sábado, 23 de junho de 2012

3º dia na Sauna

O Charlie insistiu para que fosse eu a escrever o relato da nossa terceira (e até agora última) ida à sauna. Bem… então aqui fica.





Depois de termos estado na sauna Apolo 56 por duas vezes e apenas com um dia de intervalo, pensamos deixar passar algum tempo antes de lá voltar. Pela minha parte tinha adorado. A sensação de poder fazer o que quisesse sem ter de me preocupar com o que alguém viesse a pensar de mim, de me sentir liberta de tabus, de ter à minha volta vários homens excitados e saber que era apenas questão de eu deixar, ou de lhes fazer um sinal e eles estavam prontos a comer-me, tudo isso me fez entrar num estado de excitação, de tesão muito intenso. Ali, passado o nervosismo inicial, senti que podia estar à vontade. Que podia libertar aquele meu eu secreto que, como em toda a gente, se mantém oculto e que apenas o meu marido me conhece. Da parte dele sabia também que tinha toda a confiança e apoio. Aquilo que nos une é muito superior a estas brincadeiras e o ciúme para nós tem apenas a ver com os sentimentos e não com o prazer do corpo. Ele sabe que o meu amor apenas a ele pertence. Tal como eu sei o inverso. Além disso desde há muito que sabemos as fantasias um do outro. Elas completam-se, complementam-se, encaixam-se com a mesma perfeição com que se encaixam os nossos corpos. Assim a minha fantasia (já algumas vezes realizada) de ter dois homens, de os sentir em mim, de sentir a sua tesão pelo meu corpo, de me sentir usada por eles, tem a sua contrapartida no prazer que lhe dá observar-me, ver a sua Lara a gozar e a fazer gozar outros homens. Tivéramos já algumas experiências com casais e com singles masculinos. Já tínhamos estado em clubes de swing, já o tínhamos feito na praia com a participação de outro homem e também apenas entre nós mas sendo observados. Todas essas experiências nos tinham dado prazer. O prazer do proibido. O prazer de juntar á nossa tesão a tesão de outra ou outras pessoas. Em nenhuma destas ocasiões experimentamos ciúme. Pelo contrario. Fizeram sempre com que nos amassemos ainda mais. Com que aumentasse a confiança e a cumplicidade entre nós. Mas para mim, as duas vezes que tínhamos ido à sauna, superaram tudo isso. Há ali um clima diferente. Por um lado não existe a preocupação da segurança nem de podermos inadvertidamente chocar alguém como pode acontecer numa praia ou num local público por mais recatado seja e por mais cuidados que tenhamos. Além disso todo o ambiente convida ao sexo. Respira-se uma atmosfera de erotismo, de tensão sexual, enfim… de tesão. Como o Charlie contou no primeiro relato, descobrimos a sauna quase por acaso, um dia que éramos para ir a um clube e que este se encontrava fechado, contactamos com um casal que apenas conhecíamos do MSN e eles indicaram-nos o espaço da Luciano Cordeiro. Depois da nossa primeira visita, voltei a contactar pelo telefone com a esposa do casal, a amiga F, para agradecer e contar resumidamente como tinha corrido a nossa noite. Desta conversa ficou no ar a possibilidade de virmos a tomar um café, os quatro, para nos conhecermos. Os dias foram passando e embora tivéssemos planeado fazer um intervalo nas nossas brincadeiras, a ideia e as recordações daquelas duas noites não me saiam da cabeça. É claro que estas recordações alimentaram a minha libido durante esses dias. Sou já de mim uma mulher sexualmente bastante activa, mas agora sentia ainda mais necessidade de ter sexo. Durante o dia dava por mim a pensar em alguns momentos que me tinham ficado gravados na memoria. Invariavelmente quando me deixava arrastar pela imaginação ficava molhada entre as pernas. Algumas vezes, não conseguindo afastar da mente esses pensamentos, interrompi o trabalho para, fechada na casa de banho, de dentes serrados para que um gemido não me traísse, me tocar e acalmar assim o fogo que me consumia. Se calhava acordar a meio da noite era certo que aquelas imagens me começavam a dançar na cabeça e não conseguia voltar a adormecer. Então acordava o Charlie com carícias ou algumas vezes procurava o seu sexo com a boca e chupava-o até ele estar suficientemente desperto para me comer. Só então adormecia cansada e satisfeita. De vez em quando falávamos sobre o assunto e eu percebia que também ele continuava a pensar no que acontecera e no que poderia ter acontecido. Não me recordo já de qual de nós partiu a sugestão, mas decidimos voltar à sauna. Cerca de duas semanas depois da ultima visita combinamos o tal café com o casal F e L. Planeamos estar um bocado com eles, conversar de modo a que nos conhecêssemos todos um pouco melhor, e por volta das onze arrancarmos e irmos à sauna. Das diversas vezes que tinha contactado com F, primeiro pelo messenger e depois por telemóvel, tinha-a achado sempre uma pessoa educada e muito simpática. Esta impressão veio a confirmar-se no momento em que os conhecemos. Combinamos encontrar-nos num café perto da praia por volta das nove da noite. Nós chegamos um pouco atrasados. Quando entramos no café estavam algumas mesas ocupadas por casais. Por momentos ficamos indecisos sobre qual dos casais seria a F e o L. Esta dúvida foi resolvida com recurso mais uma vez ao telemóvel. Quem já passou por estes momentos sabe que há sempre um certo nervosismo. Feitas as apresentações e pedidos um café para mim e um descafeinado para o Charlie, a conversa fico como que em suspenso. Eu, por natureza tímida, olhava para o meu marido à espera que ele dissesse alguma coisa. Ele, que também nunca foi muito expansivo, brincava com um isqueiro tentando disfarçar a falta de à vontade. Em nosso socorro veio a simpatia da F. Com naturalidade, ela foi introduzindo a conversa. Ao fim de poucos minutos já nos sentíamos mais descontraídos. Acabamos por estar cerca de duas horas com eles no café a conversar sobre inúmeros assuntos. Desde a crise em que este nosso país está mergulhado, passando pelos trabalhos de cada um de nós, até, claro, o tema do swing e da sauna. Quando já nos preparávamos para sair, eles perguntaram se íamos para casa, ao que respondemos que não, que tínhamos planeado voltar essa noite à sauna. Em tom de brincadeira perguntamos se não nos queriam acompanhar. Eles pegaram a deixa e, após alguns momentos de indecisão (a F tinha que se levantar cedo para ir trabalhar no dia seguinte), aceitaram o convite. Como o Charlie não conhecesse bem aquela zona, a F foi connosco no carro até ao ponto onde ele tinham o deles estacionado. A partir daí seguimos cada casal em seu carro rumo a Lisboa e à rua Luciano Cordeiro. Durante a viagem eu e Charlie trocamos impressões sobre os nossos novos amigos e chegamos à conclusão que ambos simpatizávamos com eles. Eram de facto pessoas bastante educadas, atraentes, simples no trato e tinham mais alguma experiência do que nós nestas andanças. Entretidos com esta conversa rapidamente chegamos ao nosso destino. Naquela zona é difícil encontrar lugar para estacionar, de modo que depois de encontrarmos um lugar para deixar o nosso carro, ficamos no interior à espera deles que tiveram que ir estacionar mais longe. De novo reunidos encaminhamo-nos para a Apolo. Dispenso-me de contar a rotina da entrada pois os nossos relatos anteriores já a descrevem em pormenor. Chegados aos vestiários, mais uma vez não me senti suficientemente à vontade para me despir ali e fui à casa de banho de onde vim enrolada na toalha. Eles já estavam prontos e os quatro juntos entramos no corredor escuro. Tal como das outras vezes pequenos grupos de dois ou três homens espalhavam-se pelas diversas zonas. Andamos por ali até decidir onde irmos primeiro. Por sugestão do L entramos na sauna seca. Embora nas nossas visitas anteriores tivéssemos espreitado para este compartimento, ainda não tínhamos lá entrado. De pequenas dimensões, permite alojar confortavelmente quatro pessoas. Aqui existem duas correntezas perpendiculares com dois degraus cada uma. Eu e a F deitamo-nos nos degraus superiores da bancada de modo que as nossas cabeças ficaram próximas e as nossas pernas afastadas como os ponteiros do relógio às três da tarde. Eles sentaram-se, Charlie aos meus pés e L junto da F. Fechei os olhos e aos poucos comecei a sentir o calor. Charlie massajava-me as pernas e as suas mãos procuravam subir pelas minhas coxas. Não me sentindo ainda suficientemente descontraída, fechei as pernas impedindo-o de chegar onde ele queria. Pequenas gotas de transpiração formavam-se na minha pele e escorriam por entre os seios. Embora para mim o ambiente fosse um pouco desconfortável devido ao calor, deixei-me estar visto que os outros parecia estarem a apreciar. Um gemido da F fez-me abrir os olhos. Ela continuava deitada de costas no banco a meu lado. A toalha estava aberta deixando-a completamente nua. Tinha os joelhos dobrados e as pernas abertas. L debruçado sobre ela tinha a cabeça entre as suas coxas e fazia-lhe oral. Olhei para o meu marido e vi que ele os fixava atentamente. Charlie tentou abrir a minha toalha, mas eu ainda não estava preparada e resisti. Com um olhar que ele entendeu incitei-o a juntar-se a eles. Depois de alguma hesitação ele ajoelhou ao lado da F e ficou a assistir. Eu continuei de olhos fechados ouvindo junto a mim os murmúrios de prazer dela. Senti uma mão acariciar-me as mamas por cima da toalha. Na posição em que estávamos só podia ser do meu marido. Aos poucos esta mão foi-se introduzindo entre o tecido e a minha pele. O contacto dos lábios de Charlie no meus levou-me a abrir os olhos. Enquanto me beijava, tinha uma mão nos meus seios e com a outra percorria o corpo de F. Mudei um pouco de posição de modo a ficar de lado apoiada no cotovelo e assim poder observar o que se passava entre eles os três. L continuava a chupar a mulher ao mesmo tempo que se masturbava lentamente. As mãos de Charlie alternavam entras as mamas da F e as minhas. Vi-o descer sobre ela e começar a beijar-lhe os mamilos. Permanecemos assim durante algum tempo, mas para mim estava a tornar-se desconfortável aquele calor. Disse ao Charlie que queria sair. Levantamo-nos e saímos, logo seguidos pelos nossos amigos. Depois de algumas voltas pelos corredores pensando onde nos havíamos de dirigir reparamos num pequeno compartimento que eu não notara nas visitas anteriores. Uma sala sobre o comprido com alguns oito orifícios circulares numa das paredes. Estes orifícios com aproximadamente dez centímetros de diâmetro estavam a cerca de oitenta centímetros do chão e sua finalidade era obvia. Vim depois a saber que era conhecida como a sala dos buracos, ou “glory holes” para usar um estrangeirismo. Movida pela curiosidade insisti com os outros para que entrássemos. Tentando disfarçar algum nervosismo gracejei com a F sobre estes buracos e o que se poderia fazer com eles. Enquanto nós as duas riamos e trocávamos piadas uma com a outra a meia voz, os nossos maridos olhavam-nos e olhavam um para o outro sem saberem bem o que fazer e obviamente pouco à vontade, pois no seu entender estavam do lado errado da parede dos buracos. Estávamos ambas nesta galhofa não havia muito quando reparo que alguns dos buracos já não deixavam passar a ténue luminosidade da sala contigua. Alguém se tinha encostado á parede e introduzido o pénis pelo orifício. Chamei a atenção da F. Aproximamo-nos e eu toquei-lhe ao de leve. Não estava ainda em erecção mas o facto de estar a mexer no pau de um estranho do qual não podia ver a face deixou-me subitamente excitada. Fechei os dedos em torno dele e senti-o a aumentar nitidamente de volume. Delicadamente fiz deslizar a pele para trás deixando a descoberto a glande e ao fim de pouco tempo tinha na minha mão um membro duro. Provavelmente atraídos pela acção que ali