritmo e a força das investidas. Com as mãos agarrou-me pelas ancas e puxou-me para si. Eu respondi arqueando as costas de modo a empinar o rabo na sua direção. Os nossos movimentos foram-se tornando mais enérgicos, mais violentos. Os impulsos com que me penetrava faziam a cama abanar e inevitavelmente despertaram Paulo.

Na fraca luz do candeeiro vi os olhos brilhantes que me fitavam. Não sei se ele teria estado adormecido ou se, como eu, tinha fingido. Em qualquer dos casos o espetáculo que lhe oferecíamos estava a deixá-lo obviamente excitado. Deitado de costas com a cabeça virada para mim, ostentava uma plena ereção. Quando percebeu que eu lhe olhava para o sexo pegou-me na mão, levou-a à boca, chupou durante um momento os meus dedos e por fim colocou-ma sobre o pénis. Fechei os dedos em torno do membro rígido e deixei-me ficar assim, apenas a ponta do indicador a brincar sobre a parte inferior da glande espalhando a humidade que esta ia libertando. Estava a adorar. Depois de ter pensado que aqueles dois já não iam ter estamina para mais, ali estávamos de novo envolvidos num delicioso triunvirato. Com um pénis dentro de mim e outro na minha mão, qual deles o mais teso, eu senti-me uma rainha. Ao fim de algum tempo Paulo aproximou-se e começou a beijar-me. A sensação de estar a ser comida por um homem enquanto na minha boca sentia a língua de outro potenciou o meu prazer. Os lábios de Paulo ora se colavam nos meus ora me mordiam a face e o lóbulo do ouvido. Entre beijos e lambidelas foi descendo pelo pescoço e pelos ombros até chegar ao peito onde se banqueteou com as minhas mamas. Em vão tentava meter uma delas na boca e eu sentia a sua língua brincar com o meu mamilo. Com mão percorreu-me o ventre, a cintura e as ancas em demoradas carícias. Depois foi descendo até que, com a palma apoiada sobre o meu monte de vénus, começou a massajar-me o pequeno botão entumecido do clitóris. Pensei para comigo até que ponto iria Paulo, pois os seus dedos estavam perigosamente próximos do pénis de Henrique. Não tive que esperar muito pela resposta e sem grande surpresa senti os lábios vaginais serem comprimidos entre os seus dedos e o membro de Henrique. Aquela era uma sensação nova para mim. Nova mas intensamente agradável. Quando faço amor com o meu marido eu própria utilizo esse pequeno truque. Com um dedo de cada lado da vagina aperto os lábios de encontro ao pénis. Sabe-me bem e sei que a Charlie também. No entanto, embora soubesse que Paulo não tinha tabus quanto ao contacto físico com outro homem, não esperava que o fizesse. Coloquei a minha mão sobre a dele e aumentei a pressão. Ele afastou a boca dos meus seios e ficou a ver o membro de Henrique a penetrar-me. Agarrei-lhe de novo o pénis e puxei-o para mim com a manifesta intenção de o chupar. Como a posição de joelhos em que estava não fosse confortável, deitou-se a meu lado com a cabeça apoiada num braço apenas a um palmo dos nossos sexos. Deitada sobre o flanco esquerdo, ergui a perna direita de modo a ficar toda aberta e assim lhe proporcionar uma melhor visão. Paulo olhava fixamente para o entrechocar dos nossos sexos. De onde estava tinha sem dúvida uma excelente panorâmica do pau de Henrique a entrar na minha ratinha.

Entre as minhas coxas afastadas, os lábios vaginais fechavam-se em torno do pénis de Henrique e dilatavam-se visivelmente a cada penetração. Logo abaixo da estrita faixa de pelos púbicos, o meu clitóris durinho e rosado fazia lembrar um pequeno fruto suculento. O membro ereto saía de dentro da minha coninha molhado e brilhante e de cada vez que voltava a entrar deixava escorrer atrás de si um pouco mais do meu fluido. Paulo voltou a colocar a mão no meu sexo e com as pontas dos dedos foi-o acariciando, ora descrevendo pequenos círculos sobre o grelinho, ora percorrendo-me os lábios em volta do pau de Henrique. Estes seus avanços foram-se tornando cada vez mais explícitos e eu ansiei por sentir ali a sua boca. A única coisa que o impedia era provavelmente o facto de não saber qual seria a reação de Henrique. Mas eu conhecia ambos e tinha a recordação bem viva do que eu e Charlie tínhamos feito tanto com um como com o outro. Olhei para Henrique e, sem que fossem necessárias palavras, li-lhe a aprovação no rosto. Apoiei a mão na nuca de Paulo e com uma ligeira pressão dei-lhe a entender o que queria e que ele certamente tanto desejava. A sua boca colou-se ao meu sexo e com a língua repetiu o que antes fizera com os dedos.