se desenrolava, outros saunistas vieram oferecer os seus sexos através da parede de buracos e não tardou que mais de metade dos orifícios estivessem ocupados. A F resolveu imitar-me e começou a brincar com os dois que estavam mais próximo dela. Sentia-me ao mesmo tempo divertida e excitada pela situação. Brincando L disse que se ia por também do outro lado da parede para ver se a sua esposa conseguia distinguir qual era o seu pau. Ao nosso lado Charlie tocava-se com uma mão enquanto com a outra me apalpava. Eu ia alternadamente masturbando dois ou três membros que espreitavam nos buracos mais perto de mim. Nunca saberei se algum deles era o do marido da F. Senti a mão do meu marido a insinuar-se entre as minhas nádegas e pelo canto do olho, apesar da obscuridade, pude ver que com a outra ele apalpava o rabo da minha amiga. As minhas mãos sentiam os vários graus de erecção à medida que iam saltando de um pénis para outro. Um deles, o primeiro em que comecei a mexer, estava mais teso do que todos os outros e começava a deixar-me os dedos molhados. Comentei isto com a F que olhou para mim sem responder, ocupada que estava com um pau em cada mão. Charlie segredou-me ao ouvido que o masturbasse até ele se vir. Continuando com a mão esquerda a brincar com os do lado, concentrei-me com a direita em manusear aquele. O fluido que lhe saia da cabecinha deixava a minha mão encharcada e lubrificava o movimento dos meus dedos. Não tardou que lhe sentisse as contracções do orgasmo. Na minha perna senti o primeiro jacto quente de esperma que me escorreu pela coxa e pelo joelho até ao tornozelo. Aparando os seguintes fiquei com a mão toda molhada daquele liquido viscoso. Inesperadamente para mim própria senti que também eu estava molhada entre as pernas. Continuei a acariciar-lhe o pau enquanto o sentia perder lentamente a erecção. Por fim, satisfeito com o gozo que lhe dera uma desconhecida, retirou-se deixando vago o buraco que logo foi ocupado por outro. Mas para mim a brincadeira tinha acabado e queria ir-me lavar, pois passado o momento de excitação, a sensação pegajosa do esperma na minha perna tornava-se desagradável. Saí da sala dos “glory holes” e dirigi-me para os chuveiros perto da entrada do banho turco. Já mais afoita que das primeiras vezes nem me passou pela cabeça colocar a toalha em volta do corpo. Debaixo do chuveiro ensaboei-me com o gel disponível enquanto num chuveiro próximo um outro homem me olhava disfarçadamente. Perguntei a mim própria se teria sido aquele que eu acabara de masturbar. Pouco depois Charlie e F juntavam-se a mim logo seguidos de L que gracejava com a esposa sobre se ela teria ou não sabido distinguir o seu pau entre os outros que se lhe ofereceram. Depois do duche entramos os quatro no banho turco onde estivemos a relaxar durante algum tempo. Charlie e L de vez em quando usavam um chuveiro amovível de agua fria. Por muito que insistissem connosco dizendo-nos que a sensação era óptima, nem eu nem a F quisemos experimentar. Como o calor apertasse, deixei-os a transpirar naquele ambiente saturado de vapor e fui ao bar buscar uma garrafa de água. Nos homens com quem me cruzava via uma expressão que variava entre o olhar disfarçado e a lubricidade de quem come com os olhos. Quando me debrucei sobre o balcão para pedir ao empregado a garrafa de água, sabia que a toalha deixava metade das minhas nádegas à mostra e sentia nelas, cravados, os olhares dos ocupantes das mesas do bar. Mas a humidade que sentia dentro de mim deixava-me acesa e com vontade de provocar. Sentei-me numa mesa um pouco afastada das restantes enquanto bebia a minha água. Propositadamente deixei as pernas entreabertas, mostrando assim, a quem quisesse ver, os lábios da minha ratinha por entre o tufo aparado de pelos púbicos. Terminada a água e, restabelecida da sede, levantei-me e dirigi-me para onde tinha deixado o meu marido e os nossos amigos, sabendo que olhares de desejo me seguiam. Quando cheguei à zona dos chuveiros estavam eles a sair do banho turco. Charlie beijou-me demoradamente. Um beijo em que as nossas línguas se envolviam e as nossa bocas falavam, entre si e sem palavras, de amor e desejo. L e F interrogavam-se sobre onde nos dirigirmos a seguir. Perante a indecisão dos restantes Charlie sugeriu que nos fossemos sentar no mesmo cantinho onde dias antes tínhamos estado os dois. Quem leu os nossos relatos anteriores conhece a sauna, sabe a que sitio me refiro. Passando por uma zona mais espaçosa onde se encontra um divã redondo e que é afinal a parte de trás da parede dos buracos, chega-se a um recanto mais ou menos escondido. Aí nos fomos sentar, eu mais perto da parede com o meu marido a meu lado, depois a F e ao lado dela o L. Meia deitada sobre o colo de Charlie e, enquanto ele me beijava o pescoço e os ombros provocando-me arrepios, observava as carícias do casal. A F tinha a toalha aberta e segurava o sexo do marido enquanto ele lhe acariciava os seios. Aos poucos vi-a descer com a boca pelo peito dele beijando e mordendo. Ele, reclinado para trás, guiou-lhe a cabeça até ao pénis erecto, que aos poucos desapareceu entre os seus lábios. Charlie observava também ao mesmo tempo que, continuando a acariciar-me, se ia tocando a si próprio. Adivinhando-lhe as vontades e porque a mim também me apetecia, debrucei-me e ao de leve comecei a lamber a cabeça do seu pau. Na língua senti o gosto meio salgado das gotas de tesão que ele ia produzindo. Ao mesmo tempo que lhe lambia a glande e a zona por baixo desta, que eu sei que é onde ele mais gosta de sentir a minha boca, com a mão ia fazendo um lento movimento de vai vem ao longo do tronco. Senti a sua mão deslizar pelas minhas costas e procurar entre as minhas nádegas. Na posição em que me encontrava o meu rabo estava aberto e estremeci quando senti um dedo tocar-me no ânus. Lubrificado pelos meus próprios fluidos entrou facilmente provocando-me uma onda de tesão. De uma só vez engoli o pau que se me oferecia. Um gemido surdo fez-me olhar para cima. Nos seus olhos e vi o brilho do desejo misturado com tudo o mais que aquele olhar mudo me dizia. Chupei-o com sofreguidão sentindo os dedos dele a entrarem e saírem de dentro de mim. Tal como da outra vez que ali tínhamos estado, alguns homens foram-se aproximando, aos poucos, na expectativa de observarem ou eventualmente de terem direito a algo mais. Charlie levantou-se e colocou-se á minha frente. O pénis em riste e brilhante da minha saliva apontava para mim numa linha ascendente. As suas mãos envolveram-me a cabeça e puxaram-me para ele. Sabendo como eu às vezes gosto que me trate com brutalidade, enfiou-mo na boca e sem gentileza começou a penetrar-me até á garganta, tendo o cuidado de se pôr um pouco de lado para permitir uma boa visão aos vários espectadores que se tocavam despudoradamente cada vez mais perto de nós. Ao meu lado via o movimento da cabeça de F a fazer oral ao marido. Não tardou que estivéssemos rodeados de cinco ou seis homens a masturbarem-se. Continuei a chupar o Charlie, cada vez mais excitada pelo facto de estar a ser observada. Por fim, não resistindo à tentação e sabendo que meu marido adorava ver-me, agarrei no pau do que estava mais perto e comecei a masturbá-lo. Com um pau na boca e outro na mão ainda consegui ver que a F estava a chupar um enquanto tocava outros dois. L a seu lado observava sem tirar os olhos e manuseava lentamente o seu próprio membro. Senti abrirem-me a toalha e logo uma mão me começou a apalpar as mamas. Charlie a meia voz disse ao tipo que eu masturbava para colocar um preservativo. Rapidamente, saída não sei de onde, surgiu-lhe na mão uma camisinha que ele colocou com a minha ajuda. Comecei então a chupar alternadamente este desconhecido e o meu marido. Por vezes, e pelo gozo que me dava senti-los a usarem a minha boca, lambia ao mesmo tempo as duas cabeças inchadas e sentia na ponta da língua a sua textura diferenciada; uma envolvida pela fina película do preservativo, a outra na maciez nua da pele delicada. Na boca sentia-lhes as diferente formas e pensei para comigo que mesmo que não visse o homem por trás do pénis, seria capaz de identificar Charlie pela forma da glande e pela sensação que me provocava tê-lo na boca. Fazer sexo oral a um homem foi sempre algo que me deixou excitada. A sensação de que me usam para seu prazer, de a minha boca ser o túnel quente e molhado onde o falo procura um prazer diferente, de sentir nos lábios e na língua aquele pedaço de carne túrgida que mistura na minha saliva a sua baba, deixa-me invariavelmente com este outro túnel entra as minhas pernas molhado. Charlie, que me conhece melhor que ninguém nesta minha personalidade secreta, afastou-se um pouco e eu continuei com todo o entusiasmo a chupar aquele desconhecido. No meu corpo sentia várias mãos que não sabia nem me preocupava de quem eram. Ao meu lado alguém ajoelhou e começou a chupar-me um mamilo. Senti que uma mão avançava entre as minhas coxas e, perdida na minha excitação, afastei-as dando-lhe acesso à minha vulva. Dedos penetravam-me e brincavam com o meu clítoris inchado. Algo que não pensei que pudesse acontecer mas que naquele momento me estava a dar um tesão enorme. Do meu lado esquerdo Charlie tocava-se lentamente com o olhar fixo na minha boca e no pau que ma enchia. A sua mão acariciou-me o ombro, depois subiu pela face até tocar nos meus lábios. Os seus dedos, roçando-os, fecharam-se em torno do pénis do desconhecido e durante algum tempo acompanharam o deslizar dele na minha boca. Sorri interiormente deste seu atrevimento. Com a mão livre procurei a dele e guiei-a para os testículos do individuo. Charlie não resistiu e o outro pareceu gostar pois começou a foder a minha boca com mais ímpeto. Não tardou que lhe sentisse aproximar o orgasmo anunciado por movimentos convulsos. Puxando a minha cabeça de encontro a ele enterrou-me o pénis até eu o sentir tocar na garganta. Em golfadas sucessivas senti a camisa de vénus encher-se como um balão. Ele dobrou-se por cima de mim apoiando a cabeça na parede e durante longos segundos ficou imóvel. Eu sentia a boca completamente cheia pelo volume do pénis acrescido do liquido que inundara o preservativo e por momentos receei que este se rompesse, ao mesmo tempo que imaginava como seria sentir na boca e engolir todo aquele sémen. Por fim, e caindo na realidade, apertei os dedos em volta do tronco de modo a segurar a bainha do preservativo e lentamente retirei-o da boca. Ele murmurou um agradecimento e meio cambaleante afastou-se. Só nesse momento me apercebi que a F e o L tinham estado a observar atentamente a minha actuação. Um pouco envergonhada, mas orgulhosa e, sem duvida, muito excitada abracei Charlie que continuava de pé. Senti de encontro a mim a sua erecção. Quis que ele soubesse como me sentia. Peguei-lhe na mão e levei-a entre as minhas pernas. Não só a minha ratinha estava encharcada, mas toda a zona à volta dela e o interior das coxas estavam também molhados. Ele, apercebendo-se, sugeriu-me a meia voz, mas de modo a que o a F e o L ouvissem, que escolhesse um dos tipos e que fosse com ele. Eu repliquei-lhe meia a brincar que era bem capaz de o fazer. Os nossos amigos que apenas me conheciam à umas horas olhavam sem saberem se eu estava a falar a sério ou não. Olhei interrogativamente para Charlie, que me encorajou com um aceno de cabeça. Percorri com o olhar os cinco ou seis homens que se conservavam na expectativa a curta distancia e decidi-me por dois deles. Não sei bem o que na minha mente guiou esta escolha, mas como o objectivo era apenas gozar, penso que foi algo nas suas formas físicas que me agradou. Peguei na toalha e segurando-os pela mão afastei-me. O meu marido e os nossos amigos viram-me sair da sala rebocando dois homens espantados com a sorte que lhes tinha calhado. Só mais tarde, já em casa, soube que Charlie tinha ajoelhado em frente das pernas abertas da F e sob o olhar excitado do marido a tinha estado a comer com a boca. Ignorando na altura esta peripécia, atravessei a sala do divã e já a chegar ao corredor por pouco não esbarrava com um terceiro individuo entrava. Algo no seu olhar fez-me pensar: perdida por dois, perdida por três. Sem hesitar pedi-lhe para nos seguir. Devo dizer a quem me estiver a ler, que este modo de proceder nada tem a ver com a minha postura do dia a dia. Sou por natureza tímida e reservada e absolutamente incapaz de enganar o meu marido em qualquer outra situação. Mas ali, num ambiente em que se respira sexo, depois do que até então acontecera e sabendo da concordância cúmplice de Charlie, eu era outra pessoa. Os meus diabinhos interiores traziam ao de cima a tesão e a vontade de gozar liberta de tabus e de todas as condicionantes que nos fazem pessoas socialmente bem comportadas. Assim, entrei com eles num dos privados e fechei a porta atrás de mim mas sem a trancar para que o meu marido e o casal nosso companheiro desta aventura pudessem em qualquer momento entrar. Atirei a minha toalha para cima do colchão de napa e fiquei nua na frente daqueles três homens. Imediatamente eles me rodearam agarrando-me e roçando-se em mim. Um deles abraçou-me por trás, as mãos tentando envolver os meus peitos demasiado grandes para caber nelas. Sentia o seu pau teso a esfregar-se nas minhas nádegas. Outro encostou-se a mim pela frente e beijou-me introduzindo a língua na minha boca enquanto com um mão procurava a minha ratinha. Afastei ligeiramente as pernas e puxei-o de encontro a mim. Sentia a cabeça do seu pau a tocar os meus lábios inchados. Com a mão agarrei o pénis do terceiro e comecei a masturbá-lo. Ali estava eu num paraíso de sensações. Como que uma sanduíche feita de três corpos em que eu era o centro. Apertada entre eles sentia-os roçarem em mim a sua tesão, que fazia aumentar a minha. As minhas mamas e as minhas ancas, as minhas nádegas e a minha vagina, todo o meu corpo, era pasto das suas mãos ávidas. Ser o centro daquele vórtice erótico deu-me uma sensação enorme de poder. Saber que eles me queriam, me desejavam, que me queriam comer de todas as maneiras que eu deixasse faziam com que ao mesmo tempo me sentisse uma Vénus e uma puta. Esta sensação fazia nascer dentro de mim uma vontade enorme se sexo, de me entregar, de gozar e de lhes dar gozo. Pedi-lhes que colocassem os preservativos, pedido que eles prontamente atenderam. Debruçando-me para um deles, apoiei-me com uma mão na sua cintura e comecei a chupá-lo. Nesta posição, curvada para a frente, de pernas abertas sabia que me estava a oferecer aos outros. Não tardou que sentisse um deles (confesso que não sei qual) a passar o pau entre as minhas nádegas. Passei a mão livre por entre as pernas para o guiar para dentro de mim mas também para me certificar que tinha a camisinha colocada. Molhada como eu me encontrava penetrou em mim sem dificuldade. Sentia nas ancas as suas mãos a puxarem-me de encontro a ele. A cada estocada sentia-o enterrar-se em mim. Por sua vez, na minha frente, o outro afastava-me os cabelos de modo a ver o seu pau entrar e sair da minha boca. À mistura com os seus gemidos ouvia alguns palavrões que me incitavam a mamar, que me chamavam puta e que diziam o gozo que a minha boca e a minha cona lhes estavam a dar. Como já disse antes, ser usada é algo que deixa super excitada. Ali, com dois paus a comerem-me na boca e na ratinha e um terceiro a tocar-se enquanto me apalpava o rabo e as mamas, sentia-me derreter de gozo. Gotas de prazer escorriam-me pelas coxas. O que me comia por trás, retirou o pau da minha coninha dizendo que se queria vir na minha boca. Sentei-me na borda da cama e preparava-me para o chupar quando a porta se abriu e o meu marido entrou acompanhado pela F e pelo L. A presença de Charlie e do casal a observarem ainda potenciou mais a minha excitação. Puxei para mim o desconhecido recomecei o que havia interrompido momentos antes. Chupei com gosto aquele pau teso e ao mesmo tempo acariciei entre os dedos suas bolas depiladas. Não tardou veio-se na minha boca em jactos que eu sentia quentes através do látex da camisinha. Segurando-me pela nuca manteve-se na minha boca enquanto a erecção se desvanecia. Por fim, beijando-me com meiguice retirou-se com um sorriso feliz. Olhei para o lado e vi a L encostada à parede ladeada pelo marido dela e pelo meu. Eles apalpavam-lhe as mamas enquanto ela com um pau em cada mão os masturbava. A visão do meu marido a receber prazer da L deixou-me feliz. Afinal tinha sido para isso que ali tínhamos vindo. Para ter algo diferente. Sentir outros corpos e outras mãos e outras bocas e outros paus. Juntos, sem ciúme e bebendo com os olhos o prazer um do outro. À minha frente os outros dois tipos continuavam a tocar-se. Os seus paus erectos apontavam para mim numa oferta à minha gula sexual. Agarrei um em cada mão e comecei a tocá-los. Entre os dedos sentia-os inchados e duros de tesão. Fui-os chupando à vez até sentir que um deles estava próximo do fim. Preparava-me para o sentir ejacular quando, num movimento mais brusco da minha mão, o preservativo deslizou deixou a glande a descoberto. À beira de se vir não dava já para lhe colocar outra camisinha, mas também não podia deixar que se viesse na minha boca ao natural. Estas brincadeiras são uma tesão muito grande, mas há que ter a cabeça no seu lugar e pensar que certos riscos que não merecem a pena ser corridos. Sem pensar duas vezes afastei-me um pouco para trás e agarrando-lhe o pénis pela zona logo atrás da glande apenas com dois dedos fiz a pele deslizar rapidamente para trás e para a frente. Provocado provavelmente pelo contacto directo dos meus dedos, o orgasmo veio rápido. O primeiro fluxo de esperma saiu como um disparo e atingiu-me no pescoço escorrendo pelo ombro. Outros se seguiram que senti caírem nas minhas mamas. Envolvi-lhe a glande com os dedos e ele acabou de ejacular na minha mão. Alguns homens vêm-se mais abundantemente que outros. Este, inundou-me os seios com uma quantidade muito generosa de leite. Continuei manuseá-lo enquanto o sentia lentamente murchar entre os meus dedos. Ele debruçou-se para mim e beijou-me enquanto com a mão me acariciava os seios espalhando neles a sua semente derramada. Agarrei uma das toalhas que ali estavam e limpei-me, pois antes de ir tomar banho ainda tinha o ultimo dos meus escolhidos que pacientemente aguardava a sua vez. De pé enquanto me limpava observei a F que sentada de lado no divã tinha na boca o pau de Charlie. Este olhou-me com uma expressão de ternura e ao mesmo tempo com um brilho nos olhos que me dizia que estava a adorar o que ela lhe fazia. Sorri-lhe e com os lábios fiz o gesto de lhe enviar um beijo. O meu terceiro elemento aproveitou o momento em que eu, de costas para ele, olhava para o meu marido a ser chupado pela F, e encostou-se a mim fazendo-me sentir nas nádegas o volume da sua erecção. Excitada pelo toque inclinei-me para a frente e senti-o roçar entre as minhas coxas. Com a mão agarrei-lhe o pau por trás de mim certificando-me que o preservativo estava no seu lugar e comecei a passa-lo entre as pernas. A sua cabeça intumescida roçava os lábios da minha vagina e tentava abrir caminho entre eles. Sentia-lhe as mãos que me apalpavam as mamas. Os meus mamilos estava rijos e inchados entre os seus dedos. Perdida de tesão eu queria-o sentir dentro de mim. Queria que ele me comesse ali, em frente dos nossos amigos e sobretudo em frente de Charlie. Subi para cima do divã e pus-me de gatas em cima da tolha estendida. De pernas afastadas, apoiada nos cotovelos, completamente aberta, oferecia-me assim para que me penetrasse. Ele encostou-se ao meu rabo e ficou a esfregar a glande entre as minhas nádegas. De cada fez que a sentia tocar-me no ânus, uma onda de prazer percorria-me todo o corpo. Sou extremamente sensível nessa zona e desde sempre gostei de sexo anal. Com Charlie é frequente vir-me enquanto ele me come assim. A sensação do pénis a abrir-me o ânus, o esfíncter a ser lentamente dilatado, a cabeça a entrar depois de vencida a resistência inicial e por fim sentir todo o membro erecto dentro do rabo, é algo que me faz transbordar de prazer. Mas por outro lado e por uma questão muito intima, a penetração anal é coisa que reservo para o meu marido. Por muito que me apetecesse ser enrabada ali e naquele momento, isso era algo que estava fora do que eu me sentia capaz de fazer. Com dois dedos afastei os lábios vaginais para lhe dar um sinal de onde o que queria sentir. Ele percebeu a minha intenção e apontou-o à minha gruta que se lhe oferecia aberta. Senti a cabeça inchado do seu membro tocar-me entre os lábios. Por momentos penetrou-me apenas com a ponta do pénis, brincando com ela na minha entrada húmida, tirando-a de novo para fora e fazendo-a roçar no meu grelinho, voltando a meter, deixando-me desesperada por o sentir todo dentro de mim. Não podendo mais, atirei o corpo para trás e senti de uma vez todo aquele volume enterrar-se profundamente dentro de mim. As suas mãos agarraram-me pelas ancas e puxavam-me de encontro a ele. A minha vulva engolia-o até à base e sentia-lhe os testículos baterem-me no clítoris a cada estocada. Comeu-me com movimentos violentos que faziam todo o meu corpo tremer. Os meus seios balouçavam ao ritmo das suas investidas, e eu sentia o roçar da toalha nos mamilos erectos. Naquela posição adivinhava o seu olhar no meu rabo aberto. Alcancei com a mão por trás das costas e passei um dedo entre as nádegas afastadas. Comecei a tocar-me no ânus e por fim introduzi o dedo médio tão fundo quanto consegui. Excitado por esta minha atitude, aumentou a violência da penetração e percebi que não ia tardar muito a vir-se. E de facto pouco depois anunciou-me que ia atingir o clímax. Com receio de algum percalço com a camisinha, desviei-me e virando-me para ele abocanhei-lhe o pénis. Assim que se sentiu na minha boca começou imediatamente a vir-se. Uma vez mais senti um pau a descarregar entre os meus lábios, na minha língua e na minha garganta a sua carga de esperma. Com a ponta da língua pressionada contra a fenda da glande senti o leite a sair no interior do preservativo numa sucessão de descargas que parecia não ter fim. Por fim, já esvaziado de sémen, o membro continuou a latejar na minha boca, perdendo lentamente a rigidez e o volume. Ele então debruçou-se sobre mim e beijou-me prolongadamente como que agradecendo o prazer recebido. Só então me apercebi que a meu lado a F era penetrada pelo marido enquanto Charlie a acariciava. Um cansaço lânguido apoderava-se de mim. Com os cabelo em desalinho, o corpo transpirado, o interior das coxas molhado de um desejo ainda não consumado deixei-me estar deitada a vê-los consumarem o seu desejo. Agora queria Charlie para me dar o que me faltava. Depois de uma noite de orgia, de sexo desenfreado com desconhecidos, da excitação de ter sido a fêmea comida e usada para o prazer de vários machos, queria chegar a casa e fazer amor calma e prolongadamente com ele. Era com o meu marido amado que queria ter o meu orgasmo. Era cavalgando-o que queria sentir o culminar da tesão acumulada nestas horas. Sentar-me em cima do seu sexo. Senti-lo vir-se dentro de mim e vir-me sobre ele. Deixá-lo inundado com o sumo do meu prazer. Mas esta é uma história que não vou contar aqui pois faz parte de outro mundo. De um universo fechado onde apenas há lugar para nós e para a nossa intimidade.


quarta-feira, 6 de junho de 2012

Uma tarde de praia...