A sensação de estar a ser penetrada e ao mesmo tempo ter outro homem a lamber-me o clitóris estava a dar-me uma tesão enorme. Agarrei o pau que Paulo exibia mesmo à minha frente e com uma mão em torno do tronco comecei a masturbá-lo ao mesmo tempo que com a ponta da língua lhe lambia a glande. Continuei este broxe, alternando entre lamber e chupar, chupar e lamber. Pro vezes tirava-o da boca e ficava a olhar a sua majestosa ereção, ou então passava a língua em volta da cabeça terminando no pequeno freio que une esta ao tronco e onde sei que os homens são tão sensíveis. Senti que o pénis de Henrique saía de dentro de mim e olhando para baixo vi que fora a mão de Paulo que o retirara. Com alguma surpresa mas com a minha excitação renovada vi-o introduzi-lo na boca e começar a chupar. Esta não era a primeira vez que via um homem fazer sexo oral a outro, mas na atmosfera carregada de erotismo que se respirava entre aquelas quatro paredes, este gesto fez com que a minha vagina instantaneamente se encharcasse. Abocanhei de novo o membro de Paulo e engoli-o sofregamente. Depois de algumas chupadelas Paulo apontou de novo a glande de Henrique à entrada da minha ratinha, e, guiado pela sua mão, este voltou a penetrar-me. Era óbvio que eles os dois estavam a gostar tanto como eu. Com as repetidas penetrações de Henrique alternadas com beijos e lambidelas de Paulo a minha cona era vulcão que não tardaria a explodir. Sentia já que dentro de mim se formavam os primeiros sintomas do orgasmo quando inesperadamente uma maré de líquido quente e espesso me inundou a garganta. Paulo vinha-se na minha boca. Surpreendida, afastei por um momento a cabeça, mas logo um segundo jato de esperma me atingiu a face. Não querendo perder nem mais uma gota do seu precioso néctar, voltei a pô-lo na boca a tempo de receber as últimas golfadas. Com o sabor acre do sémen ainda a arder-me na garganta, uma onda gigante de prazer eclodiu entre as minhas coxas. Senti o esfíncter vaginal contrair-se e apertar o pénis de Henrique. O meu corpo arqueou-se num espasmo e instintivamente apertei contra mim o troco de Paulo. Por um longo momento tudo ao meu redor perdeu realidade e apenas existia esse centro no meu interior de onde partiam deliciosas vibrações. Não é fácil levarem-me ao orgasmo mas quando ele acontece é intenso como um ciclone. Talvez devido a toda a excitação acumulada pela situação invulgar ou por me sentir o centro daquele triângulo e simultaneamente usada como objeto sexual, a verdade é que este foi como o rebentar de um dique. Sentia ainda as últimas convulsões quando dentro de mim Henrique começou a derramar a sua semente. Com um bramido surdo puxou-me as ancas de encontro a si. Os olhos brilharam-lhe de gozo enquanto o membro, grosso e duro de tesão, se enterrava profundamente na minha ratinha. Não sei porquê mas, senti-lo vir-se dentro de mim, saber que o seu esperma me enchia, imaginar-lhe o tronco do pénis envolvido pela membrana interior da minha vulva, a glande inchada pela tesão a descarregar golfada atrás de golfada de sémen no interior do meu ventre, fez com que o meu corpo estremecesse de novo. Com a face encostada ao peito de Paulo e sentindo o latejar de Henrique dentro de mim vim-me segunda vez. Não com a mesma intensidade, mas como se se tratasse de uma pequena réplica do terramoto anterior.

Não me recordo bem do que aconteceu a seguir. A sensação de plenitude e o cansaço que se advêm depois do orgasmo deve ter-me feito resvalar para o sono. Creio que teria dormido o resto da noite se passado algum tempo não sentisse Henrique levantar-se. Eram horas de partir. Levantei-me também e desci com ele. As suas roupas continuavam onde as tinha deixado, descuidadamente atiradas para cima do sofá. Respondi apenas com um sorriso algo envergonhado quando ele disse que tinha muito bom, que tinha sido ótimo, que tinha adorado. Embora não o confessasse, também eu tinha tido momentos muito bons, daqueles que se gravam na memória, que mais tarde nos alimentam as fantasias. Junto á porta despedimo-nos com um beijo. Desejei-lhe boa viagem de regresso a casa e depois de ele sair fiquei por um momento a pensar em tudo o que acabara de viver.

Quando regressei ao quarto Paulo dormia profundamente. Ao contrário de Henrique, não tinha uma esposa a quem prestar contas de uma ausência suspeita. Deitei-me a seu lado e lembro-me que antes de adormecer pensei que era a primeira vez que ia dormir com outro homem desde que estava com Charlie. Enfim, há certamente uma primeira vez para tudo. A recordação do meu marido fez-me sentir saudade. Embora fisicamente saciada, sentia a falta do carinho e da ternura que mais ninguém me podia dar.