Saímos de casa por volta das três da tarde. Planeávamos chegar á praia depois de passada a hora de maior calor. Embora houvesse várias praias mais perto de nossa casa, nesse dia resolvêramos ir a à praia de S. Julião. Esta praia fica alguns quilómetros a sul da Ericeira. Uma longa faixa de areia estende-se, desde a entrada norte onde fica o parque de estacionamento, para sul, encaixada entre as arribas e o mar. A zona norte é frequentada por muita gente, mas mais para sul vão escasseando as pessoas e pode-se estar à vontade. Por vezes nem sequer há ninguém à vista. Pretendiamos algum sossego e uma tarde agradável de namoro com sol e mar e apenas a companhia das gaivotas e o marulhar das ondas. Por isso, em vez de nos dirigirmos para o acesso principal da praia fomos pela estrada de terra batida que conduz pelo meio dos pinhais. O ultimo troço da estrada encontrava-se em muito mau estado devido às chuvas do inverno anterior. Lentamente e evitando os sulcos mais profundos Charlie foi conduzindo até chegarmos ao pequeno largo onde tivemos que deixar o carro. Depois de esperar que a nuvem de poeira que nos seguia assentasse, saímos do carro e pegando nas mochilas e no chapéu de sol dirigimo-nos para a falésia. Da beira do abismo a vista era fantástica. Para norte, ao longe, via-se a Ericeira. Em baixo o areal estendia-se deserto para ambos os lados. No parque havia um outro carro estacionado, mas em baixo, na praia, não avistámos ninguém. Para quem conhece, existem alguns pontos por onde é possível descer, estreitos trilhos que serpenteiam pela falésia abaixo. De mãos dadas iniciamos a descida por um destes trilhos. Inicialmente o caminho era aceitável, mas aos poucos foi-se tornando mais íngreme de modo que em alguns sítios tínhamos que descer com as mãos apoiadas no chão. Alguém, provavelmente pescadores, tinha talhado uns degraus toscos que aos poucos se iam desfazendo com a erosão e a intempérie. Pedras soltas e raízes tornavam ainda mais difícil a descida. Por fim chegamos aos grandes blocos de pedra que se acumulavam na base da arriba e destes saltamos para a areia. O vento que se fazia sentir lá em cima, aqui não era mais que uma ligeira brisa. Depois de descansar um pouco e contemplar a beleza aparentemente intocada daquela praia caminhamos para sul numa direcção obliqua à linha de água. Assim, enquanto nos afastávamos do ponto onde termináramos a descida, fomo-nos aproximando desta. Uns metros á minha frente, Charlie parou para tirar a roupa. Aproveitei e despi-me também ficando em fato de banho. Debaixo dos pés sentia a areia quente. Retirámos as nossas coisas das mochilas; garrafa de água, protector, livro, etc. Rapidamente estendemos as toalhas e como o calor apertasse dirigimo-nos para a rebentação. Esta praia obviamente não é vigiada e o mar é perigoso, mas estando maré vazia ou próximo disso, existiam algumas pequenas enseadas formadas pelos esporões de rocha que penetram mar dentro, onde era possível tomar banho. Caminhamos junto à agua de mãos dadas apreciando o momento. Sabia-me bem sentir a frescura dos salpicos trazidos pelo vento. As ondas depois de rebentarem, vinham morrer a nossos pés em rendilhados de espuma. Aos poucos fomo-nos molhando. Mais para a nossa direita havia uma zona em que as ondas eram amortecidas por algumas rochas formando como que uma pequena lagoa de águas mais calmas. Aí entramos no mar até termos água pela cintura. Sentia um arrepio de cada vez que uma onda molhava um pouco mais da minha pele aquecida pelo sol. Charlie já tinha mergulhado e ameaçava atirar-me com borrifos de água. Perante isto não tive outra alternativa senão molhar-me também. Quando emergi a leve brisa no corpo molhado fez-me sentir frio. Charlie veio até mim e abraçou-me. Durante um bocado ficamos assim abraçados, a sentir o calor um do outro. Charlie aproximou a boca dos meus lábios. Primeiro foi apenas um toque, um roçar suave que aos poucos se transformou num beijo. As nossas bocas sabiam a sal. Entreabri os lábios e deixei a que a sua língua tocasse a minha. Senti-me percorrer por um tremor, não sabia se provocado pela brisa ou pelo toque das suas mãos no meu corpo. Puxei-o com força de encontro a mim. Os nossos corpos molhados estavam colados e senti-me aquecer por dentro. Nos seios sentia o contacto do seu peito e isto ou talvez o frio fez os meus mamilos ficarem rijos. Ele começou a beijar-me o pescoço e o ouvido. Com as mãos acariciava-me os ombros, as costas, a cintura, descia pelas ancas. Senti-o afastar o elástico do bikini e agarrar-me as nádegas. Abandonei-me às suas carícias sentindo de encontro ao ventre um volume que crescia. Instintivamente a minha mão procurou entre os nossos corpos. Metendo a mão por dentro dos calções encontrei aquele pedaço dele de que tanto gosto. Ainda sem estar completamente erecto senti-o crescer-me na mão. Ao tacto podia sentir os pormenores da sua forma. A glande em forma de morango, com a pele esticada. O tronco com a veia saliente de lado. Tacteei cada detalhe com a ponta dos dedos. Beijando-me sofregamente, subiu as mãos pelo meu corpo e sem oposição da minha parte desapertou-me o laço do soutien. Com um movimento deixou-o apenas pendurado pelos cordões que passavam em volta do pescoço. Os meus seios ficaram expostos ao seu olhar. Na sua expressão vi aquela mistura tão doce de carinho e desejo. A sua boca foi percorrendo na minha pele um caminho que aos poucos se aproximava dos meus mamilos. Sentia cada toque, cada afago dos seus lábios, cada pequena mordidela. Um após outro, chupou-os, deixando-os se possível ainda mais tesos. Eu, de olhos fechados, a cabeça inclinada para trás, oferecia-lhe os seios para seu e meu deleite. Senti uma mão introduzir-se pela parte da frente do meu fato de banho e procurar a minha ratinha. Abri um pouco as pernas de modo a facilitar-lhe o movimento e os seus dedos avançaram até se colocarem sobre os lábios que eu sentia estarem inchados. Continuamos nestas brincadeiras até sentirmos frio. Então resolvemos sair para nos aquecermos ao sol. Caminhamos ao longo da praia. Charlie com o braço em torno da minha cintura puxava-me para ele. De vez em quando a sua mão descia e apalpava-me o rabo. Entre beijos e carícias fomo-nos aproximando das rochas cobertas de algas e de mexilhões. Os nossos pés enterravam-se na areia molhada. Sentia o cheiro do mar e o sol secava o sal na minha pele. Como não havia ninguém á vista no extenso areal, deixei os seios descobertos. Entretemo-nos a observar as pequenas poças que havia nos rochedos. Um colorido vivo cobria-os. As algas e os limos brilhavam em vários tos de verde, mas havia também anémonas e pequenos corais roxos e avermelhados. Aqui e além pequenos peixes e camarões fugiam assustados com as nossas sombras. Distraída a observar este pequeno mundo aquático, não me apercebi que Charlie tinha tirado os calções. Quando reparei, estava ele inclinado de costas para mim apoiado numa pedra e com a mão dentro de uma poça. Fiquei a olhá-lo sem que ele se apercebesse. Já moreno por natureza, a sua pele, apenas com alguns dias de sol, adquiria um bronzeado carregado. Contrastando com o resto do corpo, as nádegas tinham um tom mais claro. Lentamente e sem que ele se apercebesse aproximei-me por trás dele. Senti-o estremecer ao contacto das minhas mãos molhadas. Como ele continuasse debruçado sobre o que quer que fosse que estava a ver, abracei-me a ele. Sabia bem o contacto das suas costas aquecidas pelo sol nas minhas mamas. Mantendo-me colada ao seu corpo quente, fui-lhe beijando o pescoço e os ombros. Deixei as mãos percorrerem-lhe o peito e irem descendo pela barriga ate chegar perto do sexo. Quanto a mim, tinha ficado excitada com as brincadeiras dentro de água, queria mais, queria senti-lo em mim. Sempre com os lábios colados na sua pele, fui brincando com os dedos em torno do púbis. Ele tentava não reagir mas eu sabia que o excitava. Acariciei-lhe as coxas, primeiro pela parte exterior descendo desde as ancas até aos joelhos, depois, lentamente, subindo pelo interior até às virilhas. Deixando propositadamente de lado o pénis, brinquei com os testículos. Sentia cada um deles entre os meus dedos. Não precisei olhar para saber que ele estava já com uma erecção. Aos poucos a minha boca foi descendo pelas suas costas, deixando um rasto de saliva misturada com sal. Pequenos estremecimentos percorriam-lhe o corpo cada vez que eu mordia. Ele inclinou-se mais para a frente e empinou o rabo na minha direcção. Ajoelhei-me por trás dele e continuei a acariciá-lo. Aproximei a face e comecei a dar pequenas dentadas. As minhas mãos percorriam-lhe as nádegas em círculos, ora as afastava deixando ver a linha que as separava, ora as comprimia uma contra a outra. Percorri a zona entras as coxas, avançando até sentir os testículos na concha da minha mão. Mais um pouco e agarrei-lhe no pénis. Aos poucos fui-o manuseando, correndo a mão devagarinho ao longo do tronco. Na ponta dos dedos senti a cabecinha molhada. Lubrificada por este liquido que ele ia produzindo, a minha mão deslizava para trás e para a frente. A rigidez e o volume que apertava entre os dedos davam-me conta da tesão que lhe estava a provocar. Tesão que se reflectia entre as minhas pernas, pois sentia-me a mim própria cada vez mais molhada. Com a outra mão afastei-lhe as nádegas e passei os dedos entre elas. Como um sinal para continuar, ele inclinou-se mais para a frente deixando o rabo mais exposto ao meu olhar. Recomecei a beija-lo ao de leve. A cada beijo os meus lábios aproximavam-se mais daquela racha e eu via o ânus contrair-se numa reacção involuntária de tesão. Comecei a descrever pequenos círculos com a língua em torno dele. Continuando sempre a masturbá-lo fui lambendo em volta, por cima e por baixo, deixando para o fim a parte que eu sabia ser a mais gostosa para ele. Por fim colando-lhe os meus lábios em volta do ânus, brinquei com a língua mesmo no centro. Durante um bocado assim ficámos. Ele de pernas afastadas, inclinado para a frente apoiando-se na rocha e eu por trás, os meus joelhos a enterrarem-se na areia molhada, uma mão passada por entre as suas pernas a acariciar-lhe o sexo, a minha face entre as suas nádegas beijando e lambendo. O liquido que ia saindo da do seu pau e que me deixava os dedos cada vez mais molhados, mostrava-me o gozo que ele estava a ter. Pensando que ele ia acabar por se vir, quis que o fizesse na minha boca. Assim, parei com as lambidelas e pedi-lhe que se virasse para mim. Ele deu meia volta e apoiou as mãos rocha, ficando com o corpo ligeiramente arqueado para trás, oferecendo-me o pau babado. Continuando de joelhos contemplei por momentos o sexo erecto, antecipando a sensação de o ter entre os lábios. A pele repuxada, a glande intumescida e brilhante de liquido, as veias salientes ao longo do tronco, provocavam-me uma vontade enorme de o sentir dentro de mim. De cada vez que a minha mão o percorria desde a base até á cabeça, espessas gotas de fluido viscoso apareciam na ponta. Com a língua colhia-as e saboreava o seu gosto ligeiramente salgado. Coloquei os lábios em torno da glande e com uma mão procurei entre as suas nádegas. Percorrendo entre elas, procurei a entrada do ânus. Este, ainda lubrificado pela minha saliva, não ofereceu resistência à entrada dos meus dedos. Enterrando-os mais profundamente, puxei-o para mim. Enquanto os meus dedos o penetravam, engoli-lhe o pénis até sentir a glande tocar-me na garganta. Fiquei com ele na boca durante alguns segundos. Depois, lentamente, os meus lábios percorreram todos os relevos do tronco em sentido inverso. Como um reflexo do gozo que lhe estava a dar, sentia a minha vagina cada vez mais quente e molhada. Algumas vezes mais o fiz entrar e sair da minha boca. De cada vez que o engolia, pressionava com os dedos no seu rabo. Assim teria continuado até ele se vir, mas ele, com as mãos agarrou-me a cabeça e afastou-me. Um fio brilhante ficou pendente entre a ponta do seu sexo e os meus lábios. Ele puxou-me para cima e eu, já de pé, beijei-o dando-lhe na boca o sabor do seu próprio pénis. Enquanto nos beijávamos ele encostou-me às pedras e começou a puxar o meu bikini para baixo. As suas mãos afadigavam-se a remover a pequena peça de tecido. Ele ia beijando os meus peitos, ventre, púbis e finalmente a minha ratinha. Afastei as pernas e ele mergulhou no meio delas. Com os dedos afastava-me os lábios de modo a deixar o meu clítoris exposto. Alternando entre chupá-lo e lambê-lo foi-me deixando cada vez mais excitada. Sentia o meu grelinho teso entre os seus lábios enquanto dois dedos massajavam a parede anterior da minha vagina. Com as mãos agarrei-lhe a cabeça e puxei-a de encontro a mim. Queria sentir a sua boca. Queria sentir a sua língua em mim. Sabia que me estava a molhar cada vez mais e que ele ia bebendo o meu sumo. Mas queria mais. Queria sentir o seu pau. Queria que me comesse ali mesmo. Como que adivinhando o meu pensamento, Charlie levantou-se e abraçou-me. As nossas bocas uniram-se num beijo intenso, apaixonado e cheio de desejo. O seu sexo encaixava-se entre as minhas coxas ao encontro do meu, enquanto com as mãos me acariciava as mamas. Eu virei-me de costas para ele e apoiei as mãos na rocha. Por trás de mim ele começou a roçar o pau entre as minas nádegas. Sentia a cabeça percorrer o rego entre elas. Deslizar pelo meu rabo e pelos lábios da minha vagina para trás e para a frente. Afastei um pouco mais as pernas e empinei o rabo. As suas mãos abriram-me e senti a glande inchada entrar em mim. Durante alguns segundos ficamos imóveis. A minha ratinha contraia-se involuntariamente em torno do seu membro, libertando ondas de prazer que me percorriam o corpo. Senti as suas mãos apalparem-me. Subirem pelas ancas, pela cintura, pelo peito, até me envolverem os seios. Os meus mamilos inchados ficaram entre os seus dedos. Então, lentamente, senti o pénis penetrar-me centímetro a centímetro. A cabeça a afastar as paredes da minha vulva. Quando entrou todo, podia sentir o seu púbis encostado ao meu rabo. Novamente ficamos imóveis, o peito dele colado nas minhas costas, o sexo todo enterrado dentro de mim, a latejar. Agarrou-me pelas ancas e começou a comer-me com força, quase violentamente. Correspondendo aos seus movimentos eu empurrava para trás quando o sentia vir de encontro a mim. A cada estocada parecia penetrar mais fundo. Dominada pela tesão, já não me preocupava se alguém nos poderia estar a ver. Queria que ele me continuasse a comer até me fazer vir. Queria que ele se viesse dentro de mim, que me enchesse com o seu leite. Queria que me deixasse exausta, saciada. Queria sentir o esperma a escorrer pelas minhas coxas. Apoiando-me apenas com uma mão, levei a outra á ratinha e comecei a tocar-me. Com dois dedos fazia pressão no clítoris massajando-o ao ritmo que era penetrada. Coloquei um pé sobre uma saliência da rocha de modo a sentir-me mais aberta. Queria se possível senti-lo ainda mais fundo dentro de mim. As suas mãos apertavam-me a cintura, agarravam-me com força pelas ancas e puxavam-me contra ele. A cada investida sentia dentro de mim a sua tesão. Com a mão encharcada pelo meu próprio liquido continuava a masturbar-me. Sentia o clítoris inchado, como que um botão de carne, epicentro do meu gozo. De dentro do ventre senti o orgasmo a formar-se. Uma onda de calor que subia desde a vagina e que se espalhava por todo o meu corpo. Apercebendo-se que eu me estava a vir, agarrou-me as mamas e apertando-as com força, enterrou-se dentro de mim. O meu corpo retesou-se numa explosão de sensações. Contracções que começavam na vulva, espalhavam-se por todos os meus nervos, e faziam-me perder a noção de tudo. Durante alguns segundos nada mais existia. Apenas aquele pedaço de carne dentro de mim, fazendo-me estremecer. Aos poucos as convulsões foram-se espaçando, diminuindo de intensidade. E eu fui retornando á realidade. Colado a mim, Charlie acariciava-me, beijava-me os ombros e a nuca. As suas mãos afagavam-me os seios, o pescoço, a face. Um dedo brincou em volta da minha boca e eu, entreabrindo os lábios chupei-o. Sabia a sal. A erecção que continuava a sentir dentro de mim dizia-me que ele não tinha chegado ao orgasmo. Lentamente senti-o a sair de dentro de mim. O sumo da minha excitação escorria-me pelo interior das coxas. Virei-me de frente para ele. O seu pau teso e molhado brilhava ao sol, apontando para mim. Esta visão reacendeu o meu desejo. Não a tesão violenta e irreprimível que acabara de me consumir, mas uma vontade forte de lhe devolver, reflectido, o prazer que acabara de me dar. A minha mão, como que por vontade própria, avançou ao encontro do pénis. Os meus dedos envolveram-no e senti-lhe a dureza. Sem pensar, ajoelhei-me e meti-o na boca. Sabia que ele não podia estar muito longe do seu próprio orgasmo e dispunha-me a recebê-lo. Queria beber a sua semente. Receber na língua e na garganta o jorro quente do seu leite. Ele, com doçura, mas firmemente afastou-me e puxou por mim até eu ficar de novo em pé. Beijou-me e pediu-me para esperar. Tínhamos ainda uma boa parte da tarde e ele queria guardar para depois o culminar da excitação. Também sem que nos apercebêssemos, alheados que estivéramos a fazer amor, a maré tinha subido um pouco. Quando ali chegáramos a espuma das ondas apenas vinha lamber-nos os pés e agora estávamos com os joelhos dentro de água. Pegámos nos fatos de banho e, beijando-nos uma vez mais, começamos a caminhar na direcção do local onde deixáramos as nossas toalhas. Não tínhamos ainda dado três passos, quando um choque me fez estremecer. A cerca de cinquenta metros estava um homem. Sob um pequeno guarda sol, deitado de barriga para baixo numa toalha, apoiado sobre os cotovelos, olhava directamente na nossa direcção. Quando viu que tínhamos reparado nele, disfarçou erguendo um jornal. Àquela distância era impossível que não tivesse visto o que estivéramos a fazer. Por outro lado tinha ar de quem já ali estava havia algum tempo. Estava instalado, o guarda sol aberto e espetado na areia, ele deitado na toalha, ao lado uma mochila e uma garrafa de água. Decididamente não tinha acabado de chegar. Tão absorvidos estivéramos que não nos apercebemos que tínhamos companhia na praia. Algo envergonhada, abracei-me a Charlie e evitei olhar na direcção do estranho. Sabia que ele devia estar a espiar-nos pelo canto do olho, e a consciência da nossa nudez embaraçava-me. Por outro lado havia algo de excitante em saber que tínhamos sido vistos. O diabinho exibicionista dentro de mim acordou e deixou-me acesa. Chegados á toalhas achámos que, depois do que já havíamos inadvertidamente mostrado, não valia a pena vestir os fatos de banho. Fui buscar a garrafa de agua ao saco e ambos bebemos com sofreguidão. O sol, o calor e o sexo tinham-nos deixado sedentos. Deitei-me na toalha e fechei os olhos. Senti Charlie remexer na mochila e pouco depois as suas mãos espalhavam protector solar nos meus ombros. Embalada pelo barulho das ondas, sentindo no corpo o calor do sol e a carícia das mãos do meu marido deixei-me escorregar para um estado de semi consciência…

quarta-feira, 2 de maio de 2012

2ª visita á Sauna Apolo 56

A recordação do que tínhamos vivido nessa primeira noite na sauna, manteve-nos durante os dois dias que se seguiram num estado de excitação e empolgamento sexual. As nossas conversas acabavam sempre por ir dar ao mesmo. Revivemos cada momento, cada pormenor do que acontecera na obscuridade daquela cave. Nessa noite, no dia seguinte e na outra noite, fizemos amor e masturbámo-nos mutuamente várias vezes pensando no que fizéramos, fantasiando sobre o que poderia ter acontecido. Por fim, na quarta feira decidimos ir lá de novo. Agora já sabíamos o caminho. Chegámos por volta das 22.30. Mais confiantes do que da primeira vez, entrámos e novamente fomos recebidos pelo brasileiro simpático. Desta vez já não foram necessárias explicações, pagámos, recebemos as toalhas, chinelos e mais uns quantos preservativos e sem hesitar descemos as escadas que conduzem ao piso inferior. Chegados ao vestiário de novo a procura de quais os cacifos que nos tinham sido atribuídos. Se algo aqui deveria ser mudado, era porem os números dos armários por ordem. Isso e arranjarem maneira de as chaves e respectivas chapinhas não fazerem barulho nos nossos pulsos quando nos movemos. A Lara novamente teve vergonha de se despir no vestiário comum. Assim, levou a toalha e, já com os chinelos calçados, foi-se despir para a casa de banho. Minutos depois apareceu enrolada na toalha branca que mal lhe tapava o rabo. Como se fosse um vestido muito justo, mostrava o volume dos seios e deixava as coxas descobertas quase até ás virilhas. Depois de arrumarmos as nossas roupas e sapatos nos armários e de enfiarmos no pulso o elástico com as chaves destes, beijamo-nos e saímos para o escuro do corredor. Mesmo sendo a segunda vez que ali estávamos, não deixávamos de sentir algum nervosismo. Pelos cantos daquele labirinto vimos de novo homens de toalha á cintura que nos deitavam olhares entre a curiosidade e o desejo. Reconhecemos uma ou outra cara da segunda feira anterior. No total estariam talvez oito ou dez indivíduos. Fomos percorrendo os vários espaços, parando um pouco aqui e ali, a ver o ambiente. Falávamos em voz baixa e ao ouvido um do outro. Por fim, acabamos por ir para o banho turco. Esta sala, que penso já ter descrito na mensagem anterior, tem talvez cinco ou seis metros quadrados. Uma bancada em L com 3 degraus permite estar sentado ou deitado. Logo á entrada, por trás de uma porta de vidro fosco existe um chuveiro de agua fria. As paredes são forradas de pequenos azulejos em vários tons de verde, ou pelo menos assim me pareceu á fraca luz ambiente. Quando entrámos vimos um jovem ajoelhado inclinado sobre o sexo de outro individuo. Não era nossa intenção interromper nada. Penso aliás, que teria sido excitante eles terem continuado, e estou certo que a Lara teria gostado de ver. Mas, certamente intimidados pela entrada de uma senhora, pararam e pouco depois saíram ambos do banho turco, deixando-nos sozinhos. Mas não por muito tempo. Eu e a Lara sentamo-nos no degrau superior da bancada, na parte mais afastada da porta. Ao fim de pouco tempo reparo que a sua fronte estava a ficar recoberta de gotículas de suor. Aproximei-me e beijei-a na face enquanto a minha mão se introduzia por baixo da toalha dela procurando o contacto com a pele. Pouco depois sentimos uma lufada de ar frio provocada pela abertura da porta e vemos entrar dois homens que se foram sentar no outro lado da bancada. Aquele que estava mais perto de nos, com uma tatuagem no braço esquerdo, era um tipo alto e bastante entroncado dos seus quarenta anos talvez. Pelo canto do olho íamos observando estes nossos vizinhos, enquanto eles, mais afoitamente, lançavam olhares na direcção da minha mulher. A minha mão continuava a acariciar-lhe o interior da coxa, subindo desde o joelho até tocar no púbis. Aos poucos ela foi-se descontraindo e senti-lhe os músculos relaxarem. As pernas afastaram-se um pouco, apenas o suficiente para que os meus dedos aflorassem os seus lábios vaginais. Perto de nós, víamos os nossos companheiros, cada qual com uma mão por baixo da sua toalha, acariciando-se lentamente e observando-nos cada vez com menos recato. Olhei para a Lara e verifiquei que também ela os observava, tentando sem grande êxito disfarçar. Sentia-me excitado com a situação e percebia que ela também estava, pois os meus dedos sentiam-na molhada. Com a mão livre comecei a acariciar o meu próprio pénis. Já nenhum dos presentes tinha dúvidas sobre o que os outros estavam a fazer. Passado algum tempo de estarmos nisto, o tipo que estava mais perto de nós, olhando fixamente para a Lara, abriu a toalha deixando ver um membro completamente erecto. De pernas semi abertas, masturbava-se lentamente, exibindo orgulhosamente o sexo, como que sabendo que a minha mulher se estava a derreter vendo-o. Curiosamente não havia nada de ordinário nesta atitude. Havia sim uma atmosfera carregada de tensão erótica. Aos poucos a toalha que cobria as pernas da Lara foi-se abrindo mostrando cada vez mais as suas coxas e a minha mão que se movia entre elas. Ela, ou porque não se apercebesse, ou mais provavelmente porque lhe estava a dar gozo, não se  preocupou em fechá-la. Pela minha cabeça passavam imagens do que iria acontecer a seguir. Mas assim não tinha que ser, ao fim de alguns minutos e quando pensámos que ele ia avançar com algum tipo de aproximação, a porta de vidro abriu-se de novo deixando entrar luz e ar fresco. Todos paramos o que estávamos a fazer, embora ele não se tenha coberto com a toalha. Mais dois indivíduos entraram e sentaram-se no degrau inferior directamente em frente da porta. A Lara cobriu-se de novo e eu retirei a mão de entre as suas pernas. Nesta nova situação não nos sentíamos suficientemente à-vontade para continuar e, deixando passar o tempo suficiente para não dar a entender que nos retirávamos por causa da entrada dos novos ocupantes, levantámo-nos e saímos da sala. Cá fora, a diferença de temperatura provocou-nos um arrepio. Meti-me debaixo dum chuveiro e deixei a água quente correr pelo corpo. A Lara, mais envergonhada, não quis desembrulhar-se da toalha e foi-se molhando aos poucos. A minha insistência não conseguiu convencê-la a ficar nua debaixo do chuveiro onde podia ser vista por quem aparecesse. Diverti-me a ver a sua ginástica para se molhar segurando a toalha ora pelas costas ora pela frente. Abraçando-a por trás, ajudei-a a limpar-se enquanto a beijava no pescoço, nos ombros e nas costas. Através do tecido turco senti o volume cheio dos seus seios coroado pelas protuberâncias dos mamilos tesos. Interrompemos as carícias com o aparecimento de alguém que também ia usar os chuveiros. Como a sede apertasse, fomo-nos sentar no bar a beber uma água. Estávamos ambos acesos e queríamos mais. Depois de algumas voltas pelos corredores, acabámos por nos sentar num pequeno recanto meio escondido. Enquanto eu a beijava, a Lara abriu-me a toalha e começou a acariciar-me o pénis. Com a mão percorria todo o comprimento do tronco em movimentos suaves. Os dedos brincavam na glande lubrificados por gotas de liquido viscoso. Aos poucos foi-se debruçando sobre mim e continuando a masturbar-me lentamente, começou a lamber a ponta do meu pau. Iluminados pela escassa luz ambiente, fui notando a presença de vários observadores. De inicio a espreitarem nas esquinas, aos poucos, e não havendo nenhum sinal em contrário da nossa parte, foram-se tornando mais afoitos. Pelo tilintar das chaves nos pulsos, percebíamos que se masturbavam. Inclinei-me mais para trás, ao mesmo tempo que desprendia a toalha da Lara, de modo a dar-lhes assim uma melhor visão tanto da boca dela que trabalhava no meu pénis como do seu corpo nu que eu apalpava até onde, naquela posição, o meu braço alcançava. A dois ou três metros de nós reconhecemos o individuo que tão descaradamente se tinha exibido para nós no banho turco. Encostado a uma parede masturbava-se sem tirar os olhos de nós. Depois de varias chupadelas profundas, manifestamente para beneficio visual dos nossos observadores, a Lara soergueu-se e sussurrando-me ao ouvido pediu para eu lhe fazer sinal para que se aproximasse. Embora soubesse que a minha mulher estava extremamente excitada com tudo aquilo, não esperava que ela tivesse a coragem de sugerir isto. Mas como a tesão dela era a minha tesão e o seu prazer também era meu, depois de alguma hesitação, com um aceno, convidei-o a aproximar-se. Ele veio até nós continuando a manusear o membro erecto. Aos poucos vários dor outros voyeurs foram-se também aproximando. A Lara, num gesto de atrevimento que eu não lhe esperava, ergueu a mão e agarrou o pau dele começando a masturbá-lo. Ao meu ouvido murmurou que ele tinha um pau enorme. E de facto assim era. Tanto em tamanho como em grossura tinha um membro sexual que em tudo correspondia ao resto da estatura. Alto e entroncado, de ombros largos e braços fortes, num dos quais uma tatuagem representava um sol. Um ar másculo amenizado por um sorriso simpático. Mesmo á minha frente via a Lara de olhos fixos naquele pau cuja tesão sentia entre os dedos, e perguntava-me se ela ia perder a cabeça e contrariamente a tudo o que sempre tínhamos falado entre nós, iria pô-lo na boca sem protecção. Felizmente no último momento ela teve a presença de espírito para lhe dizer que colocasse um preservativo. Inexplicavelmente ele disse não ter nenhum com ele. Pode parecer caricata a situação, mas foi exactamente o que se passou. Mais caricato ainda foi, no momento em ele, desiludido, pronunciou estas palavras, nas mãos de vários dos outros presentes que entretanto se tinham aproximado, como por magia, surgiram preservativos. Durante uns segundos ouviram-se as embalagens a serem freneticamente rasgadas e logo vários paus se ofereceram devidamente encapuçados, prontos para a acção. Rodeada de quatro ou cinco homens com os falos em riste, a Lara começou a acariciá-los até escolher, não sei porque critério, aquele ao qual decidiu dar mais atenção. Começando por o masturbar, aos poucos foi-o roçando nos lábios e na cara, para por fim o abocanhar. A minha mão acariciava-lhe o corpo, mas em breve senti outras mãos que também a apalpavam. Sem duvida que estava super excitado a ver a minha Lara, de um modo geral tão tímida e envergonhada na presença de desconhecidos, ali, liberta de pudor e sentindo-se a coberto do anonimato proporcionado pelo facto de saber que não voltaríamos a encontrar nenhum daqueles homens fora daquele ambiente, perder a cabeça e deixar correr toda a sua tesão. Enquanto o escolhido lhe segurava a cabeça e, mais do que ser ela a chupá-lo, era ele que se movimentava, fazendo o pau entrar e sair da boca dela, com as mãos ela ia masturbando outros que se acotovelavam para ficar mais perto. Perguntei-lhe ao ouvido se estava bem, se queria parar. Ela, parando por um momento o oral que estava a fazer, assegurou-me que sim, com um sorriso e um beijo. A humidade que os meus dedos sentiam entre as suas pernas dizia-me que ela estava a gostar do que fazia. Do que fazia  e do que lhe faziam, pois várias mãos lhe apalpavam as mamas, brincavam com os mamilos, desciam pela cintura, pelas ancas, procuravam as nádegas e tentavam introduzir-se entre as suas coxas. Mesmo á minha frente via vários paus tesos que ela ia manuseando alternadamente sem nunca tirar da boca o seu escolhido. A certa altura percebi pelos movimentos dele que estava perto do fim. Com a mão em concha ela acariciava-lhe os testículos enquanto ele, introduzindo-se fundo na sua boca, tinha a primeira contracção do orgasmo. Mais tarde ela contou-me que através da fina película de látex, sentiu o sémen a jorrar quente sobre a sua língua. Após vários espasmos ele imobilizou-se com o pénis profundamente enterrado na boca da minha mulher. Por fim, segurando cuidadosamente no preservativo, retirou lentamente o pénis que começava a perder a erecção. Baixou-se e agradecendo, deu-lhe um beijo rápido nos lábios e depois retirou-se. A Lara virou-se para mim e os nossos olhares fixaram-se por momentos. Depois abraçados dissemos simultaneamente um ao outro que nos amávamos. Este nosso gesto de intimidade serviu como sinal para os outros convivas se retirarem. Respeitosamente, aos poucos afastaram-se deixando-nos a sós. Mas para nós a noite ainda não havia terminado. Ambos estávamos super excitados e queríamos mais. Não sabíamos ao certo o quê, mas queríamos mais. Depois de uma troca de impressões e de beijos, decidimos ir os dois para um dos quartos privados. Enrolados novamente nas toalhas dirigimo-nos de mãos dadas para o mesmo espaço onde, dois dias antes, tínhamos feito amor perante uma audiência de quatro ou cinco pessoas. Estes quartos são pequenos espaços com um cama forrada a napa encostada a uma das paredes e algum espaço do outro lado. Uma pequena luz junto ao chão produz uma iluminação difusa, que no entanto, estando os olhos já habituados ao escuro, permite ver perfeitamente o que nos rodeia. Uma vez no interior, trancamos a porta e desfizemo-nos das toalhas que estendemos em cima da cama. A nossa fome era urgente, e com as bocas unidas num beijo sôfrego, as minhas mãos colaram-se ao corpo da Lara. Os seios fartos com mamilos espetados, as ancas volumosas, as nádegas redondas e cheias, tudo nela me despertava uma imensa tesão e vontade de a comer. Abraçados, sentíamos o calor e o desejo dos nossos corpos, como que uma energia que nos trespassava a pele e que recebíamos de volta aumentada mil vezes. As minhas mãos espalmadas no seu rabo puxavam-na de encontro a mim. O meu pénis erecto encaixava-se entre as suas coxas e eu sentia-o roçar nos lábios molhados da vagina. A minha boca foi-lhe percorrendo a pele, beijando e mordendo, saboreando o sal do seu suor, desde o canto da boca, pela face até ao lóbulo da orelha. Pequenas dentadas em carne tenra. Descendo o pescoço, cravando os dentes nos ombros, sentindo-a estremecer de volúpia. Pelo peito até aos seios, os mamilos tesos entre os meus lábios. A minha mão desceu-lhe pelo ventre, pelo púbis, até encontrar a fenda entre os lábios carnudos. Nos meus dedos senti-lhe o clítoris inchado, teso, um pequeno botão de carne quente e molhado. Lentamente ela foi escorregando pelo meu corpo até ficar sentada na borda da cama. Senti a cara encostada à minha pele, a esfregar-se na minha barriga, nos pelos do meu púbis, no meu pau. Com a boca procurou os meus testículos e durante momentos abocanhou cada um deles. A minha glande roçou-lhe na face deixando um fio de liquido brilhante. Com as mãos acariciei-lhe o cabelo enquanto o meu pau desaparecia entre os seus lábios. Estávamos havia algum tempo nisto quando ouvimos baterem à porta. Sem saber o que fazer, olhei interrogativamente para ela. Nos seus olhos vi o brilho de fêmea com cio. Mais esta expressão do que propriamente a palavra “abre” pronunciada em voz baixa mas firme, fez com que me virasse e destrancasse a porta. Ao abri-la um palmo, vejo do lado de fora o tipo que tinha estado a masturbar-se á nossa frente no compartimento do banho turco e que depois não tinha tido a presença de espírito para ter com ele um preservativo. Sabendo instintivamente que era o que a Lara queria naquele momento, deixei-o entrar e em seguida tranquei de novo a porta. Ele aproximou-se da Lara que não pareceu de modo algum surpreendida. Por baixo da toalha notava-se claramente o volume do sexo. Ela estendeu a mão e afagou esse volume, que foi crescendo com as suas carícias. Ainda através da toalha encostou-lhe a face e com os lábios foi dando pequenas dentadas. Depois puxou-lhe a toalha que caiu no chão revelando um membro em plena erecção, a glande intumescida, com uma gota brilhante na ponta apontando para ela. Sem cerimonia pegou no pénis e exibiu-o para ela num convite. Convite que ela aceitou, pegando-lhe e começando a massajá-lo. Ajoelhei-me por trás dela e com cada uma das minhas mãos nos seus seios fiquei a ver as dela deslizarem em movimentos lentos ao longo do sexo dele. Desta vez vinha prevenido com a camisinha cuja embalagem rasgou num movimento urgente. Entre os meus dedos os mamilos da Lara  estavam rijos. Ele começou a colocar o preservativo, desenrolando-o ao longo da glande, mas foi ela que com o movimento da mão acabou de o fazer deslizar até cobrir o tronco do pénis. Com os olhos fixos nos dele, de lábios entreabertos aproximou-o de si e com a ponta da língua começou a lamber. As lambedelas foram-se transformando em beijos prolongados e os beijos em chupadelas. Enquanto ela lhe fazia oral, eu beijava-lhe a orelha, o pescoço e o ombro, nunca deixando de fitar os seus lábios. As minhas mãos percorriam-lhe o corpo, acariciando os seios ou brincando entre os lábios da vulva. Ele, de olhos fechados, a cabeça inclinada para trás, gozava o prazer que a Lara lhe dava. De vez em quando olhava para ela e fazia-lhe uma festa no cabelo e na face, aproveitando para a puxar de encontro a si. Vendo-os, eu sentia-me contagiado pelo prazer que sabia ser não apenas dele mas também da minha mulher. Saí de trás dela e pus-me ao lado dele, oferecendo também o um pau á sua boca gulosa. Percebendo a minha ideia, ela começou então a chupar alternadamente um e outro. Com um pénis na boca ia masturbando o outro, por vezes juntando-os e lambendo ambas as glandes ao mesmo tempo. Ao fim de algum tempo, ela levantou-se e, de frente para mim, encostou-se a ele que a rodeou com os braços. As suas mãos envolveram-lhe os seios enquanto lhe percorria o pescoço com a boca. Pelos movimentos eu percebia que ela se roçava no pau dele. Empurrando-a gentilmente, ele fê-la ajoelhar na cama, continuando a acariciar-lhe as ancas e esfregando o membro erecto entre as suas nádegas. Ela apoiou-se primeiro com as mãos, depois com os cotovelos e por fim com o peito e a face, ficando meia de gatas, meia deitada, os joelhos afastados, o rabo no ar, aberto num convite. De pé ao lado de ambos eu não tirava os olhos da figura oferecida da minha mulher. Enquanto eu me tocava, vi-o agarrar no pénis e brincar com ele na vagina aberta e molhada da Lara. Repetidamente esfregou-o entre as nádegas dela, passando-o pelos lábios e fazendo a cabeça roçar-lhe no clítoris. Ela estendeu o braço por entre as pernas e guiou-o para dentro de si. Com os dedos ela afastou os lábios vaginais e lentamente vi a glande desaparecer entre eles. Por momentos ficaram assim, apenas a cabeça do pénis a entrar e sair, fazendo-a estremecer. Ela olhou para mim e nos seus lábios desenharam-se as palavras “amo-te”. Na sua face afogueada, no brilho dos seus olhos, percebia o gozo que ela estava a sentir, o prazer de ser penetrada na minha frente e de saber que eu partilhava com ela esse prazer. De olhos fixos nos meus e num arremesso de tesão, empurrou o corpo para trás enterrando de uma vez dentro de si aquele pau erecto. Sentindo isso como um sinal do que ela queria, ele começou a comê-la com movimentos violentos. Enquanto me masturbava via o seu pénis entrar e sair molhado de dentro da vagina da minha mulher. Agarrando-a pelas ancas enterrava-se todo dentro dela. Junto com os gemidos de ambos, ouvia-se o som das nádegas dela de encontro a barriga dele, o entrechocar dos seus corpos num bailado de vai e vem. Cada uma das sua investidas fazia-lhe tremer as nádegas e enviava uma onda que lhe percorria o corpo transpirado fazendo-o vibrar. Apoiada nos cotovelos, com as mamas a balouçar ao ritmo dos movimentos dele, dir-se-ia que o sugava para dentro de si. Que o sentir dentro dela aquele pau avantajado, grosso, de cabeça inchada e saliente, a inundava de um prazer infinito. Enquanto ele a penetrava com a fúria do desejo, ela tocava-se com mão e eu sabia que não tardaria a vir-se. Porque a conheço profundamente, percebia que o seu orgasmo não estava longe. Deitando-me a seu lado segurei-lhe a cara entre as minhas mãos. Sempre adorei a sua expressão no momento mágico em que se vem. Agora ia ter o prazer de ver essa expressão enquanto outro lhe dava o orgasmo. Os seus olhos aumentaram de brilho, os músculos faciais contraíram-se e da garganta soltaram-se sons em que apenas eu poderia perceber que dizia “vou-me vir, amor, vou-me vir”. O seu corpo contraiu-se. Um longo gemido saiu-lhe dos lábios, seguido de várias novas contracções. De lábios entreabertos, o prazer estampado no rosto, abandonou-se ao orgasmo. Aos poucos, o seu corpo, percorrido pelos derradeiros espasmos, foi desfalecendo enquanto eu, acariciando-lhe a face entre as mãos, a beijava no rosto e na boca. Puxei-a para mim e apoiei-lhe a cabeça no meu peito, envolvendo-a num abraço em que misturava o meu amor, o carinho que sentia por ela e a excitação de a ver completamente abandonada ao lânguido cansaço que sobrevém ao desejo satisfeito. O nosso amigo por sua vez atingia o seu próprio clímax. Enterrando-se profundamente dentro dela vinha-se com gemidos que foram certamente ouvidos fora do privado. Em espasmos consecutivos descarregou dentro dela o seu prazer. Por momentos esqueci-me que ele tinha um preservativo colocado e imaginei como seria a vulva da minha mulher cheia do seu leite. Ainda com as mãos a agarrá-la pelas ancas, foi-se retirando lentamente enquanto lhe beijava os ombros, as costas, a cintura e as nádegas. Depois de ter retirado a camisinha cheia e a ter depositado no lixo, colocou de novo a toalha em volta da cintura e beijando delicadamente Lara na face, agradeceu e despediu-se, deixando-nos de novo a sós. Esquecidos do correr do tempo, deixamo-nos ficar deitados, abraçados um ao outro, a saborear a ternura do contacto dos nossos corpos. Eu não tinha tido nenhum orgasmo mas naquele momento também não sentia a necessidade de o ter. Sabia que em casa, calmamente voltaríamos a fazer amor. Não com a fúria de uma fantasia entre estranhos, mas com a paixão e o amor que fazia de nós um só.

domingo, 15 de abril de 2012

O nosso primeiro dia na Sauna Apolo 56

Havia já algum tempo que andávamos a falar em voltar a um clube de swing. Tínhamos estado por duas vezes no Heaven e uma vez no Glamour. Agora que chegava a hora de nos prepararmos, nenhum de nós queria tomar a iniciativa. Vamos, não vamos? Será que queres mesmo ir? Não será só para me fazer a vontade? Eu quero, e tu? Eu também! Então vamos? Vamos sim! Depois de muita hesitação lá te foste preparar. Sim, porque a tua preparação é sempre mais complicada. Saia? Calças? Calças não, quero que vás sexy. Mas está frio. Também não vais andar na rua, é só de casa para o carro, depois paramos lá mesmo ao pé. Por fim decidiste-te por um vestido, preto, justo. As meias de rede que te ofereci e que tens vergonha de usar. Maquilhagem, base, sombra, lápis, batom… tantas coisas que vocês usam… e nós gostamos… Pela minha parte nada de especial. Ponta acima ponta abaixo. Burro velho não aprende línguas… nem a vestir-se. Enfim, sei que tens a paciência de me aturar. Por isso e muito mais eu te amo. Meia hora, dois cigarros fumados no frio da varanda. Finalmente estás pronta. Linda. Sexy mas com sobriedade. Adoro ver-te produzida. Saímos. Frio de gelar. Dentro do carro á espera que o aquecimento comece a fazer efeito. Conduzo devagar. A minha mão só se separa da tua para meter as mudanças. Ambos estamos expectantes, algum nervosismo embora não seja a primeira vez que fazemos isto. São dez da noite, não há transito. Não demorará muito a chegarmos lá. Saímos da cidade. Via rápida em direcção a Sintra. A IC19 a esta hora é uma pista. Ainda assim conduzo moderadamente. Passamos os desvios… Massamá, Cacém, Paiões, Rio de Mouro, Mem Martins. É o próximo. Percorro o laço em direcção á Abrunheira. A segunda rotunda, não te esqueças, á direita. Semáforos, esquerda, direita. Chegamos. O motor para e cai o silêncio. Nenhum de nós se move. Passam segundos a escoarem-se em minutos. Vamos? Vamos, claro! Sinto a tua mão quente a apertar a minha. Um beijo e saímos do carro. A vivenda parece deserta. Escutamos mas nada se ouve. Será que está aberto? Está, hoje é segunda feira. Estão abertos. Mas não se ouve musica! Estão abertos, devem ter um bom isolamento acústico. Damos a volta á esquina. Tocamos á campainha. Nada. Voltamos a tocar. Não há sinal de vida. Do outro lado da rua passa um homem. Olha para ti. A esta hora, num local deserto, de mini saia e meias de rede. Mas estás acompanhada por mim. Deve-lhe despertar curiosidade mas segue o seu caminho. Voltamos a tocar. Responde-nos o silêncio. Aqui não há vivalma. O que fazemos? Toca de novo. Já toquei quatro vezes. Têm de estar fechados. Momentos de indecisão. O frio corta. Não vamos ficar aqui ao frio. Proponho que voltemos para dentro do carro para decidir o que fazemos. Dentro do carro ainda está quente, aconchegamo-nos em silêncio. Devem estar fechado ás segundas. Mas eu tinha quase a certeza que estavam abertos. Não sabemos o que fazer a seguir. Ficamos a matutar nas expectativas goradas. Proponho irmos a um bar, mas sem grande convicção. Não era o que tínhamos planeado nem o que nos apetecia. Alguma ideia? Nada. Ou talvez, uma ideia idiota. Tens o contacto de alguém a quem possamos perguntar se há algum clube de swing na zona da grande Lisboa aberto ás segundas? Somos tão ignorantes nestas coisas. Mas somos assim mesmo. Perguntar a alguém? Rimo-nos do disparate, mas pensando bem… que temos a perder? Qual a alternativa? Ir para casa. Contacto de alguém? Acho que tenho dois ou três números de telefone, deixa ver. Telemóvel, contactos, procurar… E vamos telefonar a pessoas desconhecidas a esta hora da noite? Só conhecemos as pessoas do messenger, não as conhecemos pessoalmente. Envia primeiro uma mensagem. A quem? Procuro. Á três possibilidades. Os Ks, a F e o casal R. O que queres que escreva? Pergunta se sabem de algum clube aberto hoje. Não vou perguntar isso por sms. Penso. Por fim decido-me a enviar apenas “Podem falar?”. A mesma mensagem envio para os três, plenamente convencido que ninguém vai responder. Passam minutos. Estamos a preparar-nos para voltar para casa. De repente… plim-plim – mensagem. È a F a responder “Posso”. Liga-lhe e pergunta. Liga tu. Porque é que hei-de ser eu? Porque és mulher e acho mais lógico seres tu, lembra-te que só os conhecemos da net. Por fim lá te decides. Está a chamar. Não me recordo as palavras que dizes, algo como: “Desculpa, daqui é a Lara, temos falado algumas vezes no MSN… “. Enquanto conversas ouço entrecortada a voz do outro lado. Parece simpática e pela conversa está a ser prestável. Agradeces repetidamente, trocam beijinhos. Então? Ela diz que hoje só se for uma sauna em Lisboa. Em Lisboa? Mas estamos quase em Sintra! Ela diz que hoje não há mais nada aberto. Só a sauna Apolo 56, na rua Luciano Cordeiro. O que fazemos? Vamos? Não vamos? Não sei… Queres ir para casa? Vamos experimentar? Debatemo-nos na indecisão. São onze da noite. Ir para a sauna significa chegar a casa lá para as quatro da manha. Por outro lado tínhamos querido que esta fosse uma noite diferente. Amor, se quiseres ir para casa eu não me importo. Ficamos os dois. Não preciso de clubes nem de sauna. Tu bastas-me. Amo-te. Não! Vamos! Não estou cansado, digo escondendo um bocejo. Vamos. Vamos. Decidimos. Sabes onde é? Sim, na Luciano Cordeiro, perto do Marques. Bem vamos ver se atino com o caminho. Sou um bocado nabo a andar em Lisboa, a cidade que me viu nascer mas onde nunca morei nem trabalhei. Sou um sem-terra. Arranco de novo. Quando chegamos á IC19 ligo o rádio. M80, sei que gostas. Fazemos agora a via rápida em sentido contrário até ao cruzamento da Amadora. N117 em direcção aos Cabos Ávila. Desvio para a A5 para ir apanhar o viaduto Duarte Pacheco, túnel do Marques, atenção aos 50 e respectiva multa. Não esquecer de sair para o Marques, não queremos ir parar á Fontes pereira de Melo. Semáforos. Rotunda, mais semáforos. Sair na Duque d’Ávila, 2ª á direita. Estamos na Luciano Cordeiro. Que numero é? O 56, é o nome da sauna, Apolo 56. Vê de que lado é? Aqui são os impares, tem de ser do outro lado. E para que lado aumentam os números? Mais á frente ou mais atrás? De lado direito o Elefante Branco, acho que é uma boite. Não conheço nada. Lisboa á noite, criaturas estranhas. Sorte, arranjamos um lugar para estacionar. Novo silencio, imobilidade. Que fazemos? Vamos? Vamos, foi para isso que viemos. Saímos do carro. Na rua passeiam-se criaturas semi femininas. Maquilhagens e cabeleiras por cima de feições andróginas. Mini saias mostram pernas que parecem não sentir o frio. Duas aqui, três além, conversam por entre cigarros. “Esta noite não me apetecia trabalhar até de madrugada” uma frase de passagem diz-nos que não estão a passeio, mas no cumprimento do dever. Mais a baixo dois policias, também eles no cumprimento do dever, abrigam-se do frio que corta. Atravessamos, pois os números pares são do lado direito de quem desce. Olho as placas com os números das portas, finalmente o 56, entrada de um prédio com todo o ar de ser de habitação. Não vemos sauna nenhuma. Ficas a olhar para mim que também não sei o que fazer. Ao lado uma mercearia de bairro, dois trabalhadores carregam para dentro as frutas e legumes que amanha serão comprados por estes moradores. Olham-nos com curiosidade, abrigados no vão da porta. Não podemos continuar aqui. Ao fim de um bocado percebemos o nosso erro, não é o 56 mas o 56A. Mesmo ao lado, o rés do chão do prédio. Mais um olhar e um beijo e tocamos á campainha, a porta abre-se com um clique. Entramos timidamente, como que a medo, num pequeno compartimente que serve de recepção. Paredes escuras, aqui quase tudo é escuro. Posters, horários de funcionamento, regras de funcionamento, anúncios sobre massagens. Imagens de corpos masculinos, musculados a exibir sensualidade. De trás de um postigo uma voz com sotaque brasileiro dá-nos as boas vindas. O postigo está demasiado baixo. Temos que nos dobrar para ver com quem falamos. Ainda não percebemos que é propositado. Quem aqui vem deseja manter o anonimato. Perguntas da nossa parte, embaraçadas, de quem é estranho ao meio. Por fim decidimo-nos a entrar. Contra vinte seis euros entrega-nos 2 toalhas e um par de chinelos descartáveis para cada um bem como uma mão cheia de preservativos. Cada um de nós mete no pulso um elástico com uma chave e uma chapa com o numero do cacifo. A seguir visita guiada. Descemos uma escada para a cave. Os nossos olhos vão-se adaptando á obscuridade. Quem desce á frente? Eu? Tu? Não sei. Enquanto descemos a tua mão está cravada na minha, elo a não quebrar. Uma pequena sala com mesas e cadeiras, um balcão de bar, numa das paredes um plasma exibe um canal generalista, corredores. O recepcionista vai-nos guiando pelo labirinto. Mais tarde aprenderemos a orientar-nos aqui, mas por agora pensamos que nunca iríamos dar um com o outro se nos perdêssemos. Vamos passando de uns espaços para outros. Bancos forrados a napa, tamboretes, pufos, tudo iluminado apenas por pequenas luzes rente ao chão. Espalhados, talvez uma dezena de homens de toalha enrolada. Uns sozinhos outros a dois ou três conversam a meia voz. Sentes que te olham com curiosidade. Continuamos a visita enquanto o nosso guia nos vai descrevendo os privados, a sala dos buracos, glory holes também chamados. A sauna, o banho turco, a sala do baloiço, a sala de cinema com uma bancada em degraus, aqui outro plasma com pornografia. Mais corredor, os vestiários, casas de banho e chuveiros, tudo misto. Uma sala cheia de armários como os vestiários de um ginásio ou de uma piscina. Procuramos os cacifos correspondentes aos números que trazemos pendurados no pulso. Parece não haver ordem na disposição dos cacifos. O meu está aqui, encontrei. Não encontro o meu. Deve ser para aqui, sim, é este. E agora? Agora despimo-nos. Atrapalhas-te. Nunca estiveste num vestiário misto. Eu também não. Mas tu és homem. Vá lá. Não está aqui ninguém. Por fim decides-te. Tiras o casaco, sapatos, meias. As meias de rede. Se soubesse não tinha trazido estas meias. São os collants de rede, abertos nas ancas e entre as pernas. Contávamos ir ao clube. Tirar o vestido causa-te mais pudor. E se entra de repente alguém? Eu já estou despido. Enrolo-me na toalha. Por fim vais á casa de banho. Quando sais já vens enrolada na toalha. Os chinelos descartáveis são uma espécie de uma palmilha de borracha, temos que puxar uma parte para encaixar por cima da outra. Afinal não são desconfortáveis. Olhamos um para o outro. Puxas a toalha para cima para tapar os seios. Puxas para baixo para tapar as nádegas. Não dá para tapar tudo. Beijo-te a incutir confiança. Vamos? Vamos! Outro beijo e entramos no labirinto escuro de mão dada. Nos pulsos as chaves do cacifo e a respectiva etiqueta metálica tilintam a casa passo que damos. Estranhamos a nossa nudez mal coberta pelas toalhas. Debaixo do braço levamos a segunda toalha para colocar onde nos sentarmos… ou deitarmos. Não te afastes de mim, dizes-me ou ouvido. Juntos exploramos os corredores. Onde vamos? Não sei, vamos ver! Alguns homens que passamos, olham-te, disfarçando mal a curiosidade. Ambos sentimos a tensão no ar. Para onde quer que nos dirigimos, olhos brilhantes de luxúria nos seguem. Acabamos por nos ir sentar na sala de vídeo. Num ecrã cenas de sexo. Ficamos a ver sem grande convicção. Afinal nenhum de nós sabe o que esperar ou fazer. A pornografia acaba por ser toda igual. No outro lado da bancada um homem está sentado a ver. Pelo canto do olho percebemos que está mais interessado em nós do que no filme. Finges não notar. Pouco depois entra outro e senta-se não muito longe de nós. Encostas-te a mim. Com uma mão em volta da tua cintura, beijo-te o pescoço. Sinto nos lábios a tua pele ligeiramente transpirada. Sentes a toalha a descair revelando um pouco dos teus seios, mas foi a minha mão que fez descair. Quero expor-te, mostrar-te. Excita-me que te vejam, e sei que apesar do teu pudor também a ti te excita. Coloco a tua mão na minha coxa por entre a abertura da toalha. Mais não preciso fazer ou dizer. Os teus dedos vão subindo numa lenta carícia, como que por acaso. Mas ambos sabemos que não é por acaso. Abro as pernas para te facilitar o gesto. A minha toalha abre-se e não me preocupo em voltar a fechá-la. Encosto-me para trás e apoias a cabeça no meu peito. Estás a olhar para o meu pénis, a vê-lo crescer enquanto a tua mão se acerca dos meus testículos. Sinto-te acariciá-los com a concha da mão. De vez em quando olho para os nossos vizinhos. Mãos por baixo das toalhas em movimentos que não enganam. Quando os teus dedos se fecham em torno do meu pau já o sentes molhado na ponta. Estás excitado Charlie! O teu pau está todo molhado! Continuas a acariciá-lo, sinto a ponta do polegar a espalhar o liquido em torno da cabeça. Adoro o modo como me tocas. Ambos sabemos o que vem a seguir. Ajusto a minha posição para ficares meio deitada e sinto a ponta da tua língua a tocar-lhe. Lentamente, sem que te apercebas afasto o resto da tua toalha. Apoiada numa anca tens o rabo exposto, virado para os dois homens que agora se tocam já sem tentar disfarçar. Acaricio-te as nádegas. Passo a mão entre elas e sinto a tua pele quente em volta do ânus. Os meus dedos exploram entre as tuas pernas. Estás molhada. Sei que te está a dar gozo o que fazes e mais ainda faze-lo á vista de outros. O meu pau está agora na tua boca. Ora sinto os teus lábios deslizar ao longo do tronco, ora ficas só com a cabeça na boca e a tua língua descreve círculos em torno da parte de baixo da glande. De vez em quando levantas a cabeça, e continuando a masturbar-me, olhas para os outros. Eles continuam a tocar-se. Vês-lhes as mãos a deslizar nos paus erectos. Os olhos estão fixos em ti. Do outro lado, por trás da porta, mais uns olhos espreitam. Alguém mais tímido que desvia o olhar quando percebe que o podemos ver. Mas não por muito tempo. A tua boca no meu sexo é como um íman para todos aqueles pares de olhos. Com a mão livre acaricio-te a face, o pescoço, os ombros, as mamas. Outras vezes seguro os teus cabelos e pressiono-te a cabeça fazendo-te engolir todo o meu pau. Aperto as tuas nádegas. Afasto-as para dar aos nossos admiradores uma boa visão do teu rabo aberto. Procuro o teu clítoris e encontro-o inchado. Inchados estão também os lábios da tua vulva. Vou espalhando o liquido do teu prazer, sentindo nos dedos a tua carne húmida. Lentamente introduzo um dedo no teu rabo. Abres-te mais para facilitar, sei que gostas. Esquecida já de vergonha e pudor, excitada pela situação e pelo meu toque, continuas a chupar-me e a lamber-me, sabendo que vários homens te observam e se masturbam. Sei que se continuares me vais fazer vir. Ainda não meu amor! Pára se não venho-me! Relutantemente levantas a cabeça e olhas para mim. A tua mão continua a apertar-me o pénis. Envolvo a tua face com as mãos e puxo-te para mim. As nossas bocas encontram-se num beijo. Os lábios colam-se e sinto a tua língua na minha. Sabe a mim. Apercebes-te então que a toalha já não te cobre, tens as mamas á mostra, estás nua. Vamos para outro sitio! Vamos? Vamos! Levantamo-nos e voltas a envolver-te na toalha. Descemos os degraus da bancada seguidos pelo olhar dos dois homens ainda com os membros erectos na mão. Cruzamos a porta desta sala, dois ou três homens que do lado de fora nos observavam, disfarçam. Novamente percorremos os corredores. Depois de passarmos algum tempo no banho turco a transpirar entramos num dos privados. Um espaço pequeno com um divã de napa. A um canto junto ao chão uma pequena luz que vai mudando de cor. Pergunto-te se queres que tranque a porta. Não encosta só! Respondes-me. Sei que gostas de ser observada. Toalhas estendidas sobre o divã, estamos nus. Abraço-te e beijamo-nos. O teu corpo colado ao meu faz renascer a minha erecção. Enquanto as nossas línguas se beijam, as minhas mãos vão-te percorrendo o corpo. Adoro sentir nelas as tuas mamas. Os teus mamilos grandes e erectos entre os meus dedos. Apoias um pé na cama e ficas toda aberta. Sentes as minhas mãos apalparem-te enquanto brincas com o meu pau. Tenho uma sobre o teu púbis e outra insinua-se no rego entre as tuas nádegas. Sinto-te encharcada e quero penetrar-te. Espera, ainda não! Sentas-te á minha frente e recomeças o que tínhamos interrompido na outra sala. O meu pau erecto desliza entre os teus lábios, lubrificado pela saliva. Atrás de mim sinto a porta entreabrir-se. Também te apercebes mas continuas. Tens uma mão entre as minhas pernas. Sentes nos dedos cada um dos meus testículos. Mais um pouco e sinto a ponta do teu dedo a pressionar-me o ânus. Afasto uma das nádegas e sinto-o entrar. Sabes o quanto eu gosto. Aos poucos, vendo que não nos opomos, alguns dos voyeurs vão entrando. Estão agora uns quatro ou cinco aqui, a verem-te fazeres-me oral. Mesmo ao teu lado vês vários paus a masturbarem-se. Enquanto te apalpo as mamas brincas com a cabeça do meu pénis, nos lábios, na cara, voltas a pô-la na boca e a chupar. Dir-se-ia que o fazes não só para o nosso próprio gozo, mas também por saberes o gozo que lhes dás ao verem-te. Sei que tenho que parar. Quero fazer-te o mesmo. Contra alguma resistência da tua parte afasto-te. Empurro-te para trás com doçura mas firmemente, até ficares deitada de costas. Estás ali deitada, completamente nua e de pernas abertas enquanto a menos de um metro vários homens se masturbam. Ajoelho-me á tua frente e começo a beijar o teu corpo. As minhas mãos acariciam-te as mamas enquanto a minha boca percorre o teu ventre. Lambo o teu umbigo, beijo as tuas coxas. Lentamente vou-me aproximando dos teus lábios carnudos. Depois de um primeiro beijo no clítoris, olho para ti. Tens um braço estendido para trás e outro a tapar os olhos. Mas sei que disfarçadamente olhas para eles. Á fraca luz ambiente, nas cabecinhas daqueles paus tesos, brilham já algumas gotas de liquido. Sentes os seus olhares de luxúria pousados no teu corpo. Embora escondas a face dá-te gozo saberes-te assim exposta. A minha boca está colada ao teu sexo. Entre os meus lábios aperto cada um dos teus lábios. A minha língua entra e sai de dentro de ti. Adoro o teu sabor. Sinto o teu clítoris intumescido. Lambo-o e chupo-o e penso se te estarei a dar tanto prazer como o que eu próprio estou a sentir. Ou como o que tu me dás quando engoles o meu pau. Ao fim de algum tempo mudas de posição. Rodas sobre ti própria e ficas de gatas com as perna entreabertas. Ainda de joelhos tenho á minha frente o teu rabo, como um convite. Apoio uma mão em cada nádega e afasto-as. Estás toda aberta para mim. Vejo o teu clítoris saliente, os lábios da tua vagina abertos e brilhantes mostrando o interior rosado, entre as nádegas volumosas as preguinhas que rodeiam o ânus. Beijo, mordo, lambo. Levanto-me e coloco-me em posição de te penetrar. Chegas-te um pouco para a frente de modo a eu me poder ajoelhar no diva e apoias a cabeça na toalha. Com a mão agarro no pénis e começo a roça-lo em ti. Sinto a glande deslizar lubrificada pelo teu suco. A tua mão alcanças por entre as coxas e guia-lo para dentro de ti. Paro um momento apenas com a cabecinha entre os lábios, e és tu que com um movimento para trás te enterras completamente no meu pau. As minhas mãos agarram-te nas ancas puxando-te contra mim. Sinto o entrar e sair de dentro da tua vagina. Enterra-se profundamente até o meu púbis tocar no teu rabo, depois sai molhado e brilhante até só a glande estar dentro de ti. Tens os braços estendidos para frente e as tuas mamas balouçam ao ritmo dos nossos movimentos. Sinto-te completamente molhada. Como-te assim, primeiro devagar, aos poucos com estocadas mais fortes. Os nossos espectadores aproximam-se e descaradamente olham o teu rabo aberto. Afasto as tuas nádegas para lhes dar uma melhor visão. Sinto que não vou aguentar mais e digo-to. Vou-me vir, amor! Vou-me vir! Sinto-te pressionar para trás, de encontro a mim. As minhas mãos puxam-te com força enquanto me enterro fundo dentro de ti. Durante segundos que me pareceram uma eternidade sinto o esperma a fluir por dentro do pénis. A cada contracção descarrego em ti mais um jacto do meu prazer. O mundo pára para mim. Apenas eu e tu unidos no amor e nesta ternura infinita. Finalmente exausto deixo-me cair para cima de ti. Estou sem forças e fico deitado por cima do teu corpo enquanto o meu pénis amolece lentamente. Com um gesto peço a eles para saírem. Ficamos os dois, os corpos suados ainda colados um ao outro. Sentimos ambos o liquido a escorrer entre as tuas pernas enquanto te beijo a nuca e murmuro no teu ouvido…amo-te Lara, amo-te tanto…